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12 Capitulo 12


Notas iniciais
Oi pessoas! Demorei muito? Vocês me fazem muito feliz com os comentários, então muito obrigada pelas respostas de vocês! Dessa vez é um capitulo narrado pelo Rick. Então, sem enrolar muito, aí está! E o capitulo é gigante, mas acho que isso vocês já estão se acostumando, né?!

Eu gostei de ter ido à festa do Rayn, o cara é legal, um pouco dramático e certinho demais, ainda sim um cara legal. A irmã dele que não é muito certa da cabeça e eu até que achei Karen linda à primeira vista, porém com menos de dois minutos de conversa a doida me ofereceu drogas e eu soube o porque que Ryan tem tanta dor de cabeça com a irmã, coitado! Kate sumiu do meu lado e quando a encontrei estava quase agarrada a um garoto com uma tatuagem muito falsa na nuca, que droga era aquilo?! Tatuagem de chiclete?! E como a Beckett me deixa sozinho com aquela doida e simplesmente esquece que me trouxe a uma festa que não tem ninguém conhecido, pra ficar de papinho com um garoto que usa tatuagem de chiclete?! Isso não é ciúme, a questão não é essa, o problema é a falta de educação dela! Como alguém leva uma pessoa em uma festa que não conhece ninguém e simplesmente some?!

—O que?—Fui desperto dos meus pensamentos por uma Beckett completamente confusa me olhando, sentada ao meu lado no banco de trás do táxi.

—O quê o que?

—Você disse algo sobre "não conhecer ninguém e simplesmente some". O que isso quer dizer?—Eu disse isso em voz alta? Como não percebi? Droga!

—Eu não disse nada!

—Lógico que disse! Quem sumiu? —Ela se acomodou mais no banco do táxi esperando pela minha resposta, dando a entender que não iria desistir enquanto eu não respondesse. E eu só queria que aquele táxi chegasse logo à casa dos pais dela!

Você sumiu! Me deixou sozinho em um lugar que eu não conhecia ninguém pra ficar de papo com o garoto da tatuagem de chiclete! –Me surpreendi comigo mesmo assim que disse tudo isso, mas tudo simplesmente saiu da minha boca sem ao menos eu pensar nas consequências disso. E lá estavam as consequências, Beckett estava com aquele sorrisinho debochado na boca e os olhos brilhando de satisfação. Era tudo o que eu precisava, com o ego que ela tem, achar que tudo isso é ciúme!

—Sabia que quando você fica com ciúme, seus olhos ficam um pouco mais escuros e você parece um cachorrinho abandonado?É fofo! —Ela riu, um sorriso que me desconcertou, fazendo desviar os olhos, fingindo impaciência, sentindo meu rosto esquentar, um arrepio percorrer meu corpo e o coração acelerar como se eu estivesse à beira de um precipício. E talvez eu esteja mesmo....

Isso não tem nada a ver com ciúme!Era uma festa onde você era a convidada e eu não conhecia ninguém...

—Isso não é verdade, eu conhecia o mesmo numero de pessoas que você naquela festa e você não estava sozinho, tinha a Karen lá. Ela me pareceu uma ótima companhia... –O tom foi de pura ironia, acompanhado de um revirar de olhos cheio de desdém. Eu me ajeitei no banco ficando na mesma posição que ela, assim ficamos de frente um para o outro. Queria ter a completa visão desse momento de gloria!

Isso me pareceu ciúmes, senhorita Beckett?! Sabia que quando você fica com ciúme, seus olhos ficam um pouco mais escuros e tem uma ruguinha de raiva no meio da sua testa? É fofo! –Reproduzi o mesmo sorriso debochado que ela me ofereceu a pouco, porem ao contrario de mim, ela não desviou os olhos dos meus. Continuou com os grandes olhos esverdeados fixos nos meus, e com uma expressão no rosto que eu não conseguia definir o que era, acabando com qualquer mínima intenção de deboche que eu poderia ter sobre o assunto, que no momento eu não me lembrava o que era. Me sentia hipnotizado e sem ao menos perceber, meu corpo se aproximava dela...

—Em qual das casas moça?—O motorista parou o táxi, fazendo com que eu me afastasse dela um pouco constrangido pelo o que poderia ter acontecido se ele não se manifestasse. Ajeitei o cabelo, fingindo uma pequena tosse, olhando pela janela alguns muros da cidade, que agora pareciam ter se tornado interessantíssimo.

—A terceira à esquerda, por favor! –O carro voltou a se mover lentamente, e eu a olhei pelo canto dos olhos, enquanto ela parecia muito concentrada em guiar o taxista até a casa dos Beckett. —Essa mesmo! –O táxi voltou a parar e Kate colocou a mão no bolso, estendendo o dinheiro ao motorista.

—Não, dessa vez eu pago! –Coloquei a mão nos bolsos, procurando alguns trocados que eu tinha.

Não, eu pago! Até porque quem pagou da outra vez foi Lanie e não eu. Então...

—Por isso mesmo, eu mal conheço sua amiga e ela já paga o táxi?! Dessa vez eu pago pela corrida. –Falei com firmeza tirando o dinheiro do bolso e estendendo para o motorista, que iria pegar o pagamento se não fosse por Beckett segurar meu pulso.

E o quê que tem ela ou eu pagar pela corrida? Você é um machista Richard Rodgers!

—O que?! Machista?

—É isso mesmo que você ouviu! Agora fica quietinho aí que o mundo mudou e mulheres são independentes, podemos dominar o mundo! –Ela empinou o nariz, cheia de si, estendendo a nota de cem dólares ao motorista. Peguei a nota da mão dela, deixando o motorista com as mãos vazias mais uma vez.

De onde você tira essas coisas?! De alguma musica da Beyoncé?!Machista, eu? Você é completamente louca! Eu posso pagar minhas contas e não preciso de nenhuma ajuda pra isso... –Estendi as minhas notas, um pouco amassadas, mas eram fruto do meu trabalho. O motorista estendeu a mão, esperançoso para receber, e antes que isso pudesse acontecer Beckett arrancou as notas da minha mão, com a mesma ruga de raiva saltando no meio da testa.

—Para de ser orgulhoso, você é mais teimoso que uma mula! Que droga Rodgers...

—Me devolve o meu dinheiro!

—Não! Primeiro VOCÊ devolve o meu. –Ela colocou as mãos atrás das costas, me desafiando.

Eu não vou devolver nada, enquanto você não me dar o meu dinheiro! –Fiz o mesmo que ela, escondendo uma das mãos com a nota de cem atrás das costas. Me sentia infantil fazendo isso, mas não podia evitar, ela me irrita!

—Que tal... VOCÊS ME DEREM LOGO O MEU DINHEIRO E DEREM O FORA DO MEU TÁXI!! –Motorista gritou impaciente, assustando nós dois. Estendemos nossas mãos ao mesmo tempo, entregando todas as notas que estavam conosco.

—Muito obrigado!—Ele falou voltando ao estado normal, nos entregando o troco. Beckett e eu saímos do táxi apressados, não acho que seja uma boa ideia estressar o homem novamente!

—Acho que é bom não pegamos esse táxi novamente...

—É... –Me limitei a responder vendo o carro sair em disparada, enquanto Beckett abria a porta da sua casa.

Entra.. –Escutei ela dizer, me dando espaço para que entrasse. A casa parecia vazia e torci para que fosse apenas impressão e que os pais da Kate estivessem lá. Precisava muito falar com eles, a ansiedade me consumia por noticias. —MÃEE!! PAII!!

—Katherine Beckett, porque toda essa gritaria?! Quer me matar menina... Seu pai está trabalhando! –Johanna apareceu na sala nada feliz, com um livro na mão.

Desculpe, é que achei que estaria no quarto... -Deu um beijo na mãe, tentando amolecer a advogada o que parece não ter funcionado.

— O que faz em casa uma hora dessas? Não era pra senhorita está na escola? Foi suspensa de novo Katherine Houghton Beckett? –Kate foi para o meu lado se encolhendo e eu segurei o riso.

Não entendo porque eu não posso aparecer aqui mais cedo e logo sou acusada injustamente desse jeito! Eu apenas fui liberada mais cedo..

—Nem adianta fazer essa carinha de menina inocente que eu conheço você! O que aconteceu Richard? -Ela se aproximou de mim com as mãos na cintura e um olhar ameaçador, que me fez suar frio.

—Não cai nessa... –Beckett sussurrou ao meu lado e eu não sei se consigo fazer isso, me sinto realmente ameaçado!

Fala Rodgers! –Dona Johanna se aproximou mais ainda e eu engoli a seco. Não sou bom em aguentar pressão por muito tempo!

Fomos em uma festa de boas vindas do Ryan e matamos aula com Lanie e o namorado dela, eles me convenceram, eu não ia. Juro! –Falei de uma só vez, Kate me deu um beliscão no meu braço e se jogou emburrada no sofá.

—Sabia!

—Eu só fui porque Ryan convidou e todo mundo estava aqui mãe, que tipo de amiga eu seria? Você me deu uma educação diferente...

— Katherine Houghton Beckett...

—Tudo bem.. tudo bem! Depois falamos sobre isso agora Rodgers veio aqui porque quer saber se você e o papai tem alguma novidade sobre o caso dele?

—É senhora Beckett.. eu sei que vocês não tiveram muito tempo pra fazer as devidas investigações, mas é que eu queria saber e...

—Tudo bem filho, eu entendi –Ela tinha o mesmo olhar de compreensão que Kate tinha mais cedo. Eu sei que pareço um pouco desesperado e não quero criar expectativas, mas é que qualquer coisa já me faria ter algo que a muito tempo eu não tenho, esperança! –Senta, vamos conversar um pouco. –Eu fiz o que ela disse, e me sentei ao lado da Kate.

—Fiz algumas investigações sobre o Chad com alguns amigos de confiança da policia e um deles, que devia alguns favores a Jim, disse a ele que a uns vinte anos atrás um cara com as características do Chad, chegou a Connecticut e depois de três meses na cidade, matou três pessoas. Duas mulheres e uma criança! —Meu coração parecia que ia parar a qualquer momento, minha respiração estava ofegante, e eu queimava de raiva. Senti a mão da Beckett repousar em cima da minha e só então notei que minhas mãos estavam fechadas com força, o toque dela me fez relaxar os músculos e abrir a mão. –Eu sei que é difícil ouvir tudo isso, sabendo que um monstro desse vivia sobre o mesmo teto que você e sua mãe, mas isso é a oportunidade que queríamos para fazer justiça e colocar esse desgraçado na cadeia!

—Como assim? –Minha ansiedade era notável, eu não conseguia me controlar, porem me sentia mais calmo, e isso talvez se deva a Beckett que não largava a minha mão.

—Homicídio não tem prescrição em Connecticut, e se conseguirmos provar que Chad é o assassino dessa cidade, vai ser apenas a ponta do iceberg! Vamos recolher todas as provas necessárias, mas ele não escapa.

—Minha mãe não é incrível! –Beckett sussurrou alto o suficiente para que eu e mãe dela ouvissem. Só consegui acenar com a cabeça, concordando. Ainda continuava extasiado com a visão de Chad na cadeia, longe da minha família, pagando por todas as barbaridades que ele cometeu na sua vida miserável!

—Não pense que eu esqueci a festinha Katherine! –Beckett suspirou, murmurando qualquer coisa ao meu lado, eu tive que rir do jeito de criança birrenta dela. Mas apesar de está feliz pela luz no fim do túnel, ainda tinha algo que eu não ouvi e que veio a minha mente.

—E sobre Lazarus? Alguma coisa sobre isso? –Eu não sei o quê aconteceu, mas a feição da senhora Beckett mudou. Ela ficou séria, séria demais! Algo me disse que aquele nome não era boa coisa e se Chad era um problema, aquele nome misterioso poderia se tornar um problema ainda maior!

Notas finais
E aí, o que vocês acharam? Alguém tem alguma reclamação sobre o tamanho dos capítulos? Pode reclamar também gente, eu não mordo, mas sejam gentis, tá?! Bjos e HAPPY CASTLE MONDAY!!!