Para autores
1 Capítulo único
Notas iniciais
Aquele ponteirinho do mouse piscando no alto de uma folha em branco do Word.
— Nossa que odio! — Grito enquanto lanço longe a primiera coisa que esta ao meu alcance. Escuto um barulho distante e me viro pra ver o estrago que eu acabei de causar. Graças ao bom Deus a janela esta aberta e o copo de café que lancei passou direto por ela, deixando a parede laranja e as cortinas brancas completamente manchadas.
Foi então que a ficha caiu.
Me levantei da cadeira quase derrubando a mesa com o computador e corri até a janela. Eu moro no decimo terceiro andar, sem contar as garagens, provavelmente matei alguém. Me debrucei pra conceguir ver lá em baixo, um vento frio bagunçou meu cabelo me atrapalhando a enxergar e, a escuridão da noite tambem não ajudava muito mas, lá em baixo os cacos de vidro verde que até poucos segundos eram uma caneca estão espalhados por cima do capo de um carro prata.
Fechei a janela rapidamente, eu poderia escapar dessa se ninguém descobrisse de onde veio a caneca voadora. No meio da madrugada quase ninguém esta acordado, então minhas chances são maiores.
Abaixei a tampa do computador e me joguei na cama. O teto branco, tão branco, sem vida, nada contribui com minha falta de ideias.
Suspiro e pego o celular na cabeçeira da cama. A tela brilha mostrando uma foto do Scott/Tyler quando o desbloqueio. Isso me dá uma ideia: Talvez se eu for assistir Teen Wolf … Então a ideia se vai mais rapido do que eu possa processar. Vasculho o celular até encontar meu bloco de notas, estou a procura de ideias, e nesse momento é o lugar onde sei que posso encontra-las. Rolo a pagina com os dedos lendo as coisa que escrevi. Ideias avulsas que um dia poderão se tornar uma fanfic ou até, com sorte, um livro. Continuo rolando a pagina amarela até achar uma palavra escrita em negrito: Tentando...
São titulos que um dia escrevi depois de ter uma ideia brilhante mas algumas não evolui, nem passei pro papel ou para o Word.
Definhando . . .
Ru Crazy?
Small absence forever...
As três primeiras estão concluidas, isso me da uma certa esperença, um alivio, talvez eu consiga concluir outras. Esse talvez, pode estar mutio próximo.
Codigo Diamante.
A guerra olimpiana!
Desejo sexual, Luxuria, Paixão, Exitação.
Quando não se ouve concelhos...
Unconditionally.
Assim eu não aguento.
Soltei um grunidinho angustiante ao ler esses. Não estão concluidas, nem perto disso, na verdade, quanto mais eu escrevo, mais parece que o fim está longe, quanto mais digito, mais parece que nunca vai acabar. Imagina se algum dia for tentar montar um livro? O quão longe um fim estaria pra mim?
Controlo um impulso de jogar o celular longe assim como fiz com o café e continuo a procura de algo, a procura da ideia que vai me fazer pular de alegria, me sentar em frente ao computador e virar a noite digitando.
O perfeito errado!
Os dois lados da moeda.
Diario de uma patricinha.
Essas foram ideias que eu tive mas, não tentei evolui-las. Ideias que poderiam servir para conter minha vontade de escrever algo mesmo com um bloqueio gigante mas, não serverm. O bloqueio continua.
Finalmete fui vencida pelo sono, coloquei o celular pro lado e fui dormir. Nem um sonho se quer. Nada que pudesse alimentar minha imaginção.
Depois de tomar um banho bem demorado arrependida e entorpercida por ter ido dormir tarde, andei pelo corredor até a sala e chequei o relogio na parede ao lado da porta: 15:58
Suspiei percebendo o tempo que perdi dormindo, eu poderia ter estado escrevendo, tentando escrever pelo menos, talvez até ouvindo musica ou assistindo How to get aways with muder. Mas estava dormindo, porque minha mae não me acordou.
Peguei uma maça da fruteira e dei uma mordida checando se tinha alguém no apartamento. Silencio. Me arrastei até o sofá de couro branco e me joguei, um livro quicou do outro lado sofrendo a reação da minha ação. Isso me chamou atenção pra ele, uma capa completamente azul e por trás das letras um rosto, a pele tão branca quanto possível e os labios carnudos rosados. Delirium, era o nome cravado no livro. Sorri ao pega-lo, um livro perfeito, mesmo considerando que ainda não o terminei.
Sem exitar o abri e comecei a ler me sentindo cada vez mais atraida por ele, e me apaixonando cada vez mais e sem conseguir evitar, me apixonando pelos personagens, como o Alex. Lindo e engraçado com seus cabelos da cor de folhas douradas no outono. Agora mais um de meus amores literarios. Eu queria saber como Lauren conseguiu, como eles, autores, consegum? Como não se perdem com o enredo da historia? Como todos os pontos do livro apontam para o inevitavel final? Como tudo sempre se encaixa e tem seu proposito?
Sacudi a cabeça e voltei a me concentrar na leitura, oque não foi dificil.
Parei de ler quando a porta da frente se abriu, é completamente imposivel ler quando tem gente em casa, minha irmã mais nova, Carrie, corre por todos os lados e fala, fala, fala como se nunca fosse parar, minha mãe liga a televisão e aumenta o volume toda vez que minha irmã a pertuba, já meu pai, quando esta em casa, vive gritando pra minha mãe abaixar o volume da TV e isso só piora a situação, o conflito de sons. Não sei porque isso me desconcetra, costumo ler andando de metro e de onibus, e olha que são lugares com bastante barulho.
Carrie passa correndo pela porta e desaparece pelo corredor, minha mãe vem em seguida carregando varias sacolas de supermercado.
— Já comeu? — Pergunta ela ao fechar a porta, seu cabelo esta amarrado em um coque mal feito, ela me encara com seus olhos castanhos iguais aos meus – Aposto que acabou de acordar!
— Tem uma hora que acordei!
Ela vai para cozinha e a sigo, quando ela coloca as compras em cima da mesa e abre a geladeira para beber agua, começo a revirar as sacolas em busca de algo pra comer percebendo o quanto estou com fome só agora depois de ter parado de ler.
— Oque trouxe de gostoso pra mim?
— Nada!
Continuo fuçando as sacolas enquanto Carrie entra na cozinha pulando.
— Janne! Jan! Jan!
— Oque foi? — Pergunto sem olhar pra ela
— Eu e mamãe estavamos passando na praça, ai, o tio do …. — Me disliguei do que ela estava falando e continuei a procura por alimento.
— Porque ao enves de bagunçar você não coloca isso nos armarios? — Minha mãe pergunta
— Depois...
— Vai querer Jan? — Olhei pra pequena, uma quase copia minha, cabelos escuros e lisos assim como os meus e nariz arrebitado que de tão parecido eu imagino que alguém o arrancou da minha cara e colou na dela, exeto pelas sardas que ela não tem – Heinnnn??
— Oque menina?
— O de morango!
Me lembrei que alguma coisa que ela havia dito enquanto a ignorava. Algo sobre bolo.
— Pode ser...
— Mamãe disse que você iria querer o de morango então o de maracuja é meu! — Ela abriu a geladeira e me entregou uma daquelas bandejas quadradinhas e trasparentes. Um pedaço de bolo de festa, colorido e embalado. Fiquei com agua na boca! Poderia escrever uma fic sobre aquele bolo mas, não antes de come-lo.
— Mas eu queria o de maracuja! — Solto sem pensar, um habito, implicar com Carrie mesmo sem motivo.
— É meu! — Ela faz uma cara triste, nem parece ter dez anos e sim quatro.
— Chata...- Mostro a língua pra ela e sorrio
Volto pra sala e me sento novamente no sofa pra comer o bolo, ao ver o livro me lembro de que ainda não tive nenhuma ideia, de que eu presisava ter alguma ideia.
Um pouco mais a tarde, recebo uma mensagem de Trystan. Ele esta me esperando lá em baixo na rua. Corro pro banheiro do meu quarto e esfrego um pouco de gloss no labio inferior em seguida apertando os labios para tingir toda a boca, jogo o cabelo por cima dos ombros e descido que é suficiente e que minha blusa de frio azul esta combinando com meu short branco desfiado.
Ao passar pela sala, minha mãe esta jogada no sofa se permitindo um descanço depois de ter feito o jantar, Carrie esta sentada no chão com muitas bonecas espalhadas pelo tapete, bonecas até em baixo dos pes da minha mãe.
Como sempre ela esta tagarelando:
— O nome mãe... — Insiste ela
— Hum...- Minha mãe solta um ruido que não pode ser considerando resposta
— Qual?
— De quem você esta falando garota? — Minha mãe se move apenas pra pegar o controle e aumentar o volume um pouco
— Ela! Ela! — Carri aponta com uma Barbie para a tela da TV
— A de azul? É a mulher do padeiro não sei o nome.
— Não! A com cabelo vermelho que...
Reviro os olhos e abro a porta e deixo-a fechar sozinha atras de mim. O elevador demora um pouco até chegar e então depois voltar comigo até o terreo.
— Boa tarde! — digo ao passar pelo João, o porteiro
— Pra você tambe... — o escuto dizer quando passo pelas portas de vidro saindo para a rua.
Try esta me esperando encostado em um baco ao enves de se sentar, com o celular em mãos digitando alguma coisa, quando percebe que estou me aproximando ele o abaixa e me encara. Chego mais perto e presciso ficar nas pontas dos pés para prescionar meus labios contra sua boca em um beijo.
Trystan é bem magro, mas não é feio, nem perto disso, de algum jeito milagroso (Leia-se futebol) ele consegue manter um abdmom bem definido e musculoso.
Tiro o seu cabelo loiro de seus olhos quase dourados de tão castanhos e ele me encara com um sorriso de lado.
— Oi! — digo, mas ele continua me encarando – Oque foi Try?
Ele me abraça e sorri mais ainda.
— Nada Janne! Nada..
O caminho até a casa dele é curto, então vamos a pé. Trystan não mora em apartamento, os pais dele tem uma casa própria, com quintal e piscina. O sigo para seu quarto depois de pegar um biscoito rechado no armario da cozinha e comprimentar a mãe dele.
Me sento na cama ao seu lado e abro o pacote de negresco enquanto ele liga a TV e conecta o videogame. Ele me oferece um dos controles sem fio mas nego vagarosamente com a cabeça.
— Me passe um biscoito – pede ele sem desviar os olhos da televisão
— Não.. — implico – São meus!
— Você pegou no meu armario – ele rebate mas não tenta pegar de mim, esta muito ocupado jogando.
Pego um dos biscoito e o separo em duas partes, como acostumei fazer, Try que me viciou assim, uma vez eu o vi fazendo e virou um habito nosso. Quando coloco uma das partes do biscoito na boca ele se apressa e pega a segunda parte da minha mão enfiando de uma vez na boca.
— Ei! — O empurro com o ombro – Eu disse que o biscoito era meu! — Finjo estar irritada mas o sorriso não sai do meu rosto – Vai começar a palhaçada?
Outro habito nosso, sempre que como os biscoitos desse jeito ele rouba a segunda parte, puxando da minha mão ou até mesmo da boca antes que eu possa se quer pensar em morder, eu tambem roubo quando ele esta comendo, é divertido de um jeito irritante. Ele é divertido de um jeito irritante.
Ficamos ali por um tempo, roubando biscoito um do outro e eu o assistindo jogar videogame apoiando a cabeça em seu ombro.
Um jogo que pra mim não faz nenhum sentido, eu sei a historia dele completa, eu li os livros e escuto Trystan falar dele praticamente vite e quatro horas por dia. Mas mesmo assim. Falta alguma coisa.
— Que droga! — Try aperta o controle com voracidade – Quase!
— Ainda não entendi porque você tem que matar todos esses deuses... — Murmuro
— Pra chegar em Zeus! Adquirir poder e armas. — Ele faz uma pausa e se inclina mais pra perto da TV – Você jabe disso.
Eu ri
— Não pedi pra você repetir, eu só disse que não entendi.
Ele me da uma leve cotovelada e eu retribuo.
A tela mostra um cara gigante e horrivel sendo socado por outro cara, bem menor, o personagem que esta sendo controlado por Try.
Muito sangue desnecessrio define esse jogo.
— Ei!
Ele me olha meio de lado mostrando que me escutou mas não tira os olhos completamente da luta.
Então eu continuo a falar. As ideias brotando infinitamente.
— Você iria gostar de ler uma Fanfic sobre esse jogo?
— Vocẽ sabe que eu não leio suas paradas.
— Quero dizer, eu não consegui escrever nada ainda desde aquele dia. Lembra? — Ele me olhou de lado e ascentiu — Então. Pensei em juntar God of War e qualquer outra coisa, em uma One.
— Você ainda esta com essa fixasão em escrever?
— Fixasão?
— Pois é... — Ele para de falar e grita com o jogo.
— Trystan! — Berro
— Não estou conseguindo jogar assim! — Retruca
Me indireito na cama e cruzo os braços, depois descruzo e puxo os fios soltos do meu short.
— Porque estou aqui então? — Pergunto dominada pela raiva
Ele da um pause no jogo na mesma hora e me encara, mas eu não ouso olhar pra ele.
— Jan...
Não respondo.
— Eu estou em uma fase dificil e eu... — Ele para de falar deixando a frase pela metade e simplesmente começa outra – Me desculpa! Você sabe que eu gosto da sua companhia.
— Não parece.
— Einh... Olha pra mim.
Não me mecho.
Ele passa um braço em volta do meu corpo, e me puxa pra perto, muito perto.
— Se você não dizer nada eu vou aceitar isso como desculpas aceitas...
— Cala a boca Trystan!
Ele gargalha e eu sou forçada a olhar, tão fofo.
Desvio o olhar quando ele olha pra mim de novo, droga, ele viu. Não fui rapida o bastante.
Ele coloca as mão no meu rosto e me puxa, me beijando no rosto todo, deixando uma trilha de beijos, testa, bochecha, olhos, nariz.
É bom e me faz rir.
— Agora sim!
— Idiota! — O empurro pro lado, ele pega o controle de novo e continua a jogar.
— Esta com fome?
— Um pouco – Confesso
— Rouba uma pipoca la na cozinha pra nos!
E assim eu faço, Try é tão indiferente mas tão carinhoso ao mesmo tempo, não parece ser muito possível, mas é simplemente assim que funciona com ele.
Ele pode estar fazendo oque for, mas esta ali, pode estar jogando videogame mas, esta com um ombro esconstado no meu, ele pode estar andando de skate na minha frente e me deixando pra tras de proposito mas, esta morrendo de rir e para a cada intervalo de tempo pra ver se estou mesmo o acompanhando, ele pode parecer quieto e fechado mas, se eu prescisar chorar, sei que ele vai estar aqui, ouvindo e fazendo carinho no meu cabelo.
Eu e Try não somos namorados.
Nunca pedi ele em namoro e ele tambem não, nos somos melhores amigos, talvez ele fique com outras meninas por ai, mas não é provavel, ele é o único garoto que eu beijo.
Acho que já saimos da parte da amizade a muito tempo.
Talvez sejamos mesmo namorados.
Algumas horas depois aqui estamos nos, discutindo de novo.
— Ei! — Protesto – Eu quero ir de carro!
— Você é uma maria gasolina.
Eu abro um largo sorriso.
— Vamos ou não de carro?
— São só três quarteirões Janne!
Abro o portão e saio na frente, ele tranca o portão e vem correndo me acompanhar.
Andamos um quarteirão e corremos metade do outro, rindo como malucos, e gritando um com o outro pra que fossemos ouvidos atraves dos barulhos da rua e do vento.
Paramos um pouco e nos beijamos enquanto tentavamos nos recuperar da corrida. Oque não ajudou muito, o folego já estava escasso e só pareceu ficar pior, mas eu não ligava, estava ali, com ele, sentido suas mão percorrerem minhas costas.
Parei abrubtamente e o empurrei quando senti gotas de chuva caindo.
— Droga – Ele sorriu e me puxou pra debaixo de um abrigo.
A chuva caiu mais e mais forte.
— Eu disse pra vim de carro – Disse me espremendo pra caber de baixo do toldo lotados de pessoas que não queriam se molhar.
Aquilo me deu uma luz, se fosse em um livro ou em um filme teriamos continuado nos beijando ali mesmo, na chuva, e não apertados entre esse monte de pessoas. Mas a vida não é assim.
Quase pulei de alegria quando percebi que uma ideia pra historia tinha surgido. Posso escrever sobre isso, um beijo, um beijo interrompido por chuva.
Try abriu o casaco e me abraçou, ele não tirou o caso pra mim, ele só o dividiu comigo. Oque me fez explodir mais ainda de felicidade. Mas uma coisa pra explorar enquanto escrevo sobre o beijo.
Agora só presciso de um titulo.
Ele me deixou em casa por volta das nove horas, quando a chuva parou, e pudemos andar pela rua sem pegar um resfriado.
Na manha seguinte acordei cedo de mais e quando lembrei da ideia que tive ontem corri para escreve-la, mas não senti que a coisa ia fluir:
“As mãos dela não paravam um segundo de puxar, esticar e apertar meus cabelos, ou o pouco de cabelo ruivo que eu tenho. A musica que estava tocando no meu fone era lenta e romantica que nada combinava comigo nem com aquele momento. Não e porque estou beijando que tem que ser romantico.... hsdiyuiy5 vaiii … di. Asjruys,arg..
Topicos: *Chuva *Casaco *Beijo *Masculino”
Achei que tinha uma super ideia pra escrever. Eu podia só digitar, foi oque eu tentei fazer, escrevi, apaguei, escrevi, apaguei. A sorte que não tinha um copo de café perto de mim dessa vez. Ninguém sabe de onde veio a caneca voadora não identifica até hoje e minha mãe me obrigou a esfregar as cortinas pra tirar a macha de café.
No canto da tela notificações começaram a piscar sem parar. A cada segundo mais e mais iam chegando. Azuis, pulsantes, e com @. Gente do twitter. Expecifincando: @LenaDo“etan” e @FloyMaggie. Ignorei a tentativa fracassada delas de travar meu computador e fui tentar novamente.
A ideia era simples: escrever sobre alguém sem identidade, alguém que precise de mudar o tempo todo para agradar a si mesmo e aos outros. Não conheço gente assim, não sou assim, e difícil escrever daquilo que não conheço. Sim. Já escrevi sobre vampiros, sobrenatural, depressão, mesmo sem conhecer. Mas isso é diferente (Porque eu quero que seja diferente).
Peguei o telefone é liguei pra Breetan.
Meia hora depois ela estava invadindo meu quarto.
— Como assim vai pintar o cabelo de verde?! — Perguntou antes mesmo de atravessar a porta.
— Estou tentando ter idéias. — Respondi esfregando o cabelo enquanto água da torneira caia sem parar na pia.
Breetan entrou no banheiro e desligou a torneira.
— E você já começou! — Observou a garota
— Pois é — Sacudi o cabelo pingando — Relaxa, é só um pedacinho.
Ela saiu do banheiro e sentou na minha cadeira giratória brincando com um buraco da calça jeans, tudo distraia aquela menina.
— Depois não diga que não avisei. — Pegou um biscoito do pacote que eu tinha deixado aberto desde ontem em cima da cômoda e mordeu — A propósito, quem te deu essa tinta?
— Ayna.
— Ah... mas tinha que ser.. Quer saber? Vamos raspar o seu cabelo com máquina zero. — Corri até a porta do banheiro e encarei ela. — Que foi? Não me olha assim. A ideia de mudar o visual foi sua.
— Não quero mudar nada! Eu quero digitar! — Enrolei uma toalha no cabelo e corri pra cama.
— Você tem sérios problemas. Pintar cabelo faz histórias aparecerem magicamente na sua Time Line ou sei lá como vocês chamam isso nesse tipo de rede social?
— Não faz. Eu só queria pintar a muito tempo você sabe disso. Ainda não fiquei louca cara.
— Porque não faz igual da ultima vez? Valendo: Laranjas e Placas de carro.
Não contive o impulso de rir.
— Você quer que eu escreva sobre Laranjas e Placas de carro?
— Ue. O tema que Maggie te deu da ultima vez foi mais estranho.
— Preferia escrever sobre zombies.
— Você não prescisa de nada disso Jan. Só seja você digitando.
— Não fui eu digitando da ultima vez. Você mesma acabou de lembrar disso. — Coloquei o travesseiro na cara e apertei, fazendo a toalha cair do cabelo ainda molhado.
— Nos só dissemos duas palavras e você fez uma historia com 4.000 baseada nelas.
— Tudo bem – Dei de ombros – Vou tentar.
— Só não mate o principal – Ela jogou o corpo todo pra frente e apontou o dedo na minha cara – Ta me ouvindo sua Lobinha adolescente?
— Sim senhora!
Ela riu
— Agora sente aqui e va escrever, sua viciada em Percy Jackson.
Me arrastei rindo e sentei na cadeira giratoria quando ela levantou pra me deixar sentar.
— Isso foi um elogio senhor?
— Foi um insulto tenente!
— Não. Não foi.
— Senhor!!!
— Não! Não foi senhor! – As risadas estavam incontrolaveis
— Não desacate e... A cansei quer saber? Escreve sa merda logo.
Levantei a tela do computador e abri o programa pra digitação.
Breetan estava em pé do meu lado apreensiva olhando cada letra que ia fluindo na pagina. Demorou uns dois minutos pra o contexto da ideia aparecer. Demorou mais uns cinco pra começar a escrever. Breetan estava fazendo barulho com o biscoto na boca e migalhas estavam caindo no meu ombro.
— Porfavor! Da pra você parar com isso.
— Com oque? — Perguntou de boca cheia – Ata...
Abri uma nova aba e coloquei uma playlist para tocar, oque destraiu Breetan, que foi dançar pra lá.
A fanfic começava mais ou menos assim:
“Aquele ponteirinho do mouse piscando no alto de uma folha em branco do Word.
— Nossa que odio! — Grito enquanto lanço longe a primiera coisa que esta ao meu alcance.”
O resto você já sabe, eu só queria dizer que cada um tem o seu jeito de quebrar um bloquei de ideias, eu funciono sobre pressão. E se você apostar comigo pode ter certeza que vou escrever tão rapido quanto possível uma historia no minimo razoavel.
— Bree...
— Aleluia? — Perguntou a garota quase entrando em coma de tedio
— Acabei.
— Deixa eu ler! — Gritou levantando do chão e correndo la do outro lado do quarto em minha direção, me empurrando da cadeira e sentando no meu lugar.
Assoprei a franja da cara frustada e esfreguei o braço doendo por ter caido de mal jeito no chão
— Claro que eu deixo – Disse ironica – Ate porque você pediu com um jeitinho tão meigo.
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