Patlântida

1 Prelúdio alvorecido


Era um glorioso dia treze de setembro, um tênue raio de sol atravessou a rachadura da janela e cutucou o rosto de Brenda, o que foi mais do que suficiente para acorda-la. Arqueólogos levantam com o primeiro raiar do sol, um dos motivos pelo qual o quarto dela é no leste da casa. O outro motivo é porque da janela de seu quarto é possível ver a fazenda de patos do Sr. Cornélios, um dos fascínios de Brenda. Não o Sr. Cornélios, mas os patos, é claro.

– Deuses, já são 5:15 da manhã! Estou atrasada — disse a arqueóloga enquanto tinha um desentendimento com o lençol na tentativa de levantar da cama.

Talvez você deva estar se perguntando porque eu disse que era um "glorioso treze de setembro", bem, como todo bom membro da academia deveria saber, treze de setembro é o dia em que os arqueólogos podem exibir suas descobertas e projetos em uma feira chamada de "Feira de arqueologia da cidade" mas popularmente conhecida como: Afronta, ultraje, insulto... É, agora você sabe que estava sendo sarcástico quando disse "glorioso". Não que a feira seja ruim nem nada, mas como uma feira aberta, muitos aspirantes a arqueólogos promovem projetos absurdos como: Uma expedição para encontrar Excalibur, a espada do rei Arthur, A busca pela ultima coxa de galinha da última ceia e é claro, a mais absurda de todas; "Uma expedição á Patlântida". Vocês devem estar se perguntando "mas que raios é Palântida?", segundo a nossa protagonista é um continente submerso que outrora foi habitado por patos superinteligentes, coisas comum da vida, sabe? Já perdemos tempo demais, acho que devemos voltar para nossa heroína.