Paradox-0

4 A gente do tempo - Parte 1


São Paulo, maio de 2018

O jovem viajante do tempo estava deitado, em um túnel psicodélico, escolhendo um visual para si.

“Como que esse cara alterou algo na alemanha sendo que ele esta no Brasil?”.

Durante seus anos de moderador, Rogers aprendeu que os atemporais podem moverem o tempo a volta deles.O próprio Kenshi havia dito: “Controlamos o tempo. Não o espaço.”

Dessa forma, não importa o quanto alguém se movia pela linha temporal. Ele sempre iria parar no mesmo lugar. E, quando algo fosse surgir ocupando o mesmo espaço que o viajante, esse objeto vira pó. Deixando de existir.

“Se tudo der errado, irei fazer algumas perguntas a ele antes de deleta-lo da existência.”

Ele decide trajar um visual estilo detetive. Loiro, com óculos quadrado e sobretudo marrom. Quando ele saiu do túnel, o que ele via era uma versão steampunk menos agressiva do ano de 2073.

De fato, o ar era mais respirável. Porém, às pessoas pareciam mais alegres. Talvez por que ele estivesse no Brasil. Ao lado de Rogers, em um bar, tocava uma versão Jazz de Garotas de Ipanema. Em cima dele, um gigantesco dirigível com turbinas a jato passava lentamente por sua cabeça.

— Ah... Brasil. Terra das belas mulheres, da boa música, e das praias bonitas. – Ele começa a andar, analisando o aparelho em seu pulso indo em direção em que o sinal vinha.

De um instante para o outro, às coisas começaram a perder o contraste até desaparecerem aos pouco. Tudo o que restou foi Rogers, um cara a cerca 100 metros com uma acompanhante e um grande branco desolador.

— Eu gosto de Steampunk. O que há de errado nisso? – Ele diz para si mesmo.

O viajante do tempo segura uma esfera na mão. Mas, antes que pudesse fazer algo, um novo cenário começou a surgir diante de seus olhos. Com os prédios e às ruas, alguns carros e pessoas. Por sorte, a rua em que ele estava era pouco movimentada e o seu alvo estava no final dela.

Rogers volta a andar a passos rápidos até que um carro com som alto passa ao lado dele tocando um refrão de uma música que dizia: “Eu quero catucar teu boga”. Ele para imediatamente ao ouvir aquilo e começa a analisar o computador em seu pulso.

— Essa música é muito estranha... – Ele diz acompanhando o veiculo com um olhar espantado. – Isso só pode ser alguma sequela temporal.

Rogers volta sua atenção ao o walker e o vê discutindo com sua acompanhante. Era preciso pensar rápido. A pessoa já sabia que havia algo de errado. Era questão de tempo para ele caminhar pelo tempo novamente.

O moderador coloca os dois dedos na testa fazendo o tempo parar. Em seguida, ele lança a esfera que para no ar imediatamente após ser lançada.

— Beleza. Vamos ver qual é a desse cara...

Notas finais
"A gente" "Agente"... Sacou? Trocadalhos... e_e
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.