Patrick e Jake
18 Capítulo 18 - Jake
Patrick havia me beijado de novo.
E de todas as vezes que eu tinha fantasiado aquele beijo em diversas situações, no cinema, sozinhos no meu quarto ou andando por Londres, por exemplo, nada se comparava a realmente beijá-lo. Era de longe uma das melhores sensações que eu já havia sentido. Era como se por alguns segundos eu estivesse completo de verdade.
– Pat — chamei ele quando paramos de nos beijar.
– Que? — ele me perguntou.
– Você vai contar isso pra alguém? — eu perguntei pra ele, mordendo meu lábio inferior.
– Não, por quê? — ele me olhou com uma expressão confusa.
– Samantha não pode saber disso. Ela já te odeia, se ela ficar sabendo disso pode ser capaz que ela mande alguém te matar.
– Ela não vai saber, eu prometo — ele passou os braços pela minha cintura e me abraçou — Eu sou um amante? Algo tipo assim?
Eu ri, puxando os braços dele para baixo e passando os meus braços pelo pescoço dele, escondendo meu rosto no ombro dele.
– Sim, você é meu amante. Só meu — ele sorriu.
– Só seu.
Eu sorri de volta e o beijei de novo.
– Pat? Eu pensei que você não quisesse mais...
– E eu não quero — ele me interrompeu — Mas Sam me disse que talvez eu devesse te dar outra chance antes que fosse tarde demais. Olha Jake, eu ainda não estou pronto para perdoar o que você fez, mas eu acho que podemos ir devagar, tudo bem?
– Eu devia me fazer de dramático, te empurrar e te esnobar e ficar sem falar com você. Mas como eu sempre fui mais legal que você — ele riu, me fazendo rir também — Por mim tudo bem.
– Então você me desculpa?
– Bom...
– Poxa Jake, é díficil dizer "Sim Pat, eu te desculpo, vem dormir comigo essa noite" ?
– Eu deixo você dormir comigo essa noite.
– Uhu!
– Se...
– Lá vem.
– Você pedir desculpas para o Charlie.
– Tá jogando sujo comigo! Não vale!
– A oferta está vencendo...
- Tá bom Cake, eu peço desculpas.
Ele me fez sorrir quando me chamou de Cake, fazia muito tempo que ele não me chamava daquilo.
– Ótimo, agora vamos para o campus pedir uma pizza, porque eu estou morrendo de sono.
Ele passou os braços por minha cintura e se apoiou em meu ombro e nós voltamos andando para o campus.
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