Paulícia - Doce Vingança

4 Diagnóstico de Alguém Apaixonado


Notas iniciais
Hello, people! Estou de voooolta, hehe. Primeiramente, mil desculpas pela demora, quem leu o aviso no capítulo anterior sabe que todo esse atraso foi culpa do meu horário super lotado e do meu colégio que está bem puxado... Então, não me matem, plis! Segundo, vamos botar o papo em dia já que eu to atrasadinha né? 1. Tô super chorosa pelo fim das gravações de Carrossel o filme 2, acabou-se o meu passatempo favorito de ver os snaps deles juntos nos bastidores do filme! 2. E aquela foto que os alunos da escola mundial tiraram com a professora Helena??? Quase vomitei arco-íris, principalmente pelo abraço Lufer ♥ 3. Antes de ontem eu tive um sonho maravs ♥ Eu e uma amiga visitávamos o set de gravações do filme, cantávamos com todo o elenco e tirávamos fotos com todos os meninos! Até o celular deles me passaram! Infelizmente, foi só um sonho 3 Serião, acordei #chateada. Terceiro, SOCORRO BRASIL EU N AGUENTO MAIS ESPERAR POR ESSE FILME! SERÁ QUE DÁ PRA PULAR PRA JULHO, DE UMA VEZ??? Enfim, ignorem os meus ataques e boa leitura!

POV. Alícia

— Nem se despede, né, Licinha?

Para tudo! Que merda de denominação é essa?

Virei-me de costas para a entrada da Escola Mundial e dei de cara com o imbecil do Paulo.

— Licinha? Sério? Você sabe fazer melhor, Guerra. – Comentei.

— Ah, então quer dizer que você gostou? – O peralta questionou, com o intuito de me provocar.

— Claro que não. Que apelido mais ridículo! – Reclamei.

— Então o meu objetivo foi alcançado. – Debochou, sorrindo em sinal de vitória e fazendo-me revirar os olhos.

Fala sério! Esse garoto não tem outra coisa pra fazer, não? Parece até que o hobby da vida dele é me irritar.

— Fala logo o que você quer, Guerra. – Impaciente, estimulei-o a ir direto ao ponto (acho que já deu pra perceber que constantemente eu ficava assim nas minhas conversas com o encrenqueiro). – Não sei se você notou, mas eu pretendo ir pra minha casa e você está me atrapalhando!

— Sério? Nossa, eu nem tinha percebido isso. – Respondeu, cínico.

Bufei. Essa provocação toda provavelmente era apenas o troco por eu ter o perturbado na hora da aula, ao dizer que eu e as meninas não estávamos aprontado nada.

— Pois eu conheço um ótimo oculista! Se você quiser, te passo o telefone dele. Porque pelo visto você está precisando de um, viu? – Eu falei, irônica.

— Licinha, eu sei que você se preocupa bastante comigo, mas não precisa disso. – Zombou novamente.

— Eu? Preocupada com você? – Ignorando o nome tosco pelo qual o arteiro me chamara, apontei pra mim mesma com o meu indicador e logo dei uma risada forçada. – Só se for nos seus sonhos, né.

— Sonhos, não. Pesadelos. – O Guerra respondeu ao meu comentário. – Pois isso é tudo o que eu tenho com você!

— Então estamos quites, porque comigo é a mesma coisa. – Eu disse. Depois o encarei, lançando-lhe um olhar fuzilante. – Você é o meu pior pesadelo, Guerra.

— Ouvir isso de você é como música para os meus ouvidos. – O garoto proferiu com deboche. Em seguida, fechou a cara e me encarou, da mesma forma que eu fizera com ele. – Não espero ser outra coisa para você, Gusman.

Ficamos nos olhando dessa maneira por alguns segundos até a chegada da Marcelina.

— Vocês dois já estão discutindo de novo?! – A baixinha indagou, sem acreditar no que estava vendo.

— Eu só queria sair do colégio e ir pra casa em paz. – Respondi, aborrecida. – Mas o mala do seu irmão me chamou só pra me perturbar. – Continuei, apontando para o Paulo ao dizer o que ele é de fato e, seguidamente, cruzando os braços.

— Você está se achando muito, ein, Gusman?! – O bagunceiro comentou. – Qual o prolema em dar uma despedida decente para os amiguinhos? Poxa, eu só te chamei pra isso. – Fingido? Nããão, imagina!

Uhum, claro. Isso era tudo o que ele queria ao me impedir de sair logo dali. Até porque Paulo Guerra é cheio das boas intenções.

— Acontece que você não é meu amiguinho. – Falei, fazendo uma careta.

Imediatamente, Marcê interrompeu nossa discussão, impedindo o Guerra de retrucar o que eu disse.

— Já chega, vocês dois! – Minha amiga esbravejou, enquanto eu e o arteiro mirávamos um para o outro, emburrados e de braços cruzados. – Eu, ein. Parecem duas crianças! – Completou, indignada com a conjuntura.

— O único crianção aqui é ele! – Pronunciei, ainda de cara amarrada.

— Eu? Mas eu não fiz nada! – O peralta se fez de inocente.

Mais uma vez, Marcelina tratou de cortar nós dois.

— Eu já falei pra parar! – Ela vociferou. – Paulo, não precisa se fingir de bomzinho pois eu sei muito bem que você gosta de provocar… – Prosseguiu, mais calma.

— Toma! – Proferi, olhando para o Guerra e me referindo a ele, que fez uma careta.

— Alícia, menos. – Disse Marcê. – Você também não se segura e fica revidando! – Valeu, amiga. Cortou meu barato!

Imediatamente, Paulo deu uma risada e voltou-se para mim.

— Quem é que tomou agora?! – O garoto falou em tom de zombaria, fazendo-me responder com uma cara enojada. Que raiva desse moleque!

— Vocês dois não têm jeito mesmo… – Marcelina comentou, fazendo sinal de negação com a cabeça e nos observando. – Eu desisto! – Declarou, suspirando, e logo depois concluiu sua fala. – Paulo, vamos embora.

— Eu só vou porque não estou mais a fim de olhar pra essa cara feia da Gusman. – Pronunciou o encrenqueiro.

— Ótimo. Já vai tarde. – Eu proferi em resposta ao comentário dele.

— Tchau, Ally. Nos vemos mais tarde! – Marcê acenou, sorrindo, despedindo-se de mim.

— Tchau, amiga. Até! – Me despedi também, retribuindo o gesto dela.

— Ué, o que tem mais tarde? – Paulo questionou confuso.

— Nada que te interessa. – Respondi, curta e grossa.

— Na verdade, me interessa sim. – O bagunceiro me contrariou (novidade, né?) e eu o fuzilei com o olhar.

— Ai, Paulo, é coisa de menina. – Minha amiga comentou.

— Então agora eu sou gay. – Brincou o garoto. – O que vocês vão fazer? Podem contar!

Eu juro que não queria ter achado graça disso, afinal a piadinha saiu da boca do chato e insuportável do Guerra, mas eu realmente tive que segurar o riso. Eu não podia rir de algo que ele disse na frente do próprio, não é mesmo?

— Palhaço! – Marcê disse, rindo. – Vamos logo, Paulo.

— Tá bom… Vamos. – Seu irmão respondeu, desanimado por não ter conseguido o que queria. Em seguida, olhou para mim e fez sua última brincadeirinha. – Tchau, Licinha! – Pelo visto, ele nunca perde a chance de me provocar.

Sendo assim, fiz questão de devolver na mesma moeda.

— Tchau, Paulito. – Falei, dando um sorriso falso para ele.

Enfim, os irmãos foram embora e eu fiz o mesmo. Enquanto caminhava rumo à minha casa, comecei a pensar na minha última briga com o arteiro. Um turbilhão de pensamentos logo surgiu em minha mente. Um deles me alertava que se continuássemos daquele jeito, eu nunca conseguiria me aproximar daquele garoto. Comecei a achar que talvez a Operação PAULICIA não fosse dar tão certo tal qual imaginávamos.

[…]

Chegando em casa, prontamente avisei para a minha mãe que dormiria com as meninas lá na Majô, mas que passaria a tarde na nova pista de skate com o Mário. Minha mãe é super de boas, portanto, sem criar nenhum problema, permitiu minha ida para os dois eventos. Em seguida, fez questão de me perguntar com havia sido o meu primeiro dia de aula no 9º ano.

— Ah, foi normal. – Respondi, sem ter o que dizer. – Pelo menos, pude matar a saudade dos meus amigos. – Completei, sorrindo.

— E como foi com o Paulo? – Indagou, dando um sorriso maroto, ao passo em que eu revirei os olhos.

Como assim “como foi com o Paulo”? Ela tem plena consciência de que aquele moleque vive de implicância comigo e não vai ser agora que essa situação mudará! Bem, não naturalmente, né. Se o plano das garotas for milagroso, quem sabe haja alguma mudança… Mas isso só faz parte da vingança, claro.

— A mesma coisa de sempre, oras! – Falei, bufando. – Briga pra lá, discussão pra cá… Quase o estapeei umas duas vezes, mas a vontade vem toda vez que eu olho pra cara daquele estúpido.

— Sei… – Ela comentou, como se não acreditasse nas minhas palavras.

— E por que aquele sorrisinho?! – Interroguei-a. É claro que eu reparei que minha mãe fez aquela pergunta com segundas intenções, afinal, não sou boba.

— Que sorrisinho? – Fingiu não saber do que eu dissera. Ela estava muito gaiata pro meu gosto, isso sim.

— Ah, mãe, para. Você sabe muito bem do que eu tô falando! – Acabei com o fingimento dela. – Anda, desembucha.

— Tá bom. – Rendeu-se, suspirando. – É que eu achei que talvez vocês estivessem parado de se implicar e assumido o que realmente sentem um pelo outro… – Continuou, sorrindo.

OI?! Foi isso mesmo que eu ouvi?!? Minha mãe só pode estar louca! NUNCA na minha vida eu gostaria de um estrupício desses por livre e espontânea vontade!

— Mãe, você pirou?! – Indaguei, indignada com o que ela acabara de dizer. – Eu O-D-E-I-O aquele garoto!

— Isso é o que você pensa. – Respondeu.

— Pois eu acho que a senhora tá precisando de um manicômio! – Retruquei, um pouco exaltada.

— Calma, não precisa ficar assim! – Defendeu-se, rindo da minha reação.

— Calma nada! – Proferi, aborrecida. – Nada a ver o que você falou, mãe. – Cruzei os braços, fazendo bico.

— Tudo bem, então esquece o que eu disse. – Encerrou o assunto, parando de rir. – Acho melhor você subir e se arrumar, pra almoçar logo e depois ir se encontrar com o seu amigo. – Me aconselhou.

— Tá. – Assenti, ainda irritada. – Mas eu só faço isso porque não quero deixar o Mário plantando me esperando.

Me dirigi às escadas pensando no que minha mãe falara. Sério, de onde ela tirou esse absurdo? Antes que eu conseguisse terminar de subir os degraus, minha mãe fez um último comentário sobre a temática. Ela disse mais para si mesma, entretanto eu pude ouvir.

— Essa menina pensa que me engana. Todas essas provocações… Aí tem coisa! – Falou, convencida.

Às vezes minha mãe fala cada coisa maluca e sem sentido! Melhor eu deixar pra lá.

Entrei no meu quarto, que possuía uma decoração nas cores preta, roxa, lilás e branca e que tinha, na parede onde estava encostada a cabeceira da cama, um adesivo de um semblante de uma garota segurando um skate (bem a minha cara, né?) (n/a: Link do adesivo nas notas finais). O local estava tão desorganizado que mais parecia um quarto de algum garoto beeem bagunceiro. Era roupa no chão e na cama, bola de futebol em um canto e de basquete em outro, alguns skates espalhados pelo local…

Se minha mãe ver isso, eu tô frita! Mas depois eu dou um jeito de arrumar. Pelo menos, é o que eu espero. Pois é, a situação não tá tranquila, nem favorável.

Fui direto para o banheiro e tomei meu banho, lavando o cabelo. Sem demora, botei uma regata colada qualquer, uma bermuda jeans e uns tênis. Logicamente, não esqueci de colocar o acessório principal: o meu boné preferido, com sua aba virada para a parte de trás da minha cabeça. Peguei um dos meus skates e desci, almoçando em companhia da minha mãe. Meu pai trabalha o dia todo e só volta de noite, então são raras as vezes em que ele almoça em casa. Enfim, comi tão rápido que praticamente engoli o prato inteiro em uma só garfada. Após tal feito, escovei meus dentes e saí rumo ao lugar marcado com o Mário.

[…]

POV. Mário

Cheguei na nova pista e sentei-me em um dos bancos de lá para esperar a Ally. O local não se encontrava vazio, alguns jovens já andavam de skate e faziam algumas manobras nas rampas enquanto outros estavam em assentos conversando entre si. Até que o lugar era bem grande e cheio de possibilidades para esqueitistas. Com certeza voltarei mais vezes!

Depois de uns 10 minutos aguardando sentado, Alícia apareceu já montada em seu skate. Me levantei e fui ao encontro dela, enquanto a mesma parou e botou, de maneira rápida, o pé na ponta do skate, fazendo-o levantar-se sozinho. Logo após isso, segurou a outra ponta dele, o tendo agora em mãos (n/a: Gente, não sei se vocês entenderam dsjkbsf Eu sei andar o básico de sk8 e tentei explicar como esqueitistas fazem pra pegá-los, pois eles não simplesmente abaixam e pegam, tem esse jeito todo style de pegar ashuashua e me desculpem se eu não consegui passar isso pra vocês…).

— E aê, Ally! – Cumprimentei a garota, abraçando-a.

— E aê, Mário Bross! – Ela retribuiu o meu ato.

— Por que a demora? Você não é de se atrasar, principalmente quando o assunto é pista de skate. – Questionei ao desfazer o abraço, estranhando a tardança dela.

— Ah, me desculpa. – Disse a esportista. – É que minha mãe veio com um papinho bizarro pra cima de mim. – Explicou, revirando os olhos.

— Que papinho? – Indaguei, curioso, arqueando as sobrancelhas.

— Não vale a pena falar. – Proferiu, bufando. Percebi que ela estava um pouco irritada com aquilo. Ah, agora eu quero saber o que a mãe dela falou para deixá-la desse jeito!

— Deixa de besteira, Alícia. Fala logo! – Insisti.

— Tá bom. – Suspirou. – É que ela acha que eu e o Guerra nos gostamos. Acredita?! – Continuou, indignada.

Após alguns segundos processando a informação, caí na gargalhada.

— Qual é a graça? – Perguntou, emburrada, colocando a mão livre na cintura.

— Toda! – Respondi, ainda gargalhando. Sério, já estava ficando com falta de ar.

— Pois eu não vejo graça nenhuma. – Pronunciou, zangada.

— Então você tá cega! – Comentei, entre risadas. – Porque isso é hilário! – Completei, deixando-a mais estressada. Às vezes eu acho que deveria ficar quieto, pois sempre complico mais ainda as coisas.

— Já chega! – Me cortou. – Bora andar de skate, porque eu não vim pra cá pra ficar sendo zoada. – Ao dizer isso, começou a dirigir-se a uma das rampas.

— OK. – Concordei, finalizando o riso. – Vamos então, apaixonadinha. – Prossegui, provocando-a. É, eu não consigo mesmo ficar calado.

— Ah não, Mário. Para! – Pediu, mal-humorada, causando uma última risada em mim.

— Tá bom, parei… – Falei, deixando-a aliviada por um momento. – …Por enquanto. – Conclui a frase, fazendo-a bufar.

Em seguida, fomos para a rampa de skate e começamos a nos divertir, praticando um de nossos esportes favoritos.

[…]

Depois de algumas horas fazendo manobras e mostrando as nossas habilidades no skate, resolvemos parar para beber água e, seguidamente, sentamos um pouco para conversar.

— Então, Ally… – Comecei a falar. – O que você quis dizer quando falou aquilo do Jorge e eu te trocarmos?! – Questionei, nervoso com a sua possível resposta. – E sem joguinhos, por favor. – Pedi.

— Sabe, eu até acho estranho você querer saber isso… – Comentou. – Pessoas normais evitariam o assunto.

— Pois é, pena que eu não sou normal. – Respondi. Melhor saber logo de uma vez o que ela tava pensando, né? Evitando ou não, eu não poderia impedi-la de achar alguma coisa. E se fosse pra ela achar algo, eu preferia estar ciente disso.

— Ah, Mário. Você sabe muito bem do que eu estava falando. – A esportista disse. – Precisa mesmo que eu esclareça?

— Não, eu não sei. – Menti. – Explique-me. – Completei, torcendo pra que o raciocínio dela estivesse errado.

— Tudo bem, se você quer assim… – Proferiu, deixando claro que a escolha de saber o que se passava na cabeça dela foi minha. – Bem, você tá apaixonado pela minha melhor amiga. – Jogou a bomba, dizendo isso tão calmamente como se fosse uma coisa normal e simples, que todo mundo fala diariamente.

Se eu estivesse bebendo água no momento em que ela disse isso, sem dúvida nenhuma eu teria cuspido tudo na cara da moleca.

Fiquei paralisado por alguns segundos após as palavras dela, tentando processar o que a mesma dissera. Depois desse intervalo de tempo, finalmente dei uma resposta para Alícia.

— C-claro q-que não. – Gaguejei, tentando enganar não só a ela mas também a mim mesmo. Sinceramente, eu não sabia ao certo o que sentia pela Marcelina, mas era algo que já existia há muito tempo. Por isso, ouvir aquilo da Ally causou um choque em mim, especialmente porque eu fiquei surpreso em saber o meu diagnóstico. Pra falar a verdade, fazia um tempinho que eu já desconfiava dele.

— Fala sério, Mário. Nós somos melhores amigos desde o 4º ano! Achou mesmo que eu não havia percebido? – Indagou. – Tá querendo enganar a quem? Só se for a você mesmo, porque a mim você não engana. – Pior que é verdade... Alícia é esperta demais pra ser enrolada.

— Mas eu não gosto da Marcelina. – Insisti, dizendo isso mais para mim mesmo do que para ela.

— Claro que gosta! – Alícia contestou.

— E como é que você tem tanta certeza disso?! – Perguntei, curioso para saber sua resposta.

— Mário, nós nos tornamos próximos por causa da carta de amor que você queria dar pra ela e botou no meu armário por engano. Lembra que eu até te ajudei, dizendo qual era o armário verdadeiro dela? – Questionou e eu assenti, lembrando do ocorrido. Nossa, faz tanto tempo que aconteceu que eu nem me recordava disso!

— Mas o que isso tem a ver? – Indaguei. – De qualquer jeito, depois eu deixei de gostar dela e nunca mais me apaixonei, tanto é que eu já fiquei com várias garotas mas nunca namorei. Não que eu não ligue pra namoro, mas é que nunca surgiu ninguém especial.

— Isso é porque a Marcê nunca deixou de ser o seu alguém especial. – Comentou Ally. Oi?! Ela não ouviu o que eu acabei de dizer?! Eu cheguei até a ficar com algumas garotas. Se eu estivesse apaixonado, eu não teria feito isso. Teria?

— De onde você tirou essa ideia, Alícia? – Perguntei, sem entender o porquê dela ter dito aquilo.

— Mário, Mário… Você é muito lento, cara. – Respondeu. Nossa, muito obrigado, Ally. Fico tão feliz em saber disso! – Está óbvio que você fez tudo isso querendo fingir para si mesmo que o sentimento que você tinha pela Marcê morrera, mas a verdade é que ele nunca parou de existir, e agora voltou à tona. Deve ser por isso que você está confuso desse jeito. – Bom, pra mim, nada disso estava claro como para ela estava. Fala sério, minha melhor amiga me conhece muito melhor do que eu próprio! Será que ela tem razão mesmo? Pelo visto, diante de todos esses argumentos, parece que sim.

— Caramba, eu não acredito que estou apaixonado pela Marcelina! – Exclamei, atônito com a situação.

— Ai, eu torço muito por vocês dois! – Falou animadamente, com um sorriso. – Fazem um casal tão lindo!

— Valeu pela força, Ally. – Agradeci. – Acho que eu não teria percebido isso tão cedo se não fosse você. – Desabafei, sendo sincero. – Tô te devendo essa!

— Que isso, você sabe que pode contar comigo pra qualquer coisa! E eu prometo que vou ficar de bico calado sobre a sua paixonite… – A moleca falou, sorrindo, fechando um zíper imaginário em sua boca.

— Obrigado! – Eu disse, dando-lhe um abraço, que a mesma retribuiu.

Ao desfazer o ato, recordei de um pequeno detalhe que complicava bastante a conjuntura em que eu estava. Instantaneamente, minha face alegre foi substituída por uma expressão preocupada.

— O que foi? – Alícia questionou, sem entender a minha mudança repentina de humor.

— Lembrei de um problema… – Proferi, apreensivo.

— Qual? – A esportista indagou, confusa.

— O Paulo. – Meu Pai do céu, do jeito que ele é ciumento… Eu tô lascado!

— Não é possível. – Ally bufou, indignada. – Esse garoto sempre atrapalhando tudo!

— Infelizmente, eu até entendo o lado dele… Ele só quer proteger a irmã do mesmo jeito que eu e o Jorge queremos cuidar de você.

— Pode até ser, mas nada em exagero é bom. – Comentou, aborrecida.

— Calma, eu vou dar um jeito. Uma hora eu vou ter que mandar a real pro Paulo! – Pronunciei, decidido.

— É assim que se fala, garoto! – Alícia disse e, em seguida, nós fizemos um high five. Terminado o gesto, a garota olhou para o lado e depois voltou-se para mim. – Ih… Falando no diabo… Olha quem está vindo aí! – Murmurou, irritada.

Me virei para o local que antes ela olhara e pude ver Paulo vindo em nossa direção, com o seu skate nas mãos.

Notas finais
Adesivo do quarto da Ally: http://www.elo7.com.br/adesivo-decorativo-skate-gril-garota/dp/42D62E#fatc=1&df=d&uso=o&fvip=0 Eitcha, eu acho que já sei de onde a Alícia puxou a esperteza dela, né? E sobre a conversa Marilicia, só a Ally pra abrir os olhos do Mário mesmo... Ihhh, Paulo vindo aí! Será que vem mais treta? Bom, espero muuuuito que tenham gostado do capítulo e que eu tenha compensando a tardança, rsrs. Ele não ficou bem como eu queria, pois a minha intenção era botar mais coisa e acabar o capitulo com a Ally chegando na casa da Majô, mas eu vi que o capítulo já estava grandinho e tbm eu precisava parar de escrever pra estudar! Então resolvi deixar toda a festa do pijama para o próximo, mesmo... E além da festa, haverá algumas surpresas nesse cap, rs! Desculpem-me qualquer erro ortográfico, prometo que dps darei uma revisadinha no capítulo pra consertar caso encontre algum errinho! Enfim, um enorme beijo e até logo!