Notas iniciais
KONBANWAAAA amooores!! *-----*
Acho que deu pra notar que a tia Yuu esteve ausente por um tempo não é? Aliás, por um boooom tempo... A escritora em mim esteve em um coma profundo que eu não sabia como reverter... é... o motivo foi simplesmente: Falta de inspiração ou coisa assim! Sim, deu curto total... não que eu não tivesse ideias... eu to cheia delas.. mas é que toda vez que eu sentava pra escrever, não saia absolutamente NADA ;;' É, vcs não têm ideia do quão frustrante foi essa sensação AOHSHIAISHAOHOHISAIS... Mas agora a tia Yuuka voltou, com mais uma one-shot do Kou pra vcs... Ela vem logo na sequência da one-shot de aniversário dele, então.. é isso.. espero que gostem ;)
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Obs: Estava morrendo de saudades dissoaquê ♥ *w* ~rs

O guitarrista encarava o telefone a cada dez segundos, estralando os dedos, aflito por não conseguir sequer discar o primeiro número do celular de Yuuka.


– Kuso...– Bufou, se jogando no sofá e ligando a televisão, como se aquela tela pudesse salvá-lo daquela aflição. Não se passou nem um minuto, e ele voltou a desligá-la jogando o controle em cima de uma das almofadas ao seu lado. — Isso não vai dar certo...


– O que não vai dar certo Kouyou?! — Akira, que até então estava na cozinha da casa do amigo, voltou para sala, encontrando o mais alto com cara de paisagem.


– Não importa o quanto eu tente... Eu simplesmente não consigo ligar pra ela... — Uma risada vinda do baixista ecoou pelo ambiente silencioso e calmo daquela manhã de sábado fazendo Kouyou bufar novamente. Seu amigo não estava ajudando em nada.


– Do que você está rindo? Não tem graça! Você não está ajudando, baka!


– Kou-chan, não seja bobo... Você só precisa discar o número e apertar ''chamar''... Seus habilidosos dedos não sabem fazer isso? — Akira falou simplesmente, mesmo sabendo que não era tão simples e que isso só deixaria seu amigo mais irritado, sentando-se no sofá em seguida, com uma xícara de café na mão.


– Tsk, você diz isso... Porque não é com você... E se fosse você tentando ligar pra Emiko-san? Ia ficar feliz se eu ficasse dizendo que é fácil?


– Se quiser... Eu posso ligar pra você...


– Está louco? E admitir logo de cara pra ela que eu sou um grande idiota que não consigo nem ligar por mim mesmo, e ao invés disso, mando meu amigo fazer isso no meu lugar? De jeito nenhum... — Kouyou jogou a cabeça para trás, encarando o teto, e Akira deu mais uma gargalhada alta.


– Então ligue você, aho!


– O que eu devo dizer? Eu a vi apenas duas vezes, não tenho nenhum plano... — Kouyou apoiou os braços sobre as pernas, agora encarando o chão, pensativo.


– Chame-a para sair... Qualquer coisa...


– Jura? Você é mesmo um amigo inútil... — O loiro então riu minimamente, jogando uma almofada no amigo que fez uma cara de espanto.


– Inútil? Sei... Você me ama... Não vive sem mim... Como posso ser inútil?


– Cale a boca, baixista inútil...


– Guitarrista metido!


– Baixista retardado!


– Guitarrista inútil!


– Não vale! Eu já usei essa... Isso já é você!


– Kouyou... CALA ESSA BOCA E LIGA LOGO PRA ESSA MULHER! Você está delirando... E você ainda nem bebeu hoje...


– Verdade, vai ver é disso que eu to precisando...


– Vai beber pra criar coragem? Seu covarde! O que você é? Terashima Nobu* por acaso?


– Idiota!


– Imbecil!


– Bastardo! — Kouyou revirou os olhos e os dois riram, deixando o mais alto um pouco mais descontraído. — Ok... — Respirando fundo, ele tirou o telefone do gancho pela milionésima vez, torcendo para que não colocasse de volta antes de cumprir seu objetivo. — Seja forte Kouyou... — Disse pra si mesmo, enquanto era observado por Akira, que segurava o riso.


Com o número discado, hesitou por alguns instantes, decidindo por fim apertar pra chamar. Mordeu os lábios de ansiedade enquanto ouvia os toques de chamada, e a cada segundo ficava mais nervoso. Chegou a pensar em desligar, mas antes que pudesse fazer isso, uma voz feminina foi ouvida do outro lado da linha.


– Hai, Yuuka desu!– Kouyou ficou sem fala por alguns instantes, quase se esquecendo de respirar, quando se lembrou de que tinha que responder. — Moshi moshi?


– Y-Yuuka? Sou eu... Kouyou!


– Ah, Takashima-san? Ohayo gozaimasu!


– Desculpe te ligar tão cedo... você... não estava dormindo, estava?


– Já são quase 12hrs nee... Já acordei tem um tempão... Não se preocupe...


– Yokatta... Etto...


– Estou feliz que tenha me ligado... você demorou... Já estava me perguntando se você havia se esquecido de mim...– Yuuka riu baixinho e Kouyou arregalou os olhos surpreso e agradeceu aos céus por Yuuka não poder ler os pensamentos dele naquele momento. Não que ele estivesse pensando coisas ruins, mas sim coisas como ''Eu não me esqueceria de você...'', que por enquanto, não tinha coragem de falar.


– Eu queria saber se... Você não quer...


– Adoro cinema... Eu pago... Você me pega às 16:00?– Kouyou sorriu de orelha a orelha ainda mais surpreso, mas sentindo-se bastante aliviado. Akira o olhava curioso, querendo saber o que exatamente havia deixado seu amigo tão feliz.


– Hai, às 16:00 está bom pra mim... Eu só preciso do seu... endereço...


– Ah sim, vou dizer...


– Akira! Pegue um papel e uma caneta, depressa! — Kouyou disse rapidamente, em voz baixa, abafando o telefone contra o peito. Akira correu pela casa e por sorte achou rapidamente o que o amigo lhe pediu. — Pode falar...



xxx(...)xxx



Depois que Kouyou desligou o telefone, soltou o ar que nem tinha se dado conta de que prendia até agora, e escorregou pelo sofá, sentando-se no chão.


– E... então? — Akira perguntou hesitante.


– Nós vamos ao cinema...


– Hontou ni? Ela propôs isso? — O guitarrista apenas assentiu e o amigo fez uma cara exagerada de surpresa. — Waaa, gostei dessa garota! Ela tem atitude!


Kouyou olhou de canto para Akira e apenas revirou os olhos, rindo, afinal ele não podia discordar do que o amigo dizia.


Essa era uma das coisas em Yuuka que mais intrigava Kouyou... Ela não era como todas as mulheres costumavam ser. Era como se ela pudesse ler os pensamentos dele ou pudesse sentir exatamente o mesmo só de olhar ou falar com ele. Era como se ela o tirasse de situações complicadas que nem mesmo ele imaginaria conseguir sair, apenas usando palavras, para deixá-lo mais à vontade.


Apesar do tempo passar normalmente como sempre, ele se arrastou para Kouyou ao longo do dia. Quando finalmente estava pronto, se deu conta de que ainda estava cedo demais. Não sabia se isso era um defeito ou uma qualidade, mas tinha o hábito de sempre se adiantar com tudo, e depois sempre acabava ganhando tempo extra. Akira já havia ido embora, então ele não tinha com o que se distrair. Resolveu pegar o carro e sair, dando voltas e voltas pela cidade até a hora certa de ir até a casa de Yuuka. Ele era ansioso demais para simplesmente esperar em casa.


16:00h em ponto, e ele já estava na frente da casa da morena, que ainda não estava lá, deixando-o ainda mais ansioso.


16:10 e ela enfim apareceu, com um sorriso sincero nos lábios que estavam pintados com um batom vermelho escuro deixando-a sedutora sem parecer vulgar. Sua maquiagem negra nos olhos realçava ainda mais o brilho deles, e mal Kouyou havia descido os olhos para ver o resto de seu corpo, já ofegava completamente sem fala. Ela vestia um vestido preto de renda até um pouco acima dos joelhos, uma fina meia-calça vinho, e um salto alto não muito exagerado, e sim delicado, da mesma cor do vestido.


O guitarrista saiu do carro, sorrindo, dando a volta pelo mesmo para recebê-la.


– Konnichiwa Kou... Gomen nasai pela demora... — Sem tirar o sorriso do rosto, Yuuka fez uma pequena reverência que foi na hora correspondida por Kouyou.


– Não tem problema... Você... está linda!


– Arigato gozaimasu... — Com outra reverência, Yuuka entrou no carro após a porta ser aberta por Kouyou, que entrou logo depois dela.


– Já pensou no filme que vamos ver? — Kouyou perguntou, dando a partida.


– Não sabia que estava com esse poder todo... — Yuuka riu, olhando rapidamente para o guitarrista, depois desviando seu olhar para o chão da estrada que o carro ia deixando para trás.


– Pois é... Está por sua conta...


– Hm... Até que tenho alguns em mente...


Não demorou para que chegassem no shopping, e por sorte, ou milagre, tanto faz, Kouyou achou rapidamente lugar pra estacionar.


Os dois caminharam até a fila do cinema, conversando distraidamente, e ao chegarem se encontraram em uma desesperadora indecisão entre pelo menos uns três filmes, que a propósito, eram muito bons. Por sorte decidiram a tempo de chegar a vez deles, quando puderam finalmente comprar suas entradas.



Quando o filme terminou, o casal caminhou até uma praça que tinha logo em frente ao shopping, onde por incrível que pareça havia acentos disponíveis onde decidiram por fim sentar.


– Nee Yuuka... Fora aquele dia... Na minha casa... Você não me disse quase nada sobre você... O que você faz? — Kouyou perguntou, demonstrando-se verdadeiramente interessado.


– Eu trabalho como tradutora Japonês-Inglês...


– Isso é incrível... — Ele assentiu, com um lindo sorriso que quase arrancou todo o ar da moça

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– É... não é ruim... não é como ser guitarrista de uma banda, mas é bem legal... — Yuuka fez questão de frisar bem a palavra ''guitarrista'', olhando-o risonha. Kouyou riu, entendendo rapidamente a sua indireta.


– E você... Não tem irmãos?


– Tenho um irmão e uma irmã mais novos... E você Kou? É filho único?


– Iie... Tenho duas irmãs mais velhas, que moram em Kanagawa...


– Oun, então você é o caçula da família... Kawaii! — Yuuka brincou e Kouyou gargalhou, bagunçando de leve a franja da morena. — Pra ser sincera... — Ela suspirou, encarando o céu, que já estava ficando meio acinzentado. Estava escurecendo, e uma chuva parecia ameaçar cair. E como se adivinhasse que um silêncio poderia se infiltrar entre eles, ela continuou. — Minha vida não é tão interessante...


– Ora, por que diz isso? Você é tão cheia de humor... Como pode ter uma vida desinteressante? — Kouyou franziu o cenho e a morena deu de ombros, voltando a sorrir.


– Deixa pra lá... Nem sempre eu falo coisas que façam sentido... Apenas me ignore...


– Gomen... Eu não devia ter perguntado...


– Não seja bobo nee...- Ela riu. — Não tem problema... Eu vou continuar dizendo o que quer saber... É só continuar perguntando... É que, quando me perguntam fica mais fácil falar de mim, entende? Sem perguntas... Eu não sei bem o que dizer, ou por onde começar... — Kouyou apenas assentiu e os dois olharam para o céu, enquanto um vento forte os soprava, dando uma deliciosa sensação de paz... — Vamos dar uma volta?


– Eh? — Como se tivesse acordado de uma hipnose, Kouyou baixou o olhar para a morena que num piscar de olhos havia se levantado, puxando-o pelas mãos. — Ah... ok...



xxxOxxx



– Mais cedo.. Quando eu te liguei... — Kouyou começou, enquanto passavam sob várias árvores cerejeiras, que mesmo em um dia sem sol, continuavam deslumbrantes. — Como você soube que eu...


– Ia me chamar pro cinema?


– Hai...


– Não sei... Intuição? — Yuuka riu baixinho e olhou para o rosto risonho do mais alto, que a olhava admirado.


– Ah... para com isso vai... que tipo de poder é esse? — Yuuka riu novamente, e Kouyou a acompanhou.


– Na verdade... Você não sabia exatamente pra onde ia me chamar pra ir não é?


– Droga... você me pegou... — Kouyou escondeu os olhos com a palma da mão, e os dois gargalharam mais.


Sem hesitar, Kouyou segurou uma das mãos quentes da morena que sem perceber, ou pelo menos sem demonstrar perceber, continuou falando descontraidamente.


– Se você pudesse controlar alguma coisa... o que seria?


Surpreso com aquela pergunta, Kouyou torceu os lábios, pensando por alguns instantes na resposta, sem sucesso.


– Hm... Eu não sei... Difícil... Talvez... É, eu me rendo, eu não sei... — Riu dando de ombros. — Responda você...


Yuuka sorriu já com a resposta na ponta da língua, e deitando a cabeça sobre o ombro do rapaz, e sem soltar sua mão que a segurava firmemente, respondeu...


– O tempo...


De repente, Kouyou ficou sério e então parou de caminhar, obrigando Yuuka a parar também, olhando-o confusa. — O que foi?


Puxando delicadamente Yuuka pelos braços, Kouyou a colocou de frente para ele, e ignorando todo o nervosismo que sentia perto dela, a olhou nos olhos, e sem deixá-la raciocinar, beijou-a.


Como se já esperasse por isso a muito tempo, Yuuka abriu os lábios, deixando que a língua do guitarrista adentrasse sua boca, vagarosamente, sem nenhum movimento violento ou cheio de pressa, e sim quase em câmera lenta, um experimentando o gosto do outro numa tentativa inocente de fazer o tempo passar mais devagar... ou até mesmo de fazê-lo parar.


Por mais que toda a população japonesa não tivesse o costume de fazer isso em público, os dois não pareciam ligar... E alheios àquelas sensações que estavam sentindo e que nenhum dos dois poderiam explicar, só se separaram mesmo quando não havia mais o oxigênio necessário para ambos poderem respirar.


Ofegantes, não se separaram por completo. Ainda com os lábios bem próximos, Yuuka olhou bem nos olhos castanhos de Kouyou, sentindo um forte arrepio na espinha... E segurando o rosto masculino e bem desenhado com suas duas mãos, não conseguiu dizer nada. Ele não só havia lhe arrancado o ar, como também as palavras.


– Gomen... Eu... — Quando Kouyou voltou a si, se desculpou, sendo repreendido pela morena imediatamente.


– Onegai! Não se desculpe... — Ela pediu, quase muda, com a ponta de seu indicador nos lábios do loiro, impedindo que sua frase pudesse ser terminada, e quando viu que ele não iria dizer mais nada, contornou-os com o polegar, fazendo o desenho daquela boca tão perfeita aos seus olhos, e provavelmente aos olhos de qualquer mulher em sã consciência.



Antes que o dia acabasse, se ela não tivesse aqueles lábios para si mais uma vez, provavelmente enlouqueceria. Por isso, sem hesitar, Yuuka escorregou suas mãos até a nuca do guitarrista, e tornando a distância entre os dois ainda menor, foi a vez dela de beijá-lo.


Ela queria e precisava sentir o tempo parando novamente. Sensação essa que jamais havia sentido antes... Aliás, sensação essa, que nunca havia sentido antes por culpa inteiramente de alguém.


Ninguém tinha esse poder, a não ser Kouyou.


Suas bochechas queimavam, e a morena só se deu conta do quanto sua pele estava quente, quando sentiu o choque de um pingo de chuva que caiu em seu rosto, fazendo com que o casal olhasse para cima, de onde viam mais gotas como aquela, agora todas juntas.


– E...tto? Está... chovendo! — Yuuka riu, bastante surpresa. Aliás, tão surpresa quanto Kouyou, que sorria mesmo enquanto se molhava.


– É impressão minha ou... Toda vez que a gente se encontra chove?!


– A chuva deve gostar mesmo da gente... É melhor irmos embora, antes que fiquemos encharcados... — Com um grande pesar no peito, Yuuka franziu o cenho triste, por saber que já era hora de se despedir de Kouyou. Ele a olhou e assentiu, igualmente desapontado.


– Ok... Vamos, eu te levo em casa... — Segurando a mão da morena novamente, o guitarrista tentou um sorriso, e então os dois correram na direção contrária à que estavam indo, para voltarem para o estacionamento onde ele havia deixado o carro. Por sorte não tinham se afastado muito, e logo já estavam no trânsito, a caminho da casa de Kurosaki.



Mesmo chovendo, os outros carros na rua só faltavam flutuar para darem passagem ao carro de Kouyou, e impressionantemente quase nenhum semáforo ficava vermelho. Kouyou amaldiçoou tudo aquilo naquele momento. Justo quando ele queria ficar mais tempo com a mulher que sorria e falava animadamente ao seu lado, tudo parecia se opor.


Quando chegaram, a chuva já não estava tão forte, mesmo assim, Kouyou pegou seu guarda-chuva no porta-luvas do carro, saindo e dando a volta pelo mesmo para que Yuuka saisse sem se molhar. Ele a acompanhou até a porta, onde já poderia fechar o guarda-chuva, pois já havia teto que os protegesse.


– Em casa... — Ele disse por fim, e antes que ele pudesse continuar com suas palavras de despedida, Yuuka o interrompeu, surpreendendo-o mais uma vez.


– Kouyou-san... Arigato...


– Pelo que?


– Por me trazer de volta... a vontade de viver...


O guitarrista arregalou os olhos mais uma vez, sentindo seu coração quase saindo pela garganta, enquanto permanecia imóvel e surpreso. Yuuka sorriu lindamente, e hesitante, juntou seus lábios mais uma vez aos dele, em um selinho rápido, antes de entrar em casa...



– Oyasumi nasai...

Notas finais
* Terashima Nobu - Personagem do anime 'Nana'. Nobu-san sempre fala muito e o que não deve quando bebe ;3
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E então? O que acharam do primeiro beijo desses dois? *¬*
Ficou bem grande dessa vez né... É... to aprendendo a fazer capítulos maiores, asalçkklçsçaklklçs ;D
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Reviews ou pedradas? *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!