Passagem
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Infinitas vezes procurei dizer
Contar a profundidade existencial
do meu diminuto ser.
Incontáveis tentativas falhas
Foram necessárias para
A coragem se formar.
Para talvez um dia
Numa hora qualquer
Lhe mostre
minhas pequenas caixas.
Os lugares onde estão
Minhas parte obscuras,
A minha sanidade imaginária
O meu canto de paz.
E quem sabe, talvez um dia
Numa hora qualquer
Você entre na minha vida.
Arrastando minha bagunça
Destrancando sentimentos guardados
Soltando as amarras presas pelo tempo.
Assim, talvez quando for entrar
bata na porta
para que eu me organize.
Para você não se assustar.
Deixando tudo para que eu
Lhe mostre o crescimento do meu
diminuto ser.
Lhe conte que tu és a vela
Na minha obscuridão.
Então, no meio da organização desabitual
Eu lhe contaria da caixa
Que lhe pertence
Do sentimento solto
Da imaginação recuperada.
E assim, um dia
Numa hora qualquer
Eu lhe contaria tudo
Tudo que ninguém nunca sonhou.
Mas a coragem formada
Seria suficiente
Para lhe contar
Apenas um simples detalhe
E tudo o que eu contaria
É da porta destrancada.
Que é a passagem imaculada
para a profundidade oceânica
Da minha existência.
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