Patrick e Jake

20 Capítulo 20 - Jake


– Eu quero um churros de doce de leite e uma pipoca doce — eu falei ao moço que vendia pipocas, churros e algodões doces — E você Pat?

– Eu quero um pedaço do seu churros.

– E por que você não pede um só pra você?

– Por que eu quero do seu.

– Então é só o churros e a pipoca — eu falei estendendo uma nota de 5 doláres ao homem — Pode ficar com o troco.

– Você é um gordo mesmo — eu falei pra Pat enquanto ele comia o meu churros — Chega, tá bom, você vai acabar com meu churros.

Eu peguei o churros da mão dele e sai correndo para a fila da roda gigante.

– Roda gigante Jake? Sério? — ele me olhou com cara de desaprovação.

– Pat, se você não viu a gente está em um parque de diversões e como nos filmes eu tenho que ser o mais clichê possível.

A fila andou um pouco e nós nos movemos com ela.

– Você só pode estar brincando comigo né?

– Na verdade não — eu falei sorrindo.

Ele sorriu de volta e eu apertei as bochechas dele.

Eu abracei ele com força como se eu estivesse protegendo de alguma coisa e ele confuso me perguntou:

– Por quê isso? — ele deu uma risadinha — Tá tentando me sufocar Jake?

– De todas as pessoas aqui você é a mais fofa e eu aposto que todas as meninas daqui vão querer te tarar — eu ri — Então eu tenho que mostrar que você é só meu.

– E eu sou só seu? — ele passou os braços pelo meu pescoço.

– Mas é claro — eu falei sorrindo — E se alguma vadiazinha sem classe por a mão em você eu trucido ela.

A fila andou mais um pouco e nós nos movemos com ela de novo, chegando perto da roda gigante.

– E você, é só meu? — ele me perguntou com cara de cachorro pidão.

– Sou.

– Mas e a Sam?

– A Sam é minha namorada mas as coisas com ela estão frias a um tempão — eu dei um selinho nele — Com você as coisas estão mais quentes com você eu sou completamente seu.

E eu dei um beijo nele.

E a roda gigante parou, a fila andou e nós entregamos os ingressos pro carinha e sentamos em uma das cabines e fechamos a porta.

– Ai Jake, não sei se isso é uma boa ideia.

– E por que?

– E se a gente cair daqui?

– Acho isso meio impossível Patty — eu dei uma risada e ele me olhou com uma expressão de raiva nos olhos — Vem cá.

Eu o puxei pra perto de mim e o abracei. E bem a tempo porque naquele momento a roda gigante começou a andar. Patrick estava tremendo o que eu achei fofo porém fresco, mas eu o abracei mais forte e ele se acalmou um pouco. E a roda gigante continuava rodando até que ela parou lá em cima.

– Mas que merda é essa Jake? — ele me falou com susto nos olhos e eu não pude deixar de rir — Jake seu idiota, não é pra rir, é sério, o que será que está acontecendo?

– Não sei, eu não estou lá em baixo pra saber, mas pensando bem... — eu abrir a porta e fingi que ia pular lá em baixo.

– JAKE, NÃO! — ele me segurou e eu comecei a rir — Cacete seu merdinha, você podia ter morrido, sabia?

– Mas eu não morri, morri?

– Mas e se você tivesse morrido? Como eu ficaria?

– Vem cá — eu o puxei pra perto de mim e passei meus dedos pelo rosto dele, tirando os cabelos que insistiam em cair nos olhos dele — Você sabe que eu nunca te deixaria né? Eu nunca vou te deixar Patty — e eu o beijei, e ele pareceu se acalmar um pouco.

E então nós começamos a nos movimentar de novo.

Malditos clichês que sempre davam certo.