Notas iniciais
Ok gente, é o seguinte, quando vocês estiverem lendo a parte da barreira, que eu falo de luzes dançantes e tal. imaginem algo como a aurora boreal, mas formando paredões de cores diferentes e que não se misturam. ^^ Boa leitura!

Um vento maligno açoitava seu rosto quando por fim chegou perto o suficiente para começar a adentrar a parede de miasma. Um cheiro de enxofre misturado com o odor fétido de corpos em putrefação penetrou suas narinas e fez sua cabeça começar a rodar. Tinha que manter-se firme. Caminhou alguns passos, começando de fato a embrenhar-se no meio da escuridão assustadora de fumaça negra. Suas pernas estavam trêmulas e seu nariz começara a sangrar, quanto mais avançava, menos enxergava, tanto pela dessa cortina que impedia-lhe a visão, quanto pelos efeitos do veneno propriamente dito. Era muito mais forte do que qualquer outra coisa que já tivesse sentido antes. Bolhas começaram a se formar nos braços e pernas, aquele era um miasma ácido e Inuyasha estava sendo consumido por ele.

O coração de Kagome apertou-se dentro do peito, ela podia pressentir que ele estava em perigo. Hayato estava sentado na beira do penhasco, que ladeava a caverna, tornando o acesso ainda mais difícil e perigoso. Ela engoliu em seco e caminhou confiante até ele, colocou o maior empenho em parecer segura de si. Aproximou-se da beirada e olhou para baixo. Pedras pontiagudas convidavam os viajantes para a morte certa. Lá em baixo, vários esqueletos jaziam assustadores e retorcidos, e grande anéis de dez formas diferentes e cores luxuriantes e tremulantes dançavam umas ao redor das outras, formando um semicírculo envolvendo o penhasco.

_ O que são aquelas coisas? – perguntou sem olhá-lo.

_ Aquelas são as dez barreiras que impedem qualquer um de se aproximar daqui minha querida. – ele disse calmamente, sem mudar de posição ou expressão.

Ela engoliu em seco.

_ Hey Hayato! – ela sorriu docemente quando ele virou para encará-lo. – Como quer que seja o nome do nosso filho?

Ele ergueu uma sobrancelha, curioso com a pergunta repentina.

_ Até ontem você esperneava e chorava, querendo voltar para o seu meio-youkai, agora está dizendo que terá um filho meu?!

Ela tomou coragem e sentou-se ao lado dele. Deslizou a superfície dos longos cabelos dele com as pontas dos dedos. Ele a olhava desconfiado. Já ouvira falar das artimanhas de sedução de mulheres humanas e como as usavam para conseguir o que queriam. Hayato a segurou pelo pulso, puxando-a para mais perto, até que a respiração de ambos estivesse misturada. Ela sustentou o olhar dele, como se não pretendesse fugir, mesmo que isso significasse estar aceitando pertencer a ele. Hayato analisou-a, as curvas sensuais da boca, os olhos reluzentes e vívidos, a chama voraz de coragem e determinação que irradiava dela parecia queimar-lhe só de tocá-la. Sem dúvida era aquela mulher que queria, ela nascera para ser soberana dentre as outras e é isso o que ele faria dela. A imperatriz dos youkais.

O cheiro dela era tão bom, que Hayato por um minuto permitiu-se esquecer de tudo e se concentrar apenas na mulher em sua frente. Kagome deu um gemido desconfortável e ele notou que tinha exagerado na pressão que fazia segurando seu pulso e um filete de sangue fino começara a escorrer de onde sua garra do dedão a apertava.

_ Desculpe. — ele a soltou.

Ela respirou aliviada por sair daquele constrangimento.

_ Ka-go-me... Inuyasha arrastava-se no chão. Tão debilitado e fraco, seus batimentos e pulsação tinham diminuído o ritmo, mas ele não podia parar, se recusava. Não morreria ali, não agora!

Começou a esgueira-se o mais rápido que seu corpo exausto e em farrapos lhe permitia. As feridas estavam em carne viva e sangravam constantemente.

_ Eu não vou desistir... Kagome!!!! – gritou tão alto que o som fez-se ouvir por cima do turbilhão barulhento formado pelas barreiras.

_ Eu não vou desistir... Kagome!!!! – gritou tão alto que o som fez-se ouvir por cima do turbilhão barulhento formado pelas barreiras.

Kagome e Hayato viraram-se em direção ao som. Ela desesperou-se. Não podia demonstrar que se importava, mas precisava dar um jeito de salvá-lo.

_ Hayato... – ela tocou-lhe o braço suavemente.

_ Ele chegou. – mostrou as presas em um sorriso sádico.

_ Eu não quero que ele nos atrapalhe, não há necessidade de permitir que ele chegue até nós. Apenas leve-o para longe! Diga-lhe que não quero vê-lo!

*Não o deixe morrer aqui!* — suplicou em pensamento.

Hayato olhou para Kagome, um brilho diferente e assustador brincou em seus olhos.

_ Pelo contrário minha querida, eu provarei que ele não serve pra você, assim como um vassalo não é digno de uma rainha.

Hayato a puxou pela cintura em um movimento tão rápido, que ela simplesmente não teve tempo de reagir. Seus lábios foram tomados com paixão e ferocidade, um animal requisitando sua fêmea, marcando o seu território. A língua dele invadiu aquela boca húmida e macia, explorando-a de um jeito libidinoso. Ela relutava e queria se afastar, mas não conseguia, ele era forte demais. Dominador.

Notas finais
Então pessoal o que estão achando? Deixem o seu comentário, é muito importante pra mim! Agradeço a todos pelos carinho dedicado a "Passos Decisivos*, por favor deem muito mias carinho no futuro! S2