Dia 17 de outubro de 2013

Eu estava voltando do cinema com a minha noiva, eram por volta das dez horas da noite, andamos por quase 20 minutos, estávamos falando sobre o nosso casamento, que iria ocorrer no mês seguinte, falamos sobre o futuro e sobre quantos filhos pretendiamos ter. Estávamos próximos a nossa casa, quando vimos um homem aparentemente pertubado segurando um cano de ferro, ele estava parado no final da rua, ficou nos encarando por um tempo, nós resolvemos dar meia volta mas ele do nada veio correndo em nossa direção gritando, e por impulso, eu empurrei minha noiva para o lado, na tentativa de proteger-lá e imobilizar o homem, mas antes que eu pudesse ter qualquer reação, ele me acertou com o cano e eu cai no chão, depois de um certo tempo, ainda com a cabeça doendo e a visão embaçada, eu me levantei lentamente, e quando a minha visão se estabilizou, eu vi ele e minha noiva banhados em sangue, ele desferindo golpes contra a cabeça dela. Naquele momento, tudo na minha mente se apagou, e eu só pensava em uma coisa: mata-lo, mata-lo e mata-lo... Avancei contra o homem, desarmei-o e como uma ação de ódio comecei a desferir golpes com o cano de ferro, continuei até mesmo depois dele dar seu último suspiro. Uma viatura da polícia passava pelo local, e quando viram aquela cena, não hesitaram em atirar contra mim, mesmo após receber dois tiros no braço direito, continuei a desferir os golpes com o esquerdo, mas, recuperei o bom senso e parei de atacar, naquele momento uma dor insuportavel surgiu no meu braço direito e comecei a me contorcer de dor. Os policiais usaram spray de pimenta contra mim, e me algemaram, colocando-me na viatura, quando me dei conta do ato que eu tinha feito, comecei a bater minha cabeça contra a porta, numa tentativa falha de suicídio, e depois de muitas tentativas, eu apaguei.

Notas finais
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