Pase lo que pase - VONDY
15 Revolutionary Love
P.O.V UCKER
Há quatro dias eu estava com o amor da minha vida em meus braços. Há quatro dias eu disse que a amava e prometi que faria tudo para ficar ao seu lado e formar uma família. Mas, apesar de toda a minha vontade, eu sabia que precisava dar a ela o espaço necessário para resolver suas pendências, para organizar sua vida, seus sentimentos, e, talvez, tomar uma decisão definitiva. Por mais paciente que eu tentasse ser, a ansiedade me consumia. A cada instante, minha mente voltava àquele apartamento, repassando cada momento, cada palavra, como se tentasse ancorar-se em alguma certeza.
Durante anos, pensei em vender o apartamento, mas o coração simplesmente não suportava a ideia. Como poderia permitir que outras pessoas ocupassem aquele espaço que era nosso? A ideia de novas histórias sendo criadas entre aquelas paredes me atormentava. Então, mantive o lugar exatamente como ela o deixou, intocado, como um museu do nosso amor. Apenas pagava alguém para limpá-lo uma vez por mês, e mesmo assim, quase nunca o usava. Ia lá quando precisava criar, quando o peso do mundo ficava grande demais e eu sentia que a presença dela, mesmo que ausente, era o que me sustentava. Aquele lugar se tornou nosso santuário, um relicário de memórias, por isso preferi deixar tudo do jeito que ela gostava, como se o tempo nunca tivesse passado.
Agora, no presente, eu tinha que enfrentar o cotidiano. Hoje era dia de almoçar com a Anahí. Ela tinha me feito jurar – de dedinho, como nos velhos tempos – que iria até sua casa para contar tudo o que estava acontecendo na minha vida. Sabia que a curiosidade dela estava focada em uma coisa: Dulce. Claro que ela iria fazer perguntas sobre meu término com Samantha, educada como sempre. Mas conheço bem a Barbie, e sei que tudo o que ela realmente quer é saber o que está acontecendo entre mim e Dulce.
Suspirei ao pensar no almoço. Não podia negar que conversar com Any seria bom, ainda mais com a pressão que eu estava sentindo. Talvez falar em voz alta me ajudasse a organizar meus próprios pensamentos. Ela sempre foi uma boa ouvinte, e uma amiga que, embora um pouco intrometida às vezes, sempre quis o melhor para todos nós. Talvez, no fundo, ela estivesse torcendo para que eu e Dulce finalmente acertássemos nossas vidas e parássemos de dar tantas voltas em círculos.
Mas, por outro lado, isso me fazia pensar no quanto estava tudo indefinido. Eu tinha me declarado, entreguei a ela o meu coração, mas sabia que, para que ficássemos juntos de verdade, havia muito mais a ser resolvido. Dulce ainda precisava lidar com seu casamento e, principalmente, com Maria Paula. Uma parte de mim queria ser o homem que resolveria tudo para ela, que a protegeria de qualquer dor ou incerteza. Mas sabia que ela precisava trilhar esse caminho sozinha, tomar as rédeas de sua vida antes de podermos, enfim, construir algo juntos.
Com esses pensamentos rodando na minha mente, enviei uma mensagem rápida para Any, avisando que estava a caminho, e me preparei para o que seria um almoço repleto de perguntas... e talvez algumas respostas.
Peguei as chaves do carro e saí, tentando me concentrar no trajeto, mas minha mente ainda estava presa àqueles últimos dias e esses pensamentos foram comigo o caminho todo até a casa da Anahí. Quando estacionei em frente ao portão, respirei fundo. Eu sabia que ela não iria me poupar, ia querer cada detalhe. Mas, ao mesmo tempo, conversar com ela sempre teve algo de terapêutico. Abri o portão e toquei a campainha.
— Bebezito — Ela apareceu na porta com um sorriso radiante, abraçando-me assim que entrei. — Já estava achando que você ia fugir do nosso almoço.
— Como eu poderia? — sorri de volta, tentando deixar os pensamentos de lado por um momento. — Você me fez prometer, de dedinho. Isso é sagrado.
Ela riu, me puxando para dentro, e logo estávamos sentados à mesa. O cheiro de comida caseira preenchia o ar, e por um segundo me senti mais leve. Anahí sempre teve esse jeito de fazer as coisas parecerem simples, como se as preocupações ficassem à porta.
— Então, me conta, bebezito — ela começou servindo-se de um pouco de salada, os olhos já brilhando de curiosidade. — O que está acontecendo? E quero saber de tudo, hein? Nada de esconder detalhes... sobre o término com Samantha, mas também, claro, sobre Dulce.
Soltei um suspiro leve, sabendo que esse momento chegaria cedo ou tarde. Peguei o copo de água e tomei um gole, pensando por onde começar.
— Bom, acho que já sabe que com a Sam, acabou — comecei tentando manter o tom casual. — Não foi nada explosivo, sabe? A gente foi se distanciando e, no final, percebi que não dava mais. Acho que ela também já sabia.
— Mas foi você quem tomou a decisão, né? — Any me olhou com uma mistura de compreensão e desafio. Ela sempre soube ler nas entrelinhas.
— Sim — admiti, assentindo. — Era o certo a fazer, mesmo que não tenha sido fácil.
Ela concordou com a cabeça, mas eu sabia que estava esperando o ponto principal.
— E a Dulce? — perguntou suavemente, como se já soubesse a resposta.
— Dulce... — murmurei, o nome dela saindo quase como um suspiro. — A gente se encontrou. Passamos algum tempo juntos no apartamento em La Condesa. Foi intenso, como sempre. Mas ainda tem muita coisa para resolver. O divórcio, Maria Paula, eu quero dar tempo para ela pensar, para se organizar. Não quero apressá-la, mas ao mesmo tempo, estou aqui, esperando por ela.
Anahí ficou em silêncio por um momento, me observando com aquele olhar penetrante.
— Chris, se ela ainda não tomou a decisão, é porque ela ainda está tentando encontrar uma forma. Não a pressione, mas também não deixe de ser claro sobre o que você quer. Dulce tem muito com o que lidar, mas ela precisa saber que você está aqui, disposto a ser parte da solução, não um obstáculo.
Assenti, sabendo que ela tinha razão. Dulce precisava de apoio, não de mais complicações. E mais do que isso, ela precisava entender que eu estava aqui para o longo prazo, para o que fosse necessário.
— Ela sabe, Any. Eu disse a ela que faria qualquer coisa por nós. Só preciso dar o tempo que ela precisa para arrumar as coisas.
— Bom, então é isso — ela sorriu. — Agora come, porque eu sei que você precisa de energia para todas essas decisões importantes.
Sorri de volta, e por um momento, a leveza daquela conversa me fez acreditar que as coisas poderiam, de fato, dar certo.
Peguei o garfo e comecei a comer, deixando a conversa dar uma pausa enquanto o cheiro da comida deliciosa invadia o ambiente. Não demorou muito para o som das risadas de Manu e Emi, ecoar pela casa. Eles vieram correndo em direção à sala de jantar, seguidos por Velasco, que sempre tinha aquele ar tranquilo e acolhedor.
— Tio Chris — Manu gritou, jogando-se no meu colo sem cerimônia.
— E aí, campeão! — falei, abraçando o menino com um sorriso. — Como você está?
— Bem — ele respondeu, rindo. — Por que não veio nos visitar antes?
— Ele anda muito ocupado, cariño — Anahí respondeu antes que eu pudesse, com uma piscadela. — Mas agora ele vai contar para gente o que está acontecendo na vida dele. Não é, Christopher?
Ri, sabendo que não tinha como fugir da curiosidade de Any, e agora, dos olhares atentos de Velasco e dos pequenos.
— Bom, muita coisa aconteceu nos últimos dias. Eu terminei com a Sam e... reencontrei a Dulce.
Velasco, sempre o mais observador, olhou para mim com uma expressão de entendimento enquanto se acomodava na cadeira ao lado de Any.
— Então, as coisas estão caminhando para você e Dulce? — ele perguntou, de forma direta, mas sem pressão.
— Estão, mas ainda há muito para resolver. Ela está passando por um divórcio, e Maria Paula... bom, é complicado. Eu quero estar lá para ela, para a Mapi também, mas sei que Dulce precisa de tempo.
Velasco assentiu, parecendo refletir sobre o que eu disse. Ele sempre foi um homem de poucas palavras, mas quando falava, era direto e sensato.
— É importante que você esteja pronto para ser paciente, então — ele disse calmamente. — E saber que a Dulce vai precisar de você por inteiro, não só em parte. Uma criança no meio de um divórcio é uma coisa complicada, e a Mapi vai sentir isso.
— Sim, e é por isso que estou tentando ser cuidadoso — expliquei. — Eu quero fazer parte da vida delas, não ser apenas uma pessoa que causa mais confusão. Eu amo a Dulce, e sei que ela me ama também, mas a gente tem que ser inteligente sobre isso.
— Tem razão, bebezito — Anahí concordou, com os olhos cheios de ternura. — Dulce sempre foi forte, mas ela também precisa de você agora.
— Vai dar tudo certo, Chris — Velasco disse, levantando-se para ajudar Anahí com a sobremesa. — Quando o amor é de verdade, as coisas se ajeitam, mesmo que levem tempo.
As palavras dele ecoaram na minha mente enquanto Manu e Emi corriam de volta para brincar. Velasco tinha razão. Eu só precisava ser paciente, manter a calma e esperar pelo momento certo. Se a Dulce e eu realmente fôssemos feitos para estar juntos, tudo se resolveria.
Sei que ele passou muito tempo com o Paco durante a turnê, mas está claro que a Any já havia tomado suas providências para inclinar a situação ao meu favor. No mínimo, deve ter conversado com ele antes da minha chegada, revelando a verdadeira história entre mim e Dulce.
Depois que terminamos o almoço, Velasco levou Manu e Emi para brincar no jardim, dando a Anahí e a mim um pouco de tempo a sós. Nos acomodamos na varanda, onde uma brisa suave amenizava o calor da tarde. Anahí estava com aquele sorriso acolhedor, o que sempre fazia com que eu me sentisse à vontade ao lado dela.
— Então, Chris — ela começou ajeitando os cabelos atrás da orelha —, agora que já me contou sobre sua vida pessoal, como você está se sentindo com todas essas conversas dos fãs sobre a possibilidade de uma continuação da turnê? Sei que você está focado no seu álbum, mas já parou para pensar no que faria se isso realmente acontecer?
Soltei um suspiro, refletindo por um momento antes de responder.
— Olha, Any, a turnê de reencontro foi incrível, mas também bem desgastante, né? Foi ótimo ver todo o amor dos fãs, estar no palco de novo com vocês, mas foi exaustivo. Eu amo o que construímos juntos, mas com tudo que está rolando agora... não sei se estou preparado para uma continuação. Ainda mais com o álbum e as coisas que estou vivendo com a Dulce.
— Te entendo perfeitamente, bebezito. Fazer aquela turnê foi especial demais, algo que nunca vou esquecer. Mas você tem razão, foi uma experiência intensa. E agora, com nossos caminhos tão diferentes, especialmente você com sua carreira solo novamente, é complicado pensar em deixar tudo de lado outra vez.
— Exatamente — respondi, me ajeitando no sofá. — Não é só o físico, mas também o emocional. Ainda estou processando o que aconteceu com a Dulce nesses últimos dias, tentando dar a ela o espaço que precisa, e pensar em largar tudo para cair na estrada de novo... parece demais para mim neste momento.
Anahí suspirou e olhou para o jardim, onde Velasco corria atrás de Manu e Emi, suas gargalhadas enchendo o ar.
— Para mim, é a mesma coisa. Eu tenho minha família, meus filhos, e o Velasco sempre me apoiou, mas uma turnê desse porte, seria difícil equilibrar tudo. Não sei se estou disposta a passar por toda aquela correria de novo. Mesmo assim, parte de mim ainda sente falta daquele palco, da conexão com os fãs. É uma decisão difícil.
Dei um sorriso, entendendo perfeitamente o que ela queria dizer.
— É, eu também sinto falta. A energia, o carinho dos fãs, é algo que a gente nunca esquece. Mas o preço disso, a distância, a ausência... com tudo o que está acontecendo com a Dulce, eu preciso estar presente para ela, não posso me jogar em outra turnê mundial agora e ter a grande responsabilidade que eu tive na turnê passada.
Ela me lançou um olhar compreensivo.
— E como a Dulce se sente sobre isso? — perguntou, com genuína curiosidade.
— Ela ama os fãs, você sabe disso. O palco é onde ela se sente viva, mas com tudo que está acontecendo no casamento dela, ela precisa de estabilidade agora. Ela ainda está resolvendo o divórcio com o Paco, e a Mapi está passando por um momento complicado. Eu sei que ela adoraria estar em turnê de novo, mas não sei se esse é o momento certo para ela.
— A gente está em fases completamente diferentes da vida agora, né? Quando fizemos a primeira parte da Soy Rebelde tour, foi como se voltássemos no tempo, mas a verdade é que crescemos, nossas prioridades mudaram. Eu não sei se estaria pronta para isso de novo, com tudo o que tenho em casa.
— Acho que estamos todos no mesmo ponto. O RBD vai ser sempre uma parte de nós, mas também temos outras vidas, outros compromissos. Se for para voltar, tem que ser com o coração inteiro. Se não for assim, não vale a pena.
— O importante é que, seja qual for nossa decisão, precisa fazer sentido para todos. E, acima de tudo, a gente tem que fazer o que for melhor para nós e para as pessoas que amamos.
— É, barbie. Se o RBD for voltar novamente, será com a mesma paixão de antes. E se não for a hora certa, pelo menos sabemos que nossas vidas fora do palco continuam importantes.
Anahí inclinou-se na cadeira, mudando o tom da conversa para algo mais leve.
— Mas chega de trabalho por enquanto — ela disse, com um sorriso travesso. — O que você tem feito além de música? Alguma série nova, algum livro? Preciso de recomendações, porque entre uma atividade e outra com os meninos, só consigo acompanhar o básico.
Ri, lembrando-me de como ela sempre tentava se manter atualizada com o que acontecia no mundo, mesmo com a vida tão agitada.
— Olha, ultimamente tenho assistido mais documentários do que séries, mas comecei a ver Oppenheimer. Você já viu? — perguntei, curioso.
— Ah, vi sim! — Ela respondeu, animada. — Velasco e eu assistimos juntos, foi incrível. A direção é impecável, e a forma como eles retratam a vida dele, você já terminou?
— Estou na metade, mas estou gostando bastante. — Fiz uma pausa e olhei para o jardim, onde Velasco agora estava deitado na grama com os meninos subindo em cima dele. — O bom é que, por enquanto, posso ver as coisas com calma. Sem filhos para me distrair.
— Por enquanto! — Anahí riu, levantando uma sobrancelha sugestivamente.
— É... — sorri, pensando no que ela disse. — Isso pode mudar em breve, quem sabe?
Anahí me olhou com um olhar de cumplicidade, sabendo exatamente sobre quem eu estava falando.
— Vai acontecer na hora certa, bebezito. Tenho certeza.
Ficamos em silêncio por um tempo, aproveitando a tranquilidade da tarde e o som distante das risadas de Manu e Emi. Era bom estar ali com ela, sem pressões ou cobranças, só uma conversa entre amigos que compartilham uma história tão profunda.
— Acho que está na hora de ir — eu disse, me levantando devagar. — Prometi a mim mesmo que iria descansar essa noite, e já estou prevendo mais uma sessão tarde da noite no estúdio se eu não for logo para casa.
Anahí riu e se levantou também, me dando um abraço apertado.
— Vai lá, Chris. Mas não some, tá? Quando tiver novidades sobre a Dulce ou qualquer outra coisa, você me avisa.
— Pode deixar — respondi, sorrindo enquanto a soltava. — E obrigada pelo almoço, foi bom sair um pouco da minha bolha.
— Sempre que precisar — ela disse, sorrindo calorosamente.
Me despedi de Velasco e dos meninos, que agora estavam cansados e deitados na grama, aproveitando os últimos raios de sol do dia. Quando entrei no carro e comecei a dirigir para casa, senti um misto de alívio e ansiedade.
A conversa com a Anahí tinha me dado uma sensação de paz, mas também me trouxe de volta para a realidade que eu estava tentando evitar. Eu ainda tinha muita coisa para resolver. Enquanto dirigia pelas ruas de Cidade do México, o universo, com sua maneira curiosa de se manifestar, decidiu me mandar um sinal. Começou a tocar "Revolutionary Love" no rádio, e bastou a primeira nota para meu peito apertar. Sabia exatamente para quem eu escrevi essa música.
"Pretty face, I've been swimming in your thoughts. Let me tell you what I see. Shattered dreams, I will keep them in a box so you can dream within dreams."
Cada palavra trazia memórias. O rosto dela, os momentos que compartilhamos, as promessas não ditas, mas sentidas no fundo da alma. Aquela música sempre foi uma espécie de carta aberta para Dulce, mesmo que ninguém mais soubesse disso.
"Listen to me now, I'll show you the place, where the gold is mine and the dreams would come alive. I'll stand by your side, it's my revolutionary love."
O trânsito fluía lentamente, mas minha mente estava acelerada. Lembrava-me das vezes que toquei essa música para ela em silêncio, deixando as notas falarem por mim quando as palavras faltavam. Era assim que nos comunicávamos em momentos de tensão, quando os sentimentos eram grandes demais para serem ditos de forma direta.
"Endless words, they describe my fantasy, synthesized reality. Take my hand, we'll laugh all day long. Leave the drama die alone."
Enquanto a música seguia, um alívio começou a tomar conta de mim. Era como se aquela melodia, que tanto representava nossos altos e baixos, me dissesse que, apesar de todas as dificuldades, as coisas ficariam bem. Eu só precisava confiar no processo, dar tempo ao tempo e deixar que o universo agisse do seu jeito misterioso.
"I'll show you the place, where the gold is mine and the dreams would come alive. I'll stand by your side, it's my revolutionary love."
As últimas notas tocaram, e eu suspirei fundo. Dulce voltaria para mim. Não era uma questão de "se", mas de "quando". A nossa história estava longe de acabar. Sentia isso em cada célula do meu corpo. O que tínhamos ia muito além das circunstâncias; era algo que o tempo e a distância não poderiam apagar.
Estacionei o carro e fiquei por alguns minutos sentado, observando as luzes da cidade através do vidro. A música tinha me levado de volta ao nosso passado, mas também me deu a certeza de que o futuro ainda nos reservava algo grandioso. E, naquele momento, decidi que estaria pronto para quando ela estivesse pronta.
Saí do carro e subi para o apartamento, onde o silêncio me envolveu de novo. Peguei o celular e abri nossa última conversa. Nenhuma mensagem nova. Eu sabia que Dulce estava lidando com suas próprias questões, mas o silêncio entre nós parecia mais alto do que nunca. Fiquei olhando a tela por alguns segundos, a vontade de escrever algo era grande, mas também sabia que ela precisava do tempo dela.
Encostei a cabeça no encosto do sofá, fechei os olhos e deixei as últimas notas de "Revolutionary Love" ecoarem na minha mente. A espera seria longa, mas eu estaria aqui, pronto.
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