Pasa El Tiempo

22 Capítulo 22


Notas iniciais
Oieee!
Mais um capítulo aí, meninas.
Estou muito chateada com ele, não gosto nada, nada do que acontece a seguir, hehe. Espero que vocês gostem...

Terça-feira, o segundo dia de aula, amanheceu nublado, Maxi resolveu fazer algo que há muito tempo não fazia, passou na casa de Naty para irem juntos ao Studio. Tomou um café rápido e saiu, assim que chegou a frente à casa da namorada, bateu na porta, Naty abriu-a, e quando deu de cara com seu namorado, ficou surpresa.

— Maxi? O que faz aqui tão cedo? – questionou desconfiada.

— Vim te buscar para irmos juntos – respondeu sorridente. – Fazia tempo que eu não fazia isso.

— Ah, meu amor, que lindo! Vou pegar minha bolsa, já volto – ela falou e entrou em casa, dois minutos depois voltou com sua bolsa nos ombros. – Vamos?

— Claro! – ele respondeu dando espaço para ela passar.

De mãos dadas, eles percorreram um caminho já muito conhecido até o Studio. Assim que entraram, foram para a sala de canto, onde seria sua primeira aula. Além de ambos, somente mais Ana já estava na sala.

— Bom dia, Maxim! – falou toda sorridente – Ah, oi Naty – disse para a morena que estava ao lado de Maxi.

— Bom dia, Ana – Maxi respondeu.

— Oi – Naty falou seca.

— Ah, vocês também vão ter aula de canta? Que legal, minha primeira aula também é essa.

— Hmm – Naty “pensou” desinteressada.

— Meu amor – Naty falou com a mão no ombro de Naty -, eu vou até a sala de música procurar o Tomás, tenho algo para falar com ele antes que eu esqueça.

— Tudo bem – a morena sorriu.

As duas ficaram sozinhas na sala, e Ana aproveitou o momento para soltar seu veneno.

— Sabe que eu cheguei ao Studio na hora certa – ela falou debochado, após alguns segundos, nos quais Naty não proferiu palavra alguma, ela continuou -, você e Maxi? Por favor, né, ele merece algo melhor, quer dizer, alguém melhor.

— E esse alguém seria você? – Naty resolveu se pronunciar.

— Por que não? Eu sou bonita, talentosa, e Maxim gosta de mim...

— Claro que ele gosta de você, e por que está comigo então?

— Ah Naty querida, ele está com você porque até então eu estava longe, mas agora estou aqui, e bom, tenho certeza que ele não deve ter esquecido tudo que tivemos quando ele estivera na Rússia – sorria -, aliás, ele não esqueceu, ou não teria pedido para eu falar sobre isso na aula de dança ontem.

— Ele te falou isso? – agora Naty parecia interessada no assunto.

— Claro que sim, pediu para eu “não ficar falando sobre isso por aí” – lembrando-se de Maxi falando com ela ontem. – De certo tem medo que você escute algo que não goste, afinal, olha só você...

— O que tenho eu?

— Bem, você é assim, sem gracinha, nem sei o porquê o Maxim está contigo!

— É MAXI! – dando ênfase no apelido do amado – E ele está comigo porque me ama!

— Talvez esteja com você porque ainda não apareceu ninguém melhor, mas agora eu cheguei...

Naty, que já estava à beira dos nervos, foi para cima de Ana, mas antes que pudesse ataca-la, Fran apareceu e segurou a amiga. Além de Fran, outra pessoa apareceu na porta, mas foi vista apenas por Ana.

— Naty, você não pode fazer isso! – disse Fran segurando-a.

— Ah, essa dai – falou debochando de Ana -, me deixa louca! Ela chegou aqui ontem e já está se achando. Fica dando em cima do Maxi e não sabe nem disfarçar, e bem, agora está falando milhões de coisas sem nexo, só pra me deixar nervosa.

— Eu? – Ana falou com inocência, mas Naty nem reparou.

— Sim, você! Ana, você se acha, se intromete em tudo, e não mede suas palavras... Chegou aqui ontem e já acha que está arrasando! Toca-se! – Naty falava um pouco alterada.

A morena, que desde o começo estava de costas para porta, não reparou que Maxi já havia voltado e observava tudo, só que pegou a conversa pela metade, já Ana, havia-o visto, por isso, fingiu-se inocente durante o tempo em que ele esteve na sala.

— Hey Naty, já chega! – Maxi falou, agora aparecendo atrás dela.

— Maxi – ela falou surpresa -, ainda bem que você chegou, você não sabe o que a Ana me falou...

— Não interessa o que ela falou... Naty, você quis bater nela, e depois ficou falando esse monte de coisas para a Ana, e eu nem sei por quê. Também nem quero saber! – exclamou.

— Mas... – Naty tentava falar.

— Sem mas! – ele cortou-a. – Depois a gente conversa.

Poucos minutos depois Angie entrou na sala acompanhada dos demais alunos daquela aula. Foi um momento de bastante tensão na sala, Maxi e Naty ficaram sentados distantes, a morena olhava por vezes, mas Maxi não retribuía, e Ana sorria debochadamente para Naty o tempo todo. Apesar do clima tenso entre os três, Angie não reparou nada e seguiu sua aula normalmente, passou a canção do dia, fez os exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal, depois os liberou.

Maxi saiu da sala em disparada, sem dar explicações a Naty, que ficou desanimada, o que logo foi percebido pelas amigas que foram confortá-la.

— Vai ficar tudo bem, é momentâneo – falou Fran, que havia visto o acontecido, passando a mão nas costas de Naty.

— O que houve, meninas? – Cami perguntou.

— Naty e Maxi tiveram um desentendimento por causa da nova amiga dele – Fran respondeu.

— Ana?

— A própria!

— E o pior é que Maxi não ouviu tudo desde o começo, e acha que eu sou a vilã na história – Naty por fim falou.

— Calma amiga, daqui a pouco vocês conversam e se resolvem, deixa o Maxi pensar um pouco, ou vocês podem acabar fazendo algo que se arrependam depois – Vilu falou dando mais um de seus conselhos.

— Você tem razão! – Naty concordou.

— Mas agora nos conte como foi... – Ludmila sugeriu.

Elas ficaram na sala de canto ouvindo a história ocorrida há algumas horas. Maxi estava sentado no Restó sozinho, mas por pouco tempo.

— Oi Maxim! – ela disse sorrindo e sentando-se em frente a ele.

— Oi, Ana. Tudo bem?

— Tudo sim e você? Ah, obrigada por hoje.

— Indo... De nada, Naty não deveria ter falado com você daquele jeito.

— Eu não sei qual o problema dela comigo – falou inocente -, será que por que somos amigos? Ela não deveria ter tanto ciúme.

— Naty é assim mesmo... – ele falou dando de ombros.

— Você merece alguém melhor, Maxim! – ela disse se apoiando na mesa e aproximando-se dele.

— Hm, vamos? Agora é aula do Gregório, precisamos nos trocar – ele falou desconversando e levantando-se rapidamente.

— Ok – ela falou desanimada.

Eles voltaram ao Studio e foram para o vestiário trocar de roupa. Os dois se trocaram e depois foram para a sala de dança, alguns colegas já estavam por lá, inclusive Naty, mas menos de cinco minutos depois, Gregório entrou na sala acompanhado de Fran, Tomás e Napo.

— Queridos alunos – falou irônico -, hoje tenho uma proposta de trabalho diferente para vocês. Vamos trabalhar em duplas, e antes que vocês se pronunciem, eu mesmo fiz questão de formar as duplas. Tomás e Lucas (n/a: inventei agora, hehe), André e Violetta, Napo e Cami, Fran e León, Brako e Broduey, Maxi e Ludmila, Naty e Ana.

Foi só Gregório falar sobre a dupla formada por Naty e Ana, para que a namorada de Maxi trancasse mais ainda a cara. Seguindo às ordens do professor, todos sem juntaram com suas duplas, e a atividade iniciou.

— Juntos vocês precisam criar uma coreografia interativa que possa ser usada na próxima canção, as três melhores vão ser escolhidas.

— E usadas? – Cami questionou.

— Claro, vamos juntá-las e fazer uma só coreografia. Vamos lá, comecem!

Todos começaram a inventar suas performances, menos as duas, que desde o inicio da manhã estavam tendo problemas. Gregório reparou e resolveu interceder.

— Vocês duas – falou exaltado -, já fazendo seu trabalho!

— Você ouviu o Gregório – Ana provocou.

— Eu ouvi, mas você é tão boa, pode fazer isso sozinha!

— Que tal darmos uma trégua? Pelo menos para fazermos esse exercício... – Ana sugeriu.

— Ok – Naty respondeu seca. – Vamos lá.

As duas começaram a fazer a coreografia, porém, em um momento no qual ficaram mais próximas, Ana aproveitou a deixa e jogou-se no chão. O que fez todos pararem sua atividade e olharem aquela cena.

— AI AI AI, NATÁLIA! – falou com a mão sobre o tornozelo e sentada no chão.

— Eu não fiz nada! – Naty falava desnorteada.

— Você está bem, Ana? – Maxi correu e ajoelhou-se ao lado dela.

— Não, meu tornozelo está doendo muito, acho que torci – fazia fita sentada no chão.

- Você pode caminhar? – perguntou a Ana. – Vou leva-la a enfermaria.

— Mais ou menos, se você me ajudar – ela falou estendendo os braços, e Maxi ajudou-a a se levantar.

— Maxi – Naty falou quando ele e Ana, que estava sendo carregada por ele, saiam da sala.

— Depois – ele respondeu ríspido e saiu apoiando Ana.

— Bem alunos, depois dessa cena toda lamentável, vamos voltar a nossa aula – Gregrório falou com seu tom de deboche, sem dar a mínima importância ao que acabara de acontecer. – Natália e Ludmila, agora vocês formam uma dupla.

E a aula continuou. Nenhuma dupla conseguiu realizar atividade naquele dia, por isso, Gregório deu-lhes mais alguns dias para tal. No fim da aula, e também do dia, todos foram para suas casas, as meninas despediram-se de Naty com palavras amigas de irem. A morena ficou no Studio para terminar de se trocar, e também para ver se Maxi não aparecia. Não demorou muito para ele adentrasse ao Studio, e veio furioso para o lado de Naty.

— Natália, isso foi demais! Discutir é plausível, mas o que você fez na aula de dança... – flava com um olhar cheio de ódio.

— Maxi, eu já disse que não fiz nada! – ela exclamava com tom suplicante. – Ana se jogou sozinha.

— Tenho certeza de que ninguém gostaria de torcer o tornozelo de propósito.

— Eu estou falando a verdade, meu amor...

— Você tinha motivos pra fazer isso.

— Mas eu não fiz! E se eu tinha motivos, foi porque você me deu...

— Ou porque você não entendeu nada – ele respondeu seco.

- E agora? – ela perguntou por fim.

— Não sei, preciso pensar... Amanhã a gente conversa – ele falou dando as costas a ela, e saindo do Studio.

Notas finais
É isso!
Estou com um ódio tremendo dessa Ana, que veio a Buenos Aires acabar com tudo que estava tão lindo!
O que será que vai acontecer? Será que Maxi vai ficar ao lado de quem?
Obrigada meninas, e não deixem de dar seus reviews! Bjbj ♥