Parallel World

1 Capítulo 1 - Viagem


Notas iniciais
Yo, minna-san! *reverência* Como estão?
Aos jogadores do RPG, espero que gostem! E calma, não usei todos os personagens ainda porque isso é apenas a introdução da fanfic. Logo, o pessoal vai aparecendo e deixando sua marca~
De qualquer forma, espero que gostem!

Estava um belo dia. O sol brilhava gentilmente por trás das nuvens e o vento balançava as folhas das árvores, criando uma calma melodia nos ouvidos da garota que remexia suas orelhas neko enquanto cuidava do jardim. Sorriu ao regar a última flor que florescia e foi correndo até a porta da enorme mansão, deixando o regador perto da janela.

- É isso mesmo, Shion-kun? – Luce ouviu a voz surpresa de uma garota. – Incrível! É tão diferente da minha magia normal! – aproximou-se e viu uma maga azulada sorrindo, maravilhada com o que via escrito num caderno. – Ah, oi, Luce-chan! – ela acenou cumprimentando-a.

- Bom dia, Claire-chan. – sorriu olhando da garota ao bruxo de cabelos arroxeados que estava do lado da pequena. – O que estão fazendo, Shion? – perguntou curiosa.

- Estou ensinando magia negra à maguinha. – falou rindo apontando para o caderno.

- Oh. – Luce piscou algumas vezes e passou por eles, indo até o balcão. – Só não destruam nada, está bem?

- Vou tentar! – Claire riu e arregaçou as mangas. – Vamos ver... Vou testar essa aqui! – disse animada e esfregando uma mão na outra, concentrando energias. — Circumspice videre non vides. Iter ultra tempus et spatium! Parallela! – uma bola de luz se formou na frente da garota e Shion arregalou os olhos.

- NÃO, CLAIRE! – gritou empurrando-a e cobrindo-a com o próprio corpo. A esfera começou a brilhar de tal forma que era impossível enxergar algo. Luce, que até então estava distraída, olhou assustada para aquilo e cobriu os olhos com as mãos. — Isso não é nada bom!! – disse preocupado enquanto a bola de energia começava a se mover e bater nas paredes, “ricocheteando” de um lado para o outro.

- KYAH!

Houve uma explosão. Após alguns segundos, Shion e Claire se levantaram e olharam ao redor, pasmos. Entreolharam-se e ergueram a cabeça para onde antes estava a governanta da Mansão Hanashi, que havia gritado. Viram apenas uma espessa fumaça.

- Luce... -chan? – a azulada arregalou os olhos e segurou a manga da blusa de Shion. – Shion-kun, o que eu... Fiz? – o bruxo mordeu o lábio inferior e colocou a mão no topo da cabeça da maga.

- Você mandou a nossa Luce para uma dimensão paralela. – falou levemente sério enquanto encarava o vulto que surgia no meio da fumaça. Aos poucos, foi tomando a forma de uma garota com um sorriso de canto no rosto e um rabo balançando de um lado ao outro.

---x---

Luce estremeceu ao sentir o chão gelado em suas costas. Abriu levemente os olhos, sentindo um pouco de dor no braço. O que havia acontecido mesmo? Ah, sim... Ela foi acertada por alguma coisa e depois, branco. Não se lembrava de mais nada. Esperou sua visão se acostumar com a luminosidade do local e ergueu-se, ficando sentada no chão.

- O que... – piscou algumas vezes e espreguiçou-se. Ajeitou a saia, procurando seus amigos. – Shion? Claire-chan?

Esperou alguma resposta, mas nada veio. Franziu o cenho e se levantou, batendo um pouco nas roupas para tirar o pó. Balançou as orelhas de gato para aguçar a audição e ficou feliz ao ouvir a voz da maga, mas... Espera, estava um pouco estranha. E se aproximava rapidamente.

- CALA ESSA P*RRA DE BOCA, VAI TOMAR NO C*!! PROCURA A P*TA QUE PARIU, TALVEZ ASSIM VOCÊ ACHE A SUA MÃE!!! – Luce arregalou os olhos e colocou uma mão sobre a boca. Que palavreado era aquele?! Claire nunca havia dito algo daquele tipo, muito menos naquele tom tão ofensivo e irritado.

- Acalme-se, Claire. – dessa vez, a voz era mais firme e calma. Luce esboçou um sorriso, era Lucy! Sua cunhada! – Não adianta tentar matar o Henrique, você já tentou duas vezes essa semana. – a neko assustou-se com o que havia ouvido. Claire... Tentando matar Henry?! Aquilo estava ficando bizarro demais...

- Hunf! – a garota entrou no salão com os braços cruzados e revirando os olhos. – Quanto mais eu tento, mais chances tenho de conseguir! – trincou os dentes enquanto fuzilava o rapaz com o olhar, porém este nem sequer se importava, estava ocupado demais se olhando no pequeno espelho em suas mãos.

- Pode tentar, mas se me matar, o mundo vai te amaldiçoar eternamente. – Henry falou dando de ombros. – Afinal, perderão o rapaz mais bonito que já existiu. – deu um sorriso de canto, arrumando o penteado. Desviou de um vaso que foi jogado pela menina.

A garota de cabelos castanhos, que tinha como nome Luce, olhou confusa para as pessoas em sua frente. Havia uma garota de cabelos azuis, muito parecida com Claire, porém que tinha um corpo mais... Ahn... Desenvolvido e usava roupas escuras, além de falar muitas palavras feias e ser violenta. Segurando-a para não pular no rapaz, estava uma garota... Ou era o que parecia. Cabelos róseos escondidos por um boné e capuz, jaqueta cinza, calça jeans meio larga e tênis. Luce não sabia dizer se era um garoto ou uma garota, o que a assustou mais ainda. Enquanto isso, estava o loiro com o espelho quase enfiado no rosto, usava roupas descoladas e de marca, tinha um ar arrogante e vaidoso. Balançou a cabeça. Aquilo era algum tipo de pesadelo?!

- Luce? – a azulada virou-se para a governanta e franziu o cenho. – De onde você tirou essas roupas? Não me lembro de você tê-las. Sabe, elas são meio... “Sem graça”? É, acho que seria isso que você diria. – arqueou uma sobrancelha, se jogando no sofá e cruzando as pernas. – Ou de repente decidiu virar santa?

- E-eu... – Luce gaguejou e encolheu-se, abaixando as orelhas. – Err... – corou levemente com os olhares interrogativos que sentia sobre si.

- Está se sentindo bem? – Lucy se aproximou e colocou a mão na testa da garota. Luce se afastou na hora, dando dois passos para trás. – Luce? – a rosada piscou algumas vezes, confusa.

- Eu... – sussurrou, sentindo-se tremer. O que estava acontecendo? Quem eram aquelas pessoas? Elas se pareciam com seus amigos, mas com certeza não eram eles! Quem eram?!

- O que está acontecendo?~ — a garota soltou um gritinho ao ver um rapaz de cabelos escuros e olhos amarelos, brilhantes, entrando na mansão saltitando e segurando alguma coisa... Aquilo eram agulhas de tricô? E o início de um cachecol?? VICTOR ESTAVA TRICOTANDO?!?? – Por que estão todos aqui? – perguntou com a voz meio aguda enquanto balançava suas banhas de um lado para o outro. Se o vampiro estava gordo? Bem, Luce sentiu vontade de chorar! Aquilo não podia ser Victor Lestat, parecia mais uma bola de carne e gordura, que tinha que dar pulinhos porque suas pernas não conseguiam se mover com tanta banha!

- Não sei vocês, mas eu estou apenas contemplando a minha beleza. – Henry deu de ombros, sem se importar.

- Que raios de beleza? Não consegue nem se enxergar, idiota? – Claire bufou irritada. – Acho que precisa largar esse espelho e começar a usar óculos, pelo menos assim vai notar o quão horroroso você é!

- Chega, não briguem. – Lucy suspirou ficando entre os dois.

Luce olhava para todos os lados, sem saber o que fazer. Estava apavorada, o que raios havia acontecido com todos? Franziu o cenho e fez uma pose pensativa enquanto os outros não prestavam atenção em si.

- Que bagunça, não consigo ler... – Luce sentiu seu chão sumir quando se virou para as duas pessoas que chegavam. Uma era um loiro-acastanhado que usava óculos fundo de garrafa, roupas de vovôs aposentados que nem conseguiam mais controlar a própria bexiga e tinha um penteado “lambido de vaca”, cujos fios de cabelo eram jogados para o lado e chegavam a brilhar com tanto gel. Segurava um grosso livro de astrologia numa mão e uma calculadora na outra.

- Zero-kun...? – estremeceu. Aquele não podia ser o semi-deus, não podia MESMO! E então, Luce olhou para o rapaz que estava logo atrás do Sole. – Lei-kun...

Leiko chegava com as mãos nos bolsos e usava fones de ouvido. Cumprimentou todos com um aceno da cabeça, mas ao depositar sua atenção na namorada, fez uma careta de desgosto e virou o rosto para o outro lado. A neko sentiu um aperto no coração e mordeu o lábio inferior, ela tinha feito algo errado para ele a ignorar daquele jeito? O rapaz sentou-se no sofá, de forma um pouco folgada, e ficou calado em seu canto. Nem parecia o Lei-kun que Luce conhecia... Ou melhor, ninguém estava normal!

Para aumentar as surpresas de Luce, ela ouviu a voz de um velho conhecido. Abriu um largo sorriso, talvez ele pudesse lhe ajudar! Porém, quando o viu chegar, sentiu suas forças sumirem do corpo e capotar no chão.

- O que aconteceu? – Shion perguntou enquanto arrumava o vestido que estava usando. Pra falar a verdade... QUE VISÃO DOS INFERNOS!! Shion usando maquiagem pesada, um vestido vermelho justo e curto e segurava uma bolsinha cheia de lantejoulas. Luce não aguentou, ao ver aquilo desmaiou.

---x---

Ouvia vozes se misturando em sua mente. Remexeu-se um pouco incomodada, queria dormir mais. Quando sentiu algo gelado em seu pescoço, deu um pulo e abriu os olhos imediatamente. Encarou Lucy, que estava com uma bolsa de gelo nas mãos, e Zero, que estava do lado da mesma.

- Acordou? – Claire afastou os dois da frente e encarou a garota de cabelos castanhos. – Sério, o que deu em você, hein, Luce? Não é como se você se assustasse com o Shion toda vez que ele aparece! – falou apontando para o bruxo sentado numa cadeira, de pernas cruzadas.

- ... – ela respirou fundo e colocou as mãos na cabeça, olhando para baixo. – Não foi um pesadelo! – grunhiu quase chorando. Reconhecia aqueles lençóis e aquele cheiro de remédios, estava na enfermaria... Mas isso não a tranquilizou nem um pouco.

- Pesadelo? – Lucy arqueou uma sobrancelha. – Do que está falando?

- Não fique assim, Luce-chan. – ergueu a cabeça e quase sentiu que iria desmaiar de novo. Monna... AQUELA ERA MONNA?! UMA VELHINHA?!?? A garota só a reconheceu porque o perfume era o mesmo.

Monna aparentava ter uns 90 anos de idade, era corcunda e andava usando a ajuda de uma bengala. Seus cabelos grisalhos caíam pelo manto preto, que cobria boa parte de seu corpo, e ela tinha um sorrisinho gentil no rosto. Aproximando-se da cama, ela parou na frente de Luce.

- Monna-sama, o que está acontecendo? – Zero perguntou baixo, um pouco acanhado. A neko segurou o riso. Mesmo sendo diferente, até que aquele semi-deus era um pouquinho fofo... Se não fosse a aparência extremamente NERD.

- Não se preocupe, Zero-chan. – a velhinha riu, apertando a bochecha do aparentemente mais novo. – Essa aqui... Não é a nossa Luce.

Todos na enfermaria olharam para a vampira com várias interrogações na cabeça, até mesmo a garota que era o foco da conversa. Monna riu e balançou a cabeça, sentando na ponta da cama.

- Você não se lembra do que aconteceu hoje? Nada... Anormal?

- Anormal? – Luce inclinou a cabeça para o lado, pensativa. Balançou o rabo de um lado ao outro até se lembrar. – Ah, sim! Shion e Claire estavam treinando... E eu fui atingida por alguma coisa... – o bruxo e a maga se entreolharam, confusos.

- É o que? Como se eu fosse treinar com um bicha gay travesti como o Shion. – Claire falou indignada.

- Claire... – Monna falou um pouco repreensiva, fazendo a azulada se calar. – Então. – suspirou e sorriu. – Luce-chan, parece que você foi enviada para cá por engano... Para outra dimensão. Atualmente, você está numa dimensão paralela a sua, que possui as mesmas pessoas, porém que são diferentes das que você conhece. – afagou a cabeça da pequena, balançando a cabeça. – Por isso, todos parecem estranhos para você.

Luce piscou algumas vezes, tentando raciocinar. Passou os olhos pelo pessoal que estava por perto e então olhou para si mesma. Ficou um tempo em silêncio até que finalmente teve coragem de falar.

- E como eu... Volto?

- Isso é simples. – Monna desceu da cama e virou-se para a neko. – A magia irá se desfazer sozinha daqui a quatro dias, então você só precisa esperar, Luce-chan. Fique à vontade nessa mansão até lá. – acenou andando até a porta. – Eu estou um pouco atarefada, mas pode pedir ajuda a qualquer um. Se tiver problemas, venha ao meu quarto que tentarei ver o que posso fazer, ok? Porém, acho que seus amigos podem dar conta de tudo. Enfim, boa noite a vocês, não aprontem muito.

Monna saiu da enfermaria e deixou todos lá. Passaram-se alguns minutos até que alguém se manifestasse.

- Ok, e agora? – Claire cruzou os braços e olhou para Luce. – Você não é a perva da Luce, então não sei como agir.

- Hm... – Luce sorriu e estendeu a mão para Claire. – Já sei! Como não tenho escolha... Acho que vou começar do início. Prazer, sou Luce. – riu ao ver a cara de surpresa da azulada.

- Claire. – apertou a mão da garota. – Claire Luna. – balançou a cabeça e esboçou um sorriso. – Espero que goste da mansão durante esses quatro dias.

- Obrigada! – virou-se para Shion. – Oi...?

- Olá. – o bruxo sorriu e se levantou, indo até a cama. – Você é tão fofa quanto a minha perva-chan. – riu e abraçou-a. – Sinto muito pelo choque, imagino que o Shion da sua dimensão não se vista de mulher... – falou um pouco envergonhado.

- Se problemas, só fui pega de surpresa. – Luce riu, retribuindo o abraço.

- Eu sou Lucy Enki. – Lucy retirou o boné e passou a mão pelos cabelos, ajeitando-os. – E esse é o meu irmão, Leiko Enki. – puxou-o pelo braço. Leiko resmungou baixo e olhou brevemente para Luce. Ela sorriu, mas mesmo assim o rapaz não lhe deu muita atenção. – Não ligue, ele é sempre antipático desse jeito. – deu um cascudo em Leiko e sorriu. – Se precisar de algo, Luce, estarei no quarto ao lado do seu.

- Uhum... – sorriu e encarou suas mãos, onde os dedos se entrelaçavam na altura de sua barriga. Suas orelhas subiam e desciam e ela fechou os olhos, respirando fundo.

Seriam quatro longos dias até poder voltar para casa.

Notas finais
Hoho~ Nem acredito que fiz mesmo essa fanfic! *-*
Vai ser algo muito épico, eu vejo isso. AUSHAUHSUAHASU xD
Não me mate, Sasuke~ No próximo capítulo, vou pegar mais leve com o Victor. Mas veja! O Zero não ficou de lado não, viu! Ele também foi judiado, hunf! u_u
Bem... Acho que não tenho mais nada a falar. Apenas que estou com sono. Yay. '-'
Até a próxima, pessoal~ *acena*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.