Notas iniciais
Bonjour, meus amores! 🇫🇷✨ Se vocês terminaram o capítulo anterior gritando, indignados ou encarando o teto em completo choque... saibam que eu entendo perfeitamente. Eu também estaria surtando. 😭 Mas toda grande história de amor precisa de complicações, mal-entendidos e algumas decisões questionáveis antes de chegar ao seu destino. E, neste capítulo, Paris decidiu testar todos os limites emocionais da nossa Bella. Tem coração partido, amizades inesperadas, novos rostos entrando em cena, ciúmes, orgulho ferido e uma quantidade absurda de tensão romântica. Então respirem fundo e segurem minha mão. Porque às vezes os maiores perigos de Paris não são os parisienses, nem a agência Platt... são os sentimentos que insistimos em ignorar. ❤️🥐

Capítulo 5: Faux Amis

O ar na calçada parecia ter congelado instantaneamente. Bella olhava de Rosalie para Edward, sentindo o estômago despencar em um abismo de humilhação. Edward, com as mãos enfiadas nos bolsos do casaco de couro, tentava desviar o olhar, visivelmente tenso e desconfortável diante do flagrante.

— Bella, eu... nós não queríamos que você soubesse assim — Edward começou, a voz britânica saindo trêmula e nervosa, perdendo toda a segurança que tivera minutos antes na cozinha.

Está tudo bem, Edward. De verdade — Rosalie interveio, mantendo uma calma surpreendente que quebrou um pouco o gelo. Ela olhou para Bella com um sorriso compreensivo, embora um tanto sem graça. — Eu acho que nós devemos uma explicação a você. Eu e o Edward... nós temos um relacionamento aberto. Nós nos amamos, mas temos a liberdade de sair com outras pessoas. É o nosso acordo.

Bella piscou, processando a informação enquanto o sangue ainda zumbia em seus ouvidos. Um relacionamento aberto. Na teoria, aquilo tirava o peso da traição de suas costas; na prática, o nó em sua garganta só apertava. Ela olhou para Rosalie — a mulher incrível que a ajudara de manhã, que fora tão simpática e doce — e depois para Edward, cujos olhos cor de topázio imploravam por um pingo de entendimento.

— Eu entendo — Bella disse, a voz saindo mais firme do que esperava, embora por dentro estivesse estraçalhada. Ela deu um passo para trás, afastando-se do espaço físico dos dois. — É o estilo de vida de vocês e eu respeito. Mas, por respeito a você, Rosalie... e a mim mesma, eu estou fora. Boa noite para vocês.

Sem esperar uma resposta, Bella girou nos calcanhares e praticamente correu para dentro do prédio, subindo os lances de escada até o quinto andar como se sua vida dependesse disso. Ao trancar a porta do seu minúsculo apartamento, as defesas desmoronaram. Ela jogou a bolsa no chão, afundou-se contra a porta e chorou. Chorou lágrimas pesadas e doloridas. Três semanas haviam sido o suficiente para ela se apaixonar perdidamente por Edward, e descobrir que o homem dos seus sonhos vinha com uma bagagem tão complexa arrancou seu chão.

Como se o universo estivesse determinado a testar seus limites, seu celular começou a vibrar na bolsa. Na tela, o nome de seu namorado de Seattle: Riley. Bella limpou o rosto rapidamente e atendeu, esperando um pingo de conforto.

— Riley? Oi, eu realmente precisava falar com...

Bella, oi. Olha, eu vou ser direto porque estou sem tempo e isso já se arrastou demais — a voz dele veio fria, distante, sem qualquer traço do homem que ela deixara nos Estados Unidos. — A distância não está funcionando e eu conheci outra pessoa aqui em Seattle. Acho que nós devemos terminar. Desejo boa sorte em Paris. Tchau.

Clique.

Bella olhou para a tela do celular em absoluto choque. Vinte e seis segundos. Esse foi o tempo que levou para o seu namoro de anos ser enterrado por uma ligação transatlântica. O choro, que antes era de decepção, transformou-se em soluços de pura solidão. Naquela noite, Paris pareceu a cidade mais fria e hostil do mundo.

Na manhã seguinte, os olhos de Bella ainda estavam levemente inchados quando ela se sentou à mesa externa de um café na Place de la Contrescarpe com Alice. O sol pálido de outono tentava aquecer o ambiente, e Alice, percebendo o estado da amiga, empurrou um pain au chocolat fresquinho na direção dela.

— Bella, pelo amor de Deus, você parece que foi atropelada por um caminhão da Chanel. O que aconteceu? — Alice perguntou, os olhos arregalados de preocupação.

Bella desabafou tudo de uma vez. Contou sobre o jantar perfeito, o beijo cinematográfico e o sexo ardente na cozinha do restaurante, seguido pelo balde de água fria ao descobrir sobre Rosalie e o relacionamento aberto, terminando com a humilhante ligação de vinte e seis segundos de Riley.

— Meu Deus... que caótico! — Alice exclamou, levando as mãos à boca. — O Riley é um idiota, bom livramento! Mas o Edward... que situação complicada. Mas você agiu certo, Bella. Ter dignidade é tudo.

— Olá, garotas! — uma voz conhecida e alegre interrompeu o momento.

Bella ergueu os olhos e engoliu em seco ao ver Rosalie Hale se aproximar da mesa, vestindo um sobretudo bege impecável e óculos escuros que ela logo empurrou para a cabeça.

O coração de Bella disparou, temendo um confronto, mas Rosalie trazia apenas um sorriso radiante no rosto. Ela puxou uma cadeira livre e sentou-se com a naturalidade de quem pertencia àquele grupo há anos.

— Rosalie! — Bella gaguejou de leve. — Ahn... esta é a Alice, minha melhor amiga aqui. Alice, esta é a Rosalie, a garota da floricultura que eu te falei.

— Ah, a salvadora das flores! — Alice sorriu instantaneamente, sua energia elétrica quebrando qualquer tensão. — Prazer! Bella me disse que você tem um gosto impecável.

— O prazer é meu! E sim, eu tento educar essa americana — Rosalie piscou para Bella, deixando claro que os acontecimentos da noite anterior não mudariam a simpatia entre elas. — Bella, sobre ontem... eu só queria garantir que estamos bem. Eu realmente gostei de você e não quero que as coisas fiquem estranhas. O Edward é o Edward, mas nós podemos ser amigas.

Bella olhou para Rosalie, desarmada pela maturidade e pela doçura da francesa. Sentindo um alívio genuíno, ela sorriu de volta.

— Estamos super bem, Rose. De verdade.

Em menos de dez minutos, as três estavam rindo alto, trocando dicas de moda e destrinchando os mistérios dos homens parisienses. Sem que Bella esperasse, o destino havia transformado uma situação desconfortável no início de um trio de amigas imbatível.

Mais tarde, na agência Platt, a vida profissional de Bella ganhou um novo fôlego. Enquanto limpava as lágrimas invisíveis do cansaço, ela recebeu uma notificação oficial no perfil da @Bellainparis. Uma das marcas de beleza e cosméticos mais influentes da Europa estava organizando um evento exclusivo para grandes influenciadores em um hotel de luxo na Place Vendôme, e Bella fora convidada com direito a credencial VIP.

Quando ela levou a novidade para a sala de reuniões, Esme Everson soltou um suspiro desdenhoso, sem tirar os olhos de seus relatórios de papel.

— Um evento de 'influenciadores', Mademoiselle Swan? Por favor. A Platt trabalha com o mercado de luxo tradicional, não com jovens tirando fotos de si mesmos com produtos gratuitos. Isso é ridículo e vulgar.

— Com todo o respeito, Esme, a vulgaridade está em ignorar onde os clientes estão gastando o dinheiro deles — Bella rebateu com uma audácia que fez Paul engasgar com o café. — Eu vou a esse evento. E não vou apenas como @Bellainparis. Vou usar a visibilidade para promover a nova linha de maquiagem da Maison Cullen que nós estamos gerenciando. Vou fazer o produto deles ser o assunto principal da noite.

Esme apenas deu de ombros, uma permissão silenciosa e cética.

Naquela noite, Bella transformou-se. Usando um vestido preto de alfaiataria justo, cortesia de um desapego do guarda-roupa de Rosalie, e os cabelos castanhos presos em um coque elegante à lá Audrey Hepburn, ela ditou presença no evento. Entre taças de champanhe e flashes de câmeras, Bella cumpriu sua promessa, fazendo *lives* e postagens estratégicas que integravam perfeitamente a marca da Maison Cullen ao glamour do evento.

Enquanto retocava o batom perto de uma das pilastras de mármore, uma voz masculina, profunda e com um sotaque britânico extremamente charmoso e arrastado, diferente do sotaque de Edward, este era mais urbano e magnético , soou ao seu lado.

— Sabe, eu passei a última meia hora tentando decidir se você é uma obra de arte exposta no lugar errado ou a mente mais brilhante desta festa.

Bella virou-se e deparou-se com um homem incrivelmente atraente. Ele tinha cabelos escuros desalinhados com perfeição, olhos azuis intensos e penetrantes, e um sorriso de canto que exalava uma perigosa autoconfiança.

— Eu gostaria de pensar que sou uma mistura dos dois — Bella respondeu, entrando no jogo de sedução, sentindo seu ego massageado após tantas rasteiras emocionais. — Sou Bella Swan.

— Lorenzo St. John. Mas pode me chamar de Enzo — ele se apresentou, pegando a mão dela e depositando um beijo demorado nas costas de seus dedos, sem desviar o olhar do dela.

Enzo era um fotógrafo de moda em ascensão e um dos influenciadores mais disputados da noite. O clima entre os dois esquentou em uma velocidade avassaladora. A conversa era rápida, cheia de flertes e provocações. Cansada de sofrer por Edward e de chorar por Riley, Bella decidiu que merecia viver a noite parisiense intensamente.

Após o evento, Enzo a convidou para jantar em um restaurante escondido e badalado. O jantar estendeu-se entre risadas e olhares quentes até que, inevitavelmente, o destino final foi o apartamento de Bella. Naquela noite, nos braços de Enzo, Bella permitiu-se esquecer o mundo lá fora. Foi uma noite intensa, divertida e exatamente o que ela precisava para recuperar seu poder.

Na manhã seguinte, por volta das sete horas, a luz do sol começava a invadir o quarto. Enzo já estava de pé, vestindo sua camisa preta com os botões abertos, terminando de arrumar suas lentes de câmera, enquanto Bella, usando apenas uma camisa oversized dele, ria de uma piada interna.

Foi quando batidas firmes e familiares ecoaram na porta de madeira do apartamento.

Bella franziu a testa, caminhou até a porta e a abriu.

Edward Mansen estava parado no corredor. Ele segurava uma sacola de papelkraft da L'Aubergine que exalava o aroma inconfundível de café fresco e croissants folhados de amêndoas. Seus cabelos bronze estavam bagunçados e ele trazia uma expressão determinada, claramente tendo passado a noite em claro ensaiando o que dizer para se desculpar.

— Bella, eu preciso falar com você... eu não consegui dormir pensando em como as coisas ficaram naquele dia e eu trouxe o café da... — as palavras de Edward morreram na garganta.

Seus olhos cor de topázio desceram pela camisa masculina que Bella usava e, em seguida, focaram no interior do apartamento, onde Enzo St. John terminava de abotoar o relógio de pulso, exibindo um sorriso descontraído.

O queixo de Edward travou. A sacola de café da manhã quase escorregou de seus dedos enquanto uma onda visível de choque e um ciúme puramente possessivo tomavam conta de suas feições. Ele olhou para Enzo e depois para Bella, os punhos cerrados nos bolsos. Edward, que sempre mantivera o controle e vivia em um relacionamento aberto com toda a liberdade do mundo, parecia prestes a explodir de puro ciúme ao ver que Bella não estava em casa chorando por ele, mas sim saindo com outros homens.

— Pelo visto, eu interrompi alguma coisa — Edward sibilou, a voz saindo fria e cortante, o sotaque inglês perfeitamente ríspido.

— Sim, Edward, você interrompeu — Bella respondeu, mantendo a postura firme, embora seu coração estivesse acelerado. — O Enzo já estava de saída.

Enzo, percebendo a tensão, aproximou-se de Bella, deu-lhe um beijo demorado e provocativo na bochecha e passou por Edward no corredor com um aceno de cabeça irônico. Edward seguiu o fotógrafo com o olhar, a mandíbula tão tensa que os músculos de seu rosto saltavam.

— Você não perde tempo, não é, Isabella? — Edward disparou, dando um passo à frente, a voz carregada de uma frustração que ele mal conseguia conter.

— Eu mudei para Paris para viver a minha vida, Edward. E, se bem me lembro, eu estou solteira. Ao contrário de você... — ela rebateu, fechando a porta na cara dele antes que perdesse a postura.

O restante do fim de semana foi uma tentativa mútua de focar no trabalho, mas a tensão entre os dois vizinhos havia atingido o ápice. No domingo à tarde, por ironia do destino profissional, a agência Platt precisava cobrir a abertura da badalada exposição imersiva de Van Gogh no Atelier des Lumières, um evento que unia tecnologia, arte e grandes marcas. Como o restaurante de Edward era o parceiro oficial do coquetel de abertura e Bella era a responsável pela cobertura digital, o encontro foi inevitável.

No meio da enorme galeria escura, as paredes monumentais de concreto ganharam vida com as projeções em alta definição de A Noite Estrelada. Redemoinhos de azul profundo, amarelo vibrante e dourado giravam de forma hipnótica ao redor dos visitantes, acompanhados por uma trilha sonora instrumental dramática e envolvente que parecia isolar o resto do mundo.

Exausta de carregar o peso dos últimos dias, Bella afastou-se da multidão de jornalistas e caminhou até uma área mais isolada da exposição, onde as projeções dos girassóis de Van Gogh cobriam o chão e as paredes. Sentindo as pernas pesadas, ela simplesmente se sentou no chão de cimento, abraçando os próprios joelhos enquanto observava as cores mudarem ao seu redor.

Passos suaves ecoaram atrás dela. Bella não precisou se virar para saber quem era; o aroma amadeirado e a eletricidade no ar o entregavam.

Edward aproximou-se silenciosamente. Sem pedir permissão, ele dobrou os joelhos longos e sentou-se bem ao lado dela, no chão da exposição.

Nenhum dos dois disse uma palavra por longos minutos. A música clássica ecoava pelas paredes, e os feixes de luz azul e dourada de A Noite Estrelada começaram a rodopiar sobre os corpos de ambos, pintando a pele de Bella e o dólmã de Edward com os mesmos tons poéticos e melancólicos.

A distância entre eles não passava de poucos centímetros. Bella conseguia ouvir a respiração pausada de Edward, e ele conseguia sentir o calor que emanava do corpo dela. A tensão romântica no ambiente era tão espessa e palpável que parecia cortar o ar como uma faca. Era um misto de desejo reprimido, mágoa, ciúme e uma conexão inegável que nenhum dos dois conseguia quebrar.

Edward moveu a cabeça lentamente, os olhos cor de topázio brilhando intensamente sob a luz artificial da projeção, fixando-se no perfil de Bella. Ele queria tocá-la, implorar por uma chance, arrancar a imagem daquela manhã de sua mente, mas o respeito e a complexidade de suas escolhas o prendiam ali. Bella continuou olhando para a parede, com o coração martelando contra o peito, sabendo que, apesar de tudo e de todos em Paris, o verdadeiro perigo para o seu coração continuava sentado bem ali ao seu lado.

Notas finais
Alguém poderia, por favor, explicar para esses dois adultos funcionais que conversar é gratuito? 😭 Porque eu acabei de assistir Bella e Edward passarem um capítulo inteiro sofrendo, sentindo ciúmes, fingindo indiferença e tomando decisões impulsivas enquanto claramente continuam completamente obcecados um pelo outro. Edward descobriu que Bella não ficou parada esperando por ele. Bella descobriu que seguir em frente não apaga o que ela sente e agora os dois estão sentados lado a lado, cercados por estrelas pintadas por Van Gogh, carregando sentimentos demais e palavras de menos. Se isso não é o auge do sofrimento romântico, eu não sei o que é. 🤡💔 Também precisamos falar sobre a verdadeira surpresa deste capítulo: Rosalie Hale. Porque a mulher poderia ter escolhido o caos, o drama e a guerra civil emocional... mas escolheu maturidade, amizade e gentileza. E eu amo isso por ela. ❤️ E Enzo? Bem... digamos que ele cumpriu exatamente a função que o destino tinha reservado para ele: lembrar ao nosso querido chef britânico que a liberdade funciona para os dois lados. 👀 Agora eu preciso saber: ✨ Vocês ainda estão do lado do Edward? ✨ Bella foi dura demais ou tinha todo o direito de reagir assim? ✨ Rosalie merece o prêmio de pessoa mais madura dessa história? ✨ E alguém mais sentiu vontade de empurrar esses dois durante a cena final na exposição? Nos vemos no próximo capítulo de Paris Is Always a Good Idea.Porque Paris continua linda...