Past Vs Future
1 Prologo + Capítulo 1 - Primeiro Contacto
Notas iniciais
É importante referir também, que a fanfic está escrita em português de Portugal ;)
Prólogo
Pensei que finalmente era feliz com a minha vida. Tinha começado do zero, num sítio novo, com pessoas novas. Não sei verdadeiramente quem sou ou qual o meu propósito neste mundo. Não me lembro de mais nada a não ser do meu nome, Caroline. Até ao dia em que a minha vida se cruzou com a dele. O dia em que o vi pela primeira vez…acho eu.
Capitulo 1
Primeiro Contacto
Estava escuro. Não conseguia ver absolutamente nada. «Dói-me a cabeça. Dói-me o corpo.», agitei-me um pouco com o pensamento. «Não. Doía-me a cabeça e o corpo. Agora, agora não dói.». Levantei a mão esquerda e toquei no meu rosto. Primeiro na bochecha, depois no nariz, de seguida, nos olhos. Estavam fechados. Com algum esforço obriguei-os a abrir. Pestanejei pesadamente quando alguma luz branca me feriu a vista, mas continuei a abri-los, lentamente. A princípio estava tudo desfocado, só gradualmente as coisas começaram a ganhar forma. Estava deitada. Levantei-me, um pouco mais rápido do que pensei ser capaz no momento, mas não tive tonturas. Olhei para baixo. Estava vestida com um vestido, outrora branco, mas que agora se encontrava manchado de sangue, já seco. «Oh, meu deus» comecei a ofegar com a visão de estar coberta de sangue. Estava a entrar em pânico.
– Shh, calma. – Uma voz suave sussurrou atrás de mim.
Com a surpresa, dei um salto do chão onde me encontrava e encostei-me à parede, do outro lado do sítio onde me encontrava. O meu corpo tinha adquirido uma posição baixa e de ataque, sem que conseguisse controlar, silvei para o desconhecido e arreganhei os dentes. Ele não se mexeu e eu envergonhei-me no momento logo a seguir.
– Oh, céus. Peço imensa desculpa. – Tapei a boca com as mãos e senti algo diferente.
Enfiei o indicador na minha gengiva e senti os meus caninos. Eram um pouco afiados. Algo me fazia querer que aquele formato não era normal. Voltei a olhar para o homem à minha frente. Ele endireitou lentamente o corpo e virou-se de frente para mim.
– Vai tudo ficar bem. – A sua voz tocava aos meus ouvidos como uma filarmónica afinada a tocar uma lindíssima Ode.
Ele deu um passo para o lado e colocou a mão nas costas de uma cadeira.
– Por favor, senta-te. – Pediu-me ele gentilmente.
Encurtei o espaço entre nós e tal como ele me pediu sentei-me na cadeira. Ele rodou e colocou-se à minha frente.
– Diz-me, do que é que te lembras? – Quando ele se inclinou na minha direcção reparei que os seus olhos eram pretos como a noite, assim como o seu cabelo, mas tudo se compunha perfeitamente num rosto simétrico.
Fechei os olhos para melhor me concentrar. «Dor. Muita dor.». Era apenas isso que me vinha à memória.
– Nada! Apenas o meu nome. Caroline. – Acabei por responder.
– Nenhuma imagem? – O seu olhar penetrava-me, como se ele próprio vasculhasse a minha mente.
– Não, lamento. – Olhei para o chão, envergonhada.
Ele voltou a endireitar o seu corpo. Estava vestido com umas calças clássicas, pretas, com listas cinzento claro na vertical. Tinha uma camisa branca com uns suspensórios. Toda a roupa lhe dava um aspecto elegante e ele parecia muito alto. Voltei a lançar um olhar à minha roupa toda suja.
– Temos que tratar disso. – Voltou o homem a falar.
– Vai conseguir com que eu recupere a minha memória? – Perguntei já com um brilho no olhar.
Ele lançou-me um sorriso enviesado e meteu as mãos aos bolsos das calças.
– Não menina, estava a falar da sua roupa. – Ele olhou em redor. – Não me parece ter por aqui alguma roupa que lhe assente adequadamente. Irei lá fora buscar-lhe alguma coisa.
Voltou-se de costas, subiu umas escadas de madeira e saiu por um alçapão. Assim que me encontrei sozinha dei uma vista de olhos ao sítio. Era uma cave, pequeno e cheia de entulho, mas bem organizada. Com prateleiras de madeira pregadas à parede, que continham livros, velas, ligaduras e outras coisas sem importância. Uma cama estava encostada a uma parede e no sítio onde me encontrava apenas uma cadeira fazia a decoração. Era apertado e sombrio.
– Como vim aqui parar? – Perguntei-me a mim própria.
Notas finais
Twikisses**
Fale com o autor