Passio Angelus

7 Entre Desejos e Anjos


Notas iniciais
Pessoooaaal, desculpem minha demora... Junho tá tenso! o.O
Lá vai o próximo, nesse eu viajei um pouco. Se tiver qualquer coisa errada gente, pfvr, me avisem! :)))

Acordei atordoado, minha visão estava trêmula, via apenas uma forma embaçada em minha frente. Era parcialmente negra, mas com sua parte superior clara, eu sentia maus presságios. Eu não conseguia me mover, algo prendia meus punhos e tornozelos. Meus símbolos anti-anjos queimavam em minha pele, a dor era insuportável.

Aos poucos minha visão voltou. Eu estava na biblioteca, amarrado numa cadeira. As cordas estavam banhadas com óleo sagrado, por isso minhas cicatrizes queimavam e eu não conseguia me soltar.

Em minha frente, a freira que me chamara antes sorria de uma maneira macabra que me desagradava. Ela disse, numa voz quase sussurrada:

— Eu sabia que você era um deles, senti no primeiro dia em que chegou aqui.

— Eu, eu.. — Pensei, antes de responder — Eu te conheço?

— Ahhh, claro que me conhece, ou conhecia. Claro, como todos os outros, já deve ter se esquecido de mim.

— Me desculpe, acho que está me confundindo com alguém moça.

— Não se faça de hipócrita, seu penado de marca maior!

Gelei. Ela sabia que eu era um anjo. E se soubesse minha identidade, com certeza lembraria-se de mim, após meu episódio de abuso de poder.

— Vocês idiotas esquecem de toda praga que mandam para a Terra. É o meu caso, querido priminho. — Sorriu para mim — Sou seu antepassado, Kesabel, o segundo anjo! O que incentivou os demais anjos a praticarem atos sexuais com os humanos. — riu, se orgulhando do que falou. — Eu me apossei humano por humano, até chegar onde estou. Novamente na igreja! Mas, eu não sinto sua aura... Você também foi expulso, querido?

— Não sei do que você está falando! — Olhei para baixo, assustado. Sabia das histórias dos cinco primeiros caídos. Seu poder era ancestral, e eu estava indefeso naquela forma humana.

— Sabe... — riu — Ah, se sabe... Eu conheço essas marcas em seus braços, pois eu também as tenho.

A freira levantou sua saia. Em sua coxa, cicatrizes iguais às minhas, porém, com um aspecto muito mais antigo. Ela também estava fora do alcance de Naomi.

— Agora — A freira continuou — O que farei com você? Você pode estragar meus planos neste lugar propício para pactos. Mas também pode ser minha passagem de volta para o céu.

Engoli em seco. O que ela quis dizer? Um anjo fazendo pactos?

— Vou tentar entrar em contato com o céu. Claro que para isso, preciso de dois pequenos ingredientes. Primeiro, sangue jorrado da garganta de seu coleguinha de quarto. Benjamin, certo?

Me desesperei. Não poderia deixá-la machucar Ben. Comecei a me debater, sem sucesso. Ela ria de meu desespero. Comecei a chorar.

— Por favor, não o machuque!

— Claro que vou machucá-lo. — Gargalhou — Mas antes... — retirou um lenço de suas vestes e enxugou minhas lágrimas. — O segundo ingrediente. Lágrimas de um desesperado.

Fiquei em silêncio, ela havia me enganado para conseguir o que desejava. Realmente, eu precisava me precaver contra ela. Sua maldade equiparava-se a de Lúcifer.

— Agora — ela suspirou — farei uma visita a seu amiguinho. Mas esse óleo evaporará logo. Então manterei você ocupado. — Sorriu — Como eu disse, sou o anjo que propiciou o sexo entre humanos e anjos. Você tem algum desejo oculto nessa sua mente? — Pausou, demoradamente — Lógico que sua pequena atividade com o senhor Benjamin já te deu um caminho. Oh sim, eu sei de tudo o que se passa com relação a sexualidade nesse recinto. — Disse ela, contemplando minha cara de espanto. — Deixarei um pequeno feitiço pra te manter ocupado. — e piscando seu olho para mim, saiu, trancando a porta.

Continuei a me debater, tentando me livrar daquelas cordas, entretanto, parei ao ver alguém a minha frente. Ele estava nu, mostrava um abdômen impecável, uma pele morena e bronzeada. Seus olhos verdes refletiam a luz trêmula que vinha da janela. Sua boca macia fazia movimentos leves, com pequenas mordiscadas em seu lábio inferior. Sussurou para mim, com sua voz grossa, rouca, porém, excitante.

— Olá, Cas. Senti saudades.

Assim disse Dean Winchester, vindo em minha direção. Eu estava congelado, só observava seu membro pulsante, como se pulasse de alegria por me ver. Era maior que o meu, tanto em comprimento, como em diâmetro. Sua glande permanecia encoberta pela pele. Veias mostravam-se pulsantes em sua lateral.

Ele chegou a mim, sentando em meu colo, sentindo meu membro, também já rijo.

— Nossa, que delícia Cas! — exclamou Dean, rebolando em meu colo, com suas pernas torneadas.

Beijou meu pescoço com beijos leves, subindo em direção a minhas orelhas, onde, passando a mão em meus cabelos, sussurou:

— Você ficou lindo de loiro. — E encerrando, me beijou.

Eu estava completamente excitado, quase ejaculando. Ele deve ter percebido, pois parou de me beijar. Saiu de meu colo, eu levantei atrás dele, sem perceber que as cordas haviam sumido. Ele continuou a me beijar, em pé, enquanto desabotoava minha calça e tirava-a, junto de minha camisa.

Começou e esfregar seu pênis completamente ereto em minha cueca, fazendo um atrito que me deixava extasiado. Ele me virou, colocando minhas mãos em cima da cadeira. Eu estava submisso a Dean Winchester.

Ele abaixou minha cueca, meu membro pulou de tão ereto. Dean ajoelhou-se, ficando em frente a meu ânus. Com suas mãos firmes, agarrou minhas nádegas, abrindo-as e exibindo meu virgem e apertado "buraquinho", o qual estava pulsante, piscando em sua presença. Então, começou a beijá-lo. Eu estava por um fio de ejacular. Sua barba por fazer em contato com minhas partes intimas me levava novamente aos céus.

Começou a me lamber, depositava uma grande quantidade de saliva em cada linguada que dava em mim. E aos poucos, foi me penetrando com aquela deliciosa língua.

Parou repentinamente, vendo que a pulsação de meu ânus estava cada vez mais rápida. Dean ficou em pé, ainda segurando minhas nádegas, começou a esfregar seu pênis em mim. Eu desejava cada vez mais que ele me penetrasse. Dominasse-me.

Como se lesse minha mente, o mais velho dos Winchester começou a me invadir, bem devagar. A pressão de sua glande estalava minhas pregas. Continuou, entrando em mim com todo seu comprimento. Senti seus pelos do escroto em meu corpo. Era como estivessem pondo fogo em meu ânus, a dor era inevitável. Porém, o prazer e o "tesão" eram maiores.

— Oh Dean. — suspirei.

— Quietinho — ele grunhiu, passando a mão em minhas costas.

Então Dean começou a se movimentar. Aumentando sua velocidade a cada estocada. Eu gemia, mas não de dor.

— Isso Dean, oh, isso. Oh, Dean, eu.. — falei em suspiros — Acho que vou gozar.

Ele parou. Retirou seu pênis de mim, me deixando com uma sensação de vazio. De frio. Então Dean, para ocupar o espaço vazio, colocou seu dedo médio em mim, fazendo movimentos circulares e me dando mais prazer a cada instante.

Ele agachou, entrou por debaixo das minhas pernas, ficando sentado enquanto eu estava curvado. Engoliu meu pênis com sua boca macia. Eu fui ao delírio. Ele engolia totalmente meu pênis, mordiscando minha pele. Eu iria ejacular a qualquer momento! Naquela boca linda! Que vencia qualquer outra boca. Até mesmo a de Ben.

Ben? Ele estava em apuros! Eu tinha de salvá-lo! Aquilo era uma mera ilusão.

Acordei, ainda estava amarrado na cadeira, mas as cordas já estavam sem óleo. Meu membro encontrava-se completamente ereto, quase ejaculando. Me senti um idiota. Enganado por um simples prazer carnal. Arrebentando as cordas que me prendiam, sai correndo, batendo a porta atrás de mim e ouvindo um sussurro excitante:

— Cas, não me deixe!

Notas finais
Só relembrando: Criticas e sugestões são bem-vindas... Vou tentar postar o próximo até sexta que vem :*