Paredário!
1 Capítulo perdido - Linhas Inimigas
Notas iniciais
Agora o tempo era curto. Aproximadamente 30 minutos ou menos... Enfim, não tive tempo para pensar nisso, então vamos ao que interessa.
Falando nisso, eu ouvi uma pequena conversinha do outro lado da porta de ferro gigante.
Falando nisso, eu ouvi uma pequena conversinha do outro lado da porta de ferro gigante.
A rachadura já foi o bastante. Dei um baita coice nela que então desabou e espalhou muita poeira. — *cof cof! Cara, a quanto tempo não limpam isso aqui? 4 anos?! – disse eu saindo com a Nyah no colo. O guarda olhou pra mim e eu olhei pra ele. – Ah! Fala ae! — S-s-sai de perto, aberração!! – Disse ele fugindo logo em seguinda. Já eu, fique pasmo! — ... Que rude... – Falei. Pronto. Ele virou o corredor e soou o alarme. Não demorou muito até os guardas chegarem. A poeira já baixou. Por enquanto. — Ei! Não é a experiência... Qual era o numero mesmo? — Experiência n° 666. — Vixi! É o próprio demônio! – Ele não vira nada... — Não diz besteira! É um experimento fracassado! Não dura nem meio-segundo! – Olha quem fala... Então meu exército de zumbis entrou em cena. Devia ver a cara deles... Pobres humanos... — O-o-o-o que que é aquilo?!?! — Não sei, parece AI MEU DEUS SÃO ZUMBIS!!!! – Bravo...! — C-controlem-se! Zumbis são lentos! Isso vai ser uma mão na massaaaaAAAAHHHHH!!!** ATENÇÃO! DEVIDO AO EXTREMO USO DE SANGUE E DESMEMBRAMENTO, VÃO VAI SER POSSÍVEL ESCREVER ESSA PARTE DO PAREDÁRIO. AO INVÉS DISSO, VOU APRESENTAR UM CONTO PARA CRIANÇAS APARENTEMENTE PACÍFICO. Era uma ou duas vezes, uma garotinha carinhosa chamada Chapeuzinho Vermelho. Um dia ela foi levar comida para a sua avó que morava lá na PQP no meio de um bosque cheio de animais selvagens. Como não havia direitos infantis e a mãe era preguiçosa demais, ela foi sozinha.…HÃ? JÁ ACABOU? TÁ BOM. PERA SÓ MAIS UM POUCO! Então um lobo comeu ela todinha e viveu feliz para sempre. Jogando BASEBAL!! FIMCONTINUEMOS NOSSA INSCRIÇÃO.**Bem, provavelmente já se sabe como terminou. Eu saí vitorioso, claro, mas foi surpreendentemente difícil. Quer dizer, eu tinha que sair de lá, carregando a Nyah inconsciente no colo, controlando uma horda de zumbis contra humanos armados num tipo de asilo para experiências para algum tipo de guerra (?)... Enfim, acho que já deu pra pegar o ritmo.Aquele conflito de antes foi mais trabalhoso de que pensei: A maior parte dos meus zumbis foi dilacerada enquanto a outra parte sumiu na multidão. Eu me encontrei correndo sozinho pelos corredores carregando a maior gata dos mortos no meu colo ainda inconsciente. Não tinha tempo a perder procurando por mais mortos. Tinha que sair de lá o quanto antes, antes que eles soem o alarme. De novo.Corre, corre, corredores e mais corredores, sujeira pós sujeira. Me sentia um rato num experimento de labirinto num laboratório. Sendo que eu ERA um rato, estou num laboratório e isso com certeza era um labirinto. Só duvido que isso seja mais uma experiência. Encontrei-me passando por um corredor familiar: Era aquele que dava acesso à sala de treinamento. Das janelinhas dava pra ver os corredores feitos de vidro ligando o corredor circular onde eu estava a um pilar enorme no centro onde tinha um elevador que levava à sala de treinamento abaixo. Entre nós havia um grande e escuro vazio. Mas chega desse turismo. Tava na hora de sair. Uns dois metros depois circulando o mesmo corredor, eu vi uma cientista desagradavelmente familiar. Nós nos olhamos por um tempo, até eu quebrar o clima:- Então, como vai, doutora? Muito homicídio ultimamente?- Vejo que não mudara em nada, n° 666.- Ei, para com isso. Será que dá pra chamar só pelo nome? Lucas, prazer...?- ... Creio que não seja necessário nem lucrativo ter uma afinidade com um objeto de estudo. – Precisamente meu ponto.- Tudo bem... Entããoo, vai me deixar passar?- O que te faz pensar que eu vou fazer tal insanidade? – Peraí. Mas heim...?!- Eeerrr... Já não é insano ficar no meu caminho, desarmada e insultando minha beleza...?Ela nem parecia se importar. Ela olhou para a Nyah no meu colo.- Isso que está carregando é propriedade deste complexo. Coloque-a onde você a achou. Agora. – WTF?!?- ‘Achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado’! Não é isso que dizem?- Este é meu último aviso. Ou devolva, ou não terei escolha e você será imobilizado e transferido para a área de estudo. — ... heh, ta bom... Além do mais, o que queriam com a Nyah...?- Ta, e se eu disser “não”? O que vai fazer, injetar drogas em mim? Pois eu tenho uma novidade: NÃO FUNCIONA! – Nem cracke, nem coca, nem política.
- ... experiência 2 alfa, apresente-se. – Disse ela. Ouve um silêncio repentino, mas então surgiu uma menina. Aquele de antes que eu vi da cela dormindo num colo de um cientista. Ela estava com uma espécie de colar de metal pequeno com luzes brilhantes em volta parecendo um enfeite de natal. A Menina não estava nem um pouco feliz. Aliás, nem ouso pensar o que ela tava sentindo.A menina de cabelos longos e maltratados que iam até o tornozelo com roupas esfarrapadas como a de um escravo qualquer com aquela coleira maneira havia aparecido do nada nas costas da cientista e me fitava com seus olhos sem foco e roxos. Parecia que não dormia a anos, pois tinha manchas pretas ao redor dos olhos. Parecia que tinha saído de um daqueles filmes de terror que meu pai adorava ver, onde só tinha menininhas com poderes sobrenaturais. Na época eu não gostava muito de garotas.- Heh, ta bom, cê vai me deter com essa menininha aí?! – Falei. Mas acho que nem eu acreditei no que tinha dito ali. Muito fora de foco.- 2 alfa, imobilize n° 666 e traga para estudos. – Disse a cientista antes de ir. A menina nem se moveu.- Ei, você! Não foge não! – Gritei correndo atrás dela. – Desculpe não dá pra brincar de casinha, valeu? – Disse ao passar pela menina. – HEY!A cientista virou o corredor. A menina apareceu na minha frente de novo como se ela estivesse ali o tempo todo. Confuso, eu olhei para trás e vi que ela não estava lá. Estava na minha frente.- Mas heim? — disse olhando de lá pra cá sem entender nada. – desde quanto você estava aí, criança? – Ela não falou nada. — ... Olha, dá pra deixar o tio Lucas passar para pegar aquela loirona grotesca, senão ele vai te jogar na vala naquela janela?Nada.- Ta bom, que não quer cooperar, não atrapalha. – Andei. Algo me parou. Não consegui explicar na hora, mas parece que era problema. Quando olhei para a menina, vi algo diferente. Desta vez, ela estava olhando pra mim, seus olhos estavam mostrando um roxo reluzente, o que significava uma coisa: PROBLEMA!!Ela me jogou junto com a Nyah (só com a força do pensamento!) na parede do corredor e depois pela janela. Eu quase desmaiei do impacto. Mas eu poda dormir. Não enquanto a Nyah estivesse em perigo. Ela caía longe de mim. Fora jogada bem longe, e se eu não fizesse nada, ela iria cair na escuridão!Eu pousei num corredor de vidro que rachou sob meus pés, peguei a Lucy que fora jogada junto comigo, corri para a parede. Depois, finquei a Lucy na parede de ferro e com um impulso dos grandes, comecei a correr pela parede. Literalmente! Então com a Nyah caindo, eu me impulsionei da parede com um pulo e a agarrei. Felizmente, caímos num corredor de vidro abaixo. Infelizmente ele quebrou. Felizmente, foi só a parte de cima.- Uau, eu não sabia que podia fazer isso... Legal, sou o Homem-Aranha!!! – Disse contente comigo mesmo, mas isso não durou muito. A menina apareceu no fim do corredor, como, como... Teleporte..?Não tinha tempo. Pulei com minhas duas garotas por cima do corredor e corri feito desesperado. Por sorte, havia uma janela na minha frente, onde eu podia passar. Eu a quebrei numa voadora e corri pelo corredor a procura de um elevador. Agora sei por que meu pai adorava ver esses filmes.Ahn, onde eu estava? Ah sim. Estava correndo, correndo, correndo enquanto procuro um meio de escapar daquela garotinha psicótica. Por sorte eu não me canso. Caso contrário já estaria perdido a alguns metros atrás. A menina já parecia ter me perdido, já que ela não apareceu mais. Olhava pra trás a cada cinco minutos. Os corredores naquele setor eram idênticos! Não podia dizer se estava salvo ou não. Onde estão os zumbis quando se precisa deles? Havia câmeras por todos os lados, todas focadas em mim, como se estivessem calculando meus movimentos. Mas ninguém perceberia isso enquanto corre por sua vida, não é mesmo? Ou morte no meu caso e o da Nyah.Depois de tanto correr havia uma cruzada na minha frente. Decidi seguir em frente. A endiabrada daquela menina apareceu na minha frente. Voltei. Ela tava lá. Leste. Também.- Porra, decida-se logo!! – Disse eu puto da vida. Qual é? Ficar encurralado irrita qualquer um!Ela me jogou num instante pelo único corredor que sobrou. Fui sendo arrastado pelo corredor até bater numa porta de ferro. Cuspi muito sangue. Se continuar perdendo sangue daquele jeito, não ia ter muito de mim para contar essa história. Nyah já estava acordando. Ruim, ruim. Quer dizer que meus lacaios estão no limite. Os minutos estavam contados. Muito pouco tempo até sair. E ainda tenho uma paranormal no meu calcanhar.-Hehe. – Eu disse para Nyah. – Parece que é um sonho sair daqui, não é?- Nya... – Disse Nyah um pouco atordoada.Levantei a cabeça. A menina apareceu na minha frente em pé e olhando pra mim. Nos olhamos por alguns momentos até eu quebrar o silêncio.- O que está esperando? Um bonde? Acaba logo com isso. – Disse já desistindo.- Quer ser meu amigo?-Mas heim? – Ok, isso não estava nos meus planos. Ela disse “amigos”?Ficamos mais alguns segundos nos olhando. Ela me fitava fixamente como uma leoa na caça de tão sério e eu parecia mais um cachorro de orelha levantada. A palavra “amigos” nunca fora dirigida a mim nem quando eu era vivo. De certa forma eu odeio essa palavra mas, vindo de uma menininha? Aí já era demais. Se isso fosse armado, eu largaria o roteiro na hora!- Eeerr... Isso parece meio delicado... – Mas aí pensei mais um pouco. – MAS, já que você insiste...- Então, você volta pra me buscar? – Disse ela. Ou era telepatia ou sua boca se movia rápido demais. Não sabia dizer. Parecia ter uma “interferência no sinal”. A câmera mais próxima não se movia, então não estava funcionando, o que quer dizer que estava tudo bem se eu dissesse:- Tudo bem, prometo visitar de vez em quanto. – Como eu queria ter mentido nessa hora. Agora tenho 3 garotas para tomar conta. Ela, Nyah, e Lucy!Ela levantou eu e a Nyah contra a porta de ferro.- Eeerrr... Foi alguma coisa que eu disse...?! – Disse sendo esganado. Fala sério...Eu e Nyah fosso jogados pelo portão que se arrebentou nas nossas costas. Acabei batendo numa outra parede e Nyah caiu no meu colo.- É, definitivamente foi alguma coisa que eu disse. – Olhei para o canto direito superior e vi um painel ao lado de uma outra porta: Um elevador. – Ulalá... – Digo.Chamei o elevador. Ele demorou um pouco para aparecer. Quando a porta abriu, apareceram umas figuras estranhas, porém familiares.- Oh céus, ZUMBIS!! Quer dizer, Oba!! ZUMBIS!!Eu, Nyah, Lucy e o resto subimos o elevador até o último andar. Última parada, liberdade.
Notas finais
UHUUUUUUUU!
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