Notas iniciais
Ok.. Eu sei que demorei tipo, anos, pra postar esse capítulo. Eu estava sofrendo um terrível bloqueio criativo, aliás, nem sei se pode chamar de bloqueio criativo, pois eu estava tendo idéias para outras histórias e não conseguia escrever sequer uma frase pra essa. Tanto que agora, tenho três fics do ar. Duas nessa conta e uma em outra que eu fiz, porque, porque sim. E outra coisa, duas vezes, aconteceu de eu ter perdido tudo o que eu tinha escrito. Os agentes do destino não estão do meu lado.
Mas enfim, eu por fim consegui escrever.

Aquilo tinha me pego de surpresa. Ok, eu nem ao menos esperava por isso. Louco e repentido, e mesmo assim me parecia totalmente razoavel e até mesmo convidativo. Aquilo era incrível, era realmente o que eu queria. Alice pra mim. Ela seria minha.


– Eu sei que é muito cedo.. Quer dizer, nos conhecemos ontem, mas, é, não sei, te conheço a dois dias mas.. Nossa, parece que te conheço a anos, e eu me sinto tão diferente em relação a você, eu só quero ficar perto de você e só me sinto bem ao seu lado, não sei, eu nunca senti isso, mas acho que é assim que as pessoas se sentem quando estão apaixonadas.. — Ela falou apressadamente. Em seu tom de explicação e acho que de desculpas. Como se estivesse com medo de minha resposta.


– Sim. — Eu apenas respondi e ela pareceu surpresa. Como se não entendesse minha resposta.


– Eu também quero ficar com você. — Um sorriso se formou em seus lábios. Eu sei que pode parecer uma estupidez. Mas, quem nunca fez uma estupidez? E aliás, mesmo que aquilo acabasse mal, eu queria tentar e minha cabeça, só rodava ao redor de Alice desde que, bom desde que eu e Alice formamos uma dupla.


Seus lábios se forçavam contra os meus de um modo faminto, como se ela esperasse por isso há muito tempo. Ouvimos vozes, acho que um grupo de garotas entraram no banheiro, nossos lábios se afastaram. Ela continuava próxima, levou seu indicador aos lábios, em sinal de silêncio. As garotas conversavam em uma língua que eu não conhecia. Alice sorrio em seguida e segurou minha mão para sairmos daquela cabine. Uma das garotas assobiaram para nós e uma outra gritou em seguida, naquela língua que eu não conhecia.


Me surpreendeu, como ela sempre fazia. Alice deu um sorriso e respondeu a garota na mesma língua, e as três outras garotas riram. Alice me puxou para fora do banheiro, e caminhamos pelo hall do shopping. — O que foi aquilo? — Eu perguntei a ela que deu de ombros.


– Russas, exatamente aquelas três que tem costumes bem menos conservadoras. Quem diria que Alice falava russo. — O que elas disseram? — Perguntei, enquanto caminhavamos pelo shopping. — Perguntaram se eu não podia leva-la a um quarto. — Ela riu, algumas pessoas como nós também deixavam o shopping, formavam uma bagunça generalizada. — E o que respondeu?

– Eu perguntei de volta e seu sorriso aumento, aquele sorriso travesso que sempre brincava no can to de seus lábios. — Eu disse, que vou leva-la agora. — Alice piscou e deixamos o shopping. Eu estava vermelha, com aquela possivel brincadeira, embora eu e Alice termos tido um momento de 'fraqueza', pensar nisso me encabulava. A luz do dia já era fraca, o sol se punha.

– Mas então, você não estava de castigo? — Alice perguntou, alguns fios de seu cabelo voavam.


– Eu estou. — Tirei do bolso de meu sobretudo meu celular, eu o tinha mantindo propositalmente desligado. Alice estendeu sua mão a mim e entreguei a ela meu celular. Caminhamos até seu carro -que agora eu sabia ser um Impala- e ela o abriu enquanto ligava meu celular, entramos em seu carro.


– Acho que está com sorte. — Disse ela, me devolvendo o aparelho, para minha surpresa, não havia nenhuma ligação. — Vamos, vou te levar pra casa. — Disse ela, hesitei. — Seria um problema eu chegar em seu carro, podia me deixar um pouco antes? — Ela ligou seu carro e não saiu do estacionamento. Esperei que não tivesse a ofendido. Ela suspirou e parou com se tivesse se lembrado de algo, depois relaxou seu corpo, deitando sua cabeça no encosto de seu banco.


– O que houve? — Eu perguntei, olhando em seus olhos. — Nada, eu só não queria que fosse. — Alice respondeu casualmente, mas pra mim soou de uma forma tão quente, que desejei abraça-la.


– Eu também não queria ir. — Eu disse, pegando sua mão, ela não recusou meu toque. Acariciou as costas de minha mão com seu polegar.


– Eu só queria que o dia não acabasse por enquanto. — Disse ela, em tom quase receoso, soltou minha mão e com seu carro, começou a dirigir. Ficamos em silêncio, não aquele silêncio em que geralmente ficávamos, ao ouvir o respirar de Alice, minha cabeça e coração martelavam, diziam-me que algo estava errado.

E estava mesmo, eu só não sabia o quanto. Alice me deixou à uma quadra de minha casa, não me tocou, ou até mesmo olhou enquanto dirigia. Algo estava terrivelmente errado. Quando ela parou seu carro, seus dedos estavam cerrados ao volante, ela olhava fixamante para frente.


– Alice? — Eu a chamei, nunca a tinha visto tão tensa. — Entregue. — Disse ela ainda sem me olhar. Aproximei meu corpo ao dela, não queria mais vê-la daquela forma, seja lá o que tenha acontecido, só queria ela com antes. Toquei meus lábios em seu lóbulo. Ela sorriu e pude vê-la se arrepiar.


Amei aquilo, só de saber que eu tinha o mínimo de poder sobre ela, já me deixava feliz. Ela se virou pra minha, tocando sua mão direita em minha nuca, selamos nossos lábios. Apressadamente, intensamente, como noite passada, eu a desejava.


Queria que ela me tocasse como tinha feito antes, enquanto sua língua explorava minha boca, eu a desejava mais. Eu a queria, como uma amante, como mulher eu a queria. Estava pronta para me entregar se ela me quisesse.


Então ela se separou de mim, embora sorrisse, aquele sentimento de algo estava errado ainda estava me dominando. — Melhor não arriscarmos outra vez e tenho que buscar o meu irmão. — Ela se explicou, me fazendo suspirar frustrada.


– Alice, nós estamos juntas? — Eu perguntei, me sentindo um pouco confusa. Ela me olhou rapidamente, também com confusão em seu rosto. — Mudou de idéia? — Neguei com a cabeça imediatamente.

– Não, é que é meio surreal. — Ela sorriu, concordando com a cabeça. — É mesmo não é? — Concordou ela. — Isso graças a srta. Sophia. — Comentou ela me deixando curiosa uma outra vez, ao lembrar da conversa que as duas tinham tido naquela manhã.


– Ei, me diz, o que conversaram aquele dia? — Alice continuou sorrindo, daquela sua forma travessa, enviando-me ondas de bem estar. — Devia perguntar a ela. — Suspirei. Inflexivel.


– Eu tenho que ir.. — Sussurrei, me sentindo vencida, o fim do meu dia com Alice.

Ela suspirou, aproximando-se de mim, para mais um beijo, delicioso, quente e curto. Em seguida, ela abriu a porta do passageiro.


– Até mais, namorada. — Disse ela, fazendo meu corpo gelar e meu coração pular com força em meu peito. Não era a primeira vez que alguém me chamava assim, mas ouvir dela, foi incrivel. Tanto que eu mal pude falar algo, saí de seu carro em silêncio. E por um bom tempo, fiquei encarando seu carro, antes de seguir meu rumo.



Entrei em casa no maior silêncio possivel, não tinha ninguém na sala, corri para meu quarto. Talvez, minha mãe não tenha nem notado que eu saí de casa. Talvez.


Joguei-me na cama, tirando apenas o meu casaco. Fiquei encarando o teto de meu quarto por um bom tempo. Pensava em Alice apenas, como nosso relacionamento havia mudado, quer dizer, ela me chamou de namorada. Nossa, aquilo era surreal demais, como se eu estivesse sonhando, prestes a acordar. Era claro que aquilo poderia acabar mal, nós duas podíamos sairmos machucadas, ou apenas eu. Só que, ainda sim, eu estava disposta a arriscar.


A noite caiu e eu ainda não tinha me movido, ouvi algo batendo contra minha janela, corri até ela. Pedrinhas, que original. Alice sorria como uma criança, me fazendo sorrir também.


Corri para o primeiro andar, a casa ainda estava vazia, embora eu soubesse que meu pai havia chego. Abri a porta de entrada e corri pro meu gramado ao encontro de Alice, segurando sua mão, dei a volta ao redor de minha casa, e entrei em casa com ela pelas portas do fundo. Ríamos baixo, como cúmplices, enquanto corriamos pelas escadas até meu quarto. Foi então que pensei, que mesmo que aquilo pudesse acabar mal, era tão fácil amar Alice.



Ela entrou e eu o fiz em seguida, fechando a porta as minhas costas, o quarto estava um breu, eu não tinha acendido nenhuma luz, não podia enxergar um palmo a minha frente.


Por isso foi uma surpresa quando os lábios de Alice encontraram os meus, apressados, intensos, sua língua implorando acesso a minha boca e eu de boa vontade cedia, cumprimentando-a com a minha. Alice precionava seu corpo contra o meu junto a porta de madeira, seus dedos traçando a pele nua de meus braços.


Eu sabia o que ela queria e ela teria. Mesmo assim, tive medo, jamais tinha feito sexo, ainda mais sexo com uma garota.


Alice quebrou o beijo, seus lábios roçaram dos meus, por meu queixo, descendo até meu pescoço, depositava suaves beijos por ali. Seus dedos traçavam agora minha barriga. Ela retirou minha blusa com minha ajuda.


Com o meu corpo guiei-a até minha cama, seus dedos tocaram minha nuca, seus lábios nos meus novamente e me sentei na cama, a menor se colocou por cima de mim. Quase sentada em meu colo, suas pernas uma de cada lado de seu corpo. Precionou seu corpo contra o meu e me deixei cair sobre o colchão, ela ficou sobre mim, separamos nossos lábios novamente. Ela sorriu, respirando sobre mim, seu sorriso travesso, seus olhos trasbordando de luxúria.



Era ali que eu queria ser dela, ali que eu queria que ela fosse minha.

Notas finais
Ok, eu sei que está bem abaixo dos outros capítulos, eu fiz o melhor que pude e prometo que vou melhorar.