Pas toujours si dense
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Se não gostar ou não quiser Spoiller, não leia está fic.
Não sei bem o que deu em mim, só sei que assim que terminei de o último capítulo nesta manhã, eu não consegui me deter e acabei escrevendo isso. Até agora só sabemos que a familia do Sanji são um bando de filhos da pu$#que merecem morrer agonizando. E como não sabemos sobre a mãe dele, não toquei muito nela.
Não tá muito bom, mas resolvi postar assim mesmo.
Fiz isso pro meu próprio entretenimento e se você gostar comente e se não gostar apenas volte, mas não insulte.
Sei apenas os nomes de Reiju, Jajji e Yonji.
O título da fic significa "Nem sempre tao denso" em francês...Ou assim o Google me dise...Ele pode estar errado, então sorry.

Nenhum filho odeia seus pais.
Sanji só poderia dizer que o idiota que disse essa frase não conheceu seus parentes de sangue.
Era fácil para ele se perder no mar das lembranças. Cada memória sobre seus parentes, sobre o lugar de seu nascimento era borrada com lembranças ruins. Dor, humilhação, desprezo, agonia, solidão….
Ser um pária entre sua própria família não era algo agradável. Ser um pária dentro de uma família que lucra com a guerra e assassinatos era muito pior. Como criança ele só queria agradar seus pais, fazer seu pai sorrir ou apenas dizer que estava orgulhoso. Mesmo apenas um olhar ou um tapinha na cabeça teria sido bom. Teria mostrado que ele era bem-vindo. Mas isso nunca aconteceu. E nunca aconteceria.
Seu coração de criança não entendia o que ele havia feito errado para merecer as punições. Ele não entendia do porque seu pai o arrastaria pelos cabelos e colocaria uma espada em suas pequenas mãos e mandaria ele cortar os soldados. Ele não conseguia compreender porque seu pai o batia com a lança ou o punho cada vez que ele não conseguia segurar direito a espada.
“Pai...Me deixa sair, por favor!”
Sanji ainda conseguia sentir o gosto das lágrimas, a sensação de puro terror quando seu pai colocou aquele capacete sufocante em sua cabeça depois que ele machucou sua irmã- apenas a empurrou para se defender- e o jogou em uma cela no calabouço para ficar três dias a pão e água.
Mas ninguém permanece inocente para sempre.
Sanji não era burro como seus irmãos ou seus pais gostavam de pensar que ele fosse. Ele passou a entender as coisas a sua volta. Não que a percepção da situação em que estava tornava as coisas melhores. Não, muito pelo contrário. A percepção de tudo, só mostrou o quão diferente de seus seus irmãos ele era.
Ele não sentia nenhum prazer em bater nas outras crianças que estavam sendo treinadas para serem soldados. Ele não ficava feliz em mandar os soldados mutilar uns aos outros em um jogo mesquinho para crianças mimadas. Ele não entendia como seus irmãos poderiam se divertir batendo no seu próprio sangue. Ele não tinha nenhuma explicação plausível do porque seus irmãos gargalharem enquanto dois o seguravam e Yonji o batia.
“Pai...Me ajuda!”
“E porque eu deveria? Esta claro para mim que você será inútil como um guerreiro…. Você não passa de uma mancha. Uma desgraça para o nome desta família”
Essas palavras dolorosas e amargas, definiram Sanji em seu caminho. E enquanto os punhos e os pés de seus irmãos acertavam seu corpo, e enquanto ele tentava não engasgar com seu próprio sangue, ele finalmente percebeu algo ao qual ele esteve tentando negar durante todo esse tempo.
Sua família não o amava. Para eles, Sanji não era melhor do que lixo, era apenas um saco de lixo, um objeto sem valor. Um nada.
Então, enquanto ia mancando para seu quarto, limpando seus cortes, e cuidando dos hematomas, ele percebeu outra coisa. Ele não tinha que se importar também. Ele não tinha que amar essas pessoas. Se ele fosse sincero com seu pequeno e infantil coração, ele deixou de amar e se importar com sua família a algum anos. Nada o impedia de continuar neste maldito lugar, com essas malditas pessoas. Se ele era apenas uma mancha, ele iria desaparecer.
O seu progenitor- ele se recusa a chamar o homem que o renegou de pai!- acabou de sair em viagem, junto com sua irmã. Seus irmãos estavam provavelmente infernizando a vida dos soldados. E sua mãe…. Era quase como se a mulher não existisse ou se importasse.
Então ele fugiu.
As pessoas eram mais incomodadas com pessoas querendo entrar do que sair. Fora fácil esperar o manto da noite e embarcar no navio dentro de um barril vazio. Ele viveu a base dos pedaços de pão que ele pegou antes de sair e da água do cantil. Mais um dia de viagem e quando o navio aportou no primeiro cais, ele desceu e foi para outro barco, continuando escondido. Dois dias depois ele conheceu Ryuu-san, que o levou para o navio,deixando que ele ajudasse nas pequenas tarefas em troca de moradia e comida.
Ele adorava ficar na cozinha e ser um chef era meio que sua vingança mesquinha contra sua família.
Mas então tudo mudou.
Zeff apareceu.
Sanji não conseguia compreender do porque um adulto faria o que Zeff fez para um moleque chato e chorão. Seu pai não teria feito o mesmo. E um completo estranho o salvou em mais formas do que ele possa falar.
O velho o ensinou o verdadeiro valor e importância de cada alimento, mesmo as cascas tinha um uso. O ensinou seu próprio estilo de luta. O ensinou a cozinhar, a criar, a inventar. Zeff cuidava dele quando ele ficava doente. Zeff ficava acordado sempre que Sanji acordava gritando relembrando do sangue em suas pequenas mãos. E quando o medo era demais e ele não conseguia nem mesmo gritar, era Zeff que o dava seus raros abraços, sussurrando que ele estava bem, que ele estava seguro.
Para o que realmente valia a pena, Zeff era seu único pai.
E sua família só passou a crescer.
Luffy, Nami, Marimo, Usopp, Chopper, Robin, Frank, Brook….Seus irmãos, sua família, assim como o pessoal do Baratie. Não que ele fosse admitir isso para seus idiotas.
“Você não parece tão preocupado com sua situação irmãozinho ” Reiju diz sentada na poltrona e olhando para Sanji.
“Já disse que não sou seu irmão” Ele pega um cigarro e o gira entre os dedos “E é porque não estou” acendendo o cigarro, ele dá uma tragada sentindo seu coração se acalmar.
“Agindo legal, né?” Yonji da um olhar escuro para o loiro com o cigarro “Pai nunca vai deixar você ir”
Olhando pela janela o fumante sorri “Ao contrário de vocês, eu não quero ou preciso da aprovação daquele desgraçado para nada” Sanji ouve as empregadas engasgarem com a petulância de suas palavras “Eu não sou mais o garoto no qual vocês todos gostavam de abusar”
“Só porque você virou um pirata imun-”
“Eu cresci Yonji” Sanji interrompe o outro “Eu não me tornei uma merda como qualquer um de voces, que apenas segue ordens” Ele solta a fumaça pela boca “Sou um pirata” Ele ergue a cabeça “E mesmo com isto” Ele acena para as pulseiras nos pulsos “Eu sou mais livre do que vocês nunca serão”
“Palavras bonitas para um perdedor” Reiju diz olhando “Confesso que você ficou mais forte, mas sua liberdade terminou. Está mais do que na hora de fazer algo pela família, irmãozinho”
“Tanto quanto me importa, essa família pode apodrecer no fundo do oceano” Ele dá de ombros.
Yonji levanta de seu lugar furiosos “Você acha que aquele bando de fracos e imundos vão conseguir impedir esse casamento?” Yonji desdenha “ Você ainda não acordou para a situação em que está, não é? Acha que aquela criança de borracha estúpido e o restante dos babac-”
Em questão de segundos a sala é banhada em completo silêncio tenso. Jajji Vinsmoke para na entrada da porta olhando para a cena que presenciava na sala e sentir a forte tensão no ar.
Sanji em questão de milésimos de segundos estava na frente de Yonji que fora jogado contra a parede mais próxima, que cedeu um pouco com a força do golpe. Uma das pernas do Sanji estava levantada e o pé estava diretamente na garganta de Yonji que apenas olhava para a forte intenção de matar que seu irmão, outrora inútil e fraco soltava.
“Me escutem e me escutem bem porque não pretendo me repetir” Sanji aproximou o corpo ao de Yonji apertando a sola do pé ainda mais e sentindo as mãos do outro tentando afastar o pé “Eu não me importo com o que queiram falar de mim, mas se falar assim de novo sobre meu capitão eu irei lhe matar Yonji...E isso serve para qualquer um” Sanji apertou mais um pouco e depois o soltou, se afastando.
“Iria a tal extremos contra seu sangue?” Jajji falou encontrando o olhar da falha que era o pirralho.
“Luffy é o homem que se tornará rei!” Sanji disse e sorriu frio “E a tripulação irá garantir que nada fique no caminho do nosso rei” Sanji disse e caminhou para fora da sala.
Ele não tinha o que temer. Ele sabia que seu capitão cabeça oca viria o encontrar, mesmo que ele tenha dito para não vir. Ele sabia que Luffy mais cedo ou mais tarde apareceria e faria uma grande e estrondosa entrada, provavelmente insultando mesmo sem tentar essas pessoas que ele compartilhava o sangue.
Ele sabia que sua família verdadeira viria.
E por mais que a situação possa parecer desesperadora, por mais que pareça impossivel...Seu capitao não acreditava no impossivel. Na verdade, o usuário da Akuma de borracha desafiaria o impossível e sairia ganhando, apenas com pura teimosia.
Ele não tinha nada a temer, afinal…
Nem sempre o sangue é mais denso que a água.
Notas finais
Nem sempre o sangue é mais denso que a água é no contesto que sim, ele pode estar ligado por sangue a sua família e isso pode não ser apagado, mas a água pode diluir. O tempo afastado, Zeff, o pessoal do Baratie, Luffy, Zoro, Nami...toda a tripulação e os amigos que ele fez até agora foram a água que serviu para diluir(não apagar) qualquer laços afetivos que ele possa ter. E diminuir a dor que ele sofreu.
Bom..Não tá a melhor escrita do mundo, mas tá aí. Quem quiser comentar eu agradeço! Nada de comentários com ódio pessoal. Isso é uma FANFICTION liberdade de expressão gente!
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