Notas iniciais
Bem-vindos ao último capítulo da primeira temporada de Paris Is Always a Good Idea. 🇫🇷❤️ Quando Bella chegou a Paris, ela era apenas uma garota americana tentando sobreviver em uma cidade que parecia determinada a testá-la todos os dias. Ela causou apagões. Criou polêmicas nacionais. Foi chamada de ringarde. Perdeu empregos. Fez amigos improváveis. Se apaixonou. Teve o coração partido. E, mesmo assim, continuou seguindo em frente. Agora chegamos ao fim dessa primeira jornada. Mas antes de começarem a leitura, deixo apenas uma pergunta: E se o pior dia da sua vida fosse, na verdade, o começo do seu final feliz? Boa leitura, meus amores. 🥐✨❤️

Capítulo 10: Au revoir, Paris

A última manhã de Bella Swan em Paris tinha o gosto amargo da derrota, mas o sangue que corria em suas veias era puramente americano e movido a pura teimosia. Ela encarou as malas semiprontas no chão do quarto e tomou uma decisão: não cruzaria o Atlântico de volta para Seattle como uma humilhada ringarde que havia sido destruída por um balde de tinta cinza. Se era para cair, que fosse lutando.

Bella limpou as lágrimas, vestiu seu melhor blazer e marchou direto para o atelier de Aro Volturi. Aro estava em um estado de melancolia teatral, cercado por esboços rasgados, enquanto a marca vanguardista "Quileute" colhia os louros do golpe de marketing na imprensa.

— Monsieur Volturi, nós fomos atingidos por tinta cinza, mas a sua moda é sobre drama. Então vamos dar a eles o maior espetáculo que Paris já viu — Bella disparou, batendo as mãos na mesa de corte dele.

O plano de Bella foi executado em menos de doze horas. Com o apoio logístico e estratégico de Alice Brandon, elas organizaram um desfile surpresa e triunfal no meio da Place Vendôme, bem em frente à loja conceito da marca Quileute. Quando os modelos de Aro cruzaram a praça sob a luz do entardecer, usando peças inspiradas no próprio vandalismo, tecidos carmins grafitados com alta costura e intervenções urbanas, a multidão parou. A imprensa enlouqueceu. Foi uma reviravolta genial que transformou o ataque em pura arte conceitual.

Esme Everson, que assistia a tudo dos bastidores, aproximou-se de Bella enquanto os aplausos ecoavam pela praça. A diretora da Platt retirou os óculos escuros, exibindo um olhar de respeito definitivo que Bella jamais achou que veria.

— Você é completamente insana, Mademoiselle Swan. Mas é uma insana brilhante. Esqueça a demissão. Seu contrato com a Platt está renovado, com um bônus substancial. Paris precisa de você.

O sucesso no trabalho trouxe o emprego de volta, mas o coração de Bella continuava com as horas contadas. Edward Mansen partiria para Londres na manhã seguinte.

Sabendo que o tempo estava se esgotando e cansada de seguir regras que só a afastavam do que era real, Bella cruzou o corredor do quarto andar à meia-noite e bateu na porta dele. Quando Edward abriu, vestindo apenas uma calça de moletom cinza e com o olhar devastado pela despedida, Bella não disse uma palavra. Ela deu um passo à frente, segurou o rosto dele entre as mãos e o beijou com toda a urgência, dor e paixão que vinha acumulando.

Edward soltou um gemido rouco, a surpresa sendo instantaneamente substituída por um desejo feroz. Ele a puxou para dentro, batendo a porta com o pé, e a prensou contra a parede de entrada. Suas mãos longas e firmes subiram pelas costas de Bella, arrancando o blazer dela com pressa, enquanto a boca de Bella se abria sob a dele em um ritmo faminto.

O chef inglês a ergueu pelos quadris, e Bella entrelaçou as pernas ao redor de sua cintura, sentindo a rigidez do corpo dele contra o seu. Edward a carregou direto para a penumbra do quarto, deitando-a no colchão macio. Sob a luz fraca que vinha da janela do Quartier Latin, os dois se despiram de roupas, de medos e de qualquer culpa em relação ao passado.

Foi uma noite de despedida de uma intensidade avassaladora. Cada toque de Edward na pele nua de Bella parecia um voto de devoção; seus lábios desceram pelo pescoço, contornaram os seios e arrancaram suspiros sôfregos e agudos dela na escuridão. Quando ele finalmente a possuiu, o encaixe foi perfeito, fluido e desesperado. Bella arqueou as costas, cravando as unhas nos ombros largos e musculosos de Edward enquanto o ritmo deles acelerava, transformando o quarto em um turbilhão de calor, suor e sussurros de amor em inglês e francês. Eles alcançaram o ápice juntos, colados um ao outro, com os corações martelando no mesmo compasso, entregando-se ao que foi, sem dúvida, a noite mais quente e inesquecível de suas vidas.

Na manhã seguinte, a luz dourada do sol de Paris cortava as cortinas, iluminando os lençóis bagunçados. Bella começou a despertar lentamente com o aroma inconfundível de café fresco e o som de uma risada baixa e puramente feliz ao seu lado.

Ela abriu os olhos e encontrou Edward sentado na beira da cama. Ele segurava uma bandeja com duas xícaras fumegantes e croissants de amêndoas, mas o que realmente chamou a atenção de Bella foi o sorriso torto e radiante que iluminava todo o rosto dele, uma expressão de puro alívio que ela nunca vira antes.

Bonjour, mon amour — Edward sussurrou, deixando a bandeja na mesa de cabeceira e inclinando-se para dar um beijo terno e demorado nos lábios de Bella.

— Edward? O que... por que você está sorrindo assim? Suas malas... seu voo... — Bella gaguejou, sentando-se e puxando o lençol contra o peito.

Edward soltou uma risada limpa, os olhos cor de topázio brilhando como nunca. Ele pegou o celular e o mostrou a ela, exibindo um documento oficial digitalizado.

— Eu não vou mais para Londres, Bella. Eu fico em Paris! — ele anunciou, a voz britânica embargada de pura empolgação. — Carlisle Cullen me ligou há uma hora. Lembra da nossa conversa no jantar da Platt? Ele ficou tão impressionado com o meu trabalho e com o potencial da L'Aubergine que resolveu investir o capital integral no restaurante como sócio comanditário! Sem amarras, sem exigências criativas, puro negócio e parceria. O ponto é meu! A L'Aubergine está salva!

Bella arregalou os olhos, a boca aberta em absoluto choque e felicidade.

— Meu Deus, Edward! Isso é... isso é um milagre!

Edward puxou-a para os seus braços, enterrando o rosto nos cabelos castanhos dela, agindo como se todos os problemas do universo tivessem sido perfeitamente resolvidos naquela manhã. Ele a apertou contra o peito, transbordando uma autoconfiança radiante.

— Eu tenho o restaurante, tenho você e isso aqui parece um sonho! — Edward declarou, olhando nos olhos dela com uma paixão inabalável. — Nós vencemos, Bella. Nós dois ficamos em Paris.

Duas horas depois, Bella estava de volta ao seu próprio apartamento, vestindo um roupão confortável e terminando de arrumar o cabelo, ainda flutuando na bolha de felicidade que o destino havia lhe proporcionado.

O silêncio do ambiente foi quebrado pelo som estridente de uma notificação em seu celular sobre a mesa. Ela caminhou até o aparelho e deslizou o dedo pela tela. Era uma mensagem direta no WhatsApp, vinda de um número que a fez congelar instantaneamente.

De: Rosalie Hale

Eu tenho uma coisa bombástica para contar para vocês. Podemos conversar? Você e Alice podem vir no meu apartamento agora?

Bella encarou a tela por longos segundos, o coração despencando de volta para a realidade complexa das ruelas parisienses. O conto de fadas estava longe de terminar.

Notas finais
💖 E assim termina a primeira temporada de Paris Is Always a Good Idea. 🇫🇷✨ Bella recuperou o emprego. Edward salvou o restaurante. E, finalmente, os dois encontraram o caminho de volta um para o outro. Mas se tem uma coisa que aprendemos nesta história, é que Paris nunca deixa tudo simples por muito tempo... Porque Rosalie acabou de aparecer com uma notícia bombástica. 👀 Obrigada por acompanharem essa primeira temporada! ❤️ Nos vemos na próxima. 🥂🇫🇷✨
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!