Notas iniciais
Me desculpem pelo atraso, é que dpeois desse capitulo a história fica BEM mais intensa...

Novamente Stephanie teve que emendar o almoço com o trabalho, já era a 3ª vez naquela semana.Suas desculpas pesarosas se tornaram tão freqüentes quanto os milk-shakes e os sorvetes que sempre ganhava.Os garotos dessa vez acertaram em cheio, chocolate sempre me animava.

Como de costume, sentei-me na mesa e comi ansiosamente meu almoço muito nutritivo, esperando por Jessie e seus modelitos horrendos.Era normal também que eu ficasse um pouco paranóica pensando em mais alguma teoria sobre o seu comportamento, uma espécie de hobbie para preencher o tempo sem ele.Já pensara até que ele era uma espécie muito rara de alienígena extremamente belo, daqueles que nenhum ufólogo pensara que existisse, e que eu fosse o “humano em reconhecimento”, parecia uma forma lógica de pensar no por que daquilo tudo.Ou talvez eu estivesse tomando muito sorvete ultimamente mesmo...

-Olá!-Disse-me a voz que surgira assustando-me -Quem é a menina que sempre a acompanha?-Perguntou-me após outro formal cumprimento.

-Ah!- Exclamei recuperando o fôlego-Ela se chama Stephanie, tem 16 anos e trabalha aqui também.-Disse desinteressada.

E assim iniciou-se outro imenso interrogatório, com perguntas envolvendo Stephanie e eu mesma.

-Mas então, como se conheceram?

-A mãe dela é amiga de infância da minha.

-E onde está sua mãe? — Perguntou encarando-me.

Ele estava fazendo de novo, aquilo de me olhar nos olhos.Eu ficava perdida naquele azul tão incomum, acabava perdendo a fala, ficava envergonhada...Ele parecia me distrair daquela forma de propósito, como se assim eu ficasse vulnerável para que fizesse qualquer pergunta comprometedora de novo.

Desviei o olhar.Aquilo foi demais para mim.

-Para com isso!Você é estranho! – Disse nervosa. – Toda a vez que estamos juntos você fica fazendo perguntas!Suas perguntas, são sempre tão profundas, sei lá!Parece que você quer me sondar, como um psicopata ou um assassino em série!-Esbravejei em um único fôlego. – Eu não te conheço, Jess.

Ele me encarou espantado, de repente ficando sério, achei realmente que ele iria me matar.Mas não, ele abaixou a cabeça e fitou as próprias mãos em seu colo, meditando talvez.

E por vários minutos ficou assim, aquele silêncio de repente tornando-se assustador, torturante...Eu me arrependia, enquanto imaginava alguma reação perigosa dele.Tudo bem, eu não conhecia ele, mas isso não significava que ele poderia ser um assassino...

“Oh!Boa Marina, agora você acaba de insultar um garoto só por causa de uma paranóia estúpida e sem fundamentos sua!”

-Meu nome é Jessie, tenho 16 anos.Cheguei a freqüentar a escola antes, mas larguei-a.Não sei como me comportar com as pessoas, não tenho amigos graças a isso.Não vejo televisão, não escuto rádio, minha vida praticamente se resumi a trabalhar aqui.E graças a isso conheci você.- Dito isso ele pegou minhas mãos sob a mesa e me olhou nos olhos.-E eu não gostaria de matar você.- Disse com um sorriso torto.

Senti-me envergonhada por pensar aquilo dele.Por um simples impulso, beijei-lhe a bochecha direita, estremeci.Era de uma textura estranha, meio fria e dura.Ele rapidamente recuou, envergonhado, imaginei.

-Me desculpe por pensar isso de você.-Disse-lhe tentando talvez reconfortá-lo.

-Tudo bem.-Respondeu-me sorrindo.-Hm...Mari.

-Que foi?

-Sabe, amanhã eu não vou fazer nada, porque vou estar de folga.Então, estava pensando se você não queria passar a tarde comigo?-Perguntou-me tentando ser o menos formal o possível.-Já que agora você sabe que não sou um assassino sangue-frio...-Completou finalmente rindo.

Eu pensava que alienígenas não riam.Ah!Besteira.

-Claro!- Minha voz tornando-se animada.-Ah!Mas traga muito dinheiro ta?- Disse-lhe com um sorriso malicioso brotando em meu rosto.

“Amanhã eu dou um jeito de comprar um armário inteiro de roupas para ele, bem que ele precisa, tadinho...”

-Tá.-Disse conseguindo finalmente atingir a casualidade.- Amanhã a gente se vê!

-Claro...-Murmurei novamente sozinha.

Fiquei ali, sorrindo sozinha, pensando no amanhã.

“Será parecido com um encontro?Ah!E se for?Meu Deus, o que eu vestirei então?”

Peguei o relógio, pensando em passar em alguma loja para comprar uma camiseta nova.Mas então eu vi que horas eram, o pavor me tomou.

Estava quase na hora de ele chegar.Eu deveria dormir em casa naquele dia, senão provavelmente ele iria atrás de mim, eu não queria que isso acontecesse com a pobre mãe de Stephanie se por um acaso eu dormisse lá de novo.Ele ficaria uma fera.

Levantei-me apressadamente dirigindo-me para casa, correndo contra o tempo, e rezando para que não fosse um dia daqueles.

Notas finais
Review's now! ò__Ó