Paranóia?
1 one shoot
- Ruki levanta dessa porra de sofá e vai lá!
- E-eu, e-u..não..
- Você não o que Ruki?!
- E-eu n-não, não vou...
- Não vai aonde!? ANDA RUKI! GOSPE TUDO DE UMA VEZ!
- EU NÃO VO COSENGUIR CANTAR AKIRA!
- A não, não, não, não e não! ISSO NÃO TÁ ACONTECENDO! Você vai cantar sim!
- Eu não consigo! Eu travei tá? Me recuso a subir naquele palco!
- Ruki, eu demorei dois dias pra vender os ingressos e arrumar as coisas, pra você virar e falar que não vai conseguir cantar?!
- Eu sinto muito Aki...
No mesmo estante o nosso guitarrista chegou. Ótimo agora vou apanhar de dois.
- E aí? Vamos começar?
Ele me encarou e depois encarou o Reita.
- Não dá.
Jogou a guitarra no sofá ao meu lado e olhou assustado.
- Nani? Porque não?!
- Por que o Senhor Matsumoto se recusa a cantar.
Uruha me encarou, com aquele olhar que fuzilava até parede.
- E agora?! Nossos dias como banda estão acabados! E se...
- NÃO TENHA IDÉIAS URUHA! – Encarei ele assustado. Qualquer idéia que tivesse sabia que ia dar bosta – Se eu não consigo, não consigo... Acabou... Sinto muito
Reita sentou ao meu lado no sofá e me olhou com a pior cara do mundo.
- Beleza, mas tu vai lá falar com a galera.
Dei um suspiro, levantei, arrumei a gola da minha camisa e encarei Reita e depois Uruha. Era possível que aquilo ficasse pior?
- Ok.
Passei pelas cortinas e peguei o microfone. Deus eu tava tremendo, nunca tinha passado um vexame desses antes.
- É... Mãe... Pai... Vô... Tia Nai... Rex... Valeu por vocês terem vindo aqui na garagem do Reita, mas não vai mais rolar o show.
Todos levantaram mau-humorados e gritando coisas.
- Ah, Takanori. Da próxima vez que inventar uma coisa assim, não me chame!
- E lelelê... Eu sabia que esse garoto iria amarelar.
- Ei velhote vê como fala do meu filho ein?!
~ Fim 8D
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