Parachutes
1 Don't Panic
Notas iniciais
Lucy estava muito mal. Acabara de ter uma triste noticia. Seu pai havia falecido. Como se já não bastasse sua mãe ter ido cedo, agora seu pai. Ela nunca tivera com seu pai um relacionamento muito bom, mas era o pai dela. Não tinha como não ficar triste.
Ela queria ir até o cemitério, e me pediu para ir junto. Não pude negar, vê-la daquele jeito me deixava triste, é claro que eu iria. Mesmo se ela não pedisse, tenho quase certeza que iria.
Erza conseguiu um tipo de carroça para nos levar até lá. Nesse tempo lá dentro fiquei praticamente inútil. Tentei me segurar um pouco, mas não consegui. Eu odeio transportes, odeio passar mal quando estou em algum. Por que não chamamos a Wendy também?
Lucy soltou um suspiro.
– Você está bem Lucy? – Happy perguntou. É claro que ela não estava.
– Sim Happy, estou. — Ela fez carinho nele e deu um fraco sorriso.
Estava frio, o tempo nublado, não gosto de dias assim, deixam tudo ainda mais deprimente. Dias assim não combinam com a Fairy Tail. Gosto de dias quentes, de sol.
Paramos em frente ao cemitério. Dei graças a Deus. Não graças a Deus porque paramos em frente ao cemitério, e sim porque paramos.
Haviam falado a Lucy o lugar exato onde seu pai estava, fomos até lá.
Ela se ajoelhou, de maneira que podia deitar a cabeça no tumulo, e começou a chorar. Happy sentou no chão, e apenas ficou olhando.
– Pa-pai. Me... Me desculpe por ficar esses sete anos longe, por mais que a culpa não seja minha. Pai, por mais que nossas ultimas conversas não foram muito amigáveis, eu não queria que isso acontecesse. Pai...
Me ajoelhei também, de modo que consegui abraça-la.
– Na-natsu, obrigada. – Acenei com a cabeça e dei um sorriso fraco. – Eu imagino agora, depois desse tempo fora, como foi. O corpo dele afundando na terra como pedra. E tudo que aquilo que ele lutou para ter, meu lar, a casa que nasci, os lugares em volta. Não sobrou nada. Mas o que adianta eu ficar lembrando disso, não é? No final, estamos todos acabados.
– Nós vivemos em um belo mundo Lucy. Tudo o que sei é que não há nada do que fugir aqui. Ele se foi, mas você ainda está viva. – Limpei uma lagrima de seu rosto. – Não fique assim, tudo vai ficar bem.
– É o que eu espero que aconteça. Obrigada novamente, por estar aqui comigo.
–Lucy, todos aqui conseguem alguém em quem se apoiar, e se quiser, esse alguém pode ser eu.
Ela retribuiu o abraço. Ficamos ali até ela se acalmar e se despedir do pai. Logo depois fomos embora.
‘’ Nós vivemos em um belo mundo ‘’
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