Partidas do Destino
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Quis fazer algo diferente do que já li, se houver alguma parecida avisem-se.
Aceito sugestões, ideias e críticas construtivas.
Se tiverem alguma dúvida, perguntem.
Vou dar o meu melhor.
Boa leitura
POV Alice
Faziam três meses que tínhamos saído de Forks. O Edward pediu-me para não tentar ver Bella através das minhas visões, mas ao fim de dois meses e meio não resisti. O pior é que não conseguia ver nada, isso estava a deixar-me muito desconfortável. Evitei falar isso durante duas semanas, duas semanas terríveis. Mas acabei por não conseguir.
Pedi a todos para se reunirem na sala, algo que já não acontecia à muito tempo. Quando já lá estavam todos comecei a falar, virando-me para o Edward.
- Desculpa-me, mas não resisti, tinha que ver como ela estava, mas não consegui ver nada.
- Como assim? – ele estava visivelmente nervoso.
- Não vejo a Bella em lado nenhum, é como se não houvesse futuro. Eu tentei não dizer nada, mas ela é a minha melhor amiga, e eu quero saber dela, eu vou a Forks.
- Vamos todos – disse Carlisle.
- E eu acho melhor não, vou sozinha e consoante o que eu descobrir, decidimos o que fazer.
- Talvez seja melhor, mas qualquer coisa… — interrompi Carlisle
- Eu prometo.
Cheguei no dia seguinte a Forks, e nem tive que perguntar nada, vi uma foto dela num cartaz a dizer que estava desaparecida. Desesperei na hora, o que teria acontecido com a minha melhor amiga.
Fui a casa do Charlie mas ele não estava, foi quando tive uma visão com uma senhora que nos convidava a entrar em sua casa. Era visível que ela estava muito em baixo. Olhei para uma moldura e estava ela e Bella. Ela devia ser a mãe dela. Saí do transe e telefonei para o Carlisle, nem lhe dei tempo de falar.
- Ela está desaparecida, tive uma visão de nós indo a casa da mãe dela, acho que é o que devemos fazer. Vou voltar já.
- Faz isso, filha.
Quando cheguei todos estavam na sala à minha espera.
- Filha, o que aconteceu? – perguntou Esme preocupada
- Não sei muita coisa. O Charlie está em La Push, por isso não falei com ele, mas há por todo o lado isto – estendi o cartaz e todos olharam preocupados.
- O que terá acontecido à Belinha? – perguntou o Emmett.
- Não sei, mas a melhor opção agora é ir falar com a mãe dela.
- Vamos agora mesmo, não podemos perder tempo – Edward disse, ele estava a sentir-se culpado, via-se nos seus olhos.
Assim, fizemos, fomos para Jacksonville, felizmente estava o tempo estava nublado, o que nos permitiu ir logo falar com a mãe da Bella.
Batemos à porta, e a mulher da minha visão veio abrir, ela não devia dormir à dias, notavam-se as grandes olheiras.
- Somos os Cullens, conhecemos a Bella em Forks. Soubemos que ela desapareceu. – disse Carlisle
- Entrem. Quando falávamos ao telefone ela costumava falar muito de vocês. Depois soube que vocês saíram de Forks e ela ficou muito mal. Pouco tempo depois ela desapareceu. O Charlie dizia que vocês a tinham raptado, mas depois da carta dela, soube que não.
- Que carta? – perguntou Edward
- Duas semanas depois dela desaparecer recebi uma carta, mas ela pediu-me que não contasse ao Charlie, e eu não o fiz. Ela dizia que estava bem, mas que se tinha de afastar pelo menos durante uns tempos. Que não fugiu com ninguém, nem que ninguém a tinha levado, isto era algo que ela tinha de fazer por ela e pelo bem dela. Claro que mesmo assim não consigo ficar tranquila. – ela só tinha olhado para o Carlisle, agora olhava para todos. O seu olhar ficou retido no meu marido.
- Eu já te vi. – falou para ele
- Parece-me pouco provável. – todos achávamos isso, mas ela parecia ter certeza.
- Esperem aí, tenho de ir buscar uma coisa. – ela foi e voltou com uma folha de papel um pouco antigo. Ela colocou na mesa e era um desenho do Jasper, como podia ser?
- Quem desenhou isso? – perguntei, sem conter a curiosidade.
- Minha mãe. É Jasper Whitlock, não é? Vocês são todos vampiros? – ficamos assustados, como ela sabia tudo aquilo.
- Sim. A sua mãe era a Marie? Ela ainda está viva? – disse Jasper. Quem seria essa Marie? Não posso negar que os ciúmes me estavam a dominar.
- Sou. A minha mãe morreu à quase 20 anos. Ela costumava falar de si, mas descrevia os seus olhos como sendo de um vermelho safira. Se não fosse pela minha irmã, acho que não acreditaria que era real.
- Irmã? – ninguém estava a perceber o rumo daquela história.
- Sim, ela teve uma filha sua – como assim o MEU MARIDO teve uma filha com alguém
- Eu tenho uma filha? Mas isso é impossível, nós não podemos ter filhos.
- A minha irmã teve um crescimento muito pouco normal, a gravidez da minha mãe foi muito longa e ela parecia que quase não crescia, pelo menos até aparentar uns 5 anos, a partir daí teve um crescimento praticamente normal.
- Isso é fascinante, será que podia falar com ela? Eu gostava de poder entender melhor isso. – falou Carlisle
- Onde está a minha filha? Eu quero conhece-la – não posso negar que isso que magoou um bocado, mas entendia que ela devia a querer encontrar e eu ia apoia-lo.
- Acho que já a conheceram, a Bella é a sua filha. – o quê? A Bella, a minha melhor amiga, é filha do meu marido. Não pode ser, pode?
Ele caiu de joelhos no chão, se ele pudesse chorar, ele o estaria a fazer. Eu baixei-me e abracei-o. Todos ficamos em estado de choque.
- Que idade ela tem?
- Por volta de 50, mas ela só se lembra dos últimos 13 anos, quando ela começou a crescer a uma velocidade normal, antes disso, ela crescia a uma velocidade umas 5 vezes inferior à velocidade normal. Eu nasci alguns anos depois dela, mas para mim, ela era a minha irmã mais nova, com a morte da minha mãe e tive que tomar o lugar dela, isso foi facilitado quando ela teve o crescimento normalizado. O Charlie sempre pensou que ela era minha filha e decidiu assumi-la como se fosse pai. O resto da história imagino que já conheçam.
O Jasper continuava no mesmo estado, por isso decidimos voltar para casa, tínhamos de meter as ideias em ordem. A Renée, percebeu isso.
Quando chegamos a casa, ficamos todos em silêncio durante largos minutos, ninguém sabia o que dizer. Carlisle fez então a pergunta que todos queríamos fazer.
- Como é possível?
- Nem eu sei bem. Ela estava a ser atacada por um vampiro e eu a salvei, mas ela ficou muito ferida. Eu resisti ao cheiro de sangue e cuidei dela, acho que nunca vou saber como consegui. Uma noite nós dois envolvemo-nos intimamente, mas quando eu vi que a tinha magoado, por isso decidi ir embora. Poucos meses depois encontrei a Alice, o que fez que não me tivesse arrependido do que fiz. – eu abracei-o.
- Agora mais do que nunca temos de encontrar a Bella – disse, ela era parte da família, não que antes não fosse, mas agora o vínculo era maior.
- Eu podia ter morto a minha filha, como posso ter feito o que fiz – ele sentia-se culpado, mais do que nunca.
- Meu amor, a Bella é uma pessoa incrível, ela vai acabar por perdoar-nos. – eu dizia isso para ele, mas também para mim, eu queria convencer-me disso.
- Pensar que tive tão perto dela e nunca nem um abraço lhe consegui dar.
- Jasper, meu filho, não se culpe, nós vamos acha-la – disse Esme
- A Bella é boa pessoa, apenas deve ter-se afastado para colocar as ideias em ordem, não deve ser fácil para ela – Rose conseguiu surpreender-nos a todos.
- Vamos procura-la, não há tempo a perder, tenho que corrigir o maior erro da minha existência – Edward disse decidido.
Depois desse dia, desdobramo-nos para a encontrar, mas ela parecia ter evaporado.
Notas finais
Prometo responder.
Até ao próximo capítulo
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