Past Dreams

24 Capítulo 21 - Dirty Picnic


Notas iniciais
Olha quem voltou! Boa leitura. Nos vemos lá embaixo!

POV Elena

Admito que foi, no mínimo, estranho encontrar Jace e Clary juntos no shopping, há três noites atrás. Não que eu esteja com ciúmes ou algo do tipo, já que estou muito feliz ao lado de Damon, mas não pensei que ele fosse aceitar minha sugestão tão rapidamente. Melhor assim. Ele vai ter menos tempo pra pensar em ficar chateado comigo e poderemos retomar nossa amizade como antes.

Entro na cozinha e vou direto para a geladeira. Mila me acordou há quase uma hora dizendo que estava com fome. Consegui convencê-la a ficar mais um tempo deitada na cama comigo e com Damon, que nem sequer se mexeu. Então aqui estou preparando alguma coisa para minha filha. E talvez para eu comer também. Estou faminta.

Separo ovos, bacon e material para fazer panquecas. Vou surpreender meus dois amores. Disponho os itens sobre o balcão e começo a preparar a massa da panqueca, que é o mais demorado da lista. Ouço alguém bater à porta.

–Bom dia, dona Elena. – cumprimenta Jia assim que abro a porta.

–Bom dia, Jia. Pensei que já tivéssemos combinado que me chamaria de Elena. – implico com ela, esboçando um sorriso em seguida.

–Desculpe-me do... Elena. – corrige antes de terminar a frase. – Vim trazer um bolo de chocolate que eu fiz agora há pouco para sua adorável bonequinha. – dois dias no haras e minha filha já tinha um apelido: bonequinha. Todos passaram a chamá-la assim. Até que é fofo.

–Não precisava ter se incomodado, Jia. Estou preparando o café-da-manhã. Mas obrigada mesmo assim. – completei, pegando o recipiente de sua mão.

–Deseja alguma ajuda, Elena? Já terminei meu serviço por ora lá no refeitório. Já estão todos comendo e eu já tomei meu café.

–Obrigada mais uma vez, Jia, mas gostaria de treinar um pouco. Não estou acostumada a ter oportunidades de cozinhar para os que amo e agarrei a chance assim que apareceu. Quem sabe numa outra hora, não lhe peço ajuda para preparar algo mais elaborado?

A senhora deveras simpática se despediu e começou a se afastar. Fechei a porta e voltei para a cozinha, a fim de continuar preparando o banquete dos dois preguiçosos que estão lá em cima. Continuo fazendo a massa das panquecas. Assim que termino, ponho pouco a pouco no fogo. Quando acabo com as panquecas, que parecem deliciosas, passo para os ovos e o bacon.

Enquanto espero os alimentos fritarem, vou até o armário e pego o necessário para arrumar uma mesa de café-da-manhã para três. Volto até o fogão e desligo o fogo. Despejo o conteúdo da frigideira em um prato e ponho-o sobre a mesa. Vou até a geladeira pegar o suco e o leite.

Viro para a porta, com o objetivo de subir as escadas e ir até o quarto acordar meus dois amores, mas, assim que olho na direção da soleira que separa a sala de jantar da sala de estar, surpreendo-me ao encontrar tanto meu noivo quanto nossa filha de pé, devidamente vestidos.

–Preciso chamar um dedetizador. Deve haver muitas formigas na cama para que vocês já estejam de pé. E me arrisco a dizer que já até tomaram banho.

–Acertou. Duas vezes. Mas não precisaremos de um dedetizador. As formigas foram embora assim que levantamos. – Damon sorri. – Bom dia, meu amor. – ele se aproxima e me dá um selinho. Mila retorce o nariz. – É bom que ela continue assim para sempre. Seria a realização de um sonho. – sussurra a última frase em meu ouvido.

–Tudo o que eu desejo é que ela não encontre um cara lindo demais que a engravide aos dezesseis anos. – rebato.

–Outch, Lena. Já cedo?

–Foi você quem começou. – sorrio e me aproximo para lhe dar outro selinho, mais demorado. – Eu amo você.

–Também amo você, futura senhora Salvatore. – ele me abraça pela cintura. – Olhe. – sem que notássemos, Mila havia sentado à mesa e se servido de panquecas com calda e um copo de leite.

–Isso tudo é fome, filha? – pergunto, surpresa.

–Vocês estavam ocupados demais fazendo "coisas de adulto", então eu comecei sozinha. Já sou grandinha o suficiente pra isso, mamãe.

Estávamos, tanto eu quanto Damon, boquiabertos com sua declaração de independência. E ela não parou por ali.

–Já tomo banho sozinha, faço meus deveres da escola sozinha, arrumo meu quarto, faço minha cama depois de acordar, me arrumo quando vamos sair. Por que não começar a me servir também?

Senti meus olhos marejarem. Não estava pronta pra ver meu bebê crescer. Ainda mais com essa velocidade toda! Daqui a pouco Damon estaria dizendo a ela que compraria uma arma para assustar possíveis pretendentes, assim como meu pai sempre fez comigo.

Olhei para o meu noivo e ele também estava impressionado. E sem palavras.

–Como foi que ela cresceu tão rápido? Eu a conheci ontem. E agora ela já está quase um poço de independência. Ok, isso foi exagerado. Não é como se ela fosse pra faculdade amanhã. – ele sorri, deixando duas lágrimas escaparem de seus olhos, que estavam incrivelmente azuis.

–São as crianças de hoje em dia, meu amor. E pensar que faz apenas dezesseis anos desde que tive a idade dela. E sempre fui tão dependente da minha mãe! Mila, meu anjinho, promete pra mamãe que vai parar de crescer assim tão rápido?

–Prometo, mamãe. – ela responde, distraída. Provavelmente nem sabe o que eu pedi a ela pra prometer. Está tão entretida com a comida.

–Tudo bem, chega desse papo de bebês que têm crescido rápido demais. Diga-me, Gilbert, qual o objetivo de todo esse banquete? Foi o cheiro divino que me acordou.

Sorri com seu comentário antes de responder.

–Acordei com fome. Aliás, fui acordada por uma Mila faminta e percebi que também estava. Filha, a Jia trouxe bolo de chocolate pra você. Como eu estava inspirada, decidi fazer o café-da-manhã completo. Não tinha muito tempo pra cozinhar em Phoenix.

Continuamos comendo, bebendo e conversando por um bom tempo. Damon e Mila ficaram na cozinha, depois de me prometerem que iriam arrumar tudo e eu decidi ir tomar um banho. Levei pouco mais de meia hora na banheira.

Damon propôs, ontem à noite, que fôssemos até um "lugar especial" hoje, sem a Mila, para comemorarmos nosso recente noivado. Decidimos fazer uma festinha pequena, apenas para nossos amigos e Stefan. Mas antes, havia algo mais importante a fazer.

–Amor, precisamos ir logo a Phoenix. – comentei, quando Damon entrou no quarto. Eu estava apenas de lingerie. – Antes de contar pra todo mundo que vamos casar. Meu pai não faz ideia do que aconteceu há seis anos. De que você é o pai da Mila. As coisas estão diferentes agora. Sem contar que precisamos resolver as coisas com a casa.

–Por que você não conversa com o Jace e pede a ele pra vender a casa? Podemos ficar em Phoenix. Procuramos uma casa pra morar, você divide o dinheiro da venda com Jace. Minha mãe quer distância de mim, você quer distância da minha mãe, a Mila não pode viver nessa confusão toda. Sem contar que a vida de vocês é lá.

–É uma ótima ideia. Com o Jace e a Clary juntos, eles vão querer ficar perto da família. Jace só saiu de Atlanta por minha causa. Não posso ficar com um centavo do dinheiro, caso a casa seja vendida. Foram os pais dele quem compraram. Mesmo assim, vou conversar com ele uma hora dessas. Ainda temos tempo até o casamento. Mas a viagem pra conversar com os meus pais tem que acontecer. Logo.

–Podemos combinar com Jeremy e Anna. Eles aproveitam e visitam os pais também. Que tal esse fim de semana? Não me recordo de Stefan ter marcado algum evento com os padrinhos para essa semana. Levamos a Mila, ficamos em algum hotel, ou até mesmo começamos a procurar uma casa.

–Podemos ficar na casa onde eu morava. Afinal, é só um fim de semana. – respondo, fazendo biquinho.

–Lena, eu até entendo que, graças à minha estupidez e falta de coragem há seis anos, você tenha ficado com o Jace. Mas daí a jogar isso na minha cara, convidando-me a ficar na casa onde vocês passaram muitos momentos juntos, inclusive na cama, não dá, né?

–Tem razão. Desculpe-me. Foi sem querer. – respondi, me afastando e indo até o closet, para vestir alguma coisa.

–Não veste nada. Ainda. Por favor. – Damon sussurra em meu ouvido, depois de se aproximar sorrateiramente. Minha pele fica inteiramente arrepiada. – Vou levar a Mila pra brincar um pouco com os netos da Jia e pedir a ela pra preparar algumas coisas que vamos precisar para o passeio. Já volto. Espere-me vestida exatamente assim.

Minha pulsação acelerou instantaneamente com a deliciosa expectativa do que Damon faria comigo quando voltasse. O dia de hoje prometia ser incrivelmente delicioso e eu não via a hora de aproveitá-lo. Nossa filha ficaria com Carmélia, que gentilmente se ofereceu para ficar com ela. Não sei por que, mas tenho a sutil impressão de que Damon pediu esse favor a ela.

Não queríamos deixar a Mila na fazenda, já que ela podia ir até o estábulo sem que percebessem e acabaria arrumando confusão. E Carm estava morando na casa que ela dividiu por tanto tempo com Damon, então era perfeito. E, devo dizer, muito conveniente, já que era no caminho para a cidade.

Essa foi a única pista que meu noivo me deu a respeito de aonde iríamos. A cidade. Estava cada vez mais ansiosa para descobrir o que aquele homem louco e apaixonado preparava para nosso encontro de hoje à noite.

Enquanto esperava por seu retorno, decidi organizar algumas coisas no closet. Precisava, definitivamente, de novas lingeries. As que eu tinha estavam ficando "passadas". Principalmente para alguém que logo teria um marido. E tarado como o Damon é, não posso me permitir ser pega desprevenida.

–Vejo que fez o que pedi. – ele passa os braços ao redor da minha cintura e beija meu ombro assim que termina de falar. Dou um pulo de susto. – Estava tão concentrada assim, meu amor? – pergunta enquanto levo a mão ao meu coração, agora disparado.

–Damon... você... q-quer me ma-matar? – gaguejei. Estava tão assustada que minhas mãos tremiam. Respirei fundo, tentando me acalmar e então disse alguma coisa. – Você podia ter avisado que estava de volta. Assustou-me.

–Desculpa, meu amor. Com certeza não foi a intenção. – ele começou a espalhar selinhos na pele atrás da minha orelha, fazendo-me ficar cada vez mais arrepiada. Quando ele passou a morder e chupar meu pescoço, foi inevitável não gemer.

–Dam...

–Gosto quando você me chama assim. – senti seu sorriso contra minha pele exposta. – Está pronta para uma prévia de nossa aventura de hoje à noite?

–Uhum. – foi todo o som que consegui fazer. Damon havia descido uma de suas mãos até meus seios e a outra ia trilhando, vagarosamente, o caminho até minha intimidade. Mantive meus olhos fechados. Assim que seus dedos tocaram meu sexo, mordi os lábios para conter um gemido. Não queria dar essa satisfação a ele. Ainda não.

–Está gostando, meu amor? – pergunta ele cinicamente.

Abro os olhos e, sem dizer nada, afasto suas mãos do meu corpo. Viro-me de frente para ele e o empurro até a cama. Sorrio perversamente, volto até o closet e pego dois lenços meus. Volto até onde o deixei e subo em seu corpo, sentando, propositalmente, sobre seu membro, que percebo distraidamente que já está mais do que ereto.

–Lena, o que você vai fazer? – ele pergunta com a voz baixa e rouca de prazer.

–Vou amarrar você. Como tenho certeza de que à noite você vai tentar dedicar toda sua atenção ao meu prazer, já que o conheço muito bem, agora quem vai aproveitar é você. Assim, mais tarde você terá o que retribuir. Então se prepare. – advirto com uma voz bem baixinha em seu ouvido. Tento ser tão sexy e provocante quanto possível.

Depois de amarrá-lo, começo a beijar sua boca. Com muita paixão e sem pressa. Temos o tempo que quisermos. Afinal, quem decide que horas sairemos de casa somos nós, já que não teremos reservas em lugar nenhum. Outra pista foi o fato de Damon pedir à Jia que preparasse "coisas" pra levarmos. Obviamente comida.

Separo nossos lábios e vou em direção ao pescoço dele. Noto que meu noivo engole em seco convulsivamente, excitado com minha movimentação sobre seu quadril. Continuei beijando, mordiscando, rebolando, provocando. Damon parecia que estava prestes a enlouquecer.

–Meu amor, por favor. Acabe logo com essa deliciosa tortura. Ou eu garanto que você vai ficar viúva antes mesmo de assinar a certidão de casamento. – ele suplicou com uma expressão de sofrimento no rosto.

Sorrio perversamente antes de levantar e caminhar até o banheiro anexo ao quarto. Vou até a bancada, abro uma das gavetas e pego um dos pacotinhos laminados ali dentro. Fecho a gaveta e volto vagarosamente para a cama, rebolando provocativamente durante o trajeto. Damon me encara com os olhos semicerrados.

–O que foi, querido? – uso o tom de voz mais doce e ao mesmo tempo picante que consigo.

–Elena, já chega com esse teste de limites da minha sanidade. Vou enlouquecer se você não vier até aqui nesse exato momento. Preciso estar dentro de você. – sua voz é baixa e quase não ouço.

–Seu desejo é uma ordem. – subo novamente na cama e tiro o restante de sua roupa, já que ele havia tirado a camisa antes de me assustar no closet.

Rasgo o embrulho do preservativo. Ponho na boca e abaixo o corpo, aproximando meus lábios de seu membro. Noto, ao olhar para cima, que os olhos do meu noivo estão tão arregalados que parecem estar prestes a saltarem das órbitas.

–Você não vai fazer i... – sua frase é interrompida por um gemido bem alto. Damon estava sensível depois das provocações e, se estava certa, não levaria muito tempo até chegar ao clímax.

–Não se segure. Apenas relaxe. Esse momento é seu. – esclareci antes de tirar a lingerie e aproximar minha intimidade de seu membro rijo. Assim que nossos corpos se uniram, abaixei o tronco e beijei seus lábios, impedindo que Damon gemesse e segurando meus próprios sons de prazer.

Fizemos amor no ritmo que eu ditei. Em momento algum Damon tentou tomar o controle ou comandar os movimentos. Foi bem calmo e romântico, cheio de palavras afetivas e promessas amorosas. Como previsto, ele não demorou muito para chegar ao ápice. Não me importei de não chegar lá também. Sabia que meu noivo se certificaria de me levar às nuvens mais tarde.

Desamarrei seus pulsos e ele imediatamente me abraçou, deitando-me em seu peito. Não faço ideia de quando tempo permanecemos ali. Damon havia retirado a camisinha, amarrado e jogado no chão ao lado da cama. Não comentei nada a respeito, já que não tinha a intenção de deixá-lo levantar da cama. Pelo menos não por ora.

Na hora do almoço, ouvimos os sons que os funcionários do haras fizeram. Havia muitas gargalhadas e música. E vozes conversando. Meu noivo passou a palma da mão em meu braço para chamar a minha atenção e sugerir que arrumássemos as coisas para o passeio e então fôssemos almoçar.

POV Damon

Levei um bom tempo preparando tudo para essa comemoração. Aluguei um chalé incrível em uma montanha. Fica bem isolado e vamos poder fazer o que quisermos sem temer algum flagra de desavisados. Estou realmente ansioso para mostrar a beleza do lugar à Elena.

Quem me indicou foi Matt. Comentei sobre minha ideia de "sequestrar" a Lena por uma noite e ele respondeu que conhecia o lugar perfeito. Então aqui estou, com minha incrivelmente linda noiva, preparando uma malinha para a Mila, que vai ficar com a Carm, pegando alguns cobertores, travesseiros e roupas para passarmos um tempo a sós.

Pedi gentilmente à Jia que preparasse uma cesta de piquenique para levarmos, já que fazia parte dos planos. Elena nem desconfiava do que eu estava planejando aprontar com ela. Por sorte não fez frio durante a semana, na verdade, ficou um clima confortavelmente quente aqui em Atlanta. Mais um ponto positivo para os meus planos.

Tudo estava pronto. Precisávamos apenas nos arrumar e Lena ajudaria Mila e então partiríamos. Seria uma viagem consideravelmente longa e eu não quero ir muito tarde. A intenção é chegar ao local antes da meia-noite.

–Vamos? – perguntei, uma hora mais tarde, parado na porta do quarto da minha filha. – Como estão lindas as mulheres da minha vida. – comentei encantado. Era incrível como Mila e Elena eram parecidas. Minha filha se parecia muito pouco comigo.

–Obrigada, papai. Estamos terminando meu penteado e estamos descendo! – minha filha respondeu, animada. – Espero que a tia Carm tenha conseguido o filme que ela prometeu. Vai ser muito divertido.

Carm encheu minha filha de promessas como algum filme infantil e muitos doces. Sem contar que não tinha hora para ir dormir. Ela estava, definitivamente, corrompendo minha bebê.

–Espero mesmo que vocês duas se divirtam muito. Mamãe e papai passarão na casa da tia Carm pra buscar você amanhã à noite. E ai de você, mocinha "independente", que não a obedeça. Teremos sérios problemas, viu? – Elena tentou parecer ameaçadora e eu tentei conter uma gargalhada.

–Ouça sua mãe, Mila. Se você não se comportar, nem eu vou poder te salvar. – mesmo ao fingir que dava uma bronca em nossa pequenina, Elena não parava de sorrir. Estávamos, finalmente, juntos e felizes.

–Estarei esperando as duas no carro. – avisei antes de virar para as escadas e descer rumo à porta de entrada.

POV Elena

Depois de horas de viagem, presa dentro do carro, sem conseguir encontrar uma posição confortável e sem poder beijar o homem lindo e provocante ao meu lado, finalmente ouço sua voz melodiosa dizer que chegamos.

–Estava ansiosa. E você precisa de um carro mais confortável se pensa em levar a família pra viajar com frequência. Preciso de uma massagem.

–Tenho a impressão de que isso é um pretexto só pra garantir que minhas mãos estejam em seu corpo por mais tempo. Mas não precisa se preocupar, meu amor. O que eu mais quero essa noite é por minhas mãos em você. Agora vamos. Quero mostrar o lugar a você.

Passamos a hora seguinte conhecendo a casa, o espaço externo, nos beijando em alguns cômodos, descarregando o carro e nos instalando no chalé, que é extremamente aconchegante e de muito bom gosto.

A vista de cima da montanha é incrível. Como está fazendo calor, não há neblina. Consigo enxergar muitas das luzes da cidade daqui. Já é noite e o céu nunca me pareceu tão estrelado. A altitude parece fazer com que o céu fique mais exposto. Os pontinhos brilhantes acrescentam uma atmosfera romântica ao cenário.

Damon me pediu alguns minutos, pois queria organizar algumas surpresas e sugeriu que eu viesse olhar as estrelas. Valeu muito a pena aceitar a sugestão. Estava tão distraída olhando a beleza do céu que não notei quando ele se aproximou e olhou na mesma direção que eu.

–É realmente muito lindo aqui, não é?

–Muito. Deve ter sido bem caro, mas é melhor que eu não pense muito nisso ou vou estragar nosso momento. E então, qual é a próxima parte da surpresa?

–Vem. – ele estende as mãos na minha direção. Ponho as minhas sobre as dele e permito que ele puxe meu corpo para perto e junte minhas costas ao seu peito. Ele tapa meus olhos com suas mãos e começa a me guiar às cegas pelo chalé.

Quando torno a enxergar, encontro-me frente a uma toalha xadrez vermelha e branca, com uma cesta de palha e um balde de alumínio com gelo e uma garrafa de champanhe, que são os únicos objetos que descaracterizam o tradicional piquenique.

–Acho que tem um intruso ali. Geralmente, piqueniques não servem champanhe.

–Nosso piquenique é diferente. Você logo vai entender por quê.

Sentamo-nos sobre a toalha e, curiosa como sou, logo abri a cesta. Dentro, havia frutas, chocolate e chantilly. Olhei em dúvida para Damon, mas a única coisa que recebi em troca foi um olhar muito malicioso.

Logo estávamos deitados sobre a toalha. Aos poucos, enquanto nos beijávamos, acabamos tirando as roupas um do outro. Sem que eu notasse, Damon estendeu a mão e pegou o chantilly. Separou nossos lábios e, com o olhar, pediu permissão para fazer aquilo que eu menos esperava que ele fizesse: passar o doce por meu corpo.

–Então tudo isso faz parte de um piquenique sensual, não tradicional, hã? Vamos comer alguma coisa da cesta?

–Você eu não sei, mas eu vou. No seu corpo.

Ficamos por horas ali, no quintal do chalé, passando ora chantilly, ora chocolate no corpo do outro. Depois lambíamos, nos beijávamos e começávamos tudo outra vez. Fizemos amor inúmeras vezes durante a madrugada. Quando o sol começou a despontar no horizonte, recolhemos tudo, entramos, tomamos banho e finalmente fomos dormir nos braços um do outro.

–Eu amo você. – Damon declarou depois de beijar meus cabelos. Já estava quase inconsciente nesse momento.

Notas finais
Semana que vem tem capítulo na terça, com a Roberts. Mais uma vez me desculpem. Com as aulas do curso, eu não tenho tido muito tempo pra escrever nenhuma das minhas fics... E por falar em fics, eu e a Rô temos duas ones (uma minha e uma dela) que são muito legais e vocês poderiam dar uma passada e quem sabe deixar um review? Vegas, baby! (a minha, Delena): http://fanfiction.com.br/historia/464477/Vegas_baby/ A Love Story (da Roberts, Steroline): http://fanfiction.com.br/historia/481803/A_Love_Story/