Paralelo

2 Capítulo 2 - Linhas paralelas.


Notas iniciais
Nossa, estou muito atrasada com esse capítulo. Eu tive que reescrever um monte de coisas e meu ajudante de edição me deu um bolo. Então, se vocês virem algum erro me avisem (sinto muito por isso, não vai acontecer mais T-T ). Espero que gostem.

Parte.3

Uma forte batida interrompeu os pensamentos de Rachel. Seu pai abria a porta de seu quarto. A reunião tinha terminado e agora ele vinha repreende-la mais uma vez.

– Seu irmão está com um olho roxo sabia? O que deu em você menina?

– Não sei.

– Como assim não sabe? Mesmo que ele tenha feito algo pra te irritar isso não justifica você bater no seu irmão, e na frente de todo mundo do prédio! Olha a vergonha que eu passei!

A menina olhava para baixo enquanto ouvia seu pai.

– Eu espero que com esse castigo a senhorita aprenda a se comportar.

O pai saiu do quarto sem dizer mais nada. Rachel ficou sentada por algum tempo. Quando voltou a realidade pegou um celular velho que tinha guardado e para sua sorte o chip do celular ainda tinha um pouco de crédito.

“ Como assim medo?”

“ Eu fico ansiosa e termino apavorada.”

“ Que besteira! Você já tentou ler o livro?”

“ Ainda não.”

“ Então leia menina! Demorou tanto pra achar e agora você não lê?”

“ Tem razão, não sei porque não pensei nisso”

“ É porque você é uma tonta haha”

Rachel sorriu, conversar com sua amiga sempre a fazia se sentir melhor.

– Então é isso, vou ler o livro! Eu com certeza vou ler haha. Não é como se eu fosse morrer, né? – Ela parou e olhou para seu livro – Será?

Parte.4

Durante muito tempo o hobby de Angelina foi criar pequenos círculos de invocação e chamar pequenos demônios para brincar. Ela sabia vários truques e conseguia chamar as mais diversas variedades . A menina ia para a floresta, assim ninguém iria incomodá-la. Voltava só quando seu pai lhe chamava pelo rádio.

Angelina morava em um prédio afastado da cidade com seu pai e irmão.

No seu andar ficava uma sala grande que era usada para reuniões onde os moradores, periodicamente, se encontravam para tratar de assuntos do prédio. As reuniões eram sempre uma verdadeira desordem. As senhoras fofocavam, os homens jogavam cartas e Angelina, a única criança do prédio, ficava conversando com seu pai e irmão.

–Papai, eu queria saber se você pode me comprar um livro antigo?

–Pra que você quer um livro antigo?

–Meus demoniozinhos disseram que eu preciso de um.

O pai de Angelina riu. "Mas é claro filha". O senhor Bernardo nunca levou a sério as histórias sobre demônios da filha, e também não se preocupava. Era desses que dizia "é coisa da idade", toda vez que algum visitante mostrava preocupação.

A menina contente saiu da sala e foi para o seu quarto, pegou um lápis e numa folha desenhou um pequeno círculo de invocação para chamar seu mascote preferido: Zick. Uma espécie de cachorro peludo com um rabinho fino e pontudo.

–Você ouviu? Papai vai me trazer o livro!

Zick olhava para a menina, preocupado.

Notas finais
Obrigada por ler! Não esqueçam de dizer o que acharam do capítulo. Precisa melhorar? Já está bom? A opinião de vocês é muito importante. E daqui para frente prometo fazer capítulos mais longos e puxar a orelha do meu editor.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.