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Fria e leve, respingou no concreto quente e se misturou ao mormaço do meio-dia.

A lágrima de sua amada, amada essa que, quebrada em cacos, Dália outrora jurara juntar todos e cravá-los em sua própria carne.

Dália abriu um sorriso de consolo tão bem ensaiado que quase escondia o absurdo de não se lembrar o nome da amada. Mas o que era um nome, ante o esforço e desespero que Dália carregara por tantos anos?

O nome não importava.

Só que diante das lágrimas Dália se deu conta de que se preocupou tanto em juntar todos os pedaços que, depois de conseguir, ela não se lembrava do porquê os juntou em primeiro lugar.

De que valia o esforço, sem um nome? De que adiantavam os crimes cometidos sem o altruísmo do amor para justificá-los? De que adiantava, sem ter alguém para culpar?

A lágrima caiu, seguida de outra e outra e mais outra.

É.

Sem um nome é apenas um punhado de lágrimas sem importância derramadas por alguém ainda mais sem importância.

Notas finais
Basicamente o mesmo acontecimento do capítulo anterior, mas contado de forma diferente. Não consegui decidir qual era meu preferido, então cá estão os dois. Qual vocês preferem?