Era ela, a garota que ele sempre sonhou. Myrcella Baratheon, filha do rei de Westeros. Era delicada, forte, bonita e corajosa. Á amava com todas as forças e sabia que era correspondido. Em algum momento pensaram que conseguiriam ficar juntos, até serem felizes. Pelos sete infernos, como um bastardo poderia casar-se com uma princesa?

No fim das contas nada daria certo de qualquer jeito.

"Fique" dissera ela, mas como? Como poderia ficar quando a mulher que amava iria se casar com seu irmão mais novo?

“É o meu destino, mas você não precisa me abandonar. Ainda temos algum tempo”, implorava pela última vez.

“Myrcella, eu a amo mais que tudo. Não vou agüentar ver meu irmão desposando-lhe. Quisera eu fazer-te minha mulher, amar-te para sempre e que fossemos felizes e completos, mas por hora é impossível” disse-lhe por último Jon Snow, dando-lhe um beijo de despedida.

Mais ao Norte. Na barreira entre os mundos, a muralha e seus novos irmãos o esperavam. Sua patrulha começaria em breve, e em sua cabeça apenas se repetia o juramento que dali há pouco tempo diria, perante a árvore sagrada dos antigos deuses

“A noite chega, e agora começa minha vigia. Não terminara até a minha morte.

Não tomarei esposa, não gerarei filhos. Não usarei coroas e não conquistarei glórias.

Viverei e morrerei no meu posto. Sou a espada na escuridão.

Sou o vigilante nas muralhas. Sou o fogo que arde contra o frio,

a luz que traz consigo a alvorada, a trombeta que acorda os que dormem,

O escudo que defende os reinos dos homens.

Dou a minha palavra e a minha honra à Patrulha da Noite,

Por esta noite e por todas as noites que estão por vir”.

E por fim, vinha-lhe a mente o rosto belo de Myrcella, que seria para sempre, o seu amor.

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