Paralelo

1 Capítulo 1 - Pontos distintos.


Notas iniciais
Enquanto não escrevo nenhuma fic, vou postar uma história original.Como é a primeira que posto eu realmente gostaria de ter reviews para saber se estou me saindo bem. Também não vou continuar se não tiver ninguém lendo.

Parte.1

Rachel estava mais uma vez de castigo em seu quarto. O motivo? Havia socado o nariz de seu irmão mais velho na sala de reuniões do prédio. O pai lhe tinha tirado tudo: celular, notebook e seu videogame. Agora ela só tinha um livro que estava carregando desde a briga na sala de reuniões. Era a continuação de uma saga de terror chamada "Aventuras da desordem" que ela havia, desesperadamente, procurado por meses até encontra-lo, a preço de banana, em um pequeno sebo de um velhinho simpático.

A menina, sentada em sua cama, olhava fixamente para o livro em seu colo. Ela ainda tentava entender o motivo de seu repentino descontrole. Ela não era de agir assim, mas tinha sentido algo que a fez extremamente ansiosa.

– O que seria?- Rachel indagava à si mesma. Todas as vezes que não chegava em uma solução, ela começava a falar em voz alta. Acreditava que se tirasse os pensamentos de sua cabeça as coisas fluiriam melhor, como numa conversa.

– Foi ciúmes? Do que? Do livro? — Não, não pode ser- Ele queria tomar de mim, mas não foi isso...

Nada fazia sentido, e a resposta parecia longe, até que:

–Será que foi medo?

Sim, foi medo.

Parte.2

A mata tranquila daquele pedaço de terra desabitado sentia, mais uma vez, as pisadelas de um visitante desconhecido e outro nem tão desconhecido assim. Um deles era Jack, o outro, Padre Rupert. Eles caminhavam por entre as árvores que por serem espessas na copa faziam uma grande sombra. Havia entre as arvores, espaço suficiente para que duas pessoas andassem tranquilamente.

–Tem certeza que é aqui?- Perguntou o padre.

–Tenho sim! Eu investiguei cada pedacinho de informação, e eu tenho certeza absoluta de que é aqui que ela aparece. — Ele apontou para o chão, os olhos do padre acompanharam e depois voltaram para o jovem.

Rupert não duvidava nada do trabalho do repórter, ele era realmente muito bom em juntar informações. Mas era difícil acreditar que uma garotinha sobrevivia naquele lugar imundo.

O rapaz vendo que de nada adiantaram suas palavras, começou a chutar os arbustos próximos.

–O que você está fazendo?

–Procurando a menina, ela pode estar escondida. Dizem que ela fica invisível.

O padre abriu uma sonora gargalhada, enquanto coçava sua barba branca.

–Meu filho, acho que sua profissão está te deixando maluco — Ele agora chamava o repórter para voltar.

Angelina observava as duas figuras ao longe, encostada em uma árvore. Já era o terceiro padre que Jack trazia pra lá. Mas ela não ia aparecer. Por que apareceria? Além do mais, o trabalho dos padres é exorcizar demônios, e o dela, é invoca-los.

Notas finais
Obrigada por ler minha história! Aguardo seu comentário."Você pode me chamar de louco, mas eu juro que vi uma menina na floresta" -Jack, o repórter.