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Paredes Sujas





Impregnada pela mesmice

Da minha vida apagada,

Do meu amor desprezado,

da auto-estima esquecida.


No quarto com paredes sujas

Me escondi de todos.

Sufocando a dor que me atormenta,

Escondendo a paixão que me consome.


Adoentada de mim mesma

Sou assustada por meus sentimentos,

Pela loucura diária,

Pela esperança há anos perdida.


O raiar do dia me incomoda,

Sobrevivo melhor nas sombras.

Das prisões de minha alma

Todo o colorido foi sugado.


Agonizo amortecida

Em meio aos velhos lençóis.

Olhos fixos na porta de entrada.

Selada, lacrada, sempre trancada.


Amargura profana e inútil.

Sentenciada ao abandono, aceito a punição.

Ele partiu, caminhando com passos largos

Com uma ousadia libertadora.


Só restou o fracasso?

Não!

Existe desespero e tristeza.

Raiva e derrotismo.

Angústia e melancolia.


Lágrimas não vertem.

Gritos não ecoam.

O tempo... carrasco se tornou

E o desamor em meu peito se solidificou.

Notas finais
Obrigada por lerem.
Deixem seus comentários, suas críticas.
bj.
Fênix
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!