Para Todo Sempre S2
34 Faça o seu Pior! Penúltimo Capítulo
Notas iniciais
Para Todo Sempre
Capítulo
Faça o Seu Pior
O amor quando é amor quase tudo supera. Alguns resistem ao tempo, tramas do destino e magoas. Alguns amores são tão imenso que supera até a própria morte. Alguns dos enamorados tentam com todas as forças, desenraizar esse amor do coração, mas amor quando é amor, permanece. Mesmo em silencio, mesmo quando oculto, ele continua vivo, esperando uma oportunidade, um deslize ou mesmo uma leva falha na armadura. E quando o enamorado se permite amar e deixa-se ser amado, o amor volta mais forte, mais resistente e mais maduro.
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— Você parece tão ansiosa... Aconteceu algo?
— Sim aconteceu! Chega de teatros, chega de mentiras... Eu sei que o senhor não pode ter passado a noite com Maria, melhor dizendo com minha mãe.
Estevão paralisou, por um momento pensou ter se enganando com o que ouviu da boca de sua filha, mas ela foi tão clara, e a não apenas em palavras mais em seus olhos, que o mirava sem piscar.
— Sua mãe? _ Pergunta Estevão com a voz embargada.
— Sim, minha mãe... E o que Maria é minha mãe, não é? Por favor, não minta mais! Já bastam todos esses anos amíando essa desconhecida. _ Bella falava de maneira firme, seus olhos agora olhava a foto que por tantos e tantos anos ela venerou e amou.
— Bella, meu amor... _ Estevão se aproxima de Bella. _ Se você recordou de tudo, você precisa conhecer seu passado, através de quem te ama. Nada aconteceu como pensa... Sua tia mentiu, mentiu pra você. Maria, sua mãe é a vitima.
— Pai, eu sei...
— Você sabe? _ Pergunta Estevão surpreso.
— Sim! Sei que Maria, não é uma assassina, sei que ela pensava que eu tinha morrido, e sei que ela sempre me amou. Quando vocês tentaram me falar, contar a verdade, eu estava tão cega, envenenada por tia Alba. Que eu nem quis ouvi e disse palavras absurdas pra minha mãe.
Lembranças...
— Nunca mais me chame de filha, eu não sou sua filha! Minha mãe está morta e hoje morreu também meu pai
— Bella, o que essa mulher lhe disse? Tudo o que sai da boca dela é mentira. – Diz Maria em tamanho desespero.
— Ela foi à única que me falou a verdade! Vocês dois pra mim estão mortos! Você me enganou direitinho Maria, eu tiro o meu chapéu pra você. Nunca me enganei tanto com alguém! Ainda não acredito que carrego um sangue sujo como seu... – disse olhando para Maria. E você pai, essa é ultima vez que te chamo assim... Eu te odeio, odeio os dois!
— Não fale assim comigo e nem com Maria, eu não permito! – Disse Estevão com a voz grave.
— Não permite o que eu fale a verdade? Que o senhor se casou com uma qualquer! – disse Bella sem raciocinar direito.
Lembranças em OFF
As lagrimas percorria a face de Bella ao lembrar-se das palavras ditas...
— Eu disse coisas que me arrependeria para sempre... Disse coisas horríveis para senhor e para minha mãe. E quando eu me acidentei eu pensei que partiria sem pedir perdão aos dois, e tudo que eu queria era pedir perdão.
— Minha princesa, você não tem que pedir perdão... Você foi enganada, nós todos fomos e comentos erros gravíssimos. _ Disse Estevão limpando os olhos de Bella.
— Será que Maria... Quer dizer minha mãe vai me perdoa?
— Maria te ama, e nada que você disse ou fazer vai mudar um milésimo desse amor.
— Você acha?
— Mas é claro Isabella, não duvide nunca do amor que nós dois sentimos por você. Quando foi que você que sua memoria voltou, foi ontem ou hoje?
— Há quase um mês...
— Como assim, e por que só agora que você me diz isso? – Estevão estava ainda mais surpreso.
— Eu sei que deveria ter dito, no mesmo dia... Mas quando eu acordei e você e Maria disseram que eram noivos, sabe eu fantasie que talvez ainda pudéssemos ser uma família. Mas ontem eu percebi que estava sendo egoísta. Vocês não se amam mais. E estavam fingindo serem noivos por minha culpa. Desculpe-me por isso também, não foi nada justo nem com você e nem com minha mãe.
Estevão sorri descontroladamente...
— Pai eu não vejo graça em nada do que foi dito. _ Fala Bella com raiva.
— Ele não a beijará, não a beijará... _ Estevão diz isso em tamanho era seu êxtase. _ Obrigado, minha princesa, obrigado!
— Pai, do que o senhor está falando? – Pergunta Bella confusa?
— Minha princesa, você só precisa saber que amo sua mãe e que ela me ama. Eu preciso ir, mais tarde explico tudo! Agora eu preciso impedir um beijo. – Estevão disse isso e saiu...
Bella fica ainda mais desorientada. _ Impedi um beijo, eles se amam... Não entendo mais nada!
Estevão estava saindo quando quase esbarra em Ana Rosa...
— Estevão... Que bom que te encontrei. Preciso falar com você! _ Diz Ana Rosa.
— Agora não Ana Rosa! – Estevão nem ao menos parou, entrou no carro sem olhar pra trás.
— Estevão... _ Ana Rosa grita sem resposta.
Estevão queria chegar o mais rápido possível... Mas o transito não estava colaborando.
Ateliê
Maria contava tudo para Afonso...
— Então é isso Afonso... Sei que não tenho direito de pedir isso, e tudo bem se quiser recusar, juro que entenderei.
— Maria, você acha mesmo que recusaria um beijo seu? Que recusaria fingi que você é minha namorada... Maria você nem imagina o quando me alegro com seu pedido. Vou poder provar um pouco do paraíso, mesmo sendo uma fantasia.
— Sinto te informar Afonso, que não terá nada de paraíso pra você. Não será hoje e nem nunca que você beijará a minha noiva e futura mulher. _ disse Estevão entrando sem bater na sala de Maria.
— Estevão o que faz aqui? – Pergunta Maria.
— Encontrei outro caminho, meu amor... Você não terá que fazer nem um sacrifício, nem um! _ Estevão Enfatiza a palavra sacrifício. –encarando Afonso.
— Estevão, do que você está falando? Que outro caminho é esse? – pergunta Maria.
— Outro caminho meu amor, prefiro que a responsável mesmo te conte.
— Estevão fale de uma vez... Que outro caminho é esse? – Diz Maria impaciente.
— Prometo que logo você saberá, por hora só precisa saber que não precisamos ir em frente com esse plano absurdo.
Alguém bate na porta...
— Sr.ª Maria os representantes já estão a sua espera.
— Já estou indo Flavia... Por favor, os acomode na sala de reunião.
— Sim, farei isso!
— Eu preciso resolver umas pendencias... Estevão espere aqui! Você vai me explicar que outro caminho é esse. Afonso me desculpe... Depois conversamos.
— Tudo bem Maria, estarei sempre ao seu dispor... Pra qualquer coisa! – Diz Afonso para afrontar Estevão.
— Afonso... _ Repreende Maria. _ Preciso mesmo ir.
— Vou está aqui, meu amor... A sua espera. _ diz Estevão de um jeito galanteador.
Maria sai, deixando Afonso e Estevão sozinhos...
— Afonso, eu acho que você não tem mais nada a fazer aqui... – Estevão
— Você tem razão, o meu motivo já não se encontra nessa sala. – Afonso diz isso com meio sorriso.
— Afonso... Não me faça perder a pouca da paciência que tenho com você.
— Eu só não gosto de mentir, e esconder meus sentimentos... Você sabe, Maria sabe... Acho que qualquer que enxergue sabe que amo Maria.
— E Qualquer um que tem um pouco de bom senso, sabe que ela não sente o mesmo. Afonso, eu amo Maria, e sei que ela tem um milhão de qualidade pra ser amada, não só por mim, por qualquer um que a conheça. Entendo que a ame, posso não gostar, mais entendo. Sei que você è um homem de caráter, gentil e amigo, mas não se ama só por isso. Amor não se explica, eu amo aquela mulher, a amo demasiadamente. E é por ela que eu te tolero, só por ela. Então por favor, não teste minha paciência. Fui claro?
— Quase transparente... Não precisa ter medo Estevão, não vou destruir a sua felicidade, você já tem graduação nisso.
— Não tem medo, Afonso... O meu amor e de Maria superou tudo. O tempo, os erros a magoa... Ele está mais forte do que nunca. Espero que você encontre alguém e que um dia experimente um amor, pelo menos um pouco parecido com o meu amor por Maria e dela por mim.
— Estevão só aviso... Se você magoa cometer qualquer deslize ou falhar com Maria, saiba que eu vou está à espera dela. Sempre! Eu vou está à espera de um erro seu, pra mostrar a ela o quanto a amo, e como eu posso fazê-la feliz.
— Vai ser um espera, interminável... Posso te garantir! _ Diz Estevão firmemente.
Afonso sorri, e sai sem mais nada dizer...
Maria demorou, mais algum tempo, depois volta e encontra Estevão olhando alguns desenhos...
— Gostou? São de nossa filha! _ diz Maria orgulhosa
— São lindos!
— Agora o senhor San Roman vai me explicar que outro caminho é esse... _ Maria diz isso se aproximando de Estevão.
— Uhm... Será que seu noivo não merece nem uns beijos. _ Estevão puxa Maria, pra sentar nas pernas dele.
Ela une todas as coisas
Como eu poderia explicar
Um doce mistério de rio
Com a transparência de um mar
— Não sei... Talvez se ele me contar que outro caminho é esse, ele possa ganhar muito mais que uns beijos. _ Fala Maria de forma sedutora e maliciosa.
Ela une todas as coisas
Quantos elementos vão lá
Sentimento fundo de água
Com toda leveza do ar
— Isso é uma tremenda proposta, mais infelizmente não posso... _ _ Estevão tenta puxa Maria para o beijo, mas ela devia dos lábios dele.
Ela está em todas as coisas
Até no vazio que me dá
Quando vejo a tarde cair
E ela não está
— Então não terá beijos, e nem tantas outras coisas maravilhosas, que poderíamos fazer aqui nessa sala, nessa mesa... _Maria enuncia as palavras distribuindo beijos no queixo e no pescoço de Estevão.
Talvez ela saiba de cor
Tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar
Ela só precisa existir
Para me completar
— Ah, minha miragem! Não faz isso. _ Estevão segura Maria, mais firmemente que mesmo ela tentando se desvencilha dos braços de seu amado não consegui.
Ela une o mar
Com o meu olhar
Ela só precisa existir
Pra me completar
— Não vou cair no seu charme, Estevão San Roman... _ Maria diz isso o olhando de maneira mais sedutora.
— Tem certeza que não vai? Eu acho que não existe mais saída. Você é toda minha! E sou completamente seu... Pertencemos um ao outro para todo sempre, minha morena! _ Estevão percorre o pescoço de Maria com seus lábios quentes, fazendo-a estremecer em seus braços.

Uma batida inconveniente atrapalha aquele momento apaixonante. Maria levanta depressa, se recompõe, ou melhor, dizendo tenta. Com a voz embargada, manda a pessoa entrar...
— Mãe, eu tenho ótimas noticias! _ Diz Vivian falando de forma eufórica. _ Olá Estevão, não sabia que estava aqui.
— Olá Vivian... Que boas noticias você trás? _ Pergunta Estevão.
— O desfile foi um sucesso, só elogios em todos os meios de comunicação. _ Fala Vivian entusiasmada.
— Que maravilha minha filha!
— Espero não ter atrapalhado nada, vocês estão um pouco estranho...
— Não atrapalhou nada minha filha... _ diz Maria um pouco constrangida.
— Eu já estava de saída Vivian... _ Estevão se coloca de pé. _ Vou deixar as senhoritas trabalharem...
— Estevão... Você não vai mesmo me falar?
— Claro que vou, mas não agora. As duas estão intimadas para um jantar na minha casa! _Estevão da um selinho em Maria... _ Te amo!
— Também Te amo! _ Responde Maria.
— Tchau Vivian... Até mais. _ Diz Estevão ao se despedi de Vivian e sair.
Estevão decide não trabalha, queria tornar aquela noite, uma das mais perfeita para toda família. Volta para Mansão. Explica todo o mal entendido para Bella, e o plano absurdo de Alba. Os dois elabora um jantar... Juntos tiram o quadro principal da sala, e naquele momento os dois sentem um alivio.
— Então bom se livra de tudo o que não mais no pertence. _ diz Bella se referindo ao quadro que estava apoiando em suas pernas. _ Estou tão nervosa, hoje será a primeira de muitas vezas que vou chamar minha mãe de mãe. _ Bella se emociona. _ Pai amei minha mãe sem ao menos saber que existia uma ligação, sanguínea. Ela é tão incrível! _ Bella elogia Maria com um deslumbre em seu olhar
— Só suspeito pra falar... Mas Maria é o ser mais extraordinário que eu conheci. _ Estevão a baixa como se cada palavra de elogio a Maria, o fizesse sente-se um ser desprezível. _ O que eu fiz com sua mãe, foi e sempre será o meu maior erro. Deixei-me cegar, pelo ciúme e a ira. _ Ele suspira enquanto as lagrimas, que descia em sua face com um peso de uma tonelada caia. _ tirei algo que nunca, independente do tempo que tenho de vida, vou poder compensar. Bella, sua mãe conseguiu, não sei como, mas ela conseguiu me perdoar; Então agora eu te pergunto, tu podes me perdoar?
— Pai, o senhor me deu todo amor, não posso dizer que não senti falta do amor de uma mãe; eu mentiria se assim falasse, mas o senhor me preencheu da forma, mais profunda, me ensinou, coisas que em dez vidas eu não esquecerei. Eu juguei minha mãe, eu não posso te acusar de nada, e nem nada o tenho a perdoar. Fomos vitimas todos, de uma crueldade que nos roubou muito, e talvez o tempo seja curto, mas ele será muito bem gasto, seremos o que nunca deveríamos ter deixado de ser. Talvez eu não tenha tido uma mãe na infância, na adolescência, mas posso te garante; senhor San Roman eu Isabella San Roman, tive o melhor pai do mundo! _ Bella abraça o pai e os dois choram, aquele momento era de um recomeço. _Agora vamos “agilizar” esse jantar, tenho que mostrar a minha mãe que sou uma menina cheias de dotes. E muito bem treinada.
— Vamos sim minha pequena... A mulher da nossa vida merece o melhor. _ Estevão levanta ainda balançado com o momento e ajuda Bella se locomover até a cozinha.
Os dois organiza cada detalhe do jantar...
Hotel
Maria se arrumava, estava ansiosa, para saber que outro caminho era esse que Estevão havia encontrado. Ela passava o batom, quando o telefone do apt. Hotel toca...
Chama ON.
— Senhora Sandoval, tem uma senhora que a procura. Disse que se chama Alba. Mando-a subir?
— Não! Diga que estou descendo.
— Certo! Avisarei.
Maria vai ao encontro de Alba, sentia cólera, só no ouvi o nome. Entra no elevador, respira profundamente, quando o elevador para no térreo. Sua pisada era firme, ela encara Alba. Que estava sentada em um dos sofás da recepção.
— O que faz aqui? Creio eu que não veio apenas poluir o ar. _ Diz Maria, mais sarcástica que nunca.
— Ah Maria, você não mudou nada, continuar com o mesmo ar de prepotência. _ Alba diz isso e sugeri que Maria sente-se.
— Diga logo o que faz aqui, não tenho tempo a perder, principalmente com um ser tão desprezível como você.
— Você parece que esqueceu que a sua felicidade, está aqui.. _ Alba bate na palma de sua mão. _ Eu não falaria assim, com alguém que pode destruir todos os meus sonhos, de ter minha filha de volta. _ Ou será que já desistiu de ter Bella em seus braços a chamando de mãe? _ Eu entenderia, na verdade não entendo como pode querer tanto aquela, menina insuportável. _ Alba faz menção a Bella, e sua expressão era de total repulsa.
Maria pega, o braço de Alba, com uma força surreal.
— Lave sua boca, pra tocar no nome da minha filha. _ Ela levanta Alba do sofá. _ Sai daqui, Alba... Minha felicidade nunca esteve em suas mãos. Você me passa um monte de sentimento, mas posso garantir que nenhum deles é medo. _ Maria ainda segura o braço de Alba, alguns pessoas olhava curiosa à cena.
— Você fez sua escolha, você vai se arrepender! _ Ameaça Alba.
— Faça o seu pior! Se for guerra que você quer, é guerra que terá!
— Mãe... _ Chama Vivian
Maria solta o braço de Alba...
— Saia daqui não me faça chamar os seguranças pra te escorraçar.
— Você vai pagar caro!
— Já disse, faça o seu pior! Só te garanto uma coisa, eu vou acabar com você, eu vou destruir cada centímetro da meda da sua vida. E quando você estiver na sarjeta, eu vou sentir pena, dos ratos que terão o desprazer de conviver com o ser mais repulsivo dessa terra. _ Maria proferir cada palavra, com um ódio nos olhos.
Alba sai por conta própria, jurando vingança.
Maria sentiu uma leve tontura, senta no sofá, deixando Vivian preocupada.
— Mãe você está bem? _ pergunta Vivian
— Sim, meu amor! Estou bem.
— Você não parece bem, está pálida.
— Foi apenas uma vertigem, nada demais... Vamos estamos atrasadas. _ Maria diz isso e se coloca em pé.
— Tem certeza, não seria melhor cancelar?
— De maneira nenhuma! Estou bem, eu juro.
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