Passos De Virginia Woolf
1 Capítulo 1
Virginia estava em depressão, uma profunda angustia que já havia experimentado a anos atrás, acabou de publicar seu ultimo romance, Entre os Atos, se Virginia houvesse escolhido viver, teria escrito vários outros profundos livros, mas, sua mente, seu espiritual, não deixaram. A senhora de 59 anos caminha rapidamente para o Rio Ouse, com seu casaco vermelho, desesperada, cansada e angustiada, Virginia voltara a ouvir vozes, a ter insônia, e não iria conseguir sobreviver, quer deixar seu marido (Leonard) viver, em paz, sem ter ela para preocupado. Ao chegar na margem do rio Rio Ouse, repleto de mato grande ao seu redor, Virginia pegou varias pedras grande e colocou em seu casaco, enfiou seu pé vestido por uma sapatilha, a água estava gelada mas não desconfortável, Virginia caminhou, lentamente até chegar na metade do rio, onde seu corpo já estava com a água até o pescoço, então pensou, ainda a tempo de voltar e retira as cartas que deixou a seu marido e irmã... Mas foi um pensamento passageiro, seu casaco estava pesando, puxando seu corpo para o fundo, Virginia então se afundou... Despachou seus problemas em baixo d’água... Afogou-se... Até sua alma ser liberta e finalmente, descansar em paz.
Na casa dos Woolfs, Sussex, Reino Unido, onde também servia de editora. Leonard acabava de voltar de uma reunião de negócios, chegou em sua sala onde havia uma mesa, com flores, dois retratos seu e de sua esposa e duas cartas, uma com seu nome e outra com o nome de sua cunhada Vanessa, logo percebeu a letra de Virginia e se caminhou até o local, abriu a carta e leu:
Querido,
Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto — todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.V.
Virginia estava sentada no sofá de sua casa, 22 Hyde Park Gate em Kensington, 5 anos, seu rosto angelical, pálido, nariz fino, cabelos adulados até o ombro, via seus irmãos partirem com seu pai Leslie Stephen para o colégio, emburrada por não poder ir, pela ideologia dos homens era que as mulheres não deveriam estudar, poucas eram aquelas que conseguiam, felizmente, graças ao livro, Virginia encontrou um mundo para aprender – lendo todos os livros de Shakespeare e Jane Austen -, algo que fez até sua morte. Além dos livros, os momentos que se sentia feliz era na casa Talland, onde passava os verões com sua família, uma casa no estilo romântico, como sua alma, com arbusto, e de cor verde, dois andares com quatro janelas na frente. Lá, Virginia ficava com sua adorável mãe Julia Stephen e sua melhor amiga, e irmã, Vanessa Bell.
- Virginia? O que lê – Perguntou a mãe Virginia lhe entregou o livro ‘Sketches from Cambridge’ que seu pai escreveu. — Você é o retrato de seu pai no futuro – Disse a mãe lhe dando um sorriso. Virginia não gostou, retribui o sorriso e caminhou-se para a praia em frente da sua casa, gostava de ouvir o barulho do mar, das ondas batendo nas pedras, que futuramente seria tema de seu livro As Ondas. Já de tarde, a família Stephen estavam no jardim,em quanto Ginia (apelido de Virginia) estava no hall da casa, olhando-se no espelho, quando viu seu meio-irmão Gerald caminhando com um sorriso maléfico até sua direção, o jovem começou a passar as mãos no vestido de Ginia, a jovem não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que era algo ruim, Gerald desceu suas mãos pela pernas até chegar na parte intima, sem hesitar, isso foi o primeiro trauma de Virginia Woolf, futuramente piorando seu estado mental.
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