Passio Angelus

11 Quando dois mundos se encontram


Notas iniciais
Desculpa pela demora gnt hahahaha GAP de 3 anos ai, mas vamos terminar essa história!

Segui com Benjamin em direção a nosso quarto, percorremos todo o trajeto de mãos dadas, deitamos cada um em sua cama.

— Sabe, eu namoraria com você.

— É mesmo? — Respondi com um riso.

— Faz bem ter seu próprio guarda-costas. — Ele brincou.

— Ahh, então só está interessado nos meus músculos? — Também brinquei e pulei para cima dele, em sua cama.

A medida que riamos, percebi uma movimentação em sua calça, logo, me animei também. Começamos a nos beijar. A medida em que nosso beijo aumentava de intensidade, começamos a nos despir. Passei a beijar seu pescoço e aos poucos ir me abaixando. Cheguei a seu pênis. Nunca havia feito isso, porém sabia o que fazer. Engoli seu membro e o suguei, ouvindo sua respiração aumentar e soltando um gemido. Me abaixei ainda mais, chegando a seu ânus. Levantei suas pernas e passei a lambê-lo. Virei-o, admirando suas cicatrizes. Aquele humano havia sofrido demais. Voltei a lambê-lo, e comecei a subir com minha língua, de seu ânus, para suas costas, e então me deitei por cima daquele corpo frágil e passei a mordiscar sua orelha.

— Cas, eu te quero!

Logo entendi, sem deixar de mordiscá-lo, com minha mão, fiz com que meu pênis o penetrasse. Como já estava bem lubrificado de saliva, entrei facilmente. Pude sentir o calor através daquela ligação. Eu fazia parte dele e ele parte de mim. Comecei a me movimentar. Aos poucos e então aumentando a intensidade, até que as estocadas podiam ser ouvidas com estralos. Ben ficou de quatro e eu continuava com a movimentação. Num flash de adrenalina, minha mão foi para seu traseiro, em um tapa. Ele gemia alto e eu ofegava. Sentia que estava chegando, porém, queria vê-lo. Deitei na cama e pedi que ele me cavalgasse. Ele me obedeceu, estava submisso. Avisei que eu iria gozar e ele me beijou, com isso, preenchi-o com meu ser. Adormecemos.

Acordei com o sol em meu rosto. Estava abraçando Benjamin por trás. Beijei sua nuca. Comecei a pensar se essa vida seria de todo mal. Poderia me acostumar a ter noites como essa por um ano todo.

Depois de algum tempo refletindo, Benjamin acordou e se virou.

— Bom dia, lindo. — disse.

— Bom dia. — sorri — Dormiu bem?

— Como não dormia a muito tempo! — exclamou.

Nos beijamos. Voltei a dormir.

— Cas, acorde. É hora do café. — disse Benjamin, me acordando.

Levantamos e fomos para a cozinha, no caminho, cruzamos com Kesabel. Ela permaneceu com uma face inexpressiva e seguiu seu caminho. Eu fazer alguma coisa. Ela estava se aproveitando daquelas crianças e roubando suas almas. Porém, o que fazer? A quem recorrer?

Os Winchester voltaram à minha mente. Apertei a mão de Benjamin, tentando focar na minha vida de agora.

— O que foi? — perguntou Ben.

— Estava pensando em uns amigos. Preciso falar com eles. — respondi, apreensivo. Não sabia se era a hora de contar que o sobrenatural estava ali.

— Você tem o Facebook deles?

— O quê? — indaguei.

— Esqueci que você veio de marte, lindinho. É uma rede social. Vai dizer que você não sabe o que é também? — balancei a cabeça — Pelo amor de Deus, Cas! O que você fazia da sua vida? Olha, hoje em dia é muito fácil entrar em contato com qualquer um pela internet, é só ter o nome da pessoa. Eu posso ir na lan-house que fica no final da rua e pesquisar pra você.

— Seria de grande ajuda. — sorri e beijei sua bochecha.

— Então? Quem você precisa encontrar?

Ruborizei. Não queria que Ben entrasse em contato com Dean. Não sei o porquê, mas a ideia não me agradava.

— Sam Winchester. — respondi.

— Ok. Hoje, depois do almoço eu vou lá. Mas saiba que isso vai custar um pouco mais do que rolou nessa noite. — disse Ben com um olhar malicioso.

Sorri, aceitando o flerte como um humano normal.

As aulas passaram e com elas, o almoço. Passei meu tempo livre no quarto, pensando no que eu poderia fazer com relação a Kesabel. De repente, Ben entra no quarto, com uma expressão de preocupado.

— O que foi? — perguntei, preocupado.

— Você disse que esse Sam Winchester é seu amigo? — perguntou.

— Sim. — respondi silenciosamente. — Por quê?

— Porque eu não encontrei nada sobre ele, parece que ele simplesmente não existe. Tem certeza que esse é o nome dele?

— Tenho, é um amigo bem antigo.

— Então esse seu amigo deve ser muito bom em esconder o que faz da vida.

Sorri, pensando que realmente, os Winchester não tem o sucesso que tem com divulgações na tal “internet”. Ben deitou ao meu lado e nos beijamos. Tínhamos mais um tempo até a próxima aula, então ficamos deitados, sentindo o calor um do outro.

Sem a ajuda dos Winchester, eu precisaria enfrentar Kesabel sozinho. Isso demandaria um pouco mais de tempo, levando em consideração que ela estava ali a muito mais tempo e era mais forte que eu.

Levantamos e nos preparamos para a aula. Novamente me veio o pensamento que eu poderia me acostumar com essa vida. Ben me deu uma piscadela, me fazendo sorrir.

Descemos para as salas de aula de mãos dadas.

Reparei que irmã Judith estava à porta, conversando com alguém que tentava entrar no orfanato.

— Por favor senhora, nos deixe entrar. Novamente, somos do FBI. Eu sou o agente Kerke e esse é o agente Akow.

Parei naquela hora e olhei diretamente para a porta. Era ele. Dean Winchester estava ali.

Notas finais
Continua...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.