‘' Até mesmo a menor das escolhas acarretam, com elas, grandes mudanças '', escuto essa frase e não entendo , entretanto me atinge . Uma senhora, já com idade avançada, estava no portão de casa a alguns minutos gritando frases como essa. Saco! Aguentar esses doidos só para quem tem problemas. Depois de passar, sei lá, uns 30 minutos a velha some e finalmente posso ficar a sós com meus pensamentos. Raramente consigo ficar só em casa, meus pais sempre estão presentes. É hora de ligar o som, que se fodam os vizinhos. Com o som no volume máximo penso nas escolhas que fiz, por que sou assim? Não tenho amigos, tenho parcerias, são apenas objetos, apenas pontes para conseguir o que quero. Às vezes me sinto importante, mas só quando piso nos que considero fracos, mas na verdade esses são os mais forte, será que isso é válido? Isso não me satisfaz. FRACO? Uma palavra que me identifico. Todos têm do que gostar, de quem gostar, mesmo que seja, muitas vezes, coisas ou pessoas estúpidas. Será que alguém já gostou de mim? Com certeza não do verdadeiro, escondi tanto quem sou que nem lembro mais, agora estou perdido . Depois de horas escutando a mesma música , meus ouvidos começam a doer. Mas não se comparam a essa dor, tanta dor que às vezes faço um som de cachorro ferido. Me levanto, olho para o espelho, é uma pena só ver defeitos, pior é não ver virtudes, enxergo uma pessoa que não posso perdoar, quantas vezes você machucou quem amo? Vou ate a gaveta de meu pai, já faz anos que sei onde ele esconde a sua arma, a pego, vou novamente em direção ao som, troco a música, dessa vez um rock pesado, olho novamente o inimigo e encosto o cano frio em sua face ...

Notas finais
queria agradecer a Livia Lumer , pessoa importante nesse projeto.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!