Lá no morro

Tenho uma casinha

Pedindo por socorro

Lá da minha cozinha.

Era só um ovo

Com certeza de galinha.

Só que eu errei,

E pedia por socorro na cozinha.

Do ovo saiu um pato

O mesmo pegou uma faca

Agora a coisa ficou feia...

CARACA.

Não era um pato comum

Patos não são assim

Se fossem desse jeito,

Não sairia gritando pro meu jadim.

O pato me seguiu

Acho que to pirado.

Em vez de um,

Agora eram quatro!

Decidi que iria

Os patos enganar.

Levei eles pro porão

E tranquei eles lá.

Ligar pra polícia.

Essa era a solução.

Mas quem iria acreditar

Em patos assassinos do porão?

De sobremesa,

Queria leite com biscoito

Mas em vez disso,

Ganhei mais patos: oito.

Como eles saíram do porão?

Será que se multiplicaram?

Aquele já não era um bom dia

Os patos só complicaram.

De repente senti algo molhado

E depois senti muita dor

Aquele pato desgraçado

Me causava verdadeiro pavor.

A faca atravessava meu peito

E o pato sorrindo

Me senti meio tonto

Minha visão estava diminuindo...

Quando eu faleci,

O pato foi pra cidade

E tudo o que minha alma ouviu

Foram os gritos de perplexidade.

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