Parental Control - Parte 1

12 Capítulo 12 - Obstáculo para amanhã


Notas iniciais
Ok, eu terminei mais um! Eu colocaria mais coisa, só achei que seria melhor a parte do encontro e do chamego e talz, no outro capítulo. Eu demorei um pouco, só não sabia como continuar, esse sonho seria o tal obstáculo do título, se não der para perceber, já que eu sempre faço coisas confusas! Bom, não sei o que pode sair disso e virar realidade, mas eu só sei que não quero deixar os dois separados no fim, ok?
Espero que gostem!

Sim, nada mais mexia com os meus pensamentos que o fato de que Bella estaria amanhã aqui, comigo, no sofá, com seu aroma doce – de morangos – Eu queria algo diferente.

Tive uma ideia, e decidi procurar minha mãe.

- Tem um minuto? – Dona Esme estava na cozinha, preparando alguma coisa.

- Claro, filho. Pode falar. O que foi? – Ela se virou e ficamos frente a frente.

- Bom, a senhora sabe que Bella estará aqui amanhã, e nós não nos vemos já por uns dias, e... – Eu tentava não falar muito rápido, mas eu estava ansioso.

- E você está com saudade dela. Nós sabemos. Está quase escrito na sua testa. – Ela me olhou, sorrindo.

- Sim, eu sei. E eu estava pensando. Vai ser algo muito... Ah, único. Ou coisa do tipo... E eu estava pensando se a adorável dona Esme e o respeitável senhor Carlisle poderiam almoçar fora para que o filho maravilhoso deles pudesse preparar um almoço especial para a namorada que ele tanto ama? – Disse sorrindo, quem sabe ela poderia cair no encanto, igual a todos os outros?... Alguma coisa me dizia que isso não aconteceria, já que ela era a mãe, impune a todos os charmes do filho...

- Você está querendo que seus pais saiam de casa? Para você e a Bella? – Ela me olhou desconfiada, com aquela expressão pensativa e ao mesmo tempo, não convencida.

- Sim, mãe. Eu estou querendo fazer uma surpresa para ela, e eu queria que estivéssemos sozinhos. A senhora ama a Bella, o pai também, eu não farei nada, além do almoço... A casa vai sobreviver, dona Esme. Confie em mim, por favor?

- Eu sei que a casa sobreviverá, Ed! Só não sei se é bom deixar vocês dois aqui, sozinhos. – Ela cruzou os braços, e fechando a cara.

- Mãe, eu não faria isso aqui – Eu faria no meu quarto e quando vocês estivessem viajando... Completei, mentalmente. – Eu respeito a Bella, e ela não iria querer assim, agora.

- Você não sabe o quão forte é os sentimentos na hora, meu filho.

- Mãe, sem detalhes das suas experiências com o meu pai. Por favor, quanto menos, muito melhor. – Fiz uma careta, isso era muito nojento.

- Edward! A questão é...

- Esme! Nós poderíamos ir naquele novo restaurante que estávamos planejando em ir, lembra? E depois, a gente poderia passear no shopping, querida. Faz tempo que não saímos! Que tal? – Senhor Carlisle apareceu na cozinha, e eu e minha mãe olhamos para ele. Eu sabia que ele estava me ajudando, só iria querer saber o que isso me custaria em troca...

- Eu não sei, Carlisle... – Dona Esme ainda me olhava.

- E que tal, assim, desse jeito? – Meu pai a abraçou por trás e deu um beijo em seu pescoço, claro, eu já estava a salvo a uns 20 passos de distância.

- Por favor, esta é uma cozinha de respeito. – Olhei-os meio enjoado, alguém teria um balde aí?

- Muito engraçado, Edward. – Minha mãe fez uma cara de que a piada não tinha sido engraçada. A questão era que não tinha sido uma piada... Ah tanto faz... – Bom, ok, está bem? Tá, vamos sair amanhã. Mas, NADA DE SITUAÇÕES CONSTRANGEDORAS e nem de COZINHAS DESTRUÍDAS, entendeu, Edward Cullen? – A olhei assustado, e depois para a expressão de risada do meu pai. Eu suspirei, tentando acalmar o susto que a fera, digo Esme/mãe, tinha me dado.

- Claro, anotado, mãe. Do seu jeito será. – Fiquei balançando a cabeça, afirmando. E olhei meu pai piscar. Ah, se eu pudesse rir...

- Bom, deixa eu terminar de preparar aqui a carne, e daqui a pouco já almoçamos, ok? – Ela voltou para o balcão.

- Eu te ajudo. – Meu pai foi para seu lado, e eu saí da cozinha, feliz.

Bem, agora eu só desejaria saber o que eu iria cozinhar.

Posso não ser o melhor cozinheiro do estado e tudo e mais, só que eu tinha algumas cartas nas mangas, umas receitas que eu aprendi com minha família.

E eu acho que isso já bastaria, porque eu sentia que Bella não gostava de coisas muito sofisticadas.

Fui até o pequeno escritório que tinha aqui em casa, procurando o livro de receitas que minha mãe guardava com as antigas receitas que nós fazíamos. Ok, massas, sobremesas, tantas opções...

Talvez algo simples já sirva, porque eu nem sei se terá todos os ingredientes aqui, então...

Após folhear o livro inteiro, decidi pela simplicidade da macarronada com molho branco e de sobremesa uma torta de morangos... Hum, isso já me dá água na boca, duas vezes.

Disso, invadi a cozinha, à procura de todos os ingredientes. Meus pais me perguntaram:

- Hã, Edward, o que você está fazendo? – Meu pai questionou, me olhando de cima, já que eu estava olhando os armários de baixo...

- Procurando uns ingredientes, por quê?

- Ah, é incomum ver você querendo cozinhar, querido. Mas, pelo jeito, a Bella te colocou num bom caminho – Minha mãe sorriu em quanto mexia na panela. – Um homem querendo cozinhar para uma mulher, isso antigamente se chamava amor, sabia? – Ela riu.

- Er, não. Nasci há pouco tempo, lembra? – Comecei a rir.

- Claro, eu estava lá. – Ela me olhou sorrindo.

- Bom, eu já vou deixar tudo separado, e vou acordar cedo para deixar tudo pronto.

- Ok. – Os dois disseram.

- Agora, Edward, venha ajudar a colocar a mesa. – Meu pai falou.

- Está bem.

Disso, arrumei a mesa, e meus pais colocaram o almoço na mesa.

O cheiro parecia incrível, e eu agradecia também por já serem 14:00 horas.

O tempo estava a meu favor? De certo modo, talvez.

...

Demorar tanto naquela cozinha para limpar toda a louça, foi um pouco – ou seja, muito – irritante e entediante.

Após ir ao banheiro, e tudo mais, já estava quase dando 16:00, e eu nem mais sabia o que fazer.

Decidi ler um livro qualquer que estava na mesa. Minha mãe sempre deixava algo que ela achava que combinava com o meu gosto. Sendo o meu gosto nenhum. Dessa vez, o nome era: Um Dia, tinha um casal na capa, se beijando. Isso me fez pensar em Bella e em mim, juntos. Após o baile... Não sei porquê aquela cena de nós dois pipocou dentro da minha cabeça, mas simplesmente apareceu. E eu morria de vontade de voltar a vê-la daquela mesma forma. Ofegante. Sorridente. Para mim. E por mim.

Assim, eu achei que não me mataria ler um pouco, só até me dar sono e eu conseguir dormir, para o dia acabar mais cedo – e bem mais rápido.

...

Já estava na metade do livro, e sentia que aquele relacionamento que a história mesmo construía poderia ser algo que Bella e eu poderíamos, um dia – irônico, o título não? – talvez ter.

Era uma simples amizade que veio do nada. Cada um necessitava do outro em momentos inesperados da vida. Mesmo durante todo o processo de amadurecimento, de crescimento de cada um. E isso foi o que fez com que os dois se aproximassem até o ponto de perceber que não era só amizade, e sim, amor.

...

Não sei em que ponto fez com que meus olhos ficassem pesados. Eu coloquei o livro novamente na mesa, e eu pus minha cabeça no travesseiro, e senti o adormecer passando pelo meu corpo. Amolecendo-me e fazendo com que eu caísse naquela necessidade de sonhar.

Agora, isto era um pouco repetitivo.

Um mesmo corredor, mas dessa vez, o lugar parecia mais amável.

Pude perceber o assoalho de madeira branca, as paredes com papel de parede florido, azul e branco. E atrás de mim, uma grande janela brilhava, a partir da própria intensidade do Sol.

Que lugar era aquele? Nem eu sabia.

E do lugar em que eu estava parado, pude ver um quarto com a porta entreaberta. Teria alguém ali? Ou eu estava sozinho?

Demorei um pouco, por precaução – e medo, talvez, só talvez. – para chegar até o quarto. E mais um pouco também para empurrar a porta que já estava entreaberta. Fechei os olhos, pensando que faria barulho, já que na hora, eu não me precavi pensando que aquilo poderia acontecer...

Por sorte, nenhum som invadiu por aquele quarto.

Após entrar e fechar a porta, e encostar-me nela, pude – finalmente – prestar atenção nos detalhes.

Era uma decoração feminina, com toda a certeza.

Uma janela, com lindas cortinas e abaixo dela, vi almofadas, ou seja, alguém podia simplesmente sentar e apreciar a vista.

Em si, o quarto parecia aqueles dos filmes dos anos 90, simplesmente feminino, clássico e aconchegante.

E quando meus olhos caíram sobre a grande cama de casal que havia ali, pude ver alguém dormindo, ressonando, em paz e lindamente.

Nem sabia quem era, mas me senti necessitado por me aproximar.

Eu não deveria. Eu não deveria, minha mente ficou neste alerta.

Estando praticamente do lado da cama, me agachei a ponto de conseguir ver aquele lindo rosto adormecido.

Será que poderia ser alguém que eu conhecia?

O engraçado era que eu pensei, por um único instante, que seria Bella.

Mas, o perfume daquela garota era mais floral, nada de morangos, e seus cabelos eram negros.

Quem era ela?

Enquanto me sentia pratica e totalmente confortável, ali, ao lado de alguém que eu não conhecia... A porta se abriu e apareceu uma mulher.

Eu tomei susto, porque não demoraria mais de 1 segundo para ela me perceber e também entrar em pânico.

Só que...

Isto não aconteceu. Ela não me viu, e foi em direção da janela, abrindo as cortinas, deixando a luz do Sol entrar.

Assim, a garota ao meu lado começou a despertar.

Ela ia me ver.

Ela tinha que me ver, se não... O que tudo aquilo significaria?

- Reneesme? – A mulher, que estava próxima a janela, arrumando as coisas, olhou para garota.

- Hum? – Ela olhou para mim, só que parecia que seu olhar poderia atravessar-me, e pelo jeito, era literalmente o termo.

Era como se eu não estivesse ali.

- Já está na hora, querida. – A mesma mulher sentou no pé da cama da garota, que pelo jeito se chamava Reneesme, e a olhou carinhosamente. Eu tentava reconhece-la, mas simplesmente nada daquilo fazia sentido.

- Está bem. Cadê a mamãe? – A garota cochava os olhos, e depois bocejou.

- Arrumando a mesa para o café da manhã, pediu para você se arrumar rápido.

- É, eu sei, hoje tudo será corrido. Já estou indo. – Ela disse ainda com a voz baixa e sonolenta.

Não sei o porquê, mas sentia como se eu devesse conhecê-las.

E daí, um impulso de saber quem era a mãe de Reneesme, me tomou. Ela estava na cozinha, era só descer as escadas...

- Papai irá me levar? – A voz de Reneesme veio do banheiro.

- Hoje... Não. Mas, quem sabe amanhã? – A mulher pareceu ser esperançosa, para não decepcionar a garota? Será?

Reneesme nada respondeu. E perguntas me tomavam.

Quem eram elas?

O que eu estava fazendo ali?

Por que ninguém podia me ver?

Quem era a mãe de Reneesme?

E quem era o seu pai?

Qual era o propósito de tudo aquilo?

Muitas perguntas, para zero de respostas.

E como simplesmente não dava para ficar parado ali, ficando de braços cruzados, resolvi descer e achar a cozinha.

E ver se eu conhecia a mãe de Reneesme.

Saí do quarto, ignorando a sensação de ninguém me perceber/ver, mas eu tinha que abrir e depois fechar a porta – sem ao menos que uma delas estranhe... – e perceber que a opção de ser um simples fantasma estava riscada da lista.

A escada era de madeira e os degraus rangiam um pouco, parecia uma casa bem graciosa e ao mesmo tempo já tinha certa idade.

O engraçado daquilo era que aquela casa se encaixava perfeitamente no tipo que eu sempre quis ter. Onde, nela, eu sonhava em construir um futuro para mim, e uma família, uma família feita de amor e felicidade.

Demorou pouco até eu me deparar com uma grande sala de estar, um tanto quanto chique, e quando eu estava para reparar nos detalhes, ouvi certo barulho que deve ter vindo da cozinha, onde a mãe da garota estaria.

Fui passo a passo, mesmo sabendo que ela não me veria, decidi ir devagar, ver se eu conseguiria captar algo familiar, algo que eu conhecia.

Eu consegui vê-la de costas. Ela estava na pia fazendo algo, talvez o suco ou preparando alguma massa.

Só pude sentir o perfume de... Morangos?

Eu estava simplesmente preso naquele momento. Ainda andando por passo por passo, sem querer parar e vê-la de longe. Eu precisava tocá-la, como se fosse algo de vida ou morte.

Percebi os lindos e longos cabelos castanhos, que sob aquele Sol, refletiam um brilho avermelhado, o que me deixavam mais perplexo ainda.

Eu já estava tão perto dela, que podia sentir sua respiração, pausada. Respirando e inspirando.

Vi suas mãos mexendo numa massa que estava ao lado de um pote, que pude perceber a partir do cheiro, cheio de chocolate derretido.

A pele daquela mulher era branca, e parecia ser tão macia...

Que sem perceber, eu levantei minha mão e toquei seu ombro.

Eu pensei que nada ela sentiria. Que eu simplesmente seria ignorado.

Mas, suas mãos pararam de mexer naquela massa. Ela simplesmente ficou tensa.

E ouvi sua respiração acelerando.

Espera. Ela podia me sentir?

Ela limpou as mãos e abaixou a cabeça.

E pude ver que aos poucos ela se virava. Para mim.

Eu esperava que ela me visse.

Que me explicasse tudo aquilo.

Só que no momento que seus olhos me fitaram, de um modo que não sabia dizer se estavam me vendo ou se estavam simplesmente olhando através de mim, eu me vi indo em sua direção.

Eliminando qualquer distância.

Qualquer mísero espaço.

Porque era ela.

Bella.

Mais velha, mais perfeita, mais linda do que nunca.

Seus olhos cor de chocolate começaram a dar indícios que ela iria chorar.

Eu toquei-os de modo que segurasse as lágrimas.

E foi assim que eu percebi que ela não conseguia me ver.

- Bella, amor? – Um homem alto e de cabelos pretos falou.

- Er... Bom Dia, amor. Tudo bem? – Senti seus dedos passarem pelo mesmo caminho que os meus tinham feito para esconder as lágrimas.

- Por que você está assim? – Ele a olhou, e vi que ia se aproximar, então eu me afastei dela.

- Eu só senti... Não sei, eu precisei chorar do nada, e pronto. – Ela o olhou, seus olhos se prendendo nos dele, do mesmo jeito que nós fazíamos.

- Ok, mas saiba disso: Eu – Ele colocou, lentamente, suas mãos no rosto dela. – Estou aqui, para você e por você. Para sempre. Não se esqueça disso, tá? – Ele aproximou o rosto dela e após uns instantes, a beijou.

Eu não estava entendendo aquilo.

Quem era ele?

Por que ele estava com ela? Por que não era eu, ali?

A Bella tinha se casado, tinha tido uma filha, estava vivendo numa casa linda... Onde nós fomos parar?

Como ela conseguiu me sentir? E depois...

Eu sentia uma dor dilacerante crescendo em meu peito. Eu não sabia o que estava acontecendo, só percebi que aquilo era um grande pesadelo.

Eu estava vendo o que era a vida de Bella, sem mim.

Eu estava vendo as consequências de perdê-la. Para sempre.

Por que era isso que eu estava sonhando?

E sem perceber qual a hora para, realmente, se desesperar, eu simplesmente fiquei ali parado. Assistindo eles se beijando.

- Eu acho que já está na hora, não? – Ela sussurrou para ele.

- Sim, tenho muita coisa para fazer hoje, acho que voltarei tarde. Desculpe. – Ele acariciou o rosto de Bella, e eu quis soca-lo.

- De novo? – Ela o olhou, e ele somente balançou a cabeça, afirmando. – Tudo bem, é para o nosso bem, então, eu não farei nada. – Os dois sorriram.

- Eu te vejo à noite, tá? – Ele já estava próximo da porta.

- Claro, já deu bom dia para a Reneesme? – Ela voltou a mexer na massa.

- Sim, o “ânimo” dela para hoje é de matar qualquer um. – Eles riram. – Bom, mas dará tudo certo.

- Sim, vai dar, de alguma maneira – Ela abaixou o tom de sua voz.

- Eu te amo, Bella. – Ele disse já indo embora.

- Eu também. – Ela murmurou.

O que era pior: Bella não conseguir me ver ou ver Bella vivendo toda uma vida diferente, sem qualquer resquício da minha existência?

- Bom dia, mãe! – Reneesme chegou à cozinha e se sentou-se à mesa.

- Bom dia, meu amor, tudo bem com você? – Bella sorriu para ela, e ali eu pude enxergar aquela garota por qual eu me apaixonei.

- Sim, só estou... Com medo. – A menina abaixou a cabeça, deitando-a na mesa.

- Não precisa ter. Você vai conseguir hoje. – Ela se agachou do lado de sua filha, e deu um cafuné.

- Será mesmo? – Podia perceber a voz embargada de Reneesme.

- Eu tenho absoluta certeza! – Bella deu aquele sorriso que eu tanto amava para sua filha.

E eu senti inveja.

Ciúmes.

Elas poderiam ser minhas.

Bella poderia ser minha esposa e Reneesme poderia ser minha filha.

Deveria ser eu aquele cara que beijou a mulher que eu amo, que a confortou num instante atrás.

Eu quero esse futuro.

Eu o desejo. Mais que tudo. Mais que minha própria vida.

E assim, o tempo passou um pouco rápido demais, agora, eram só passagens de Reneesme entrando num ônibus amarelo e Bella dando tchau.

E aí, tudo parou.

Eu a senti tensa, novamente.

Disso, ela começou a andar em direção a algum cômodo daquela casa, e eu somente a segui.

Subimos as escadas, e eu a acompanhei até – o que parecia ser – seu quarto.

Ela se sentou na enorme cama, e eu ao seu lado, ela abriu a gaveta do criado-mudo, e retirou uma pequena caixa.

Pude ver que já estava desgastada, de aparência antiga.

O que tinha lá?

Bella começou a chorar.

Ela retirou uma foto, pelo o que pude perceber, já estava amarelada, um pouco rasgada nos cantos e tinha uma simples frase no verso: “Isto será o nosso para sempre. E eu sempre serei seu.”, o que realmente me assustou foi que eu sabia de quem era aquela letra.

Era minha.

Ansiei em ver a imagem da foto, e quando finalmente ela virou, já com várias lágrimas nos olhos, vi uma imagem de um casal abraçado e se beijando.

O fundo pude reconhecer, era o campus da Yale.

Éramos jovens ali, e eu pude ver o quanto eu a amava. O modo como eu a segurava e dava aquele simples beijo.

- Edward.... Como eu te perdi? – Bella sussurrou, e eu quase pensei que ela podia me ver.

Como assim, ela tinha me perdido?

Não tinha sido eu?

O que tinha acontecido comigo?

- Eu te amei tanto... Tanto... Que eu nunca saberei se amarei assim algum dia, de novo. – Ela dizia limpando as lágrimas dos olhos. – E de alguma forma, eu senti você. Aqui comigo, que besteira, não? – Ela sorriu, e eu estava me apavorando com tudo que ela dizia. – Não tem como sentir alguém que não está mais aq... – Ela abaixou o tom de voz, até se calar.

Será que era isso que eu estava escutando?

Eu tinha... Morrido?

- Edward? Querido?

Alguém me balançava, deveria ser minha mãe, mas aquela sensação fria, horrenda ainda percorria pelo meu corpo.

Eu tinha perdido a Bella.

Eu tinha morrido.

E não, aquilo não tinha sido um sonho.

Foi o pior pesadelo da minha vida.

Notas finais
Bom, deu medo? Eu achei que ficou meio sombrio depois do sonho o capítulo, então me falem se estiver pesado ou bom assim, mesmo ok? Beijos, até o próximo!