Paraíso e Inferno

3 Capítulo 3, As ruas de Caxias


Se passaram 2 dias desde que eu fui para minha antiga moradia e agora estou vagando sem rumo.

É meia-noite de uma Sexta-Feira e a rua aparentemente está deserta, mas sempre tem um bar que está aberto no centro da cidade. Nada de importante, até que um cara chegou perto de mim e me esfaqueou na mão direita, e ele foi correndo de volta para o bar. Ele é um daqueles roqueiros sem noção. Tirei a faca encravada na minha mão e fui procurar ele (percebi que minha mão tinha se regenerado, isso me deixou com uma sensação boa), entrei no bar procurando ele e só encontrei um grupo de roqueiros no segundo andar, me dirigi até eles e perguntei sobre o marginal que tinha me esfaqueado, eles olharam um para o outro e disseram que eu tinha uma cara de “lerdão” e então avançaram em direção a mim e começaram a me golpear mas por incrível que pareça eu tinha forças sobre-humanas (novidade não é mesmo?), acabei derrubando alguns para o andar abaixo e deixei um inteiro e perguntei sobre o marginal e o rapaz respondeu que ele estava se escondendo no banheiro.

Nesse momento eu bati com força a cabeça dele na mesa que ele e seu grupo estava sentado, após isso eu me dirigi ao banheiro e ao chegar lá o rapaz veio em minha direção me batendo com um soco inglês (acho que ele não percebeu que eu não sentia dor facilmente). Eu parei os golpes dele com a mão esquerda e dei um golpe com a faca na perna esquerda dele e então eu perguntei porque ele tinha feito isso.

Ele respondeu: -Acho que você não está me reconhecendo, não é mesmo?

Eu falei: -Não mesmo...

–Talvez eu vá ajudar a sua memória, a gente estudou na mesma escola, você praticava bully em mim...meu nome é Flávio...

Assim que ele disse o nome, eu logo me lembrei. Acho que ele tinha direito de fazer isso...mas não com uma faca.

Então para parar o sofrimento de dor que vinha da perna dele e do meu enforcamento, eu tive que mata-lo com um corte na garganta. Estava tudo tão quieto, porque o dono não estava no bar? E nesse momento eu resolvi investigar o local e acabei descobrindo que o bar era do Flávio e que ele tinha chamado a policia.

E os policiais estavam do lado de fora me esperando.

Eles gritavam para eu ir sair e que eu estava cercado e que não tinha como eu fugir. Fui saindo do bar e como se eu fosse inocente e em falar em inocente, eu não queria matar os policiais, já estava com a consciência pesada por ter matado os garotos do bar. Então eu sai de olhos fechados pensando que eu queria estar em outro lugar, talvez em casa e foi ai que eu percebi mais um poder, vi que podia me teletransportar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.