Past Vs Future

62 Capítulo 60- Epílogo


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Capítulo 60

Epilogo

200 anos mais tarde.

Aguardava sentada na sala pelo táxi que nunca mais chegava. A televisão estava ligada apenas para fazer barulho, a minha atenção estava virada para a cómoda das memórias, onde repousava milhares de fotografias de familiares e amigos, alguns que víamos de longe a longe, outros que já não se encontravam entre nós.

Uma saudade abateu-se sobre mim quando olhava a foto onde estava eu acompanhada por Angel. O nosso sorriso era tão alegre e verdadeiro, que a dor no meu peito voltou. Não havia um dia em que não sentisse falta dele.

Ao lado da minha foto com Angel repousava as fotos de William e da sua família. Levantei-me e passei os dedos pelas mesmas fotos recordando o último dia que os tinha visto.

Como Jayden me tinha pedido, ao fim de um ano despedi-me de todos eles, claro que sem eles saberem, e modifiquei um pouco a memória de William, para este não se recordar mais de mim, e não vir posteriormente a pintar-me. No entanto, mesmo de longe assisti ao casamento de William, ao baptizado da sua primeira filha, e posteriormente ao seu funeral. Ainda tenho debaixo de olho os seus descendentes, o que resta da minha família. Protegia-os sem nunca ser vista, e conhecida. Ainda com a foto na mão, dirigi-me a uma pequena sala que se encontrava ao lado de onde me encontrava. Abri as portas e lá tinha uma árvore genealógica da família do David. Cada vez estava maior, o que me deixava bastante feliz, significava que uma pequena parte de David ainda estava comigo naquele mundo.

Edward entrou na pequena sala e enlaçou os seus braços à minha cintura. Beijou-me o pescoço e permaneceu ali abraçado em mim um pouco.

Apesar de me ter custado recusar a proposta de Angel de voltar a ser humana, e assim, poder ficar com William e o resto da minha família, tinha feito a escolha certa. Estar com Edward estes anos tinha sido, sem dúvida alguma os melhores de toda a minha vida.

Depois da minha escolha, Edward e eu mudamo-nos para Illinois para a casa que este tinha herdado dos pais. Com o passar dos anos, fomos comprando os terrenos que circundavam a pequena casa e agora tínhamos construído ali uma casa completamente isolada com muros e árvores altas, impossibilitando que as pessoas da zona conseguissem ver para o interior, permitindo assim uma maior privacidade.

A casa dos pais de Edward mantinha-se exactamente igual, adaptamo-la como uma pequena casa de hóspedes, mas foi construída uma muito maior, permitindo-nos uma maior comodidade e diversões no interior do nosso terreno.

–Vamos querida? O táxi já chegou e não podemos perder o avião. A Alice ou a Renesmee matam-nos se isso acontece.

Rodei nos braços dele e depositei-lhe um longo e apaixonado beijo, depois com o braço de Edward ao redor da minha anca dirigimo-nos à saída, pegando nas malas quando por elas passamos.

Estávamos já no avião em direcção a Paris. Edward continuava ao meu lado nervoso. Ao menos já não estava enfurecido com o prepósito da nossa ida a Paris.

–Edward, é bom que comeces a sorrir, acho que não te ficará bem esse ar carrancudo. – sussurrei sorrindo na sua direcção.

Edward desviou o olhar do céu escuro que se encontrava fora do avião e fitou-me.

–Mas ela ainda é tão pequena. Ainda é muito cedo, eu acho que eles se estão a precipitar. – defendia-se Edward.

–Edward, dois séculos, que eu saiba eras bem mais novo que ela quando te casas-te – disse eu advertindo-o para a realidade. – Ela já é crescidinha, tá na idade. É responsável, tem um namoro fixo, tá na idade. Aliás, eles amam-se.

Era impossível fazer Edward ver a sua filha como uma mulher adulta, para ele a Renesmee iria ser sempre uma bebé. Desde que ela e Jacob tinham ido a Illinois com o convite de casamento que Edward tinha ficado transtornado. Tinha arranjado mil e um motivos para eles esperarem mais uns séculos para casarem.

–Meu Deus, depois de amanhã a minha filha vai deixar de ser uma menina e passa a ser mulher. – os olhos de Edward arregalaram-se ao constatar um facto que não era totalmente verdade.

–Ela já é mulher a 100% Edward – informei eu com cuidado. Os olhos de Edward arregalaram-se, ele imanava cólera por todos os poros. – Edward, lembra-te que estás num avião. – Informei baixinho antes que ele cometesse alguma loucura.

Edward não falava, estava apenas tenso, as mãos estavam cerradas em punho.

–Precisam de alguma coisa? – perguntou uma hospedeira ao passar por nós.

–Não obrigado. – respondi-lhe com um sorriso. Quando esta se retirou voltei a minha atenção para Edward novamente.

–Edward, não tavas à espera que eles esperassem mais de 100 anos para perder a virgindade. Se o achas-te foste demasiado ingénuo. Até parece que não conheces as hormonas de um corpo de 17 anos.

Edward estava a começar a relaxar, mas não o suficiente.

–Como sabes isso? – perguntou entre dentes.

–Ela contou-me. – informei-o com um encolher de ombros. O seu olhar espantado fitou-me. – Não estavas à espera que te fosse contar a ti, pois não?

A sua reacção aquela pergunta confirmava que sim, que estava à espera que ela lhe contasse.

–Eu sei que és pai dela, mas há coisas que não se conta ao pai. Mas lembra-te, o Jacob gosta mesmo dela, eles foram feitos um para o outro. – o seu olhar de fúria voltou. – E nem penses em dizer ou fazer alguma coisa por causa disso. É o casamento da tua filha, devias ficar orgulhoso.

O resto da viagem foi tranquila, não voltamos a tocar no assunto da Nessie com o Jacob. Falamos sobre os nossos planos para o futuro, pois o Verão em Illinois começava a aproximar-se, o que significava termos que mudar de casa, a menos que quiséssemos ficar presos em casa todo o verão.

Chegamos finalmente ao aeroporto Charles de Gaulle em Paris, à nossa espera estava Emmett e Jasper. Como sempre que os visitávamos, o reencontro foi emotivo à maneira dos vampiros, as saudades eram muitas.

–Vamos lá cunhadinha, e prepara-te, porque aquilo lá em casa está a loucura.

Não era necessário Emmett fazer referência a isso, eu já o sabia. Conhecia demasiado bem Alice e Rosalie para saber que aquilo ia ser o casamento do ano.

Quando chegamos finalmente ao local onde se iria realizar o casamento, era de facto o caus, Emmett não tinha sido feito jus à loucura, aquilo estava 100000 vezes pior do que o que ele tinha descrito. Alice dava ordens a toda a gente, mudava de ideias a cada 5 segundos, ou porque via o vestido de Renesmee a ficar preso naquele baco caso aquela mesa ficasse ali, ou porque Jacob iria derramar o copo de champagne no chão, ou porque algo de mal iria acontecer se a mobília ficasse naquela posição.

Passado horas em redor dos preparativos para o casamento, finalmente tudo estava perfeito. Agora só faltava os convidados e os noivos.

–Renesmee despacha-te a comer isso, ainda tenho que te maquilhar e pentear. – ordenava uma Alice inquieta.

Finalmente todos estavam prontos, sentados nos seus devidos lugares à espera que Edward entrasse com a noiva.

O vestido de Renesmee era lindo, era a fugir para o antigo. Para a era em que ela tinha nascido, era branco, com um pouco de renda e rodado.

Bella apoiou-se em Edward no momento em que Renesmee disse que sim a Jacob. Estavam ambos emocionados, apesar de Edward tentar disfarçar tais emoções.

O copo de água foi divertido, até porque alguns vampiros estavam um pouco desconfortáveis com alguns lobos e vice-versa.

–Caroline! – ouvi uma voz conhecida atrás de mim.

Virei-me e vi aquele par de olhos vermelhos a olhar para mim.

–Jayden! – exclamei lançando-me para os seus braços.

Apesar de estar na maioria do seu tempo, Jayden sorriu e retribuiu o abraço.

–Com que então a tua enteada sempre casou com o lobo. – Afirmou ele divertido.

Jane e Alec surgiram atrás de Jayden.

–Então esponja, nós também não recebemos abraços? – perguntou Alec usando a alcunha que Demitri me tinha atribuído quando fui transformada devido ao meu poder de vampira.

Corri na direcção dos meus amigos e abracei-os aos dois. De repente senti um choque, o que fez com que o meu muro subisse rapidamente.

–Não gosto que me apertem com tanta força. – disse Jane com o seu olhar superior e com um encolher de ombros, depois sorriu-me.

Tinha sido difícil para ela quando Angel regressou ao mundo dos Anjos, por muitos anos culpou-me por ele ter aceite de novo as asas. Acho que ainda hoje, lá no fundo me culpava.

Não admirava, ela era completamente apaixonada por ele, e quando vê finalmente a possibilidade de eles realmente ficarem juntos, ele vai embora. É como se lhe tirassem a razão da imortalidade.

Durante muito tempo, Jane andou desaparecida, deixando para trás os Volturi e Alec. Apesar de sabermos onde ela estava, todos respeitamos a sua vontade de estar sozinha, quando quisesse voltar, sabia que seria bem-vinda. E como seria de esperar, ela voltou.

Carlisle aproximou-se de Jayden para o cumprimentar e conversarem. Apesar de Carlisle ter recusado a oferta de se juntar aos Volturi, era ele quem aconselhava Jayden em quase todas as decisões importantes. Era como se Carlisle fosse o braço direito de Jayden, o seu conselheiro particular.

Ao longe conseguia ver a companheira de Jayden, era uma bela vampira, de cabelos castanho escuros ondulados, esguia e alta. O mais interessante era a particularidade dos seus olhos, ambos eram vermelhos, mas tinham diferentes tonalidades de vermelho, um era mais escuro que o outro. Sabia que se chamava Brooke e foi transformada pouco depois de me ter casado com Edward. Segundo o que me tinha contado Alec, Brooke era o amor da vida de Jayden antes de este se ter transformado, quando foi numa viagem para resolver uns assuntos dos Volturi reencontrou-a, transformando-a. Desde esse dia que tinham ficado juntos, eram marido e mulher. Brooke tinha um poder interessante, conseguia ver as verdadeiras cores das pessoas, conseguia dizer se estas estavam a dizer a verdade, se eram interesseiras, essas coisas.

Brooke olhou para mim e sorriu, depois colocou-se ao lado de Jayden, que lhe segurou o ombro com o braço em seu redor.

Renesmee e Jacob levantaram-se para fazer um brinde de agradecimento a todos os presentes, e em especial aos membros das suas famílias.

Jacob agradeceu aos únicos lobos presentes que ainda o acompanhavam para todo o lado, Seth e Leah. Todos os outros já tinham falecido à alguns anos. Muitos porque desejaram morrer com as suas impressões naturais, outros com as suas famílias.

Renesmee agradeceu aos seus pais, tios e avós, e a mim, a sua “boadrasta” porque eu não sou má. Não consegui deixar de sorrir á alcunha que ela me tinha colocado. Mesmo tendo ficado triste por os pais se terem divorciado, Renesmee sempre se deu bastante bem comigo, o que me fez ficar feliz, principalmente Edward e Bella.

No fim do casamento, era tradição a mãe ir ajudar a filha a trocar de roupa para a viagem de lua-de-mel, para minha surpresa Bella e Renesmee chamaram-me e lá fomos as três ajudar a nossa pequena no início desta nova fase da sua vida.

Podia não ser a melhor amiga da Bella, mas conhecia-a o suficiente para saber que ela estava diferente. Após Renesmee partir de carro com Jacob, fui ter com Bella e perguntei-lhe o que se passava, ela estava demasiado alegre e não era apenas pelo casamento da sua filha.

–Incrível como a intuição de mulher nunca falha – disse sorrindo. Bella olhou para ambos os lados, como verificando se poderia ou não falar, como estava muita gente, apenas disse – baixa os poderes para poder colocar à tua volta o meu para ninguém ouvir e depois ouve os meus.

Assim fiz, Bella colocou o poder dela à minha volta, impedindo assim que Edward ouvisse e eu usei o poder do mesmo para ouvir os pensamentos dela.

Bella estava apaixonada, ao fim de quase dois séculos, ela tinha voltado a sorrir verdadeiramente, chamava-se Will e era um dos nómadas que tinha visitado os Cullen recentemente com o objectivo de adoptar a alimentação dos mesmos. Ainda se mantinham em contacto, e agora que Renesmee tinha casado, Bella ponderava tirar umas férias e ir ter com Will à Irlanda.

–Uau – disse depois de ela me ter mostrado a imagem de Will mentalmente – ele é sem duvida alguma bonito, vai em frente miúda. Faz pela vida – disse-lhe eu sorrindo.

Bela sorriu envergonhada, exactamente como quando a conheci, ainda não tinha mudado nada.

–Posso saber o que as meninas tanto cochicham por aqui? – perguntou Edward segurando-me na cintura.

–Não – respondemos ambas em uníssono e sorrindo uma para a outra.

Edward ficou chocado, ele odiava segredos e nós eramos peritas em guarda-los.

–Coisas de mulheres Edward, que por sinal não diz respeito a nenhum homem. Nem a ti, que estás habituado a saber sempre de tudo. – disse Bella sorrindo e dando-lhe um beijo na bochecha.

Antes de se afastar Bella olhou para mim sorriu e levou o dedo à boca em sinal de silêncio. Edward ainda fitava Bella um pouco chateado por ela não lhe ter confessado o motivo de tal felicidade.

–O que se passa com a Bella? – perguntou Edward quando já estávamos de regresso a casa em Illinois uns dias depois.

–Está apaixonada. – confessei-lhe sorrindo – não é obvio.

Edward ficou incomodado com aquilo. Olhei para ele com uma expressão séria.

–Estás com ciúmes? – perguntei admirada.

–Obviamente. Não me disseram nada, guardaram segredo só para vocês as duas. – disse retribuindo-me o olhar sério.

–Estás com ciúmes por termos conversado as duas e não te termos contado? – estava com vontade de rir, só Edward para ter ciúmes de uma conversa de mulheres.

–Claro! – disse indignado.

–És mesmo mimado. – disse por fim. – Estás tao habituado a saber tudo que quando eu e a Bella decidimos guardar algo para nós ficas assim. – o meu olhar era divertido.

Edward deitou-me a língua de fora antes de me segurar e puxar de encontro a ele.

Docemente Edward beijou-me e pegando em mim levou-me para a nossa cama.

–Oh meu Deus, e se eles tem filhos? Eu ainda sou muito novo para ser avô. – a voz de Edward transmitia um pouco de pânico.

–Edward, eles tem a eternidade pela frente, acho que a Nessie não está a pensar nisso para já. – tranquilizei-o.

Edward assentiu voltando a beijar-me. O resto da minha roupa desapareceu do meu corpo.

–Como serão os filhos deles? Quer dizer, nenhum deles é completamente humano, são raças diferentes. – voltou edward a falar interrompendo, mais uma vez, o clima que estava naquele quarto.

–Edward, eu estou aqui, e estou nua neste momento. Temos a eternidade para falar, agora podes concentrar-te em mim? – implorei-lhe.

Edward parecia chocado com as minhas palavras, depois sorriu e beijou-me.

–Desculpa meu amor. Tens razão, temos o resto da eternidade para falar, vamos aproveitar agora.

FIM

Notas finais
Obrigado por tudo a toda a gente que leu, comentou e recomendou.
Foi um prazer apresentar a todos vocês esta fanfic. Sei que o final não agradou a todos, mas é como se costuma dizer, "Não se pode agradar a gregos e troianos".
Fico feliz e agradecida aqueles que nunca desistiram de ler esta fanfic, mesmo quando o caminho que levava não era do seu agrado.
Caso queiram podem passar no blog onde esta fanfc inicialmente foi postada como uma fanfic interactiva: http://twihistorias.blogs.sapo.pt/
Lá podem encontrar milahres de fanfics relacionadas com a saga twilight ;)
Twikisses**
PS - lá por este ser o ultimo capitulo, não se escapam do comentario. Aliás, aqui sim, é que ele é importante!! ;)