Partiu São Paulo
39 Capítulo 39
Notas iniciais
POV Leo
—É tão louco pensar que daqui alguns meses estaremos na faculdade -Ela comenta se deitando na minha cama
—Parece que foi outro dia que desembarcamos no Rio,como o tempo passou rápido -Digo enquanto pegava a chave de fenda que estava na escrivaninha
—Sim,muito mais rápido do que eu gostaria mas acho que consegui aproveitar todos os momentos e oportunidades possíveis,além do mais isso não vai ser uma despedida,ainda veremos nossos novos amigos e faremos faculdade aqui no Brasil -Ela diz
—Provavelmente na mesma faculdade -Completo apertando o parafuso do motor que eu havia feito questão de desmanchar para montar novamente
—Estou triste por terminar o ensino médio mas também muito ansiosa para começar essa nova fase da minha vida,sou a única? -Ela pergunta
—Mas é claro que não,acho que todos se sentem assim -Respondo
—Também não vejo a hora de conhecer meus colegas do curso de botânica,será que vão ter bastante gatinhos?Daqueles sarados e sexys que te fazem molhar a calcinha com apenas uma piscadela?Se bem que eu não vou querer só molhar a calcinha com eles,vou querer muito mais a se vou -Suas palavras me deixam perplexo
Mas não demoro muito para entender o que ela queria com tudo aquilo,resolvo então nada dizer
—Não é Leo? -Ela pergunta
—Você ouviu o que eu disse? -Tenta de novo mas eu continuo calado
—Leo -Ela me chama mas a ignoro mais uma vez
—Leo! -Ela tenta em um tom de voz mais alto
Escuto seus pés contra o piso do meu quarto e sua presença se tornar mais próxima
—Leo,você sabe que eu estou brincando certo? -Ela pergunta insegura
Empurro a peça semipronta para o centro da escrivaninha e afasto um pouco a cadeira para me levantar e girar meu corpo encarando Calypso que apertava suas mãos nervosa pela minha resposta,me aproximo mais de garota puxando seu corpo para junto do meu e atacando seu pescoço com um belo chupão.Comecei a caminhar para frente forçando ela a fazer o mesmo e assim que suas pernas encontraram minha cama a empurrei contra a mesma com força,sobrepondo meu corpo em cima do seu e somente então beijando seus lábios.Ela agarrou meus cabelos intensificando o beijo
enquanto minhas mãos trabalhavam para desamarrar os pequenos lacinhos que sustentavam seu vestido florido,assim que ambos foram desfeitos desgrudei nossas bocas e ergui um pouco meu corpo para puxar o tecido para baixo com rapidez fazendo um gritinho escapar por seus lábios agora um pouco avermelhados
—O que foi?Você não queria um sarado sexy que te fizesse muito mais do que molhar a calcinha?Pois bem,sarado eu não sou mas os outros dois podemos dar um jeito -Digo e ela arfa
Puxo minha camisa para cima jogando-a para trás e tratando de desabotoar os botões da minha bermuda levando ele para o chão juntamente de minha box,encarei Calypso que ainda estava com o conjunto de calcinha e sutiã rendados,ambos brancos e delicados que mal cobriam o deveriam cobrir
—Não tem vergonha de usar uma lingerie tão indecente? -Pergunto
—Indecente?Ela é fofa -Recebo como resposta
—Tão fofa que é o mesmo que estar sem nada sobre seus seios e quanto a calcinha eu posso ver perfeitamente sua intimidade rosada e molhada daqui,aliás acho que é possível transarmos com você usando ela -Digo
—É?Ainda bem que ela esta na listinha de lingeries que usarei com meus amantes então -Ela provoca
Levo uma de minhas mãos até seus seios enquanto a outra repousou sobre sua coxa direita,acariciei um pouco seu corpo antes de puxar as duas peças de uma única vez fazendo elas rasgarem
—Acho que não mais -Digo sorrindo e balançando os pequenos pedaços de pano em frente ao rosto de Calypso que me olhava pasma
—Eu não acredito que você fez isso -Ela diz me encarando e eu jogo as peças na cama
—Como eu vou sair daqui sem roupa intima? -Ela completa
—Deveria ter pensado antes de me provocar jardineira -Digo próximo ao seu ouvido
—Deveria mesmo mas você também deveria ter pensado porque agora estarei muito mais exposta -Ela contra-ataca
—Você só se esqueceu que somos uma família aqui no condomínio e ninguém trairia ninguém -Rebato
E antes que ela continuasse nossa conversa provocativa uno nossos lábios em um beijo desesperado enquanto sentia suas unhas arranharem meus ombros,,aos poucos nossos movimentos foram deixando o lado selvagem e passando para o tão habitual lado fofo,não conseguíamos ficar muito tempo sem as tão conhecidas caricias e beijos doces.Ela gemeu baixinho contra minha boca abrindo seus olhos e encarando os meus ao mesmo tempo em que eu sentia suas pernas se afastarem,desci os beijos até meus lábios estarem contra a pele macia e sensível dos seios da menina mulher,usei e abusei de toda a delicadeza possível ouvindo os gemidos de Calypso preencherem o quarto de uma forma maravilhosa,Desci os beijos até chegar em seu ventre que fiz questão de arranhar fraco apenas para vê-la se arrepiar,suas coxas receberam alguns apertões e eu segurei firme suas pernas nos girando e fazendo com que ela ficasse sentada em cima de mim
—Que tal assumir o controle das coisas? -Proponho vendo suas bochechas corarem
Depois de tanto tempo ela ainda conseguia corar com algumas situações,era realmente a garota perfeita.Meus pensamentos foram interrompidos quando senti seus lábios pressionarem os meus ao mesmo tempo em que uma de suas mãos arranhava de forma fraca o meu peitoral e a outra descia um pouco mais tocando de leve meu membro,o beijo foi quebrado e Calypso desceu um pouco mais seu corpo até estar frente a frente com ele e beija-lo de leve assisti a garota subir novamente e mordiscar meu pescoço
—Você só pode estar brincando comigo -Digo enquanto tentava conter minha respiração
Ela apenas ri e eu agarro sua cintura com ambas as mãos apertando um pouco a região e a ouvindo gemer próxima a minha boca,retomamos o beijo enquanto ela rebolava e enfim permitia que eu a penetrasse,Calypso gemeu gostoso mordendo meu lábio inferior e logo após sorrindo para mim na medida em que nosso ritmo se intensificava e entrávamos no mundo do prazer.Ela sustentou seu corpo acima do meu me dando uma visão maravilhosa de suas caras e bocas ao mesmo tempo em que seus seios balançavam sutilmente com os movimentos,nos virei na cama novamente saindo de dentro dela e entrando novamente como uma flecha,acertando em cheio seu ponto especial e vendo ela se derreter para mim
—Leo -Ela me chama assim que eu também chego ao ápice
A encaro enquanto ainda me sustentava sobre ela
—Eu te amo -Ela diz me desestabilizando por completo
POV Annabeth
—Acabei -Anuncio descansando o livro no meu colo
—Acho bom mesmo porque -Percy começa a dizer mas um trovão o corta
Olho para cima ao mesmo tempo em que as grossas gotas de chuva começavam a cair
—Corre -Percy avisa se levantando rapidamente do banco e me puxando pela mão
—Droga porque eu resolvi ler no jardim? -Pergunto
—Eu bem que sugeri você ler no nosso jardim mas você insistiu em ler aqui no do condomínio -Ele me lembra enquanto eu enrolava meu livro na jaqueta que graças a Deus eu havia resolvido trazer
Começamos a andar em passos largos tentando em vão fugir da chuva,mais um trovão cortou o céu me fazendo soltar um gritinho assustado e a chuva aumentou começando então a me molhar por inteira.Nos entreolhamos antes de literalmente começarmos a correr mas parecia que quanto mais tentávamos ser rápidos mais ela aumentava
—SERÁ QUE DÁ TEMPO? -Ele grita já que o forte barulho impedia que usássemos nosso tom de voz normal
—ESTÁ LOUCO? VAI SER IMPOSSÍVEL NÃO CHEGARMOS EM CASA ENSOPADOS,AGRADEÇA SE NÃO PEGARMOS UM RESFRIADO -Grito de volta
—DA PRÓXIMA VEZ QUE AS NUVENS ESTIVEREM COMEÇANDO A SURGIR NO CÉU E EU RESOLVER LER NO JARDIM ME LEMBRE QUE ELE É LONGE DA NOSSA CASA -Peço o fazendo rir
Um relâmpago iluminou o horizonte e segundos depois veio seu trovão,a chuva engrossou ainda mais e mesmo sendo rápidos já estávamos completamente encharcados e nem na metade do caminho
—DE ONDE FOI QUE VEIO TUDO ISSO? -Pergunto para ele
—ISSO É SÃO PAULO ANNABETH,O TEMPO MUDA DE UMA HORA PARA A OUTRA,OU VAI DIZER QUE AINDA NÃO TINHA NOTADO? -Ele responde me fazendo sentir burra por alguns segundos
Mas logo eu me lembro que Percy não sabia jogar xadrez e minha honra é novamente restabelecida
—ESTÁ RINDO DO QUE? -Ele pergunta
—NADA DE IMPORTANTE -Respondo
—MAS É CLARO,ESTAMOS NO MEIO DE UMA BAITA TEMPESTADE E VOCÊ COMEÇA A RIR ENTÃO REALMENTE NÃO É NADA DE IMPORTANTE -Ele retruca
—POR UM SEGUNDO ME SENTI BURRA MAS AI LEMBREI QUE VOCÊ NÃO SABE JOGAR XADREZ -Digo e ele abre sua boca incrédulo
—EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ DISSE ISSO ANNABETH CHASE! -Percy exclama e eu tento correr ainda mais rápido para fugir do mesmo
E não demorou muito para que isso se tornasse uma perseguição com eu dando tudo de mim e mais um pouco enquanto Perseu tentava me alcançar,respirei aliviada assim que adentrei a varanda de nossa casa, agora estava segura
—Você me paga mocinha -Escuto ele dizer atrás de mim
Quer dizer,talvez não tão segura assim
—Veja pelo lado bom,pelo menos chegamos mais rápido em casa,não imaginei que pudesse correr mais rápido do que já estava -Tento desviar o assunto mas ele continua a me encarar com cara de poucos amigos
Me dirijo até a porta de entrada a abrindo e me preparando para mais uma maratona,chegar o mais rápido possível no meu quarto antes que ele tentasse me matar com cosquinhas
—Onde vão com tanta pressa? -Escutamos uma voz na sala que fez com que parássemos automaticamente nossa corrida
—E porque estão molhados desse jeito? -Uma outra completa
Encaro Percy e nós nos viramos dando de cara com Poseidon e Atena deitados no sofá,os dois estavam com as roupas amassadas e os cabelos bagunçados
—Sua filha achou uma ótima ideia ir ler no jardim do condomínio sendo que uma tempestade estava para chegar -Percy responde para minha mãe
—Espera ai não foi bem assim,eu não imaginei que as coisas fossem ficar tão feias e muito menos que a chuva viria tão rápido -Tento me defender
—E quanto a correria? -Poseidon pergunta
—Ela me zoou por eu não saber jogar xadrez -Percy responde o pai que ri
—Sinceramente filho,isto é realmente algo para se zoar -Poisedon diz para a surpresa de meu namorado
—Não é bem assim não,muitas pessoas não sabem jogar xadrez -Desta vez é ele quem tenta se defender
—Levando em conta que todos nesta casa sabem e que seu pai é realmente um mestre no xadrez,acho que isso é uma boa forma de te zoar sim -Atena entra na conversa e Percy nos encara com o queixo no chão
—Estão todos contra mim?Eu não estou acreditando nisso os meus próprios pais,da Annie eu até esperava mas de vocês -O seu grau de indignação tornava tudo mais hilario ainda
—Certo certo agora eu acho melhor vocês irem tomar um banho e colocarem uma roupa seca antes que fiquem doentes -Ela nos aconselha
—Se bem que se eles forem tomar o banho juntos vão fazer tudo menos colocar roupas -Poisedon brinca nos fazendo corar
—Okay -Digo sem graça começando a subir as escadas e Percy faz o mesmo
—Não se esqueçam da proteção viu? -Ele grita quando já estávamos no meio da escada
—Não é possível -Comento rindo e cobrindo meu rosto com as mãos
Eles nunca perderiam essa mania de nos zoar
—Dizemos o mesmo pra vocês,se bem que um irmãozinho ou irmãzinha não seria má ideia -Percy diz deixando Atena como um pimentão
—Isso ai filhão eu aprovo -Poseidon diz animado e leva um belo de um tapa no ombro
Rimos e terminamos de subir os degraus deixando os pombinhos a sós
—O que temos nessa casa,competição de quem presta menos? -Pergunto enquanto ele fechava a porta
—Provavelmente sim -O garoto concorda
Desembrulho meu livro e não consigo deixar de fazer festa,ele estava intacto
—Tudo bem então?Nada de mau humor? -Percy pergunta e eu nego com a cabeça enquanto caminhávamos até o seu banheiro
—Ótimo porque já que começamos com as ideias sabe -Ele deixa a frase no ar enquanto puxava minha blusa para cima
Faço o mesmo com ele e continuamos um tirando as peças de roupa do outro para então entrarmos embaixo do chuveiro,mas contrariando todas as expectativas não fazemos nada a mais do que tomar banho.Caminho para fora do box me enrolando em uma das toalhas e usando outra para enxugar meus cabelos em frente ao espelho que ficava acima da pia,sinto braços ao redor da minha cintura e encaro meu reflexo e o de Percy
—Tudo passou tão rápido -Ele diz baixo como se fosse mais para si do que para mim
—Infelizmente esse é o lado ruim de momentos bons,ao menos teremos eles para sempre e nossas mentes e corações -Digo e ele beija meu ombro
Penduro novamente a toalha que havia usado em meus cabelos e me viro para encara-lo,Percy se aproxima mais de mim e puxa a toalha que cobria meu corpo enlaçando minha cintura com um de seus braços e me erguendo do chão,entrelaço minhas pernas em sua cintura para ajuda-lo e ele me coloca sentada na bancada da pia
—Annie -Ele me chama e meus olhos encontram os seus
—Nós não vamos nos separar não é mesmo?Vamos ser igual nossos pais certo? -Ele pergunta
Sua voz estava carregada de insegurança
—Mas é claro que sim Percy,porque seria diferente -Digo unindo nossos lábios em uma forma de tranquiliza-lo
Nos beijamos com desejo e paixão enquanto nossos corpos que antes estavam frios se tornavam quentes,abri minhas pernas permitindo que Percy entrasse no meio delas enquanto o ar nos faltava e ele começava a distribuir beijos pelo meu pescoço,gemi baixinho ao sentir suas mãos passeando por meu corpo e não pude conter um gemido mais alto ao sentir seu membro me invadir.Começamos de uma forma lenta e fomos ao pouco aumentando nossa voracidade e necessidade,ambos estávamos suados e dançando nossa música enquanto os gemidos preenchiam o banheiro,quando notamos que o ápice se aproximava voltamos ao nosso ritmo lento e nossa dança compassada gemendo juntos um contra os lábios do outro enquanto o prazer nos tomava para si
—Sabe,acho que vamos precisar de outro banho -Percy brinca
—Você acha?Eu tenho certeza -Provoco nos fazendo rir
POV Piper
Girei a maçaneta fazendo a porta se abrir sem emitir qualquer som e adentrei no quarto fazendo o mesmo,encontrei meu namorado deitado em sua cama com um livro de capa azul em mãos e algo diferente
—Uau,parece que temos novidades -Digo fazendo ele desviar a atenção das páginas do livro para mim
—Droga,eu não queria que você me visse assim -Ele diz e suas palavras acabam me fazendo rir
—Até parece que eu te peguei em uma situação constrangedora -Comento fechando a porta atrás de mim
—E não foi? -Ele pergunta tirando o objeto e o colocando na sua mesinha de cabeceira
—Não,muito pelo contrário -Respondo caminhando de encontro a cama bem arrumada assim como o restante do quarto
Tudo sempre em seu devido lugar,as vezes era difícil acreditar que Thalia era irmã de Jason
—Quando foi que isso aconteceu e por acaso você pretendia esconder da turma?De mim? -O atropelo com perguntas e ele parece pensar um pouco antes de começar a me responder
—Acho que uma semana e eu iria contar pra vocês quando já estivesse acostumado com essa coisa -Responde
—Você fala como se fosse o fim do mundo -Brinco me sentando ao seu lado na cama
—É verdade que ele vem me ajudando bastante mas não é nada legal sentir que está pisando em nuvens dona Piper -Ele diz e eu volto a rir
—Pisando em nuvens -Repito as palavras enquanto continha minhas gargalhadas e assistia Jason suspirar e revirar os olhos
—Ruim com ele pior sem ele -O loiro comenta
—É questão de tempo e também sempre é melhor tratar as coisas no início -Digo e ele acena com a cabeça
—Mas agora coloque -Peço
—Pra que? -Ele pergunta
—Para eu ver como você fica com ele -Respondo
—Mas você já viu -Ele retruca
—Não chegou nem a um minuto Jason,pare de ser chato -Digo lhe empurrando pelos ombros e fazendo seus lábios se curvarem em um sorriso enquanto ele pegava novamente o objeto
Ele leva o óculos de armação quadrada e simples até seus olhos e então me encara apreensivo
—Eu sei eu sei vou pagar mico por ai -Comenta e eu nego
—Não vai não,ele ficou ótimo em você -Digo
—Está dizendo isso só porque é uma menina educada -Ele diz
—Não estou não,estou dizendo isso porque é a verdade -Insisto
—Bem qualquer coisa eu evito sair por ai com isso -Ele comenta dando de ombros
—Nem pensar -O repreendo
—Além de uma atitude dessa não fazer bem para a sua saúde você ficou muito charmoso de óculos -Completo
—Isso quer dizer que eu não era charmoso antes? -Ele pergunta arqueando as sobrancelhas
—Isso quer dizer que você está sendo dramático -Respondo
—Dramático?Eu? -Ele se finge de desentendido e eu me aproximo mais tocando de leve nossos lábios
—Agora eu preciso ir -Digo e logo em seguia um trovão soou alto
—Com essa chuva? -Ele me pergunta
—Que chuva? -Indago confusa
Jason então se levanta indo até sua janela e puxando as cortinas,um verdadeiro temporal castigava tudo lá fora
—Como eu não percebi isso antes? -Pergunto espantada
—Estava ocupada demais com meus óculos -Ele responde dando de ombros e fechando novamente as cortinas
—Não acredito que estou presa aqui,eu tinha prometido passar o dia com a minha mãe -Reclamo cruzando meus braços abaixo dos seios
—Acho que ela não vai ficar chateada,pelo contrário,ela não gostaria nada que você ficasse doente -Ele comenta voltando para a cama
—Você é algum tipo de feiticeiro ou coisa do tipo? -Pergunto o fazendo rir
—As coisas sempre estão ao meu favor -Ele responde orgulho retirando novamente os óculos de grau
—Sabe isso me lembra algo -Digo
—Você não é a única Pips -Ele concorda me empurrando contra a cama
—Se lembra do que fizemos depois? -Pergunta de forma safada
Puxo sua camisa para cima e agarro seus ombros fazendo-o ficar mais próximo de mim
—Como eu poderia esquecer? -Pergunto o beijando
Jason me colocou sentada novamente e retirou minha blusa,ele riu ao perceber que eu usava o mesmo sutiã daquele dia no Rio de Janeiro e eu não pude deixar de rir também já que a coincidência adorava nos pregar algumas peças,não demorou muito para que a peça fosse tirada do meu corpo e assim uma a uma nossas roupas foram jogadas pelo quarto com muitos beijos,provocações e caricias durante o processo.Ele me deitou novamente na cama e minhas mãos agarraram o lençol com força ao sentir seus lábios contra a parte interna das minhas coxas e a sua respiração pesada bater em minha intimidade úmida,arqueei meu corpo e fechei meus olhos quando o loiro beijou minha região sensível e pude ouvir ele rir de forma abafada
—Você não faz ideia de como é importante para mim,eu não imagino mais a minha vida sem você -Ele diz assim que ficou completamente acima de mim
As palavras me deixaram um pouco atordoadas e eu abri e fechei minha boca algumas vezes tentando encontrar alguma resposta a altura
—Eu não sei o que dizer -Confesso por fim de forma sem graça
—Não precisa dizer nada Piper,apenas continuar me amando -Ele responde beijando minha testa e fazendo meu coração falhar uma batida
Remexi meu quadril assim que ele esteve dentro de mim por completo e não pude escapar do mar de sensações que me atingiu naquele momento,Jason começa a investir de forma intensa enquanto eu voltava a apertar o lençol entre meus dedos e tentava em vão conter os gemidos que escapavam de meus lábios,sua boca se uniu a minha e mesmo assim eu continuava a gemer enquanto meu interior se contraia e a vontade apenas crescia dentro de mim,Jason abraçou minha cintura colando meu corpo ao seu e me levando ao delírio
—Acho melhor ligar o ar condicionado -Ele diz assim que se deita ao meu lado
Pego o controle que estava em cima da cabeceira da cama ligando o ar que logo começa a gelar o ambiente e fico encarando o loiro que estava com os olhos fixos no teto,eu precisava lhe contar uma coisa mas não sabia se era a hora certa,estávamos tão bem e tratar de assuntos passados não era algo que necessitávamos agora mas eu sabia que seria pior se eu não contasse,o grão de areia poderia se tornar uma bola de neve
—Jason -O chamo e ele me encara
—Se lembra do Octavian? -Pergunto receosa
—Como poderia me esquecer daquele babaca? -Ele retruca
—O pai da Caly contou para a minha mãe que ele foi preso,parece que ajudou o Jost a estuprar duas meninas em solo brasileiro -Conto e ele não consegue esconder sua surpresa
—Os outros sabem? -Jason pergunta e eu nego com a cabeça
—Ainda não,parece que vão contar no almoço de domingo mas eu achei errado ficar sabendo antes e não te falar -Completo
—Eu sabia que ele não prestava mas fazer algo deste tipo -Sua respiração estava descompassada e seu rosto vermelho
Coloco minha mão sobre a sua em uma tentativa de acalma-lo
—A Caly deve estar aliviada por saber que aquele filho da mãe vai pagar por tudo o que fez -Comento
—Sim,a cadeia é o pior lugar do mundo para estupradores -Ele concorda e voltamos a ficar em silêncio
Jason me puxou para mais perto me abraçando forte e eu tratei de retribuir da mesma forma
—E pensar que Octavian poderia ter te machucado muito mais,poderia ter feito algo assim com você -Ele deixa a frase no ar me fazendo sentir arrepios
Octavian havia insistido muitas vezes comigo e eu não sabia onde as coisas poderiam ter ido se Jason não tivesse acabado com ele aquela noite
—Não vamos mais pensar nisso tá?O que passou passou,vamos focar no presente e futuro -Peço e ele toma meus lábios para si em um beijo lento que me acalmou
POV Peter
Observo a garota de cabelos cor de ouro que mexia atenciosamente no conjunto de códigos exibido na tela do seu notebook,ela ficava tão linda concentrada,ou melhor dizendo ela ficava linda de qualquer forma.Não resisto a tentação e acabo tocando se leve seu braço em um carinho sutil e calmo
—O que foi? -Ela pergunta desviando a atenção do eletrônico para mim
—Nada,pode continuar -Respondo fazendo sinal de pouco caso com a mão
Sophia me olha desconfiada mas mesmo assim volta a trabalhar no seu projeto,continuo encarado os traços de seu rosto,seu cabelo,sua pele,suas pernas e seus seios que estavam destacados pela minha camisa branca...céus!Como eu amava aquela garota,cada mínimo detalhe dela
—Certo esta etapa está feita,está também,está também...só falta mais estas duas e tudo pronto -Ela diz baixinho para si mesma
A loira desliga então o notebook o colocando em sua mesinha de cabeceira
—Vou deixar pra terminar o resto amanhã,preciso de um descanso -Ela comenta se deitando na sua cama
Aproveito a deixa para acariciar suas bochechas com as costas da minha mão
—Peter,está acontecendo alguma coisa? -Ela pergunta tomando minha mão e a beijando
Respiro fundo,sim estava acontecendo algo,um sonho que eu gostaria tanto de tornar realidade,mas não queria tocar naquele assunto porque sabia que faria Sophia ficar triste e a última coisa que eu desejava era vê-la triste
—Pode falar -Ela me incentiva mas continuo quieto
—Eu não gosto que escondam as coisas de mim e você sabe disso -Ela me lembra
Me deito ao seu lado entrelaçando nossos dedos
—Eu sonhei novamente que tínhamos uma menininha -Conto e ela arfa
—Não se sinta triste por favor,nós temos outras possibilidades no futuro,podemos adotar e -Começo a dizer mas ela dá um pulo na cama
—Como eu esqueci de te contar isso -Diz alarmada me deixando confuso
—Contar o que? -Pergunto e ela respira algumas vezes na tentativa de se acalmar
—Algumas semanas atrás eu fui me consultar e recebi uma noticia ótima.Ela me disse que meu caso não foi me explicado da forma certa,as chances de eu engravidar de uma maneira normal são realmente mínimas mas que com uma inseminação artificial elas passam dos oitenta por cento -Pisquei várias vezes com medo de ter entendido errado mas o seu sorriso me mostrava que eu havia entendido tudo perfeitamente bem
—Isso é sério? -Pergunto eufórico e el assente repetidas vezes informando que sim
—Podemos ter a nossa menininha?A Pietra pode nascer? -Eu ainda tentava processar a notícia
Não conseguia acreditar que meu sonho poderia se tornar realidade
—Pietra? -Sophia pergunta
—Bem -Começo
—Você já tinha até um nome para a nossa filha Peter? -Ela pergunta me cortando
—Sim -Respondo
—Mas se você não gostar de Pietra -Começo
—Eu adoro,é um nome lindo -Ela me corta mais uma vez e então me puxa para mais perto unindo nossos lábios em um beijo repleto de carinho
Sophia sorri contra meus lábios e eu não consigo não fazer o mesmo,continuamos nosso beijo e aos poucos pude perceber as mãos da loira escorregando minha calça de moletom para baixo,a mesma calça que usava na nossa primeira noite de amor,a primeira em que nos lembramos de tudo no dia seguinte,me levantei para me livrar do moletom por completo e assim que voltei para a cama já a encontrei nua,o quarto um tanto gelado fazia seus pequenos seios ficarem ainda mais bonitos com os biquinhos vermelhos e rígidos,a sua pose despreocupada era tão diferente daquela garota segura de si e pegadora que elas pareciam até mesmo pessoas diferentes
—Peter você sabe que eu fico sem graça quando você fica me olhando assim -Ela diz com as bochechas um tanto rosadas
—Não deveria,você parece uma bonequinha,com vários lados e mistérios mas ainda sim uma bonequinha -Digo me aproximando
—Será que nossa filha vai ser assim também? -Pergunto
—Não sei mas quero muito que ela tenha os olhos lindos do pai dela -Sophia me responde e rimos abobados um para o outro
A empurro de leve contra o colchão e ela abraça minha cintura com suas pernas enquanto eu tratava de acariciar e beijar seus seios fazendo a loira gemer meu nome baixinho,eu adorava tanto quando ela fazia isso,escorrego para dentro de Sophia com movimentos calmos que refletiam nosso momento.Ali não queríamos uma disputa de forças ou algo apenas para prazer,era uma demonstração de carinho,de amor e de como depois de tantas dificuldades obstáculos e segredos conseguimos fazer isso dar certo,conseguimos enfim sermos apenas um do outro,o moreno da loira e a loira do moreno,o Peter da Sophia e a Sophia do Peter.
Entre beijos,abraços e todo o tipo de carícias curtimos um momento que ficaria gravado em minha memória e eu afirmava com toda certeza que na dela também
—Labios compartidos
Labios divididos, mi amor -Canto o trecho de uma música em espanhol baixinho bem próximo ao seu ouvido
Música esta que tinha muito a ver com nós dois.Sophia gemeu mais uma vez e se entregou para mim assim como eu me entreguei para ela,me virei na cama trazendo a loira comigo e assistindo ela repousar a cabeça em meu peito,minhas mãos foram automaticamente para seus cabelos em um carinho suave
—Sophi -A chamo e ela apenas resmunga avisando que estava me ouvindo
—Será que está muito cedo para casarmos? -Pergunto e ela ri baixinho
—Você acha mesmo que vai ser tão fácil assim Peter? -Pergunta
—Mas é claro que não,as coisas nunca foram fáceis com você e foi exatamente por isso que eu me apaixonei -Digo
—Quem acredita sempre alcança -Completo beijando seus cabelos
POV Nico
Nos giro na cama fazendo a morena ficar novamente por baixo e prendo seus pulsos contra o colchão impedindo que ela continuasse a me arranhar enquanto eu distribuía beijos e mordidas pelo seu pescoço,Thalia xingou baixinho tentando se soltar e isso acabou me fazendo rir,continuei com minha tarefa por mais alguns minutos e então voltei a beija-la com luxuria soltando seus pulsos e permitindo que ela também pudesse fazer suas provocações,Thalia agarrou meus cabelos com um tanto de força me fazendo suspirar enquanto mordia seu lábio inferior e a encarava.Quando o ar nos faltou aproveitei para me levantar da cama da garota e me livrar da calça jeans que já começava a me incomodar enquanto ela desabotoava seu short,prontamente a ajudei com aquilo assistindo ela ficar apenas de calcinha
—Já te disse que você é gostoso pra caralho? -Ela pergunta me fazendo rir
—Muitas vezes mas na maioria delas demorava um tempo a mais para você dizer isso -Brinco e ela ri
Thalia se sentou de pernas abertas na cama e fez sinal com seu indicador para que eu me aproximasse,a obedeci ficando de joelhos contra o colchão e assistindo as mãos pálidas com grande unhas pretas descerem minha box do mesmo tom,ela encarou meu membro por alguns instantes antes de subir seu olhar encontrando o meu e me mandando um beijinho antes de se jogar de costas contra a cama,me levantei novamente terminando de tirar minha última peça de roupa e seguindo para as coxas da garota onde apertei por um tempo antes de entrelaçar meus dedos nas laterais da calcinha roxa e puxa-la para baixo até tira-la por completo.A provocadora abriu suas pernas e subiu suas mãos pelo seu corpo enquanto eu apenas acompanhava tudo
—Não acredito que você vai me deixar fazer sozinha -Ela diz descendo sua mão até sua intimidade
Tratei de segurar seu pulso impedindo que ela continuasse e o ato fez Thalia rir alto,a penetrei de uma só fez fazendo a menina gritar de prazer,iniciei movimentos rápidos e precisos e principalmente intensos enquanto ela remexia seu quadril tentando desesperadamente me acompanhar
—Confessa que masturbação nenhuma supera isso -Digo próximo ao seu ouvido
—Um vibrador pode resolver -Ela responde
—É? -Pergunto
—Claro que sim,um vibrador resolve todos os seus problemas,é melhor que qualquer homem da face da Terra eu preciso urgentemente de um vibrador -Ela me provoca
Aumento ainda mais as estocadas fazendo a cama balançar e Thalia me olhar surpresa
—O que foi?Um vibrador não faz isso Grace? -Pergunto
Saio de dentro dela juntando suas pernas e as erguendo para então dobra-las acima do seu estomago,invado novamente a garota que não aguenta se segurar e chega ao ápice,mas mesmo assim continuo com as investidas fortes enquanto ela perdida completamente o senso do certo e errado e gemia sem se preocupar com a altura ou as coisas que falava.Continuamos assim por algum tempo até que ela chega ao seu ponto máximo mais uma vez e dessa vez acompanhada de mim,solto suas pernas e caio cansado nas mesmas
—Cacete -Ela xinga
—O que foi?Acabei com você? -Provoco
—É claro que não,continuo achando um vibrador melhor que você di Ângelo -Ela retruca
Aproveito o lugar onde eu me encontrava e afasto novamente suas pernas ficando cara a cara com sua intimidade avermelhada,não penso duas vezes antes de me deliciar com tudo
Thalia tentava esconder o prazer que sentia com tudo aquilo mas suas tentativas eram completamente falhas
—Você geme como uma vadia -Digo me deitando ao seu lado
—O que você disse? -Ela pergunta pausadamente
—Isso mesmo que você ouviu,que você geme como uma vadia -Repito e vejo seu rosto se avermelhar de raiva
—E eu tenho certeza absoluta que um vibrador não te faria gemer assim e você sabe muito bem disso -Completo
—Você me paga Nicolas -Ela diz entre dentes
—Euro,dólar,real? -Provoco rindo
Mas antes que ela retrucasse a puxo para mais perto e ataco seus lábios,Thalia nos cobre com o cobertor e então dormimos exaustos
(...)
—Sabe estes dias eu estive pensando e acho que decidi o que quero fazer -Ela diz me assustando um pouco
Estávamos acordados a um certo tempo mas até então não havíamos trocado nenhuma palavra
—Me lembrei que quando era pequena adorava entrevistar meus parentes e percebi que me interesso por isso mais do que imaginava,que sempre estou vendo e lendo noticiários -Ela conta
—Vou fazer jornalismo -Completa
—É uma ótima escolha -Comento
—E você,ainda quer administração? -Thalia pergunta
—Sim,também estive pensando nisso e acho que me daria bem na área -Respondo
Um som estridente começa a ecoar pelo quarto e eu tateio a mesinha de cabeceira procurando meu celular,assim que encontro o aparelho me levanto da cama e atendo a chamada.E quando eu pude imaginar que o assunto daquela conversa seria aquele,que depois de um momento tão bom uma notícia como esta cairia em meu colo,o recado foi rápido mas forte o suficiente para me fazer esquecer até mesmo meu nome
—O que foi? -Thalia me pergunta preocupada assim que desligo o telefone
—Bianca -Respondo
—Ela vai nascer -Completo eufórico
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