Notas iniciais
É pessoinhas, aí está o último capítulo. Queria agradecer muito a todos os meus leitores, que me incentivaram a continuar escrevendo com seus reviews fofos. Vocês são demais, e embora eu esteja meio sem tempo, eu já tenho ideia pra outra fic que pode demorar pra aparecer. É.
Enfim, vocês são lindos, e eu realmente espero que gostem do último capítulo que finalmente tem orange.. Eu acho que não me saí muito bem nesse, mas eu espero que gostem de verdade e até a próxima.

- Mãe! — Eu gritei assim que entrei em casa, batendo a porta de entrada.

Ela não respondeu.

- Mãe! — Gritei novamente, dessa vez mais impaciente.

- O que Ágata? Eu estou aqui! — Ela respondeu da cozinha e praticamente corri até ela.

- Porque nunca me disse que era amiga dos Lightwood? — Quando minha mãe ouviu a pergunta, toda a cor sumiu de seu rosto.

- Ágata..

- Porque não gosta que eu veja Alice? — Eu perguntei em seguida.

- Isso é complicado.

- Não, não é. Seja lá o que tenha acontecido entre você e a mãe de Alice, não é motivo pra não me deixar vê-la!

A expressão da minha mãe mudou novamente, susto.

- O que sabe sobre Frankie?

Deus, foi como um estalo e eu havia entendido, só pelo modo de como ela havia pronunciado "Frankie".

"Você sabia, que alguns estudiosos, acham que a sexualidade é definida pela genética?"

A voz da Srta. Sophia ressou em minha cabeça.

- Você a amava. — As palavras sairam como um sussurro.

Não havia sangue mais circulando em minha mãe, ela estava tão pálida.

- Isso não,

- Meu Deus mãe! — Gritei.

- Ágata, por favor, você não sabe o que está dizendo.. — Ela começou tentando me alcançar com sua mão. Eu me afastei dela.

- Você amava a mãe de Alice, ela não quis ficar com você e é por isso que odeia Alice.

Tudo fazia tanto sentido.

- Ela quis ficar comigo. — Minha mãe sussurrou e pensei que ela estava chorando. Eu não conseguia acreditar no que eu estava ouvindo.

- Mas ela não prestava, assim como a cria dela não presta. Por isso tem que ficar longe dela.

Fiquei tonta, não acredito que minha mãe admitiu aquilo pra mim. Simplesmente não conseguia acreditar.

- Não sabe nada sobre Alice! Nem mesmo sobre a mãe dela você devia saber!

- Eu sabia tudo. — Minha mãe gritou.

- Não! Não sabia. Você nem procurou saber. — A mãe de Alice sofria os mesmos abusos que Alice sofria agora. E nunca ninguém soube.

- Não é minha culpa se nem sequer tentou, lutou pra dar certo.

- Lutar Ágata? Isso não é uma das comédias românticas que você assiste. É a vida real.

- Você foi covarde! Você é covarde.

- Eu não sou. Frankie foi covarde, ela disse que a garota precisava de um pai. — Eu ri, não por ter achado graça, e sim porque minha mãe não sabia nem metade do que acontecia.

Alice teve um pai. E nenhuma mãe ía querer aquele homem como pai de sua filha.

- Mãe, como pode ser tão burra?

- Ágata, é melhor tomar cuidado como fala comigo. — Ela avisou.

- Ou o que? — Desafiei e ela ficou quieta.

- Foi o que eu pensei.

- Ágata! Ainda sou sua mãe e me deve respeito! — Ela gritou.

- Não pode me afastar dela só porque o seu relacionamento fracassou! — Elevei minha voz, para que minha mãe entendesse bem o recado.

- Porque você a odeia?

Minha mãe desviou seus olhos de mim, secando uma lágrima.

- Eu vejo Frankie naquela garota. — Sussurrou ela em seguida. Eu não conseguia assimilar aquilo, embora tudo fizesse sentido. Era como se toda minha vida tivesse sido baseada em mentiras.

- E o papai? — Perguntei. Minha mãe voltou a me olhar.

- Enganou ele todos esses anos?

- Eu amo seu pai.

- Como amava Frankie?

- Existem vários tipos de amor. — Minha mãe disse.

- Ora, francamente. — Eu a deixei sozinha na cozinha e sai de casa, ignorando qualquer coisa que minha mãe tenha gritado pra mim. Parecia que minha cabeça ía explodir, minha mãe, meu pai, Alice, Frankie. Nada fazia sentido ao mesmo tempo que tudo fazia sentido.

Mas na verdade, a única coisa que me parecia realmente razoavel, era encontrar Alice agora.

Era tudo o que eu precisava.

Eu iria até ela, iria resgata-la daquela casa se preciso.

Tomei um táxi e dei o endereço de Alice, eu sentia calafrios só de pensar em chegar perto daquela casa novamente.

Felizmente, eu não precisei.

- Ei, pare aqui fazendo favor. — Disse ao motorista no momento em que vi Alice em frente a uma casa com Adrian em seus braços.

Sai do carro pagando o motorista. Não me aproximei de Alice ainda, só observei o fato de como sempre ela parecer tão linda. Como sempre, Alice era linda.

Ela quase parecia brilhar.

Beijou o topo da cabeça de seu irmão que em seguida correu pra dentro da casa.

Por alguma razão, eu fiquei em silêncio, não queria interromper aquele momento, que Alice olhava o irmão correr para longe dela.

Até que finalmente, ela se virou pra mim, descobrindo minha presença.

- Alguma vez eu já disse o quão linda você é? — Perguntei fazendo-a sorrir.

- Não, eu me lembraria se tivesse dito. — Respondeu ela colocando uma mecha de seu cabelo avermelhado atrás de sua orelha e se aproximou de mim.

- Você é linda.

Alice sorriu novamente, não parecia tão machucada como no dia anterior, embora houvesse uma marca fraca envolta de seu olho esquerdo, ela devia estar escondendo a marca com maquiagem. Alice tocou meu rosto e eu toquei sua mão e a beijei, sem me importar onde estávamos ou quem pudesse ver, eu estava com saudades.

E foi como o primeiro beijo, meu coração acelerou assim que meus lábios tocaram os dela, era sempre tão perfeito beijar Alice, tudo combinava perfeitamente, a pressão que os lábios de Alice faziam nos meus, o gosto de sua língua, era tudo tão certo que parecia errado todos os outros beijos que eu tive na vida.

Era errado qualquer coisa que não fosse com Alice.

- Minha garota. — Sussurrou ela após o beijo, minha testa estava apoiada na sua, eu não falei nada só porque estava sem folêgo.

- Me leva pra casa?

- Claro, — Respondeu Alice roubando-me um selinho.

Entendam, eu não queria me afastar dela, só queria que ela fosse pra casa comigo. E foi o que ela fez, parecia que fazia anos que eu não andava no carro de Alice e puxa, eu tinha sentido saudades. Do modo como ela estava sempre correndo, de nossos dedos entrelaçados, dos olhares que ela me enviava. Ficarmos em silêncio, como sempre ficamos.

- Entregue. — Ela disse quando chegou a frente de minha casa. Eu sorri.

- Vem.

- O que? — Perguntou-me ela com uma ruga se formando na testa.

- Vem logo. — Eu disse saindo da carro e ela fez o mesmo.

- Não acho que seja uma boa idéia. Sua mãe..

- Ah, fica quieta. — Mandei com um sorriso puxando-a pela mão até minha casa.

- Ágata? — Minha mãe perguntou por mim no momento em que ouviu a porta se fechando.

- Eu não devia estar aqui.. — Alice sussurrou perto de meu ouvido.

- Relaxe. — Eu disse e minha mãe se juntou a nós, havia algo diferente em seu olhar quando viu Alice ao meu lado.

Ela respirou fundo, como se estivesse tomando coragem pra algo.

- Olá Alice. — Ela disse e Alice me olhou surpresa como se quisesse uma explicação, mas eu estava tão surpresa quanto ela, minha mãe sempre fora agressiva com Alice e pensei que depois de nossa conversa isso só iria piorar.

- Olá sra. Jensen. — Alice respondeu com a voz baixa. Ok, aquilo era muito estranho e constrangedor.

- Tá bom.. — Eu disse. — Vamos. — Voltei a puxar Alice pela mão até meu quarto.

Alice entrou e eu tranquei a porta em seguida. Acendi a luz do quarto, só pra ver Alice sentada em minha cama com um sorriso.

- Ok, quem é aquela e o que aconteceu com a sua mãe? — Eu ri, aproximando-me dela.

- Tivemos uma conversa. — Eu respondi, tocando seus cabelos.

- Sobre mim? — Eu sorri, olhando naqueles olhos claros que pareciam ver minha alma.

- Por que eu conversaria com alguém sobre você? — Brinquei e ela sorriu, baixando seu olhar, começou tocando a ponta de seus dedos em minha perna, um pouco abaixo de meu joelho. Arrepiei-me de imediato.

- Porque você não consegue mais ficar sem mim.. — Sussurrou, seus dedos subindo por minha pele, até minha coxa. E ficou de pé, tocando a minha cintura.

Subiu mais os dedos até minha barriga, tocando-me por debaixo de minha blusa.

- Porque você me deixa te tocar como eu quiser.. — Fiquei em silêncio, estava gostando do modo como ela me tocava, mas estava um tanto quanto assustada, eu sabia onde isso ía parar e não sabia o que fazer.

Alice retirou minha blusa e beijou meu pescoço, meus olhos se fecharam involuntáriamente.

Juntou seu corpo ao meu e Deus, como era bom sentir o calor do corpo dela junto a mim, e era isso, eu só precisava de mais disso. Acho que por isso eu tomei coragem para toca-la.

Puxei a camisa dela e Alice me ajudou a tira-la.

Alice me guiou até que eu deitasse em minha cama e ficou por cima de mim.

- Porque você me ama.. — Continuou ela, levando sua mão até o fecho de meu sutiã, fazendo eu erguer um pouco meu corpo para que ela conseguisse abri-lo e foi o que ela fez.

Achei que em sentiria envergonhada, mas não. Aquilo me parecia normal, me parecia certo.

- E vai tirar vantagem disso? — Perguntei a ela que me enviou um sorriso malicioso.

- Porque pensa isso de mim?

Seus lábios desciam de meu pescoço até meus seios, me fazendo suspirar de excitação, a ponta de sua língua tocou meu mamilo direito, circulando-o lentamente, deixando-o rígido, e deixando-me mais excitada. Fez a mesma coisa no outro e olhou-me com um sorriso travesso, soprando suavemente meus seios, onde ela tinha umidecido, o ar frio em minha pele causou-me uma sensação indescritivel. Que só me fez quere-la ainda mais.

Chupou meus seios com delicadeza e calma, fazendo-me soltar um baixo gemido. Em seguida, desceu com sua língua por meu torso com calma e se livrou do resto de minha roupa.

Deixando-me apenas de calcinha a sua frente, tocou o interior de minhas coxas com suas mãos, abrindo-as até que ficasse entre elas. Tocou meu sexo com dois de seus dedos, deslizando-os pelo tecido.

Ela estava me fazendo sofrer por antecipação. Tocou sua língua no interior de minha coxa direita, e sugou minha pele, aquilo provavelmente deixaria uma marca e era o que eu mais queria no momento, ficar com marcas de Alice.

Até o momento em que seus dedos tocaram o tecido de minha calcinha e sua língua começou a passear por minha virilha. Que droga, ela tinha mesmo que parar de me torturar.

Sua língua deslizou por todo meu sexo, mesmo que por cima do tecido um tanto fino de minha calcinha.

Tenho que dizer o quanto aquilo me excitou?

Ela me tocou como nunca ninguém tocou antes, e como ninguém nunca mais tocaria. Eu nem ao menos notei que estava precionando meus dentes em meu lábio inferior de excitação. Eu estava completamente molhada.

Se livrou de minha calcinha e com a ponta de sua língua precionou meu clitóris, apertei os lençois com força soltando um alto gemido.

- Alice..

Parecia ser o que ela queria ouvir, começou a circular lentamente meu clitóris, alternando entre lambidas e chupões deixando-me louca, meus dedos se entrelaçaram aos cabelos dela com força como eu fazia com os lençois. Fechando meus olhos, apenas querendo mais do que Alice me fazia. Talvez até mesmo minha mãe me podia ouvir gemendo, a olhei, ela sorria, estava se divertindo tanto quanto eu.

Tocou minha entrada com seu dedo indicador, esfregava lentamente e com leveza como se para me torturar. Até o momento que adentrou-me com seu dedo, doeu, nada demais. Só um pouco, mas foi substituido por uma nova onda de prazer no momento em que ela começou a chupar meu clitóris demoradamente.

Eu não tinha mais forças para conseguir controlar meus gemidos, ela me fazia gemer, com aquele louco prazer que me proporcionava, apertava seus cabelos e os lençois cada vez mais forte, isso porque eu estava cada vez mais perto.

Alice não parou de tocar-me, introduzindo agora dois de seus dedos agora em mim, e voltou a doer de uma forma gostosa, fazendo-me chegar ao meu ápice de prazer.

Acho que dessa vez o gemido foi tão alto que toda a vizinhança pode ouvir.

Alice notou é claro e olhou pra mim com aquele sorriso travesso, engatinhou de volta pra cima de mim e roçou seus lábios lentamente em meus seios.

- Eu te amo, Águi. — Alice sussurrou olhando pra mim, toquei seus cabelos acariciando-os, nunca pensei que me sentiria tão feliz ao ouvir isso de alguém. Parecia que eu ía explodir de tanta felicidade e mesmo que tudo a nossa volta estivesse errado, nós duas estávamos certas.

Como um refúgio, porque tudo podia estar um caos lá fora, mas Alice sempre seria a minha paz.

E talvez tenha sido por isso que nunca tenhamos feito nada antes, porque antes teria sido errado, mas agora, erámos certas, pertenciamos uma a outra.

Eu amava Alice e Alice me amava. E juntas poderiamos vencer uma batalha por dia.

Apenas porque Alice era quem me deixava forte.

E ela era tudo o que eu precisava.

Notas finais
Ok, ok. Eu sei que nem todo mundo vai gostar desse fim, afinal, eu não resolvi o problema da Alice, mas eu só queria mostrar que as vezes a vida pode ser bem injusta, então não fiquem bravos comigo vai..