Paredes de ar
7 Canção das sereias
Brilhante e pálido azul, acaricia a pele, lava os cabelos, oculta dos olhos a forma sólida das coisas e tinge, de turquesa, cada pedaço de seu ser.
As carícias da água a deixam extasiada, a canção das sereias lhe rouba os ouvidos, o frio da água se parece com o calor de um abraço. Deixa-se afundar, a vida se dispersando com as ondas suaves, suas amigas, suas companheiras da vida. Finalmente será abraçada pelos mares, beijada pelos peixes; se tornará uma sereia, como aquelas deusas que a encantavam na infância. O mar será sua casa, seu lar, seu mundo.
Nas água geladas, sob os raios do sol que lhe são azuis, e tudo é azul, ela se deixa libertar da terra para, pela eternidade, se aprisionar aos mares.
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