Notas iniciais
Primeiro poema. Define o que senti no momento que comecei o ensino médio. Houveram alguns fatores que me levaram a pensar assim, mas estes deixo para os mais chegados ^^
Dedico a Ana Eliza.

Deus meu! O que há comigo agora?

Tento respirar, mas não há ar.

Tendo andar, mas não há chão.

Que sentimento doentio é esse

que me agride a realidade?



Confronto inevitável,

sentimento e razão

debatem-se e gritam

no meu peito, no meu coração, na minha alma.



Ofusca-me a visão,

visão do mundo que vivo

mas não sei se existe mais

não sei se sequer existiu

ou se foi mera ilusão.



Agora sou

poeira no vento,

água no mar,

areia no deserto,

vagando sem resposta,

tornando-me mais um ponto inútil

de um sitema falho e fútil.



Não me dói na pele ou na carne,

não sinto frio ou calor.

Mas por que então

sinto-me conquistado pela dúvida,

cativado pelo medo,

crucificado por dentro?



Não sei o que buscar.

Razão e emoção

são paralelas, jamais se cruzarão

não importa o tempo ou a distância

serão sempre ciências distintas.



Sentimento maligno!

Ri-se de meu sofrimento!

Testemunha sem trégua tamanha dor

e mesmo assim não se esvai!



Se são os braços gélidos da morte

que seja,

irei de boa vontade

rumo a escuridão,

mas espero estinguir

tal sofrimento.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.