Passionate Pact
3 Capítulo 3 - Coragem
Notas iniciais
Dana e Tiego dormiam tranquilamente no quarto dos fundos, seu Vergílio roncava no sofá. Os únicos acordados eram Estevão e sua esposa que estavam no quarto prestes a dormir, ele lia um livro enquanto sua mulher terminava de fazer um bordado um uma almofada.
– Querido? — Pergunta Janice, esposa de Estevão.
– Sim, amor? — Ele responde dando uma pausa a leitura
– Lembra. quando a Dana tocava piano? — Ela fecha os olhos e começa a relembrar essas antigas memorias do inicio de seus dias como mãe adotiva de Dana.
"Uma Mozart de saias. Um talento jovem e puro! Tão pequena e tão habilidosa com os dedos. Participava de recitais, concursos e entre outros eventos relacionados."
– Ela tinha realmente mãos gloriosas ao piano. — Ele também lembra feliz.
Nesse mesmo momento Dana dormia em seu quarto e tinham um sonho. Também lembrando disso. Um sonho um tanto triste.
"Professores imploravam para os pais da criança terem a menina como aluna, e assim ter renome como 'a pessoa que treinou a mais nova joia do piano'."
"Mas tudo mudou quando Tiego nasceu. Nasceu tão fraco que teve que ser internado ainda com poucos dias de vida. Os pais de Dana ficaram desesperados pois não tinham dinheiro suficiente para cuidarem do menino e mandarem Dana numa viagem para um concurso no exterior."
"- O que vamos fazer? — A mulher andava em círculos pela sala. — Dana tem tanto futuro, mas nosso Tiego... Oh! Porque Deus é tão cruel conosco?"
"- Não a nada que possamos fazer...Eu é que sou um péssimo pai...Me perdoe querida. — Ele abraça forte sua esposa."
"Dana olhava tudo pela fresta da porta de seu quarto que passava a dividir com seu irmãozinho que teve que voltar do hospital pois não tinham mais dinheiro para mante-lo internado. Ela se aproximou do berço onde um menino parecia respirar com muita dificuldade. Passou a mão levemente na cabeça do irmão acariciando de leve ele."
"- Não me importo em tocar... Eu só tocava piano para deixa-los felizes. mas agora eles estão tristes com isso e eu não quero te perder, logo agora eu tenho alguém, eu tenho você. Eu vou te proteger nem que seja necessário eu me livras de certas coisas. — Ela pega o irmãozinho do colo sem acorda-lo e vai até a porta. — Eu vou finalmente proteger alguém."
"Dana adentra na sala segurando seu irmão."
"- Eu não vou tocar nesse concurso... Me recuso! — Ela bate o pé. — E quero que vendam o piano se for necessário para pagar todo que for preciso por Tiego melhorar!"
"O bebê acorda e começa chorar"
"Dá para imaginar que Dana tinha apenas 7 anos nessa época... Hilário mundo cruel."
Começa chover.Um trovão desperta a jovem. Um susto matinal perfeito para despertar nervosa e depois se sentir idiota.
– Credo...
Tiego estava todo à vontade na cama ao lado sufocando seu pobre leão de pelúcia. Um fio de luz fino atravessa a porta levando com ele o aromo de café fresquinho e dos pães que Estevão acabara de trazer da padaria do condomínio. Dana se aproxima da cama do irmão mais novo e cutuca ele de leve para acorda-lo.
– Ei! Bichinho... Acorda! — Ela sussurra para ele. — Levanta, o café já ta na mesa.
– Hm..? Só mais alguns... Minutos. — Ele se vira de lado na cama. — Hoje não tem aula.
Ela se levanta do chão e vai até porta e a abre mais um pouco. Antes de abrir tudo ela dá uma meia virada para o irmão e:
–Okay! A Tv hoje é só minha!
Num pulo Tiego levanta empurrando a irmã e saindo correndo.
– SAI DA MINHA FRENTE!. — Ele grita indo até a cozinha todo destrambelhado. Dana dá uma risada e vai até a cozinha pegar o café.
Todos estavam tomando café da manhã na sala, inclusive senhor Vergílio de gaiato. Assistindo os programas matinais de sábado. No momento estava passando desenho animado preferido de Tiego — Bem bizarro pelo ponto de vista dos adultos, mas até Dana gostava daquela esquisitice toda.
Janice se levanta levando os pratos e xícaras para lavar. Minutos depois de terminar ela volta para sala segurando as roupas de sua filha e questiona.
– Você botou suas roupas para lavar, tudo bem. — Ela fez uma pausa e continua falar. — Não vejo sua mochila, você pediu que eu fizesse um remendo, mas onde ela está?
– Ih! Merda! Não pude ter esquecido na escola! — Ela sai do sofá e vai para o quarto. — Deve estar aqui em algum lugar!
Revira no armário partilhado com as coisas do irmão. Joga tudo para o ar e nada!
– Eu acho que deixei na escola... he-he. — Ela coça a cabeça.
– Tem até as 18:30 pra trazer ela lá no salão da Carmen. — Janice coloca as roupas sujas na maquina e pega sua bolsa. — Vamos! Se arrume rápido e passamos lá na Carmen. Fica perto da sua escola não é mesmo?
– Fica sim. — Dana pega um jeans surrado do armário e uma camisa com estampas de monstrinhos. — Eu me arrumo num instante.
Ela se troca e as duas saem de cara com destino ao salão de beleza da Sra. Carmen, um travesti que gosta de bancar a moça francesa -E com essa tática ela já enganou muito bêbado! Fica bem perto do colégio de Dana, pois Janice e seu marido são muito preocupados com Dana de andar numa área como aquela, que, mesmo sendo na parte rica da cidade havia muitos assaltos.
Pegaram o ônibus normalmente sem interrupções, exceto pelo número de pessoas rezando e botando flores no local do acidente do dia passado.
Ao chegarem no local se deparam com um bando de homem parrudos mudando o letreiro. Desviam dos homem e entram no recinto. O sino de vento anuncia a chagada de visitas (que estavam mais para de casa).
– O que está acontecendo aqui Carmen? — Janice pergunta colocando sua bolsa nos fundos do salão.
– Decidi mudar meu anjo, agora isso aqui não é mais Salão der Beleza da Carmen. — Ela faz pose e tudo pros caras da frente do salão. — Agora é "Instituto de Beleza Carmen Da'Lembert".
– Ui, ta podendo em madame! — Janice brinca.
No meio da conversa das duas e da chegada dos outros funcionários, Dana fica brincando na cadeira de frente para o espelho girando, girando e girando.
– Minha flor, não acha que já passou da hora de brincar?- Carmen manda essa indireta para a jovem.
– Ah! Agora que tava ficando divertido! — Dana cruza os braços imitando uma criança birrenta e faz uma careta. — Melhor eu ir logo buscar minha mochila.
A menina sai da cadeira. Se olha no espelho rapidamente.
– Melhor eu ir logo. — Ela já estava na porta. — Se eu demorar demais vai ser meio chato pular as grades do portão da escola.
Carmen vai até o a caixa registradora pega umas notas de 50 e um bilhete na sua bolsa e entrega para Dana.
– Faz um favorzinho pra Carmen....? — mesmo sem a menina dar uma resposta "a mulher" logo se adianta. — Vai na Oscuridad e trás pra mim um pacote de chá branco da china que encomendei.
– Fazer o que...
Oscuridad era o loja de bizarrices da cidade. mas também trabalhava com encomenda de produtos caros importados — Muitos trazidos por contrabando, mas nem mesmo as autoridades sabendo disse se movem pra fazer alguma coisa.
Dana olha pela porta de vidro da loja se tinha alguém lá dentro. Escuro como o nome já diz. A unica luz que aquele recinto parecia ter vinha de um abajur no balcão, mas era muito fraco para ver se havia viva alma lá dentro. Estava prestes a bater na porta ao notar que o vidro estava estilhaçado e podia se partir se levasse o impacto mais fraco possível.
Tentou então a vitrine. Lá bem no meio de todas as coisas expostas estava, no centro, recebendo mais destaque estava uma escultura de dois braços de mármore imergindo da madeira escura e antiga do pequeno pedestal da vitrine, parecia que estavam fazendo uma dança. Eram dois braços femininos e delicados com varias pulseiras prateadas e cobrindo os braços dois tecidos transparentes: um rosa e outro azul bordados nas pontas com fios e pedrinhas brilhantes. Aquilo podia ser estranho, mas era muito bem feita, deveria valer uma fortuna, mas não tanto quanto antes, pois agora o braço direito fazia com as mão a posição que carregava algo e o esquerdo estava com marcas de queimado no dedo anelar e do meio.
– Olá! — Uma voz diz um alta e sonoramente.
A porta da loja abre assustando Dana e revelando um homem jovem, mas magricelo e franzino, com um ar de quem não dorme a dias esboçando um sorriso fraco como o de um paciente terminal.
– Ah! Er... Oi! — Ela para um segundo para respirar e se acalmar do pequeno susto. — E-Eu vim buscar a encomenda de Chá branco da Carmen.
- Hm... ah... A srta. Carmen Da'Lembert... Muito bonita ela... A encomenda chegou ontem a noite. — Ele volta pra dentro da loja. — Entre... Entre.
Dentro do recinto, agora com algumas luzes acesas, mostrava ser um lugar com ar mórbidoe sombrio. Váriosaromas de incensosse misturando causavam um fedor tão potente capaz de até de esconder o cheiro de um corpo apodrecendo escondido entra aqueles montes de coisas estranhas e velhas amontoadas.
– Aguarde só um momento... — Ele parou para tossir de continuou. — Já irei trazer, está guardado no deposito...
– Tudo bem.
– Pode mexer em tudo se quiser... — Ele começou a descer as escadas,mas continuou a falar. Sua voz sumiria, mas as paredes largas da escada criavam o eco do que ele estava dizendo. — Mas tudo tem suas consequências... Não só em dinheiro.
Aquelas frase deu um frio na espinha de Dana.
– Okay...
Podia ter muitas coisas curiosas lá, mas a que realmente a chamava atenção eram os braços. Mas tendo certo medo de acabar quebrando eles sem querer — ela se considerava uma estabanada. — resolver ficar só olhando de longe, de preferencialmente no balcão.
Ela vê em uma prateleira uma caixinha de joias velha muito bonita feita de madeira com detalhes de vidro numa prateleira perto do balcão. Era media e em sua tampa estava escrito: "Para Eliza, com eterno amor, seus pais."
– Que gracinha. — Dana fala com um leve sorriso. — Essa menina tinha sorte.
Decidiu botar a caixinha para tocar, logo ela começa a olhar os objetos ao lado da caixinha de musica. Uma escova de cabelo antiga, uma boneca de porcelana, um cavalinho de vidro, uma bola de couro antiga costurada e um ursinho de pelúcia que lhe era família.
– Uma garota como você talvez não gostaria de ver essas coisas... — O homem surpreende Dana novamente. — Uma menina tão feliz como você odiaria ter coisas como essas...
– Como assim, eu feliz? Podem ser esquisitas eu sei, mas são tão bonitinhas. Imagino como foram felizes essas crianças. — Dana desliza seus dedos pelo rosto da boneca. — Tenho tanta inveja...
– De morrer cedo...? — Ele comenta. — É deprimente...
– Morreram cedo?!?! — Ela afasta a mão da boneca num reflexo de pavor.
– Sim... Todas assassinadas...
Eles foram até a caixa registradora, Dana entregou o dinheiro e ele colocou numa bolsinha o pacote de chá.
– Notei que você estava olhando atentamente na entrada paras os braços da menina.
– Aqueles braços? — Ela vira levemente o rosto até a direção dos braços.
– Esse é seu nome... Como braços da menina — Ele foi até uma caixa que estava atrás do pedestal onde estavam os braços. — Outro nome dele... O menos conhecido é... As mãos da Glória.
– Só esse? — Ela segue o homem.
Os dois começam a olhar atentamente aquelas mãos extremamente detalhadas. Tudo aquilo fazia parecerem que eram braços reais, mas a brancura do mármore fazia sentirem como se fossem de um morto. Dana continua observando fascinada enquanto ele abria a caixa abaixo dos braços. Dentro dela estava um adaga prateada com escrituras estranhas semelhantes as marcas de nascença de Dana. A sombra formada pela luz opaca dos abjures formavam uma sombra... Era o homem prestes a apunhalar Dana.
– Essa adaga me entriga. — Ele exibe a brilhante e reluzente adaga de prata. — Ela... Por algum motivo veio junto com a escultura...
– Ela é linda. — Dana teve que dizer para aquela, assim que pegou com suas mãos olhou suas escrituras e detalhes. — "Coragem"...
– Hm? — O homem chega perto para olhar de perto a adaga também. — Coragem?
– Sim. É o que ta escrito nas letras maiores. — Ela aponta com o indicador a maior escritura desenhada na prata. — Está escrito "Coragem", as menores estão escritos nomes, parecem de Mulheres... Verona, Sasie, Miloi, Raika,.. Esses são os únicos que dão pra entender... O resto está escrito em letra muito pequenas.
O homem ficou em silêncio, não disse nenhuma palavra enquanto tirava a adagas das mãos de Dana. Respirou fundo e em seguida tossiu com muita forte a ponto de Dana achar que os pulmões dele iriam saltar pela boca. Depois de se recompor, mas sem soltar a arma, ele então fala:
– Menina... — Ele dá um curta pausa. — Sabia que essas marcas, essas "letras", que você diz entender. são de um dialeto desconhecido. Ninguém nunca encontrou a resposta para o que estava escrito nessa adaga, eu tentei saber o que era, mas a unica fonte que aparecem esses mesmo símbolos é um livro, tal como o livro de Voynich, possui "letras" totalmente diferentes de qualquer dialeto conhecido. E vem uma garota esquisita dizer que sabe o significado? — Ele faz uma cara de sério.
Dana fica confusa e dá dois passos cambaleantes e assustados para trás.
– O-O-o que? — Ela gagueja.
– Pensa que sabe de tudo? — Ele sorri repentinamente. Misterioso, mas feliz. — Que bom que você e eu saibamos... —
Um silêncio toma o lugar. O homem fica agitado num piscar de olhos como se tivesse ouvido a voz de alguém chamando urgentemente. Ele então vai empurrando Dana até porta. Se importando mais com a força que homem lhe puxava o braço para ir embora ela nem percebera que o homem avia colocado preso ao seu cinto, a adaga.
– Ei! Cuidado! — Depois dele fechar a porta ela percebe que além do chá estava também carregando a adaga. — Oi! Isso aqui não é meu! Senhor abre essa porta! — Ela fica girando a maçaneta tentando abrir a porta, mas o senhor havia a trancado.
Todas a luzes se apagaram voltando a estar acesa, apenas o abajur do balcão, mas agora podia se ver a silhueta de alguém lendo algo no balcão.
– Oh! Droga! — Ela resmunga. — Agora o que eu faço... Não posso chegar com isso pra minha mãe.
Por um momento lhe passou pela cabeça de quando fosse procurar sua mochila na escola ela poderia ir na área gramada perto do antigo prédio que pegou fogo e enterra-la lá. Ok. Isso parecia uma ótima ideia, mas então teria que entregar a encomenda de Carmen primeiro para não acabar perdendo ela também sem querer.
Alguns segundos foram necessários para entregar o chá e dar no pé escondendo o objeto dentro do maior bolso da calça. dana se sentiu como um daqueles ladrõeszinhos de rua. Correu até a escola.
Na entrada dava para ver um jovem conversando com o diretor. Assim terminada a conversa o Diretor volta ao prédio principal da escola e o jovem o segue, não haviam mais bombeiros cuidando dos destroços do antigo teatro.
– Seu Eusébio. — Ela se dirigiu ao zelador.- Posso entrar?
– Desculpe-me dona Dana,mas o diretor não quer alunos aqui agora. Hoje mesmo botei um cinco pra fora daqui.
– Por favor. — Ela faz cara de cachorrinho pidão. — Eu esqueci minha mochila aqui.
Oh, — Ele resmunga algo baixinho e abre o portão. — Mas vá rápido, tem gente grã-fina aqui, o pessoal que mantem esse o colégio, vieram resolver sobre o prédio queimado. Vai logo menina!
Perto dali encostado no poste da esquina estava um rapaz vestido de terno e grava, cabelo bem ajeitado, tipico rapaz de escritório. Antes que Dana entrasse na escola ele pega seu celular e tira uma foto de Dana e envia com a seguinte mensagem: "Dana está aqui, venha pega-la Luke".
La dentro estava completamente vazio, e as folhas caídas dançavam seguindo o vento furioso de presságio de chuva deixava o lugar com um ar mórbido para piorar ainda aquele lugar fedendo a cinzas e um outro cheiro esquisito bem leve, mas ainda sim nojento, provavelmente... Corpos carbonizados!
Primeiro foi no achados e perdidos procurar sua mochila, mas não estava lá. tentou no pátio principal externo, no pátio interno (só que de fininho, pois o pessoal rico estava fazendo uma reunião numa sala bem próxima dali. Como Dana nunca teve muita sorte, também não estava no pátio interno. Foi que um pequeno flash lhe lembrou de olhar na quadra de esportes, pois lá era o ultimo lugar onde esteve antes de ir para casa — Era o que ela achava.
Foi correndo saindo do prédio onde estudava e quando ia passar pelo pátio principal externo novamente teve que parar de correr. No meio do pátio tinha um rapaz de cabelos curtos e loiros, usando um boné de chofer branco com roupas pretas e brancas parado olhando o vento enquanto fumava um cigarro. Seu olhar parecia distante, então Dana decidiu não incomoda-lo. Mas ao passar perto do rapaz ele se vira e mira Dana rapidamente. Ele usava um tipo de mascara — muito parecida com as de bandidos de filmes engraçados de comédia em preto e branco.- que Dana assemelhou muito a um guaxinim.
Ela entrou na quadra que estava trancada, por um buraco que os alunos fizeram nas grades facilitando a vida de qualquer aluno atrasado nas aulas de Educação Física.
Dana vai até a viga onde costuma encostar e tirar um cochilo na educação física. Bem atrás da viga estava a mochila. Ela verificou para ver se estava tudo lá, materiais e livros estavam ali intactos. A unica coisa que faltava era sua bolsinha de moedas que tinha um pequena quantidade de dinheiro para comprar um lanche no próximo dia de aula.
– Malditos! Pegam o bom eme deixam com o ruim... Droga!
Já deviam ser meio dia e o céu estava completamente cinza escuro — iria chover a qualquer minuto -, Dana no canto da quadra guardava a adaga "coragem" na mochila e conferia melhor seu material, mas foi interrompida pelo ronco de sua barriga. Só assim ela se lembra que já deveria ter entregado a horas o chá de Carmen.
Ela coloca a mochila nas costas e sai da quadra, quando novamente ia passar pelo pátio esterno ela decidiu correr mais rápido ainda, mas rapaz "guaxinim" ainda estava lá e a barrou.
– Sr! Eu preciso passar. — Dana disse meio irritada.
– Calminha, pra que a pressa? — Ele tinha um voz fina quase a de uma mulher. — Que tal a senhorita me seguir, eu tenho assuntos a tratar com você... Baby.
Luke se aproximava das redondezas da escola em uma Ferrari 250 GTO preta.
– Ei! Me deixe passar! — Dana ficou nervosa e agressiva. — Eu nem te conheço!
O Homem segura Dana pela camisa a aproximando de seu rosto, quase colando seus lábios, fuma mais um puco seu cigarro e solta a fumaça dentro da boca de Dana que começa a tossir. Com Dana tossindo sem parar o rapaz guaxinim puxa ela pelo braço e vai levando ela até o portão.
Sr. Eusébio estava estirado no chão com um tiro na cabeça o portão de entrada estava escarado com as correntes arrebentadas.
Dana quase entra em choque ao ver o vermelho vivo do sangue escorrer pela cabeça do porteiro e olha aterrorizada para o rapaz. Agora ela já tinha motivos extremos para fugir. Aquele homem com certeza é perigoso!
– Me solta! Eu não quero ir com você! — Ela tenta inutilmente se soltar com tapas e socos, mas isso fazia o rapaz apertar mais ainda a mão da garota.
Foi nesse instante que Dana colocou sua mão livre na mochila, sem que o rapaz percebesse e tirasse a "coragem". Com a adaga nas mão ela não exitou um só segundo e fez um corte bem fundo na mão do rapaz.
– AAARRRGH! Sua cretinazinha! — Ele se afasta pressionando a mão ferida para parar o sangue que brotava. — Agora que eu não vou bancar o bonzinho com você!
O rapaz saca um revolver.
– Eu precisava de você viva, mas parei de gostar de você. — Ele posiciona o dedo no gatilho. — Bye, Baby...
BANG!
Dana cai de joelhos. De seu olhos direito um lagrima cai rapidamente. Silêncio... Somente silêncio.
"Clink..." O som da bala caindo no chão. A bala que com apenas uma mão Luke conseguiu impedir que acertasse Dana quando ele ficou na frente dela. Apenas um arranhãozinho por causa do impacto da bala aparecia em sua mão, mas que o "Sr guaxinim" viu se regenerar diante de seus olhos.
– Tsc! — O mascarado coloca o revolver novamente no coldre. — Por esse motivo que eu odeio vampiros enxeridos, no meu trabalho. — Ele então tira socos ingleses do bolso e avança em Luke. — Vocês vampiros não sabem ficar sem meter o bedelho onde não são chamados!
Luke desvia dos ataques facilmente numa velocidade absurda. Ele chega perto de Dana: — Não se importa se eu pegar isso emprestado!? — Disse ele pegando a "coragem" para atacar.
– É uma pena que você tenha chegado... Tava rolando um clima legal entre mim é a menina... — O Sr Guaxinim tenta atacar ferozmente de novo, mas Luke impede facilmente com a adaga.
– Um clima tão bom que ia acabar em funeral! — Luke ironiza.
Sr Guaxinim continua a tagarelar enquanto ataca: — Ninguém se importa com ela mesmo!
– Errado. — Ele sorri de um jeito meio maligno. Eu me importo.
Luke solta a coragem e dá um soco na área do estomago do Sr Guaxinim, mas como possui uma força acima do normal o rapaz voa longe e bate contra uma parede.
Dana não conseguia acreditar no que via diante de seus olhos. Ela ficou paralisada no chão sentada. A chuva começa a cair.
– Venha. — Luke se aproxima e estende sua mão. — Se ficar nessa chuva com certa irá pegar um resfriado.
Ele tentava se aproximar, mas ela sempre recuava ainda caída. Podia estar em choque, mas não queria que algo ruim acontecesse com Dana, pois a qualquer minuto o Sr. Guaxinim podia se levantar, Luke já havia encontrado aquela pessoa e sabia que era bem dura na queda, mesmo para o ataque de um vampiro de alta-classe como Luke.
– Não precisa ter medo... — Luke sorria gentilmente tentando quebrar o medo que tomava Dana. — Eu vim para te proteger.
– Q-quem é você? — Ela esquiva-se quando Luke tenta pegar em sua braço.
– Você não se lembra de mim...? — Luke ficou meio atordoado com a pergunta.
– Eu nunca vi você na minha vida! — Dana tenta se levantar, mas escorrega no chão molhado porque suas pernas estavam meio bambas.
Quando ela tenta se levantar pela segunda vez quase cai de cara no chão, mas Luke segura ela a tempo.
– Vou te levar aonde ela não pode te achar. — Ele pega Dana e a jogou por cima do ombro e foi levando ela até o carro e ela o tempo todo tentava se soltar balançando as pernas (muito mal, mas se esforçando) e tando tapas e socos nas costas de Luke. — Pode bater o quanto quiser, nem cocegas me causa.
– Me solta! Eu só quero ir para casa!
Luke abre a porta do carro e joga Dana no banco do passageiro e antes de fechar ele acrescenta: — Se você for pra casa, ai que ele te pega. E fecha a porta.
Durante a viagem Dana vai tentando fazer Luke perder o controle do carro, mas é inútil, parecia que a mão de havia sido colada no volante e seus braços e tornado pedra pra quase nunca se moverem, apenas para mexer no volante e mudar a marcha.
– Me deixa sair! — Dana tentar abria a porta do carro, mas Luke sempre a impede. — Pare com isso! Eu quero ir pra casa.
O carro para na frente de um prédio empresarial que na entrada se encontrava o homem que havia enviado a mensagem. Luke abaixa o vidro do carro pela metade.
– Romeo.
– Sim? Senhor Luke. — Ele se aproxima do carro.
– Resel estava atrás de Dana por algum motivo. Mande BlackCats ou StrayDogs pesquisarem o que está acontecendo. Vou leva-la para a mansão, lá ele vai estar segura.
“BlackCat”, “StrayDog”. Do que eles estavam falando? Pensava Dana encolhida no canto do carro tentando abrir a porta, mas Luke ainda pressionava a mão contra a tranca do carro.
– Sim, mas não acha que cuidar de mais uma pessoa na mansão poderia ser um exagero, temo que estejam prestes a descobrir o a localização.
– Não me importo, se acharem o caminho, vamos nos mudar novamente. — Ele olha para Dana e volta novamente a Romeo. — Tem coisas que eu necessito proteger, não importa o quanto.
– Se esse é seu desejo senhor, não posso ser contra. — Romeo se curva, afasta-se e pega o celular e voltar para o edifício.
Então fecha a janela e novamente Luke liga o carro.
– Me deixe ir pra casa, eu tenho que ver meu irmãozinho. — Dana continua tentando abrir a porta.
– E quando você chagar lá Resel vai estar te esperando com toda sua família esquartejada. Pra segurança deles é melhor você vir comigo.
– Mas eu nem te conheço! — Dana grita.
– Você não sabe como doi você dizer essas palavras. — Luke sorri num misto de ironia e tristeza.
– ugh! — Dana bate a cabeça contra a porta do carro quando Luke vira numa curva fechada.
No portão da escola, Resel ensanguentado abre a porta de um carro alí perto e pega o celular no banco do motorista. Depois de pouquíssimos segundos de espera Resel recebe uma resposta.
– Resel? — Pergunta voz do outro lado. — Conseguiu finalmente...?
– Não... Mas achei o Luke Dracul.
– hm... — A pessoa do outro lado da linha faz um pausa. — Acabei de checar no nosso banco de dados. Tem gente interessada nesse cara, não perca esse cara de vista! Ah! Ele pode ser muito perigoso
– Vai falar isso agora?!
– Ele te nocauteou?
– Mais ou menos... Pelo menos peguei o sinal da frequência que se espalhou ontem pelas redondezas.
– As pessoas que te contrataram não vão gostar só disso...
– Então manda eles virem aqui fazerem por mim. — Resel resmunga. — Merda!
– O que foi? — pergunta a voz.
– Começou a chover novamente... Vou pegar um resfriado desse jeito.
Volta novamente a chover e Resel entra no carro que não lhe pertencia e faz uma ligação direta e vai embora. Poucos minutos depois vem um homem gordo correndo e gritando até onde o carro estava.
– Oh não! Meu carro! E me disseram que essa rua nunca havia roubo de carros.
No alto de um poste um corvo esquisitamente grita:
– “Rodou!”
Luke pisa mais ainda no acelerador e Dana finalmente desistira de tentar sair do carro, pois mesmo que conseguisse abrir a porta, sair naquela velocidade seria suicídio e isso com certeza é uma das coisa que ela menos deseja. Até mesmo havia se esquecido da “coragem” que estava jogado no banco de trás no canto.
Dana só pensava em seu irmãozinho. Já estava de noite e ele já devia estar sentido a falta dela. Ela nunca se preocupou muito com seus pais, mas com Tiego era diferente, Dana podia agir como se não gostasse dele, mas tentaria dar o máximo de si para não ser a estranha da família, a pessoa que não devia estar na pintura. Ela sempre acreditou que o lugar de filho de verdade era de Tiego então faria de tudo para ele ser feliz e ter o que era de direito.
O carro passou por um outdoor que fez nossa heroína se desligar de seus irmão e pensar numa das coisas que ela mais gostava na vida , sua banda favorita. Desde que eles apareceram nas radios a 3 anos atrás Dana se sentia encantada pelas musicas e por Ash, o vocalista, sua marca registrada era usar em em cada show um tapa olho diferente no olho esquerdo. Eles fariam um show naquela cidade em alguns dias, como ela gostaria de ir.
Na casa de Dana o telefone toca. Janice atende. Minutos depois ela desliga o telefone e olha para se marido séria e pálida ao mesmo tempo.
– Você me deixaria ir pra casa... Só pra pegar algumas coisas. — Dana pediu muitas esperanças.
Depois de um longo tempo sem resposta de seu raptor/salvador ele desliga o carro e solta um longo suspiro. Ele parou o carro bem em frente do condomínio. Saiam alguns carros e caminhões — alguém devia estar se mudando, que era normal... Aquele condomínio era realmente um lixo — naquele momento então Luke pode entrar com seu carro. Dana sentiu algo diferente quando cruzou com um dos carros, mas não reconheceu ninguém pelo vidro aberto no banco de trás.
– Eu te dou meia-hora.
A chuva ainda caia fortemente e Dana abriu o portão úmido. Soa o barulho do metal enferrujado, a vontade correr para dentro e abraçar seus pais era imensa, mas seu medo de Luke tentar fazer também era forte.
Ao chegar na porta prestes a tocar na maçaneta ela vira para Luke e ela apenas esboça a face de "o tempo esta passando" junto com seu sorriso meio sem vergonha. Coloca sua mão na maçaneta que na verdade deveria estar fria pela chuva e a nevoa passageira estava morna, como se tivessem segurado nela por muito tempo. Por um instante imaginou seu irmão sendo puxado e ele segurava firmemente a maçaneta tentando não ser levado, Dana sentiu um frio correr toda sua espinha só de ter pensado isso... Parecia mais um visão. A porta não estava trancada, coisa que raramente acontece principalmente em dias chuvosos.
Abriu então a porta, lá dentro parecia até mais frio do que lá fora. Entrou na sala e não havia nenhum móvel, procurou em todos os cantos e a unica coisa que mostrava a existência de algo lá era a camada de poeira desenhada no chão mostrando que ali estavam as cama dela e de seu irmão.
Notou que em um canto do quarto estava escuro e parecia ter algo ali. Se aproximou e não era negro porque estava escuro — seu desespero era tanto que nem ligou as luzes -, mas porque estava queimado e bem no meio estava seu urso. Ainda restavam algumas faíscas, muitas encostando do bichinho de pelúcia, mas não conseguiu queima-lo.
– Você não se esqueceu de mim... — Ela pega o ursinho sem pensar e abraça fortemente.
No carro, quem estava se queimando de raiva era Luke, o que posso dizer ele sempre foi um rapaz mimado e inconsequente! Não haviam se passado os trinta minuto, mas ele furioso entrou na casa. O local vazio fez ele olhar torto para todos os cantos, num misto de desgosto, indiferença e desapontamento, ao pensar que foi nesse lugar onde sua pet cresceu. Encolhida no canto do quarto onde ficava a cama de seu irmão e apertava contro o peito o ursinho. Ele chegou perto de onde ela estava e colocou sua mão direita na cabeça de Dana e começou a lhe afagar.
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