Notas iniciais
Era sexta-feira da Paixão. Enquanto minha família assistia a um filme de ação qualquer na sala No meu quarto eu chorava e escrevia como se minha vida dependesse de minhas lágrimas. Esta página tem as bordas e as linhas laranjas e está toda borrada de lágrimas. Há um misto de lágrimas e tinta de caneta azul nela, como se fossem uma mistura do meu desespero nesses dias que hoje, há 4 meses já se passaram.

Meu quarto, noite de sexta-feira da Paixão, 18 de abril de 2014

É ao teu corpo que eu quero me agarrar para passar o frio que estou sentindo;

É a tua respiração que eu quero sentir no meu pescoço;

É a tua voz que eu quero ouvir me chamar;

É a tua mão que eu quero segurar para passa por cima de toda e qualquer dificuldade;

É em ti que eu penso antes de dormir, Oliver.

Já fazem quase vinte dias que as coisas terminaram. Logo fará um mês. Daqui a onze dias completaríamos três meses! No futuro há a esperança da volta e ao mesmo tempo, a dor de saber que esses três meses não irão se concretizar.

Amanhã e domingo serão dias vagos... Pensar que seriam dias em que ele talvez pudesse estar comigo... Ou ele viria no sábado, ou no domingo. Faria tudo por ele.

Meu Oliver! É complicado não pensar que ele não é meu; visto que um dia já nos pertencemos.

Oliver F. G. Dalmarco, esse é o nome do homem que eu amo, e que vou amar sempre.

Hoje saímos para colher macela. E em qual lugar fomos? No cerro das pedreiras, o lugar onde nós nos encontraríamos e realizaríamos o maior desejo das nossas bocas... Nos beijaríamos e então depois que nossas bocas estivessem dormentes... Ficaríamos abraçados, fazendo carinho um no outro.

Fico imaginando se ele também pensa em mim, por vezes quase posso sentir isso. Penso onde foram parar aquelas promessas e palavras doces, se é que elas ainda existem.

Não há homem que eu admire mais do que ele, em todos os sentidos. Quando me deito, é por ele que gostaria de ser abraçado. Quando acordo, é aquela barba que gostaria de beijar.

Meu amor está em casa, na casa dos pais em Santa Maria, junto com a família dele para a páscoa. Família. Se estivesse ao meu alcance... Pegava o ônibus e ia... Sem endereço certo procurá-lo.

É frio lá fora, é frio no meu coração. Lá fora, a garoa penetra gélida na pele. A indiferença dele penetra gélida no meu coração. Lá fora hoje o dia foi nublado... Cinzento... E é nublada e cinzenta que está a minha alma.

Tudo me dói e me machuca, pois tudo me lembra ele. Por vezes acordo no meio da noite chorando e com o peito doendo, dói, desde que ele me deixou. Mas eu não deixo de amá-lo, e estarei todo dia... Esperando-o.

Nicholas F.

Notas finais
As próximas páginas possuem data incerta de publicação.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.