VI-Partidas.

Pois quem inventou a partida,

Não sabe o que é o amor!

Quem vai leva saudade

Quem fica morre de dor.

Um ato promissor

Que envolve uma vida.

Um coração que bate

E dele vai-lhe destruída.

Quem quer que parta ao longe

Leva meu coração

E dele o broto que nasce

Vive na região.

Pois cante, cante sem parar.

Uma hora que seja

A dor da saudade se renderá!

E verás que linda és, vida,

Mesmo que este raro momento passe.

Continue cantando.

(...)

E lá se vai o coração,

De passo em passo, à distância

Que fecha os olhos com tristeza

E tudo o que era belo parece ter se

Perdido.

Lá se vai meu coração

Junto de meu bem arrependido.

Pois é necessário

Que o bem querido parta

Para que valorize os momentos

Raros que com ele

É prometido.

Se as pessoas não vão

Para longe de nós

Como poderemos saber

Quão pedra preciosa

Temos de ter?

Não há caminho mais

Belo e justo que o da partida.

Ele nos faz refletir os desejos,

Avaliar nossos sonhos,

E cumpri-los a festejos.

Tão longe queremos ir

Em busca do bem querido,

Não sabemos o que temido

Esperado tente o horror.

Pois quem inventou a partida,

Não sabe o que é o amor.

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