Paradoxo Espiral

1 Dentro de uma realidade e fora de um sonho


Notas iniciais
Esse é o único capitulo que ela possui não pretendo fazer mais alguma alteração nela, certas coisas ficam melhor sem continuação.

Seria isso... Uma espiral?

Um nome... Não... Não é isso... Eu já não me lembro mais... Quando foi mesmo...? É verdade... Quando eu conheci aquela garota, naquela manhã rotineira de minha vida.

Era manhã de sábado, eu fazia minha corrida matinal estava de folga dos afazeres da escola por isso não me preocupei com o tempo que ficaria fora de casa, o dia estava um tanto nublado, seria o inverno chegando? Acabara de sair de um mercado próximo quando a chuva se deu início, estava sem um guarda-chuva comigo então fiz meu caminho da forma mais rápida que pude, mas sem querer aquele incidente acabou por acontecer.

Era jovem, muito bonita, longos cabelos negros, olhos castanhos e um belo sorriso, só a percebi quando estávamos ambos no chão completamente molhados pela chuva que caia, me levantei o mais rápido que pude e a ajudei, fiquei um tempo encarando o belo rosto que ela tinha, já conheci dezenas de garotas bonitas até hoje, mas ela me prendeu de alguma forma e eu não conseguia parar de olhar para seu rosto, quando percebi ela estava se desculpando comigo e tomando seu caminho, rapidamente eu a segurei pela mão e perguntei por seu nome... Qual era mesmo?

Ela mora num hotel que inaugurou recentemente na cidade ele tem um formato um tanto diferente do habitual, um formato circular, bem largo, já o visitei uma vez numa excursão da escola, foi a experiência mais estranha que eu tive em toda minha vida. Trocamos nossos números de celular e eventualmente nos tornamos amigos, ela era nova na cidade disse estar visitando um parente, bem chegada na família pelo visto. Marcamos de nos encontrar em um parque próximo do hotel em que ela vive, não demorou até que ela aparecesse, conversamos bastante e passeamos ao redor do hotel e após um tempo ela me convidou para ir conhecer seu apartamento, fiquei meio nervoso no início, mas logo aceitei a proposta, logo que entramos no hotel eu pude ver duas mesas de recepção, quatro portas uma de cada lado das mesas e ao lado delas havia um elevador, a coloração do lugar era cheia do tons avermelhados, alaranjados e amarelos no início eu fiquei meio zonzo com aquilo tudo, ela então me pediu para fechar os olhos e dar um pequeno giro, eu não entendi bem o que ela queria com aquilo, mas ela parecia se divertir então sem questionar eu fiz o que ela pediu, quando abri os olhos ela me fez uma pergunta, uma pergunta tão simples que quando eu dei por mim não sabia como responder aquilo.

—Ei ei — diz ela — Qual foi a porta que nós usamos para entrar aqui?

Que estranho eu realmente não sei qual foi, tudo aqui dentro é igual, observei bem mas ambas as entradas são iguais, tanto o lado de fora quanto o lado de dentro, não há diferença visível. Subimos por uma das portas, não me arisco dizer qual porta foi, mas subimos dois lances de escadas e quando chegamos viramos a esquerda era um corredor circular, não me surpreende isso, ela me mostrou seu apartamento, era o número 26, muito simples por dentro, conversamos mais e logo eu tive que ir, nos despedimos e eu me virei para a esquerda e me dirigi até a porta, mas tinha algo errado... Ou era coisa da minha cabeça? Eu desci apenas um lance de escadas até a entrada e lá havia somente uma mesa de recepção, curioso, quando eu entrei jurava ter visto duas, talvez fosse apenas reflexo de um grande espelho? Não... não havia nada do tipo ali, fiquei extremamente confuso. No dia seguinte ela me convidou novamente e no dia depois daquele e então mais uma vez, passávamos grande parte do tempo juntos passeando pela cidade e no pequeno quarto de hotel dela.

Algo estava errado comigo, uma dor de cabeça me atingiu repentinamente, como? Corro todas as manhas, minha alimentação é saudável eu não tenho vícios em alimentos prejudiciais, o que estava acontecendo? Passei no médico, ele me disse que eu estava muito estressado, tenso, ansioso.

Resolvi fazer uma visita a ela liguei e disse que estava indo até lá, “sem problemas” ela disse, as escadas estavam fechadas naquele dia... Por que uma escada estaria fechada? Haviam dois elevadores um tempo atrás ela me disse para pegar o da direita, bem foi exatamente o que fiz, mas que coisa estranha, não havia um botão para o segundo andar, só para o primeiro o terceiro e acima... Subi até o terceiro e fui até as escadas para descer para o segundo, pelo menos foi o que eu achei que iria acontecer, desci dois lances de escadas e para minha surpresa eu fui parar na entrada e novamente só havia uma mesa de recepção, peguei meu celular rapidamente, estava assustado, liguei para ela, mas ela não atendeu... observei bem o local onde eu estava, não havia uma porta para elevador, mas havia outra porta no outro lado do salão eu fui até ela, que estranho...

O que aconteceu mesmo? Acordei em casa, minha dor de cabeça estava pior, não fui para a escola naquele dia, liguei para a garota, mas ninguém atendia... Me levantei com dificuldade e me vesti, fui até o hotel, na entrada eu analisei bem as portas, então eu fechei os olhos e dei um giro, ao abrir os olhos fui em direção a uma das portas, subi dois lances de escadas e virei a direita no corredor circular cheio de portas, encontrei o numero 26 e bati na porta, ninguém atendeu, achei que não tinha ninguém, mas isso mudou quando vi que a porta estava encostada, desconfiado eu abri lentamente a porta e entrei, a luz do pequeno corredor estava apagada e a da sala estava piscando, havia um cheiro podre impregnando o lugar, segurei minha respiração e avancei até a sala... Nunca vi nada parecido... E preferia continuar sem ver... Ela estava morta... Varios cortes no pulso, um na garganta, mas não era só ela... Me desesperei naquele momento... Corri para fora da sla e fugi para a direita desci uma escada e me deparei na entrada, corri em direção ao atendente e disse o que havia acontecido, ele chamou a polícia e me acompanhou até fora do hotel, me agachei e respirei fundo, me levantei novamente, ele me fez algumas perguntas do que aconteceu e logo a outra atendente veio e eu ouço o barulho da outra porta de entrada, olho imediatamente, eram dois policiais, corri em direção a eles desesperado, disse o que vi, eles logo me pediram para leva-los até lá e sem questionar eu logo entrei em uma das portas e subimos dois lances de escadas e viramos a esquerda... achei o número 26... A porta estava fechada... Os policias tomaram a frente e bateram na porta, ouvimos uma voz lá dentro e logo a porta se abre... Era ela... Inteira... Eu caio no chão com o barulho do meu despertador... Eram 9:00 da manhã... Me apoio na cama e me levanto devagar... Era sábado... Que coisa estranha... Estava me sentindo bem, me vesti, apanhei meu celular com meus fones e fui fazer minha corrida matinal, estava de folga dos afazeres da escola por isso não me importei com o tempo que ficaria fora... Ia chover passei num supermercado próximo, estava chovendo quando fui sair... Esperei um pouco... A chuva não passava então fui correndo e sem querer esbarrei em alguém... Só a percebi quando estávamos no chão completamente molhados pela chuva que caia... Que estranho... Seria isso... Uma espiral...?

Notas finais
Espero que tenham gostado e não se esqueçam de me avisar caso vejam algo de errado isso me ajuda muito a melhorar e obrigado por dedicar seu tempo para lê-la.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!