Past Vs Future

46 Capítulo 46 - Ilha Victoria - o centro


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Capítulo 46

Ilha Victoria – o centro

–Ainda não! Mas convém saber o teu nome, caso decidas colocar em marcha o negócio dos colCHÃO Willine sem me avisares primeiro! – Menti sorrindo. Não podia ser! William não podia pertencer à minha família, como ele mesmo tinha dito quando nos conhecemos ele morava em Inglaterra. O David e eu éramos de Illinois. Mas as semelhanças entre William e David eram severas. Poucas, mas severas.

–Ah, não te preocupes! Nós vamos ser sócios. – disse William enquanto colocava um braço nos meus ombros. – Já agora, também não sei qual é o teu nome. Convém saber, para colocar no contracto. – disse esboçando um grande sorriso.

Não poderia dizer o meu verdadeiro nome, pois iria levantar suspeitas. Imaginamos que ele era realmente descendente do David, alguém provavelmente já teria ouvido falar de uma irmã desaparecida. Ele poderia ligar os nomes, e seria uma historia que não valia a pena sequer tentar discutir.

–Caroline Masen. – disse inconscientemente. Só após ter pronunciado Masen é que me apercebi a quem realmente aquele nome pertencia. E a saudade abateu-se sobre mim.

–Muito bem, acho que fica giro no contrato William Rayner e Caroline Masen. – fez uma pausa como se tivesse a imaginar o nosso futuro brilhante. Depois encaminhando-me para o carro disse – Então sócia, onde queres ir?

Os meus pensamentos rondavam entre Edward, David e da possibilidade de William ser algum sobrinho meu. Mas sobretudo sobre os dois últimos. Por isso limitei-me com um simples encolher de ombros.

–Tu é que tens um projecto de arte para fazer, vamos onde quiseres. – simulei um sorriso descontraído.

William comunicou-me que iríamos então jantar a casa dele e ficaríamos a fazer o trabalho enquanto conversasse-mos. Adverti-o que tinha acabado de lanchar e que não teria fome para as próximas horas.

Já no carro dele William desenrolava um monólogo sobre como era morar no Canadá sozinho. O que mais sentia falta de casa.

Eu apenas me limitava a olhar para a paisagem em andamento do lado exterior do carro. “Como é possível?” era a pergunta que latejava em todo o meu íntimo.

–O que se passa Caroline? Voltamos a ser estranhos? Pensei que já tínhamos ultrapassado essa fase. – perguntou William fazendo-me retornar à realidade.

–Desculpa. Problemas de família. Nada com que te deva aborrecer. – não lhe menti. No entanto William lançou-me um olhar preocupado.

Em seguida, sem me avisar, fez inversão no sentido de marcha e o seu destino tinha acabado de alterar.

–Para onde vamos? – perguntei eu.

–Agora já falas. Pois, mas agora vai ser surpresa. Não te vou dizer. – exibia um sorriso malandro.

Poderia simplesmente ouvir os pensamentos de William se assim deseja-se, no entanto, desde que o conhecera, nunca tinha usado nenhum dos meus poderes. Apenas tinha o meu muro ao alto, no máximo, para evitar que algum dos restantes membros dos Volturi me encontrasse.

–Ok! – disse eu com um pequeno sorriso. Era bom ter alguém que se preocupasse comigo ao fim de seis meses.

Abri a janela e empoleirei-me nela, deixando que o meu outro amigo entrasse em contacto comigo e que brincasse com o meu cabelo.

William riu-se e colocou a música alta no carro, estava a dar “The climb” da Miley Cyrus. No refrão William começou a cantar em plenos pulmões e eu não tardei a imitá-lo.

Quando me apercebi William estava a estacionar o carro num pequeno parque, e dirigimo-nos para o metro. Compramos os passes e entramos numa carruagem.

–Para onde vamos não dá para levar carro? – perguntava eu, quando uma súbita curiosidade começava a assaltar-me. Agora era necessário fazer um esforço para não ceder à vontade de vasculhar os seus pensamentos.

–Dá, mas a aventura é mais gira se formos noutros meios de transporte. – disse sorrindo enquanto nos sentávamos e William pediu-me para guardar os passes na carteira.

Saímos do metro no centro da cidade, começamos a ver as paisagens, a minha máquina fotográfica ficou esquecida no carro do William, logo, só me era permitido usar a máquina fotográfica do meu iPhone.

Passamos por um pequeno memorial a alguém que terá falecido naquele local. Pois continha um ramo de flores amarelas e algumas velas por baixo de uma foto de um rapaz com cerca de 20 anos.

–Tu não vais fazer isso! – disse eu a William, enquanto este retirava uma flor do ramo.

–Não te preocupes, ele não vai sentir muita falta dela agora. – sorria ele, enquanto a colocava no meu cabelo.

A ideia de William era visitar ao máximo o centro da cidade, por todos os sítios que passávamos William tentou trazer um presente, mas algo que estivesse ao alcance de qualquer um. Algo que não necessitasse gastar dinheiro. Optamos por jantar um cachorro que era vendido numa roulotte no meio da rua. Aos guardanapos que restavam William pediu para guardar na carteira. A minha carteira estava agora mais pesada do que quando abandonamos o carro de William.

Estávamos sentados num banco de um jardim a observar as estrelas no céu. O dia de amanhã adivinhava-se soalheiro, o que significava, um dia inteiro num quarto de hotel.

Tinha acabado de conseguir descartar-me do resto do cachorro sem William se aperceber.

–Estou ansioso para ver o último filme. – dizia William a apontar para um dos tantos posters do filme do Harry Potter.

–Não te imaginava a gostar de Harry Potter. – admiti eu.

–Estás a brincar? Aquele mundo é mágico. Quem é que não gostaria de ir estudar para Hogwarts? Aliás, eu ainda estou à espera da minha carta de admissão.

–Claro! – disse rindo.

–Mas porquê que dizes isso? Que nunca me imaginas-te a gostar de Harry Potter?

–Não sei, acho que tu és mais daqueles que não gosta de filmes de fantasia. De coisas irreais. – disse encolhendo os ombros.

–E sou, em certas coisas. Por exemplo, detesto filmes de zombies, lobisomens, vampiros. Por amor de Deus, nunca se viu nenhum. Nem sei onde é que foram buscar essa ideia.

–Pois, mas feiticeiros e bruxas existem. Destes com varinhas e tudo. – ri-me da piada da coisa. Aquilo que ele não acreditava existia, mas o que realmente acreditava, era a pura fantasia. Aliás ele estava naquele momento sentado com uma vampira em frente a ele.

–Não digo de varinhas e assim. Mas há bruxas e assim, pelo menos intitulam-se assim. Agora um homem que se transforma em lobo nas luas cheias, ou aqueles seres com dentinhos pontiagudos, que tem medo do alho, por favor. – revirou os olhos, mas perante a minha cara séria, arregalou os olhos. – Tu não acreditas nisso, pois não?

–Não…não sei. – foi o melhor que lhe consegui-a dizer, não me agradava ter que mentir ao William mais do que aquilo que já tinha feito.

A nossa amizade estava a começar a tornar-se perigosa. Estava a ficar demasiado afeiçoada aquele humano. E se comprovasse que ele era realmente da minha família.

–William, sempre moras-te em Inglaterra? – perguntei eu.

–Sim. Nasci lá.- disse William confuso.

–Deve ser altamente, nunca lá fui, acreditas. Acho que vou ter que te convidar para seres o meu guia quando lá for.

–Por mim é na boa. – disse com um sorriso. – Aliás vai ser um prazer.

–E a tua família sempre morou lá? – as borboletas voltaram ao meu estômago, temia aquela resposta. – Ou também tens gente aqui no Canadá a morar? – apressei-me a acrescentar devido ao olhar de William.

–Não. O meu avô foi morar para Inglaterra com os pais quando tinha apenas 5 anos. Eles moravam nos EUA, não sei em que estado. Por causa da grande depressão que houve em 1929, eles foram à procura de uma vida melhor.

A minha cabeça estava a trabalhar a toda a velocidade. A família dele tinha vivido nos EUA. Era possível. William poderia ser da minha família. Tinha que investigar, sozinha.

O meu telemóvel começa a tocar, vasculho a minha carteira à procura dele. Finalmente encontro-o. O nome de Angel pisca no monitor.

–Desculpa, tenho mesmo que atender. – digo a William. Este acena afirmativamente com a cabeça, enquanto eu primo a tecla verde. – Angel?

«Caroline, olá. Não sei o que se passou, mas o Jayden insiste em sair daqui. Apesar de eu o tentar demover de tal, pois aqui estamos em segurança por causa do escudo da Bella. Acho que deverias falar com ele.»

Jayden voltava a dar-me dores de cabeça, começava a ansiar por estar na presença dele para lhe dar um pequeno correctivo. Apesar de saber que provavelmente no lugar dele eu fizesse o mesmo.

–Sim, não te preocupes, voltarei a falar com ele.

«Voltarás? Vocês falaram? É por isso que ele quer sair daqui?»

–Sim, suponho que sim. – disse afastando-me de William, para que este não ouvisse a conversa — Ele ligou-me do telemóvel do Edward, e acho que não ficou particularmente contente por eu ter atendido. Aliás, ficou mesmo ofendido.

«Pois, compreendo.»

–Ainda não compreendo, como é que ele conseguiu roubar o telemóvel do Edward, sem que este se apercebesse.

«O Edward deixou aqui o telemóvel. Provavelmente para não estar contactável. Apesar de a Alice saber onde ele está, não diz a ninguém. Nem mesmo à Bella. Quer respeitar a decisão dele.»

–Como assim? – um aperto no meu peito formou-se. Edward não queria ser contactável? Eles não sabiam onde ele estava? – O Edward não está com vocês?

Do outro lado da linha houve um silêncio constrangedor.

–Angel? Onde está o Edward? – perguntei exaltada. Comecei a andar de um lado para o outro, obrigando-me a abrandar o passo, para William não se aperceber de nada estranho.

«Não sei. Ele partiu à dois dias. Pensei que ele estivesse contigo, ou assim. Como a Alice não revela nada, imaginei que fosse para não magoar a Bella.»

–Ele não está comigo. – o pânico apoderou-se de mim – Ele não pode estar sozinho, o Demitri apanha-o.

«Tem calma, se algo acontecesse, ou tivesse para acontecer, Alice já teria visto e avisado toda a gente.»

Apesar de Angel ter razão, eu continuava assustada por Edward.

–Alguma coisa avisa-me. A Alice não usou assim tanto o poder dela comigo para eu conseguir estar constantemente a usá-lo. – disse eu a Angel.

«Claro. Mas agora tens que falar com o Jayden. Se ele também desaparece as coisas não correm bem. Não nos podemos separar mais.»

Angel tinha razão, o grupo não se podia desintegrar, seria mais fácil para os Volturi nos liquidar.

–Sim, falarei. Mas não agora, agora estou ocupada – olhei para William e sorri. – não o deixes sair daí até eu falar com ele.

«Ok. Tem cuidado Caroline. Adoro-te nunca te esqueças disso.»

–Eu sei. Também te adoro. Aliás que seria de mim sem o meu anjo da guarda.

Angel riu antes de desligar.

Voltei para junto de William, que estava agora empoleirado num caixote por baixo de uma placa com o nome da rua. Tentava tirar, com alguma dificuldade, a placa.

–Mas que se passa contigo? Por acaso tens cleptomania e não me informas-te? É que passas-te a tarde toda a guardar coisas, agora queres roubar isso. – perguntei eu perto dele com as mãos á cinta.

–Clep-quê? – perguntava ela desorientado, mas sem nunca largar a placa.

–Cleptomania, um distúrbio psicológico, qua faz com que as pessoas roubem coisas só por diversão. Coisas sem valor, como um pedaço de giz, um copo, um talher, UMA PLACA A INDICAR O NOME DE UMA RUA. Ou seja, coisas que não necessitam, mas que roubam porque é uma doença e não conseguem controlar-se. – expliquei eu a um William que continuava agarrado, inutilmente, à placa. – é que tens que ir a um psicólogo ou assim para tratar isso.

–Ah, então é isso que se chama. – fiquei admirada, será que ele tinha mesmo este distúrbio?

–Mas não, eu não tenho isso. – acabou por dizer quando desistiu de retirar a placa do seu lugar. Aproximou-se de mim e abriu-me a carteira. – Eu disse-te que tinha um trabalho de artes plásticas. É o que estou a fazer, a recolher material. Vai ser inspirado no centro. Tenho a flor – disse apontando para o meu cabelo. – os guardanapos do senhor da roulote, que tem o nome inscrito, folhas das arvores, esta fita da policia que estava nas obras, os bilhetes do metro... – começou a inumerar todas as coisas que tinha recolhido ao longo da tarde.

–Mas aquela placa – apontou para ela – iria ficar espectacular. Como não consigo tirar, vou ficar apenas com a foto. Pena não ter trazido a minha máquina, com o telemóvel, a imagem não é tão boa. E não vai ter o mesmo impacto.

Tinha que admitir, a ideia era boa para o trabalho. E eu não me tinha apercebido de nada o tempo todo. Estava tão absorta com a possibilidade de ainda ter família minha, que me tinha abstraído do que William estava realmente a fazer. E eu não tinha, de todo, ajudado no projecto como tinha prometido.

Dirigi-me à caixa e peguei num pequeno pau que lá se encontrava. Subi e com a “ajuda” do mesmo pau, retirei a placa.

–Espero que ajude a tirar boa nota. – disse com um sorriso vitorioso a William enquanto lhe entregava a placa.

–Como conseguiste? Isto estava super agarrado. – William olhava para a placa admirado, mas sorridente.

–Com a ajuda do pau – disse olhando para o objecto que ainda se encontrava na minha mão.

–Está bem. – disse William com descrença – Mas não interessa, o que interessa é que ele está aqui.

Colocamos a placa com alguma dificuldade na carteira, de forma a ficar oculta e saímos dali.

Estávamos já bastante afastados da estação de metro, por isso achamos melhor apanhar um táxi para nos levar até ao carro. Além de que o projecto de arte do William necessitava de algo do táxi.

Já dentro do táxi, foi cedido pelo taxista um cartão referente aos táxis ali da zona.

A viagem foi longa e lenta, estava a usufruir da paisagem durante a noite quando o William se aproxima de mim lentamente e deposita a mão sobre a minha.

–Caroline! – chama ele discretamente. Quando o meu olhar se cruzou com o dele, ele fala num sussurro – Tens algum dinheiro? É que gastei tudo na nossa viagem de hoje.

Eu fitei-o incrédula, e comecei a negar com a cabeça. Tinha gasto o meu dinheiro com o William neste fim de tarde.

Não que necessitasse de dinheiro, pelo contrário, tinha uma conta bancária bem recheada, mas não andava propriamente com muito dinheiro na carteira. Até porque a imagem que eu dava ao mundo humano era de alguém que não nadava em dinheiro, mas que dava apenas para o essencial, sem grandes extravagâncias.

–Eu paguei o jantar, o metro e aquela camisola naquela loja. Só tenho isto. – mostrei-lhe algumas, poucas, moedas.

William olhou calmamente para a frente e sorriu para o motorista que olhava para nós agora pelo retrovisor numa tentativa de compreender a nossa conversa.

A viagem continuou e eu já estava a mentalizar-me para usar algum dos meus poderes com o pobre taxista. Não me agradava por dois motivos, o primeiro é que eu queria ser apenas uma rapariga normal, esquecendo que era uma vampira com todos os problemas, e segundo, não queria de forma alguma que William se apercebesse que algo de errado estava a acontecer.

Por isso, quando menos esperei, o táxi parou num semáforo vermelho e William olha para mim.

–Corre! – diz ele abrindo a porta e fugindo.

Imitei-o, e ambos começamos a correr. O taxista ainda saiu do táxi para nos seguir, no entanto, não podia abandonar o táxi no meio da rua, regressando assim para o táxi.

Mas aquela adrenalina de provavelmente ele nos seguir para nos apanhar impediu-nos de parar de correr. Volta e meia lançava o meu olhar para trás a ver se via o William no meu alcance. A cada metro corrido ele começava a abrandar, e eu, apesar de tentar correr a passo humano, comecei a ganhar uma distância grande sobre ele. Abrandei!

–Fogo, tu corres bem! Nem sequer pareces cansada. – dizia William ofegando quando finalmente me alcançou. – Acho que ele já não nos apanha. – disse apoiando as mãos sobre os joelhos.

–Acho que não. – olhei em redor e nem sinal do táxi nos quilómetros mais próximos.

–Como é que consegues? – perguntava ele, olhando para mim e tentando alcançar todo o oxigénio possível.

–Eu sempre fiz atletismo na escola. Parei há cerca de meio ano, mas ainda tento correr todos os dias um bocado, para não perder a forma. Por isso já estou habituada. – menti eu, o que me custou bastante.

–Temos atleta, sim senhora. És uma caixinha de surpresas. – disse já voltando ao normal e retomando o caminho para o carro.

Andamos mais cerca de 10 minutos a pé, e chegamos perto do carro. No caminho descreveu-me o seu projecto de arte, as suas ideias. Não que me lembrasse de muitas coisas do meu irmão, aliás só tinha tido aquela visão, mas sabia que William e o David tinham bastantes tiques semelhantes. Principalmente na paixão pelas coisas.

A vontade para descobrir o que aconteceu com David aumentou. Teria que partir, não só para descobrir sobre David, como era urgente começar a afastar-me deste humano. Estava a afeiçoar-me demasiado a ele. Poderia tornar-se perigoso.

E por fim, existia também o Edward, não me agradava que ele estivesse sozinho, sem a protecção do escudo da Bella. Demitri iria identifica-lo sem qualquer problema e isso apenas traduzia a morte do Edward. Esse pensamento, fez com que uma bola enorme se formasse na minha garganta.

William estacionou o carro em frente ao meu hotel, quando lhe informei que teria que partir.

–Mas voltas? Ou significa que nunca mais te vou ver? – perguntou ele desanimado.

–Volto, com certeza. Aliás, prometeste-me uma visita a Inglaterra. Apenas tenho que resolver uns problemas de família, não sei quanto tempo vou demorar, mas podes ligar-me.

William assentiu e remexeu no casaco retirando de lá um pequeno cartão. Olhei e vi que continha o seu nome, numero de telefone, telemóvel, email e claro uma pequena caricatura do próprio William.

–Não sabia que ainda existia pessoal a dar assim cartões. – disse sorrindo para William. – Sabes, é que agora existe uma opção no telemóvel como a agenda, dá para escrever tudo isto lá.

–Pois, mas quando ficares sem bateria, o teu carro avariar, e a única coisa que tenhas à mão seja uma cabine telefónica, esse papel vai salvar-te a vida. – disse um William bastante sábio. Sorrimos um para o outro e abraçamo-nos.

–Vou ter saudades tuas. – disse eu.

–Também eu. Vá adeus, boa viagem.

Saí do carro e fechei a porta. Fiquei a olhar para William através da janela. Não o ia abandonar, eu sabia. Iria reencontrá-lo, quer ele tivesse um passado com David, quer não. Ele era o meu melhor amigo humano, aquele que me fazia sentir humana novamente.

–Vai dando notícias! – advertiu-me ele antes de arrancar.