Parallel

4 Capítulo IV - Salamandra & Leviatã


Notas iniciais
OBS: O Capítulo tem alguns excessos de espaços entre uma parte e outra e não consigo achar um meio de ajeitar isso, perdoem-me pelo inconveniente!
Here we go again!
Como esse capítulo é praticamente pura ação, não tive como dar MUITA continuidade á história.
Espero que gostem e por favor deixem seus reviews, eu adoro ler reviews ♥
Revisão por: Mandy-chan Moe Moe Kyun

Capítulo IV — Salamandra & Leviatã



Estava correndo pelas escadas de emergência até o segundo andar quando ouvi Sarah dizer via comunicador:
– Eu tentei atacá-la, mas ela simplesmente atravessou o teto e foi para o andar de cima, estou indo pra lá agora mesmo!
Eu estava no quinto andar, descendo as escadas para o quarto andar quando notei um clarão na porta desse andar, como se fosse uma bola de fogo. Era ela, uma maciça esfera de fogo cintilante. Corrí em sua direção, carregando duas esferas d'água e lançando-as contra ela , porém a criatura que parecia uma esfera de fogo logo desviou delas e subiu para o quinto andar.
– Ela está subindo, deve estar no quinto ou sexto andar agora. Seguranças, ajudem os funcionários a evacuarem o local pois a situação é crítica ! Edgar, ligue o alarme de incêndio de todos os andares para que ela não tenha para onde escapar e aumentar seu fogo! — Ordenei, enquanto corria para as escadas novamente.
– Ela está indo agora para o oitavo andar, eu tentei atacá-la mas ela atravessou o teto e escapou do meu ataque!. — Locke comentou, enquanto corria para o oitavo andar.
– Locke, tente alcançá-la e analise a natureza dela. Precisamos entender como ela age pra podermos chegar a um plano! — Ordenei.
– Certo, mas venham pra cá! — Ele respondeu.
– Não! Sarah vá para o primeiro andar, ela pode descer a qualquer momento e precisamos que haja alguém lá para proteger os funcionários. — Respondi, chegando ao sexto andar.
– Entendido. — Ela respondeu.
Edgar então entrou em contato:
– Estou na sala de segurança! Posso monitorar daqui para onde ela está indo. Irei tentar ajudá-los como puder.
– Perfeito! Mantenha-nos informados sempre! — Locke o respondeu, com um tom confiante.
– Ela está nesse exato momento no nono andar, parado. O andar já foi completamente evacuado então vocês não precisam se preocupar em ferir alguém. — Edgar disse. Corremos então para o nono andar.
– Ela ficou parada até Locke aparecer e atacá-la e logo subiu para o décimo andar, onde estava se movimentando e agora está parada — Edgar informou.
– Locke, suba para o décimo andar e tente atacá-la novamente! — Disse enquanto corria chegava no nono andar.
– Ela escapou de novo, mas dessa vez desceu! — Ele respondeu. Aproveitando que eu estava no nono andar, corrí atrás dela e tentei atacá-la com uma esfera d'água em alta velocidade, mas ela subiu novamente para o décimo andar.
– Boa Laurence! — Locke comentou enquanto tentava atacá-la. — Ele desceu de novo, ataque-a Laurence!.
E assim o fiz, porém ela desceu para o oitavo andar. Ao meu ver, ela está fugindo de qualquer coisa que lhe apresente perigo. Por conta da intensidade de seu calor interno, a água do alarme é incapaz de tocar o seu corpo e por isso ela não tem problema nenhum em caminhar aqui mesmo com os alarmes ligados ,porém, esferas de água concentradas e em uma boa velocidade são capazes de atingi-la por isso ela foge dos ataques. O que significa que, para atingi-la, temos de usar um ataque que tenha uma massa relevante d'água com uma velocidade maior do que a dela de atravessar o telhado e isso é, segundo as leis da física, impossível mas... se pudéssemos prever os movimentos dela e saber em qual andar ela irá estar, podemos ter uma chance de atingi-la. Considerando que sua estrutura física aparenta ser frágil, um ataque seria o suficiente para que ela perca a velocidade e seja mais fácil de pará-la. Então...
– O que você tá fazendo aí parado? Ela está no oitavo andar! — Locke resmungou e interrompeu meus pensamentos.
– Locke, espere!
– O quê ? — Ele perguntou.
– Sarah, todos evacuaram e os portões do Distrito estão fechados? — Perguntei.
– Sim, mas o que foi Laurence? — Ela questionou.
– Por fim...Edgar, da sala de segurança você consegue controlar o movimento dos elevadores, certo?
– Sim, na sala de segurança ele consegue controlar tudo — Locke respondeu por ele.
– Certo...Edgar, há dois elevadores coletivos e dois elevadores individuais em cada andar, certo?
– Isso mesmo. — Ele respondeu.
– Okay. Escutem bem...Teremos de trabalhar em conjunto e em sincronia se quisermos derrotar essa coisa. Locke e eu vamos tentar guiar essa criatura até o primeiro andar e lá Sarah deve derrotá-la. Locke e Edgar, escutem bem, iremos usar os elevadores até o andar em que a criatura está e tentaremos atacá-la com uma bomba d'água em alta velocidade, a água dela irá se dispersar numa velocidade maior ainda, não dando tempo para que ela fuja para outro canto. Assim, a manteremos em uma linha reta entre o meu elevador e o de Locke. Edgar, você deve controlar os elevadores da seguinte forma, a criatura ficará exatamente no oitavo andar, tanto eu quanto Locke iremos pegar os elevadores aqui no nono andar e eu irei descer até o oitavo e tentar atacá-la, em seguida basta segui-la, se ela for para sétimo andar, mande-me para o sétimo andar e Locke para o oitavo. Se ela subir para o nono, mande-me para o décimo e, dessa forma, teremos total controle dos movimentos dela. Assim iremos mandá-la, em algum momento para o primeiro andar onde Sarah deverá carregar uma esfera d'água de maior massa e com a maior velocidade que ela puder para atacá-la assim que ela descer. Entenderam?
Todos assentiram e então eu e Locke começamos a carregar a energia da água e formar bombas de médio porte.
– Carregue umas quinze, acho que será suficiente e se precisarmos de mais é só deixá-lo parado em um andar e recarregarmos. — Comentei com Locke, que rapidamente terminou de carregar suas bombas e foi para o elevador à oeste. Já eu segui o corredor até o elevador à leste, carreguei a primeira bomba e perguntei a todos:
– Prontos?
– Sim! — Responderam.
– Edgar, me leve até o oitavo andar! — Ordenei Edgar, que me levou e, ao abrir a porta, lancei a bomba e a porta se fechou, levando-me até o sétimo andar, onde lancei outra bomba. Fui então levado ao nono andar, onde nada aconteceu e as portas se fecharam.
Sétimo andar, a vi e lancei outra bomba. Em seguida, nono andar, as portas se fecharam. Décimo andar, as portas se fecharam. Oitavo andar, lancei outra bomba da qual ela escapou descendo. Sexto andar, nada, as portas se fecharam. Quinto andar, aguardei um pouco e lá estava ela, desviou de minha bomba descendo. Terceiro andar, nada até ela descer e eu tentar lançar outra bomba nela e ela desceu. CHECK-MATE!
– Edgar, espere! — O pedi.
– Diga Laurence.
– Eu quero que você mantenha o plano, mas apenas abra a porta quando eu ordenar porque temos ela em mãos a menos que alguém falhe em alguma coisa. Locke, concentre suas bombas restantes em uma só bomba em alta velocidade , eu irei fazer o mesmo. Após isso, eu irei descer para o segundo andar e Locke para o terceiro, enquanto Sarah aguarda a criatura no primeiro andar com um ataque pronto, correto? — Comecei a explicar.
– Sim, já estou preparada faz uns cinco minutos — Sarah respondeu.
– Certo, eu irei lançar a minha bomba primeiro, para que ela suba ou desca, vocês devem mandar o ataque de vocês quando eu disser "já!", entendido? — Continuei a explicar.
– Sim! — Ambos responderam.
– Certo, então vamos lá! Edgar, pode começar! — Ordenei, já preparando meu ataque enquanto o elevador descia. Agora é o momento da verdade, a porta do elevador abriu e lancei a bomba d'água e um segundo depois e gritei — JÁ! — A criatura desceu para o primeiro andar, onde ouvi um enorme estrondo impactar no chão do segundo andar.
– O atingi! — Sarah disse animadamente.



Descemos até o primeiro andar e o que havia lá eram pequenas esferas de fogo flutuando.
– Então eram Hinotamas. — Locke comentou.
– Hinotamas? — Sarah questionou, sem saber do que se tratava. — Dei uma risada e a respondi.
– Parece que alguém não leu o Compedium todo.... Hinotamas são criaturas sem estrutura física, são como o fogo mas contém alma e personalidade própria, porém tendem a serem mais pacíficas. Por que eles atacariam um lugar desses?
– Vai ver elas não gostam de saliência — Locke respondeu sarcásticamente. Pela primeira vez Sarah riu de uma piada dele.
– Bom...Vamos acabar com isso — Ela disse, iniciando o ritual. Porém, assim que ela começou o ritual, as Hinotamas ficaram agitadas, suas chamas cresceram e elas logo começaram a se juntar e a formar um corpo feminino composto de chamas, lembrando nitidamente uma stripper.
– Mas...O que? — Locke comentou surpeso. A criatura logo gerou dois chicotes de chamas em suas mãos, lembrando surais e correu em nossa direção numa velocidade incrível. Com sorte, conseguimos saltar para os lados e desviar do ataque e, quando notamos, havia uma trilha de fogo por onde a criatura passou. Edgar ligou novamente os alarmes, mas as águas vaporizavam antes mesmo de tocar na criatura, só ajudando então a apagar as trilhas de chamas que ela deixava. A criatura então correu em nossa direção novamente.
– Vamos desviar novamente e tentar atacá-la com esferas d'água em alta velocidade. — Sarah ordenou. Respondemos com um sinal positivo com a cabeça e começamos a carregar energia d'água em nossos corpos, desviamos novamente do ataque da criatura e lançamos esferas nela. Porém, as esferas se vaporizaram antes de tocá-la.
– O QUE?! — Locke disse, surpreso e indignado. Levantei-me e expliquei a ambos.
– A energia de fogo dessa criatura e o calor produzido por ela é tão intenso que a água não consegue tocá-la independente da massa e da velocidade. Então...Edgar, ligue o ar condicionado na temperatura mais fria possível.
– Por quê? Vocês estão ensopados, vão morrer de frio! — Edgar respondeu.
– Relaxa, Laurence saber o que está dizendo. — Locke o respondeu.
– Tá certo...Mas se sentirem muito frio me avisem para eu desligar! — Edgar então disse, ligando o ar condicionado em seguida, comecei a carregar o ar frio com a energia d'água que havia ao redor do meu corpo e das minhas roupas ensopadas e formei uma esfera de gelo em minha mão, lançando-a contra a criatura que desviou do meu ataque e tentando me atacar com seu chicote. Desviei de seu ataque novamente.
– O calor dela é intenso, mas não intenso o suficiente pra parar o gelo. Em compensação, carregar gelo demora mais do que carregar água, devemos ser cuidadosos e saber quando devemos atacar — Disse, ainda desviando dos golpes até saltar contra a parede e pular por cima da criatura que tentou atacar-me com seu chicote mas foi impedido pelo ataque de Sarah e Locke usou uma arte da terra, quebrando o solo e gerando estacas de pedra em direção à criatura que saltou e correu em direção à ele.
Usei outra esfera de gelo contra a criatura para desviar a atenção dela para mim enquanto Locke se recuperava do ataque e comentei:
– Terra? Ela jamais seria atingida por um golpe de terra com essa velocidade! Mas, quando Sarah atacou a criatura e eu desviei o olhar para Locke vi uma cena inacreditável, Locke estava juntando três energias ao seu redor: água, vento e terra. Apesar de estar nitidamente se esforçando demais para fazê-lo, essa capacidade de Locke me era desconhecida e realmente surpreendente já que não conheço ninguém além da marechal que seja capaz de fundir mais de dois elementos para uma Arte , mas Locke conseguiu com sucesso. Criou uma lança de gelo revestida com rochas na base e com uma ponta feita puramente de gelo extremamente grande e afiada. Locke saltou em direção a criatura e tentou atacá-la, a criatura defendeu-se e Locke usou a base de sua lança para defender-se dos ataques dela, contra-atacando em seguida e logo começou um intenso duelo entre os dois.
– Carreguem o máximo de esferas de gelo que puderem e o ataquem quando eu a atingir ! — Ele ordenou à mim e à Sarah. Começamos então a carregar energia e comentei com Sarah:
– Eu disse que ele era um membro poderoso da Sigma. Agora que tal mostrarmos a ele o que NÓS sabemos fazer também?
– O que tem em mente? — Ela perguntou.
– Tempestade. — Respondi. Sarah então começou a rir e respondeu:
– Tudo bem então.
Erguemos nossas mãos a altura do tórax e carregamos energia em ambas, juntando-as depois e depois separando-as, fazendo movimentos esféricos. Enquanto isso Locke continuava a enfrentar bravamente a criatura pelos corredores do primeiro andar numa batalha de igual para igual onde nenhum dos dois conseguia dar um ataque certeiro, até que ouvimos um revólver sendo desparado. Ao olharmos para a entrada, havia um segurança branco de cabelos longos, óculos escuros e alto.
– Você...Matou o meu irmão! — Ele gritou.
A criatura correu até o homem.
– Não! — Locke gritou jogando a sua lança em direção a criatura. Sarah e eu corremos e ficamos de frente para Locke, lançando então uma enorme tempestade de gelo mas já era tarde demais, a criatura havia abraçado o homem e intensificado suas chamas, o segurança gritava de dor e desespero enquanto seu corpo passava pela criatura, sendo completamente carbonizado. Alguns segundos depois, a lança atingiu o peito da criatura e a tempestade de gelo o resto de seu corpo.
– DESGRAÇADO! — Locke gritou, jogando outra esfera, dessa vez puramente de gelo na criatura. A criatura então começou a se esvair e a desaparecer e o que sobrou onde ela estava era apenas o esqueleto do segurança, completamente incinerado. Ficamos em silêncio, abaixei a cabeça e notei lágrimas caindo no chão, ao olhar para a esqueda notei Sarah que também estava de cabeça baixa estava chorando.



Percebi um clarão na minha frente e, ao olhar, lá estavam as Hinotamas juntando-se novamente e formando uma esfera de fogo que estava diminuindo com o tempo. Peguei o braço de Sarah que estava chocada demais para reagir e corrí junto a Locke até o elevador que estava atrás de nós. Subimos então para o décimo andar e ouvimos um enorme estrondo.
– Se auto-destruiu... — Comentei.
– L-Locke! — Edgar, com uma voz nitidamente assustada, chamou.
– O que foi? — Locke perguntou.
– As chamas estão subindo! Elas estão agora no oitavo andar e estão saindo pela janela e formando uma espiral! — Edgar, ainda muito assustado respondeu. Saímos do elevador no décimo andar e fomos para a janela, lá vimos uma espiral de fogo começar a ganhar forma e tornar-se uma espécie de serpente de chamas flutuando, uma Salamandra.
Sarah ainda em lágrimas, saltou da janela e caiu no mar.
– Vamos Locke! Nem mesmo uma mestra das águas como Sarah pode controlar o Leviatã sozinho. — Eu disse para Locke, saltando até o mar logo em seguida. Locke saltou logo atrás de mim. Caímos para o fundo do mar e lá carregamos o máximo de energia d'água possível e iniciamos uma Arte de Invocação. A capacidade de usar da energia de um elemento específico para transformar esse elemento em uma criatura do outro mundo que tenha base nesse elemento. Em quase todos os casos são necessários duas ou mais pessoas para controlar a criatura, caso contrário ela entrará em um estado de fúria e irá começar a destruir o que estiver ao seu redor. Devido à alta periculosidade da técnica e da enorme quantidade de energia que ela requer e consome, é uma técnica utilizada apenas para casos de extrema emergência.
Criamos um redemoinho d'água ao nosso redor e o levitamos para a superfície, onde começamos a moldá-lo até tomar forma de uma enorme serpente d'água, um Leviatã. Formamos esferas de ar ao nosso redor para que pudessemos respirar e adentramos em nossa Invocação.
– Eu ficarei na defensiva, vocês podem se manter na ofensiva. — Locke disse, indo para o centro da criatura. Eu e Sarah permanecemos na cabeça dela e olhamos fixamente para a Salamandra, que nos olhou também. Estendemos nossas mãos em direção a criatura e lançamos pela boca do Leviatã um enorme redemoinho d'água e a criatura contra-atacou com uma baforada de fogo. Os dois ataques colidiram e criaram uma enorme fumaça de vapor.
A Salamandra voou até o outro lado da ilha e lançou outra baforada de fogo do qual Locke defendeu criando uma barreira d'água, contra-atacamos com uma enorme esfera da qual ela desviou e voou sobre nós em forma de espiral, gerando uma enorme onda de calor.
– Desgraçada! — Sarah gritou e fez com que o Leviatã lançasse pra cima uma bomba d'água. A Salamandra levitou e evitou que a bomba explodisse próximo a ela. Em seguida, lançou uma bola de fogo sobre nós da qual Locke defendeu formando várias mãos nas águas do mar que esticaram-se e seguraram a bola, apagando-a.
– Precisamos mudar a tática ou ficaremos nisso para sempre! — Comentei com Sarah.
– Tem ideias? — Ela perguntou. Enquanto isso a criatura lançou outra bola de fogo da qual foi bloqueada por uma barreira.
– O que vocês estão fazendo? — Locke, incomodado com o fato de termos parado de atacar perguntou.
– Estamos pensando em como vencê-lo, pois só estamos anulando os ataques um do outro assim — Sarah o respondeu e perguntou e mim — E então Laurence?
– Locke, mantenha-se na defensiva. Sarah, me ajude a atacá-la, preciso estudar os movimentos dela. — Ordenei, em seguida a atacamos com uma esfera d'água e ela desviou, indo para mais longe da costa. Ela então começou a nos rodear e criou um turbilhão de chamas que nos cercou.
– Essa não! — Sarah comentou. Locke então criou várias barreiras d'água que começaram a se vaporizar quando encontraram-se com o turbilhão sem apagá-lo.
– Não poderei segurar por muito tempo! — Ele comentou.
– Precisamos dispersar e reformar o Leviatã depois! — Sarah disse.
– Não vai dar! A temperatura d'água vai nos queimar assim que dispersarmos! — Respondi.
– Qual ideia você tem então? — Sarah questionou com uma voz de tensão. Foi então que notei a criatura sobre nós, flutuando e pronta para lançar uma enorme bola de fogo em nós quando o turbilhão se fechasse, check-mate pra ela. Quando Locke olhou, comentou com uma voz de desespero:
– Não....!



Aquele era o momento decisivo, se não achássemos um jeito de acabar com ela agora iriamos ser mortos.
– Pessoal...É matar ou morrer. Sarah, devemos carregar um único ataque capaz de passar pelo calor dela e a atingir . Locke... Dez segundos após começarmos a carregar o ataque, quero que você remova as barreira e carregue a maior esfera d'água que você puder. — Ordenei. Apesar do clima de tensão, todos concordaram.
Sarah e eu então começamos a preparar um enorme redemoinho d'água dentro do Leviatã. Dez segundos depois, Locke eliminou suas barreiras e começou a gerar uma enorme esfera d'água na boca do Leviatã enquanto as chamas se aproximavam. Ao sentir a água ao nosso redor esquentar e o turbilhão se aproximar, gritei:
– AGORA!
Levitamos em direção a Salamandra, que nos lançou sua enorme esfera de fogo. Ao nos aproximarmos dela, Locke lançou a esfera d'água e as duas colidiram, conseguimos passar pela esfera e fomos a toda velocidade até a Salamandra e o fizemos com que o Leviatã a engolisse,disparamos então nosso turbilhão dentro do Leviatã e a criatura começou á arquear e se rebater em dor. Sarah, furiosa com a criatura, começou a lançar várias e várias bombas d'água até que a Salamandra começou a esvair-se. Logo ela havia desaparecido e as Hinotamas esvairam-se, junto de suas essências. Havíamos matado elas.



Descemos até a superfície e dispersamos, a água do mar voltou a seu estado normal , caminhamos até a entrada e abrimos a porta. Os funcionários que ainda estavam nas redondezas do Distrito estavam todos de frente pra nós, com Edgar ao centro que começou a bater palmas e, em seguida, todos os funcionários começaram a bater palmas para nós. Edgar então caminhou em nossa direção com uma mala preta em suas mãos.
– Muito obrigado mesmo! Não fomos capazes de manter o Distrito completamente inteiro mas a atitude de vocês foi heróica e jamais poderei agradecê-los o suficiente por isso mas...tomem. — Ele disse, abrindo a mala, nela continha o dinheiro do pagamento e três cartões dourados. Locke pegou os cartões e entregou um para mim e um para Sarah e depois contou o dinheiro da mala.
– Há dois mil e quinhentos aqui. — Ele comentou.
– Como eu disse, não tenho como agradecê-los o suficiente. Então coloquei mil a mais no pagamento para vocês e esses cartões, é o maximo que posso fazer. — Edgar respondeu. Enquanto isso, olhei para o centro da sala e notei uma pessoa com uma roupa completamente branca e de capuz nos observando...Não era o tipo de pessoa que seria um funcionário da boate.
– Aonde você vai? — Sarah me perguntou enquanto eu caminhava em direção a essa pessoa que, ao notar, correu pelas escadas.
– Espere! — Gritei enquanto corria até ela. Seguimos pelos corredores e escadas do castelo e ela não parecia se cansar até que chegamos a um quarto no décimo primeiro andar, onde ela ficou de pé na sacada da janela e virou-se até mim, me encarando fixamente com olhos fortemente azuis, a única coisa que era capaz de se ver naqueles trajes além da sua pele branca como a neve. Ela me olhava como se quisesse me mostrar algo e continuamos a nos encarar até que ela notou que haviam pessoas se aproximando e jogou-se da sacada, corrí até a sacada e a vi caíndo no mar.
– Laurence! — Sarah disse, correndo ate mim. — Onde ela foi? — Perguntou.
Apontei para o mar, Locke chegou até nós e comentou.
– Ela deve ter batido numa pedra quando caiu.
– Com essa já são quatro mortes numa única missão. — Sarah comentou, com uma voz triste como se quisesse chorar. Virei-me até a porta do quarto e, enquanto seguia para o elevador, comentei.
– Mortes acontecem quando estamos lidando com coisas tão perigosas. Devemos nos alegrar por estarmos vivos.
Ambos me seguiram e fomos até o estacionamento, entramos no carro e dirigimos até a Sigma e avistamos helicópteros da mesma sobrevoando a cidade usando a Luz: Um dispositivo criado pela Sigma com o intuito de apagar memórias relacionadas a organização naqueles que ainda tem seus Limitadores. Ele é usado toda manhã ao redor dos locais onde foram realizadas missões recentemente para que não haja alvoroço com relação aos trabalhos feitos pela Sigma. Além de apagar memórias, a Luz também cria memórias artificiais na mente das pessoas com relação aos momentos em que tiveram algum contato com membros da Sigma durante uma missão, alterando-as para que esses membros sejam apenas "detetives" pagos pelos proprietários dos casos. A organização então disponibiliza para seus clientes um relatório explicando, logicamente, a causa do problema criado por uma atividade paranormal.
– Vocês podem dividir o pagamento extra entre si. Tudo o que eu queria mesmo era essa belezinha. — Locke, ao volante, disse mostrando o cartão dourado.
– Mas...o que é esse cartão afinal? — Sarah o perguntou, olhando para o seu.
– É um cartão VIP do Distrito Baron. Ele lhe dá acesso a qualquer andar e a qualquer atração sem pagar dinheiro algum pelo resto da sua vida. Somente os grandes empresários do mundo e os proprietáros do Distrito tem esse cartão e o preço de um cartão desses é de um milhão e meio.
– Mas eu não tenho a menor utilidade pra isso. — Sarah então comentou, olhando para seu cartão.
– Se você não quer, pode me dar o seu. Conheço pessoas que seriam muito felizes com ele — Locke a respondeu. Sarah o olhou com cara de desprezo e retrucou.
– Você já tem o seu.
– Então isso significa que... você ainda pretende usá-lo? — Locke, de volta a seu jeito despreocupado e bobo, a perguntou.
– NÃO! Definitivamente não! — Ela respondeu, sem graça e ficando com a pele avermelhada.
– Você tá vermelha, acho que você tem seus planos pra isso. — Comentei. Locke começou a rir.
– NÃO! Eu não tenho! — Sarah, mais vermelha ainda, me respondeu.
Dei uma gargalhada e coloquei a mão sobre sua cabeça, um cafuné.
– Relaxa, você tem dezessete anos. É normal garotas de dezessete anos pensarem nessas coisas.
Sarah socou meu braço com força e novamente fingi não doer. Ela então virou-se e olhou para a janela. O dia hoje foi difícil e creio que essa tenha sido a missão mais difícil e trágica da qual já passei. Foi uma batalha árdua e cansativa, um choque intenso em ver pessoas sendo queimadas vivas e a tensão de quase morrer é algo impactante. Apesar disso tudo, só há uma coisa presa na minha mente: Quem era aquela pessoa e o que ela queria me mostrar?



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EXTRA: Reações de Locke assistindo a briga de Laurence e Sarah no "quarto surpresa".



Na noite anterior, após eu e Sarah saírmos do elevador...
– Hey....Vamos para a sala de segurança, há algo que quero ver. — Ele pediu a Edgar. Os dois então subiram para a sala de segurança e ativaram a câmera dos quartos 14 e 15.
– Ela já dormiu? Deve estar cansada....Seria uma pena se alguém... Te levasse pra outro quarto, não é mesmo ruivinha?. — Locke comentou e apertou um botão na sala de segurança, da qual moveu a cama de Sarah até o quarto 15, onde estava Laurence.
– Agora....Ele saiu do banho, não vou ativar a câmera do banheiro Edgar, então tira seu cavalinho da chuva.
– Que pena...Um garoto tão bonito. — Edgar comentou com Locke, sentado ao seu lado assistindo.
– Você me assusta. Enfim, isso... agora deita com ela. NÃO! Eu disse deitar e não cutucar. Mas....agora eles vão se encarar...
A sala ficou em silênio até Sarah se revoltar.
– BWAHAHAHAHAHAHAHAHAHA — Locke gargalhou vendo o ataque de Sarah e continuou — Isso, beija ela agora Laurence! Não! Isso, agora que jogou ela na cama parte pro ataque meu garoto!
Ele então mostrou-se nitidamente decepcionado ao perceber que ambos dormiram.
– Que droga....esperava mais diversão da parte deles. — Comentou.
– Mas....por que você está fazendo isso com eles? Normalmente você iria tentar conquistar a garota e dane-se o rapaz. — Edgar o perguntou.
Locke então levantou-se e seguiu até o elevador. Enquanto esperava, respondeu.
– É simples, eles se merecem e ao meu ver gostam um do outro mesmo que não tenham notado isso ainda, eu só queria ajudá-los um pouco mas não deu certo. E sim, Sarah é uma garota muito bonita e tem atributos bem distribuídos pra idade dela mas... Laurence é um cara legal, ele merece a Sarah enquanto Sarah precisa de um homem maduro que saiba controlar os impulsos de raiva dela, esse homem pode perfeitamente ser Laurence. E eu vou ajudá-los a perceber isso.
– Entendi. — Edgar, surpreso, respondeu.
– Enfim. Pode dizer para Julia e Melissa que estou as esperando no quarto 41? Se eles não querem se divertir, irei me divertir por eles. — Locke respondeu enquanto entrava no elevador que fechou suas portas e desceu até o décimo primeiro andar.



Notas finais
É isso, pessoal. Espero que tenham gostado
Novamente, quem gostar deixe um review e/ou favorite a história ♥
Devido á questões pessoais, creio que o próximo capítulo levará cerca de uma semana para ficar pronto então...Até semana que vem!
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Capítulo V - Reflexões