Passado Obscuro

3 Capítulo 2 - Sra. Edwards, Irmã Falsa e Tarde Longa


Notas iniciais
Heeey Cupcakesss!!! Como estão? Então, acho que eu fiquei meio no vácuo na fic... Não desmerecendo os comentários que tive (eu AMEI, viu gilbitchs?) mas acho que está meio difícil de começar a ter comentários. Sei que o começo das fics é seeempre difícil, mas toda autora gosta de ter uma resposta né? Mas acalmem-se! Eu não vou desistir! Nunquinha! Outra coisa: Eu não mordooo!! Falem comigo! Varias meninas acompanham a fic e nem se quer me mandam uma MP dizendo tipo: Continueee!! Ou algo do tipo. Então, façam isso! Me mandem umas mensagens e tals! Ahm, e vocês viram o jogo do Brasil? Nossa! Que jogo! Amei sentir tudo aquilo (louca eu néh?) e estou pensando em colocar algo parecido na fic (ainda não sei quando okay?). Bom é isso! Leiam com o coração! Musica do CAP: Lorde – Team. Beijocaas!!

São Francisco, Califórnia; Duas semanas depois.

Ao sair do taxi fico instantaneamente com saudade de Youngstown. Tá certo que São Francisco é uma cidade muito mais bonita e desenvolvida do que a décima primeira no ranking de “Melhores para se viver em Ohio”, mas lá é que eu cresci. Lá é o meu lugar e não aqui.

Meu pai fez questão de trazer meu presente de aniversário, se quer saber. Ele vai chegar daqui a mais ou menos uma semana trazido por Ben, outro amigo do meu pai, que é um aventureiro daqueles que andam por ai com apenas uma mochila nas costas. Ahm, e ele ainda vai ter a gentileza de encher o tanque do Fusca e lavar aquela velharia para mim. Obrigada, isso melhora muito a minha situação.

Minha mala não está tão pesada, o que ajuda bastante na hora de tira-lá do porta malas. A casa onde vamos viver não me impressiona muito (na verdade eu estava com expectativas de que a nova mulher do meu pai pudesse ser rica, mais errei feio). Tem dois andares e parece ser apenas dois cômodos maior que a nossa antiga casa. Ao fundo consigo ver o reflexo de água, o que me dá a entender que há uma piscina lá. Na frente um pequeno jardim enche a minha visão. Parece bem cuidado.

– Olha Jane tudo bem você ser mal educada comigo, mas eu não vou permitir que ofenda Sara ou Ginna, entendido? – meu pai carrega a sua própria mala com uma mão e com a outra aponta o dedo indicador no meu rosto. Reviro os olhos e ele me joga um olhar mais que mortal.

– Tudo bem. – respondo por fim tão baixo que nem mesmo eu ouço direito. Com isso, ele sai andando em direção a porta de entrada. As paredes de fora são amarelas bem claras e as janelas cobertas de cortinas, todas azuis. Antes da porta de entrada há uma escada de madeira e, quando vou encostar-me ao corrimão para puxar a minha mala, entra uma farpa no meu dedo. Ótimo, começamos bem!

Meu pai espera até que eu pare ao seu lado e enfim toca a campainha, que é daquelas que ficam mais de meia hora tocando. “Tim dom dom dom tim... Tim dom dom dom tim...” Parece até uma musica de elevador, se pensar bem.

– Querido! – uma mulher morena de olhos cor mel que parece ser da mesma idade do meu pai ou até um pouco mais jovem abre a porta. Ela usa um vestido amarelo e azul e isso me faz querer rir. Tipo, ela se vestiu igual a casa! – Vamos entrando.

Primeiro ela dá passagem para nós. Depois fica nas pontas dos pés para beijar a bochecha do meu pai. Ele retribui o gesto sorrindo e com os olhos brilhando.

De repente, ao ver aquela cena, me dou conta que não posso ficar brava com ele. Meu pai está apenas tentando superar a morte da minha mãe e, se ele conseguiu, tenho que conseguir também. Quando a mulher se vira para mim a abraço.

– Oi, eu sou a Jane. – falo depois de me desvencilhar de seus braços, surpresa com o meu próprio gesto. Eu não sou de abraçar as pessoas, pode ter certeza. Na verdade, nem quando alguém sorri pra mim na fila do supermercado eu retribuo.

– Prazer Jane. – ela sorri, vacilando o olhar entre mim e o meu pai. Acho que ela não acredita no que acabei de fazer. – Quero que se sinta em casa e desejo com todo o coração que sejamos amigas.

– Claro Sra. Edwards.

– Oh! Chame-me de Sara, querida. – ela coloca a mão sobre o meu ombro e sorri acolhedora. Depois se vira para a escada e fala alto, mas não a ponto de gritar. – Ginna!

Uma voz de menina grita um “Já vou!” em resposta. Quando desce as escadas olho para sua mãe e para ela sem parar. Serio, elas são iguaiszinhas! Cabelos castanhos, olhos mel, corpo pequeno e sorriso doce. Quando Ginna acaba de descer cumprimenta primeiro o meu pai, parece que eles já se conheciam o que me deixa incomodada, e depois vem em minha direção.

– Oi, você deve ser a Jane. – ela me abraça e sinto o seu hálito no meu pescoço. Quando penso que vai me soltar sussurra no meu ouvido com uma voz ameaçadora. – Não quero você se metendo comigo.

Olho, chocada, para a menina em minha frente. Nós temos mais ou menos a mesma altura, o que me faz olhar bem dentro de seus olhos. Ela está sorrindo, forçando as bochechas ao máximo. Até se formam covinhas.

– Bom, já que todos já se conheceram, vamos almoçar? – pergunta Sra. Edwards. Penso se ela também não está fingindo igual a vaca que está parada em minha frente. Minha raiva começa a voltar.

– Claro, querida. – meu pai fala tão naturalmente que eu ameaço pular no seu pescoço. Era assim que ele sempre chamava a minha mãe, como ele consegue chamar ela assim.

Sigo todos passando pela sala de estar, que é muito bem arrumada. Os sofás, um de três e outro de dois lugares, são de cor creme e parecem novos. Eles estão cobertos de almofadas, algumas verdes e outras azuis. Há uma mesa de centro de madeira clara com um vaso de flores falsas, que não parecem falsas. A TV é de LCD e eu chutaria ter 40 polegadas. No canto há uma estante e nas paredes há quadros diversos.

Passando por lá, virando a direita, há a sala de jantar. É pequena, a única coisa que está lá é uma mesa de 6 lugares coberta de comida. Deixo todos se acomodarem primeiro para que eu me sente depois. Fico ao lado de meu pai, que está em frente a Ginna. Na ponta, Sara sorri.

– Espero que gostem do almoço. Eu fiz especialmente para vocês. – ela começa a servir o meu pai da macarronada e depois pega o meu prato, mesmo eu protestando. Quando todos já estão servidos, Sara faz um sinal e começamos a comer.

– Então Jane, você sabe dirigir? – Sara pergunta olhando em minha direção. Engulo a seco o resto de macarrão que eu tinha na boca antes de responder.

– Sim. Meu pai me ensinou. – emito a parte do Fusca por vergonha. Pelo que vi do lado de fora da casa Ginna tem um carro e ele é bem melhor que o meu.

– Eu dei a ela um carro de aniversario. – valeu, pai. Também te amo. – Na verdade ele vai chegar daqui a uma semana.

– Ahm que maravilha! – Sara fica animada. Ela olha para mim e quero me matar pela pergunta que eu sei que ela vai fazer. – Que carro é, querida?

– Um... Um Fusca. – vejo que Ginna engasga do outro lado da mesa e se segura para não rir da minha cara. Quero muito ir embora.

– Ginna! – repreende Sara. Percebo que quando ela fica brava sua sobrancelha treme. – Pare com isso já! Um Fusca é um clássico!

– Classicamente horrível, só se for. – assim que fala Ginna tampa a boca e pede desculpas. Mas eu posso ver o seu sorriso atrás de sua mão. Essa daí não me engana mais.

– Olha, eu estou cansada demais para ficar aqui jogando papo no lixo. Se me dão licença eu vou comer no meu quarto que é... – deixo a pergunta no ar e Sara responde com um olhar compreendido. Já vi que arrumei uma briga entre mãe e filha.

– O segundo a direita, querida. – agradeço a Sara com a cabeça e saio do cômodo. Quando piso na sala de estar já consigo ouvir o som da briga entre as duas.

A escada fica em frente a porta de entrada e, quando estou subindo os primeiros dois degraus, ouço a campainha tocar. Como estou mais perto da porta, atendo eu mesma.

– Oi gata! – um menino da minha idade ou talvez até mais velho do que eu me olha dos pés a cabeça. Ele tem a pele clara e os olhos verdes, que deixam seu rosto meigo. Seus cabelos são castanhos e ele usa roupas estilosas, o que inclui uma calça abaixada, mostrando um pouco a sua cueca. – Será que a Gin tá ai?

Admito que, assim que o vi parado na porta, também o olhei dos pés a cabeça. O cara é o maior gato! Mas o que mais me surpreendeu foi ele ter me olhado assim. Quer dizer, eu não sou a menina mais “gostosa” do mundo, como os meninos falam. Meus peitos são pequenos, minha magreza me impressiona e a única coisa melhorzinha que existe no meu corpo é minhas coxas. Além de meu corpo ser pequeno, 1,65 de altura.

– Gin? – pergunto ainda abismada com a beleza do garoto. Só depois percebo que ele fala de Ginna. – Ahm, Ginna! É claro.

Antes mesmo de eu chama-la a criatura aparece do meu lado com o mesmo sorriso falso que antes. Ela o beija na boca com paixão e depois olha bem nos meus olhos dizendo “Ele é meu!”.

– Oi amor! O que você está fazendo aqui hoje? – pergunta para o garoto ainda pendurada em seu pescoço. Antes de ele responder tomo a palavra.

– Bom, eu vou subir. Prazer em conhecê-lo. Eu sou Jane.

– Harry. – ele sorri sedutor. Viro de costas, mas antes que eu pudesse subir os primeiros degraus a voz de Sara me para.

– Jane! – olho para baixo para encontrar ela e o meu pai. Vejo Gin falar algo baixinho no ouvido de Harry. Os dois descem as escadas que antecedem a porta de entrada, mas Sara também os para. – Onde pensa que vai Ginna?

– Patrick vai dar uma festa. Eu e Harry vamos para a casa da Jessica para nós arrumar. – serio, eu conseguia ver em seus olhos que isso era mentira. Até um idiota veria isso, mas Sara não notou.

– Tudo bem. Porque não leva Jane com você? – a olho assustada. Eu? Com eles?

– Não! – eu e Ginna gritamos ao mesmo tempo e Sara revira os olhos. Antes de falar, vejo o meu pai sussurrar algo em seu ouvido. E pela primeira vez na minha vida agradeço por ser superprotegida pelo meu pai.

– Se ela não for com vocês, eu proíbo você de ir. – Sara conclui decidida apontando para Gin. Antes que eu ou Ginna possamos reclamar meu pai toma a palavra.

– Nem pensar, Sara. Jane só pode sair de casa comigo ou com a minha autorização e eu não autorizo ela a sair. – já disse que te amo, papai querido?

– Ahm, pare com isso Richard! – Sara protesta. Ela agarra o meu pulso e me leva até o lado de Ginna, já na varanda, fora da casa. – Você vai sim. Podem voltar antes das 23:00 horas. Ahm! E divirtam-se.

Com isso ela bate a porta da casa na nossa cara. Bufando, Ginna segue para o conversível vermelho parado em frente a casa. Harry me espera e começa a perguntar coisas insignificantes. Eu dou respostas curtas e evito falar da minha vida. Deu pra perceber que essa tarde será longa. Bem longa.

Notas finais
Vishhh!!! Tarde chaaata essa que a Jane vai ter, não é? Estão com dó??? Porque até eu estou :( ... Gente, amanha tem cap, estão não percam!! Beijocaass!!